A Arte de Escrever – Apresentação: COMO PUBLICAR SEU LIVRO

Escritores ─ poetas, ficcionistas, cronistas ou estudiosos em geral ─ amadurecem no silêncio e na solidão.

Muitos deixam seus poemas, contos, romances, novelas, crônicas e reflexões nas gavetas das escrivaninhas, nos arquivos dos computadores, sob chaves ou senhas, ou em baús, caixas e pastas… e os textos se perdem, e se perde uma voz, perde-se uma visão de mundo, perdem-se os lampejos de uma existência que riscou sua marca apenas nas cicatrizes de si mesmo, não no grande tronco da vida compartilhada.

Saudemos aqueles que amadurecem silenciosamente na expectativa de virem a público já feitos, no pleno domínio da arte de escrever. Caso tenha chegado a esse ponto, este texto é especialmente para Você, embora também seja para aqueles que estejam no início do aprendizado da arte de escrever.

Sair do fundo da gaveta, do anonimato do próprio computador, das caixas, pastas ou baús para a concretude física de um livro ou a virtualidade concreta de um e-livro está cada dia mais fácil, mais possível, mais viável. Tal facilidade, no entanto, é enganadora, é um canto de sereia que faz naufragar intenções e talentos.

A facilidade induz autopublicações aos milhares, e na multidão física ou na miliardária multidão virtual, livros desaparecem como se jamais tivessem existido. Ser escritor ─ ou escrever para o anonimato de si mesmo ─ é ser sem estar; e há o estar em livro, físico ou eletrônico, sem de fato existir; para ser mais que um número no riocorrente, para significar, para ser-estar, é preciso colocar a sua voz, o seu texto, a sua significação no mundo para além de um existir que de fato não existe.

Até cinquenta anos atrás, as editoras faziam, com falhas aqui e ali, o papel de tornar os livros realmente existentes. A seleção das editoras, em que pese equívocos vários, realizava a curadoria para os leitores. Nos anos 1970, a autonomeada Poesia Marginal, com as publicações mimeografadas, rompeu o medroso bloqueio dos editores e revelou alguns nomes que se tornaram canônicos.

Hoje, o paradigma das grandes casas editoras está superado quanto ao processo de produção de livros, tendo por objetivo central obter lucro para acionistas anônimos, de origem no fluxo financeiro multinacional. De outro lado, as editoras pequenas, de nichos, se multiplicam. A validação canônica, antes a cargo de críticos humanistas em jornais, migrou para a universidade, no mais das vezes alheia – inteiramente alheia – ao mundo mais próximo, que pulsa e geme ao seu lado. E a “validação” das redes sociais, com exceções, é realizada sem a formação humanística dos antigos críticos. Ao fim, o sucesso se mede em curtidas, em números, no raso.

Como publicar hoje seu livro e ir além do ser sem existir, do existir sem ser?

A autopublicação virtual em grandes plataformas da internet tem se mostrado uma alternativa que pouco satisfaz, pois não traz junto o livro físico, ainda necessário, e não destaca o livro em meio a centenas de milhares de outros.

A autopublicação do livro físico, sem os cuidados de uma casa editora que trate profissionalmente o livro como objeto e como produto, também gera frustrações, pois resulta no mais das vezes em obras sem o cuidado adequado, até mesmo sem os critérios básicos necessários para qualquer livro.

Para além da publicação, que hoje pede as duas opções simultâneas, a do livro físico e a do e-livro, há, depois do livro e do e-livro prontos, que cuidar da circulação, da venda, da divulgação, do acesso aos meios de validação (booktubers, redes sociais, jornais, universidade, etc.), da manutenção do livro ao menos em destaque relativo que o faça aparecer, que o faça ser-existir para além da multidão de similares.

É neste perfil que vejo a proposta de editoras como a Editora Pangeia, que abriga este artigo. Oferecer meios adequados e a preços justos para autopublicação, assim como o cardápio editorial próprio, que valoriza a Editora, além dos selos Dionysius e Saruê; a proposta global me atraiu e publicarei um livro de ficção na Dionysius, diversos livros do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, o GPLV, no selo acadêmico Pangeia, e livros infantojuvenis no selo Edições Saruê.

No contexto descrito acima, é importante procurar uma editora que ofereça serviços editoriais adequados, a um custo justo, e uma boa estrutura de vendas para o seu livro. O portfólio oferecido pela Editora Pangeia atende ao que passei anos procurando. Mas para Você, que escreve, o que importa é: amadureceu suas reflexões, concluiu a escrita de seu livro, dê luz a ele e lhe dê à luz, em um espaço em que sinta que de fato existe e no qual o seu livro também tenha existência plena.

Do concerto de vozes teremos não uma babel, como uns tantos temem, mas um mundo que se conserta pela participação de todos.

 

Rauer Ribeiro Rodrigues
Professor; Ficcionista; Em travessia.

 

Informação importante: O Prof. Rauer ministrou na pós-graduação de literatura um Curso de Escrita Criativa; a nosso pedido, alguns dos textos que serviram de diretriz para as aulas serão replicados no Blog da Editora Pangeia ao longo das próximas semanas e meses, sendo publicados sempre às sextas-feiras. Não perca. Vale a pena acompanhar. (Rízio Macedo Rodrigues, Editor, Editora Pangeia).

 

A ARTE DE ESCREVER – links descritivos de todos os artigos da série.

https://editorapangeia.com.br/blog/

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Comentários Recentes

  • Rauer Rodrigues
    setembro 22, 2019 - 12:44 pm · Responder

    Bom dia!
    As reflexões desse pequeno artigo sobre mercado editorial abre a Série A ARTE DE ESCREVER, com publicações semanais que estão na sequência, aqui no blog da Editora Pangeia.
    Para estabelecer diálogo sobre as publicações, fique à vontade para nos contatar pelas redes sociais ou – preferencialmente – nos comentários deste blog.
    Cordial abraço!

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