Bertaglia: O custo oculto de quem sempre é do contra

Autor de Supply Chain, Logística e Liderança: o futuro é hoje, e enquanto prepara os próximos livros, que em breve serão lançados aqui na Pangeia, Paulo Roberto Bertaglia, professor e estudioso da área de novas tecnologias aplicadas aos negócios e à vida empresarial, vem publicando reflexões no formato de pequenas fábulas na newsletter “Crônicas do Bertaglia”, no LinkedIn. Bertaglia assim apresenta essa iniciativa: Reflexões em forma de histórias. O objetivo? Fazer pensar, provocar, ensinar e, quem sabe, transformar.

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Reproduzimos abaixo uma das “Crônicas do Bertaglia”:

🦉 O Custo Oculto de Quem Sempre É do Contra
Paulo Roberto Bertaglia
🦉Supply Chain Enthusiast | Escritor | Fundador do Prosa com
Bertaglia | Professor | Mentor | Palestrante | Advisor
9 de maio de 2025

Era uma vez uma clareira onde os sabiás se reuniam todas as manhãs para cantar. Seu canto não era apenas melodia. Era organização. Enquanto cantavam, combinavam rotas de voo, revezavam ninhos, dividiam sementes e protegiam a floresta. Aquele coral era, ao mesmo tempo, sinfonia e estratégia.

Tudo fluía bem… 
até que o porco-espinho chegou.

Ele não era mau. Era observador, atento, inteligente. Mas, em pouco tempo, todos perceberam uma coisa: ele sempre era do contra.

Quando os sabiás sugeriam cantar mais cedo para evitar o sol forte, ele dizia que era melhor depois da chuva. Quando queriam voar para o norte, ele dizia que o sul era mais interessante – sem nunca explicar por quê. Quando alguém propunha inovar na melodia, ele resmungava que a antiga era mais “raiz”.

E o pior: 
nunca trazia alternativas. 
Só objeções.

No início, os sabiás tentaram ouvi-lo com paciência. Acreditavam na pluralidade. Mas com o tempo, o clima mudou. Os encontros começaram a atrasar. Alguns pássaros deixaram de comparecer. Outros voavam contrariados. O coral foi se esvaziando. E o canto, silenciando.

Foi então que um beija-flor – visitante de outra mata – pousou por ali e ouviu o que restava do ensaio.

Que silêncio estranho... — comentou ele.

Um sabiá respondeu, desanimado:

O canto virou discussão. 
E a discussão, cansaço.

O beija-flor olhou para o porco-espinho, que resmungava algo sobre a umidade do ar e sobre como ninguém dava atenção às suas preocupações.

E disse:

Divergir é vital.
Mas quem só aponta problemas 
sem propor caminhos não é crítico. 
É sabotador. 
Ninguém voa bem onde o peso de um só 
segura as asas de todos.


Os sabiás refletiram. E entenderam.

Na manhã seguinte, convidaram o porco-espinho a trazer uma proposta concreta para o canto. Ele não apareceu. Preferiu resmungar sozinho à sombra. E o coral voltou a cantar. Mais afinado, mais leve, mais forte.

Moral da história:

Organizações precisam de vozes que questionem: mas também de quem contribua para construir. Ser do contra por hábito é como espinho em coral: afasta, desanima e paralisa. Divergir é saudável quando nasce do compromisso com o voo coletivo.

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