“Olá, meu nome é Cauê. Sou músico, escritor, fotógrafo, haijin, poeta e praticante do zen-budismo. Ah! E já ia me esquecendo: feliz pra caramba!”
Assim, o autor de Breves histórias da minha esquizofrenia, o brasiliense Cauê Macedo Parreiras, se apresenta em bate-papo com o Blog da Pangeia. “O livro”, ele diz, “é um compilado de relatos que têm início quando decido abraçar a minha mente, esquizofrênica ou não. E observar meus processos internos, assim como observar a minha imaginação, o que me levou à liberdade dentro de mim mesmo.”
“O livro trata de Liberdade e contém ampla abrangência das minhas experiências, no que se refere aos meus processos mentais, sensitivos e imaginativos. Ou eu poderia dizer: o que se seguiu, quando decidi me divertir com a minha mente esquizofrênica.”
Blog da Pangeia – Você tem outras experiências como escritor. Nos fale um pouco dessa “travessia”.
Cauê – Tenho um livro intitulado Através da Minha Vida, publicado pela editora Viseu em 2018. Neste, a narrativa se desenrola em uma junção de vivências nada comuns e cheias de significado, dando prioridade aos eventos que se relacionam com a minha história com a esquizofrenia. Eu gostei do livro. Participei de algumas antologias de contos, poesias e relatos também. Estou expandindo uma atividade singela de produções diárias que mando para pessoas próximas. Faço fotos com haikais, depois toco uma improvisação no piano tentando expressar a peça, instrumentalmente e envio para pessoas próximas pelo WhatsApp. Transformei isso em formato de curso on-line pela plataforma Hotmart, para usar como um streaming das minhas produções, onde posto estes shahais pianísticos e cobro o acesso. Shahai é como se chama, em japonês, a arte de fazer um haikai junto com uma fotografia. E estou com mais um e-book pronto sobre meus momentos de andarilho zen aqui em Brasília.
Blog da Pangeia – Fale-nos um pouco sobre o livro Breves histórias da minha esquizofrenia.
Cauê – O livro é uma amostra de que é possível transformar o sofrimento em uma aventura cheia de verdadeiro significado. Quem ler este livro descobrirá que, mesmo em sofrimento, é possível viver coisas valiosas, pacíficas, agradáveis, prazerosas, direcionando a vida para o suave prazer das coisas simples, ao passar a olhar para elas com o valor que têm, como olhar pela janela durante o café da manhã e perceber a beleza da existência.
“Breves histórias da minha esquizofrenia é um livro muito divertido. Não inventei nada. Então, quem for ler verá minhas experiências um tanto inusitadas sendo vividas de modo intenso, mas de jeito nenhum carrancudo.
Blog da Pangeia – A quem agradece por realizar e estar lançando este livro?
Cauê – São diversos agradecimentos aos que colaboraram para o livro: Buda, Bruce Lee, Dan Millman com quem já tive a honra de conversar por e-mail. Richard Bach, Patch Adams, quem mais… esses são os mestres, né? Tenho que agradecer a meus pais, minhas irmãs, minha deusa tão linda que cuida de mim (minha esposa), e minha filha, que ilumina meus dias. E também aos leitores; que todas e todos vocês encontrem a liberdade interior e a felicidade de agir.
Gasshô!
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