Aira Maiger lança em breve um novo livro de poemas

Aira Maiger, a celebrada autora de 33 e do perfil @aira.maiger no Instagram, está finalizando os preparativos para lançar um novo livro, sobre o qual ela fez uma postagem AQUI.

O novo livro tem ilustrações de Yo’oru, @yo.oru, que também assina a capa, e a diagramação é da designer Yueh Fernandes, @yuehfernandes, autora do livro Morangos silvestres sob o sol do verão.

O novo livro contém algumas das características do primeiro livro da poeta:

  • diversidade de formas poéticas (forma livre, sonetos, haikais, tankas etc.)
  • menções intertextuais manipuladas em clave antropofágica
  • evocações que vão da literatura clássica à cultura pop mais contemporânea
  • dicção que trata de temas perenes da existência humana à indignação com o dia-a-dia dos meandros sociais e políticos das manchetes atuais.

Solicitada pelo Blog da Pangeia a responder a algumas questões propostas em tópicos, Aira Maiger se desdobrou em reflexões sobre muitos temas: a vida, o universo, a humanidade, a arte, a família e outros mais, inclusive sobre a própria poesia e sobre a sua compreensão de ser “zebra em um mundo de cavalos”.

Eis pequena seleta da “DesEntrevista”, que ocupa dez páginas do novo livro de Aira Maiger, cujo título será revelado em breve no insta da escritora:

“A vastidão assusta. O cosmos, quando olho para o céu noturno, parece mais real até que a morte. Que a vida.””

“Na arte… o limite é legal, porque dá aquela sensação de explorar, desafiar ele.””

“Nada substitui a experiência.””

“A gente tem que botar as coisas do jeito que quer. Já está tudo ficando harmonizado demais nessa vida.””

“É claro que a arte traz vários benefícios, o que advém justamente de sua inutilidade prática. Inútil e valiosa quanto o ser humano. A arte deve incomodar, tirar as coisas do lugar.”

“Ser livre, na vida e na arte, desestabiliza a ilusão coletiva do senso comum.””

“Claro que a arte traz benefícios, isto está provado, mas acho que isso vem justamente da sua inutilidade prática. É inútil, tão inútil e tão valiosa quanto o ser humano. E não só acho que ela não precise ser satisfatória: às vezes, deve não ser. Deve incomodar, tirar as coisas do lugar.”

“Eu sou aquela criança meio desajeitada… Tenho o hobby contraproducente de chocar.”


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