{"id":9480,"date":"2022-05-16T22:09:46","date_gmt":"2022-05-16T22:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=9480"},"modified":"2026-02-25T18:24:03","modified_gmt":"2026-02-25T18:24:03","slug":"arte-escrever-20-microconto-cacos-estilhacos-fotons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/arte-escrever-20-microconto-cacos-estilhacos-fotons\/","title":{"rendered":"A ARTE DE ESCREVER 20 &#8211; Microconto: cacos, estilha\u00e7os e f\u00f3tons"},"content":{"rendered":"<p>Em literatura, os temas s\u00e3o inesgot\u00e1veis, sempre h\u00e1 o que descobrir nos grandes autores, sempre h\u00e1 o que inventar, nos dizem \u2014 com a obra em progresso \u2014 os novos autores. E, assim, voltamos a um tema j\u00e1 por duas vezes trabalhados nesta s\u00e9rie \u201cA Arte de Escrever\u201d, o microconto: veja <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\"><strong><u>AQUI<\/u><\/strong> <\/a>e <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-12-a-concisao-do-infinito-com-antologia-de-microcontos\/\"><strong><u>AQUI<\/u><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Trazemos agora a voz de uma pesquisadora do tema, a doutoranda <strong>Karina Torres Machado<\/strong>, da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras \/ Estudos Liter\u00e1rios, Mestrado e Doutorado, do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas da UFMS. Al\u00e9m de estudar \u201calguns princ\u00edpios organizacionais e algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas do modo de narrar\u201d do microconto brasileiro das duas primeiras d\u00e9cadas do 3\u00ba mil\u00eanio, a pesquisadora faz antologia, com mais de 50 microcontos, para confrontar teoria e pr\u00e1xis.<\/p>\n<p>Alguns dos microcontos foram escritos por estudantes do curso Oficinas de Escrita Criativa, oferecido on-line no primeiro semestre de 2022 no PPG-Letras Mestrado e Doutorado em Estudos Liter\u00e1rios do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas da UFMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ao escavar cacos do estilha\u00e7o do mundo de nosso tempo, Karina Torres Machado encontra os f\u00f3tons do humano no solo el\u00edptico, intertextual e altamente inventivo e elaborado do microconto.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(<strong>Rauer<\/strong>).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">MICROCONTO: CACOS DO ESTILHA\u00c7O<br \/>\nDO MUNDO, F\u00d3TONS DO HUMANO<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Karina Torres Machado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">LIVRO<br \/>\nQuando abriu, os dinossauros ainda estavam l\u00e1.<br \/>\n<em>Adriano Salvi<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 81<\/p>\n<p>Diante de tempos flu\u00eddos e fugidios, em que a escassez de simboliza\u00e7\u00e3o e fabula\u00e7\u00e3o latejam na constitui\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos, o debru\u00e7ar-se sobre a microfic\u00e7\u00e3o, como forma de desvendar os tra\u00e7os, a forma e a est\u00e9tica que a\u00a0constitui, \u00e9 tarefa necess\u00e1ria para resgatar o prazer e a sensibilidade de enredar- se em novas tramas e deparar-se com a expressividade da palavra, permitindo, assim, a constata\u00e7\u00e3o, a descoberta e mesmo a cria\u00e7\u00e3o de novas realidades fractais da fic\u00e7\u00e3o e da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O microconto, g\u00eanero liter\u00e1rio encontrado j\u00e1 no s\u00e9culo XIX (para n\u00e3o voltarmos \u00e0 antiguidade cl\u00e1ssica) em escritores brasileiros e de outras nacionalidades, figura, no s\u00e9culo XXI, como est\u00e9tica proeminente em busca de uma po\u00e9tica pr\u00f3pria, visto n\u00e3o ser g\u00eanero encurtado ou derivado do conto e beber em todos os g\u00eaneros liter\u00e1rios para arquitetar inovadora express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>Vamos ver, na sequ\u00eancia, alguns exemplos de microcontos de autores brasileiros contempor\u00e2neos, de modo a deles destacar alguns princ\u00edpios organizacionais e algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas do seu modo de narrar. Iniciemos com dois microcontos da escritora Alciene Ribeiro Leite, que eventualmente assinou Alciene Ribeiro ou Alciene Maria:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">EM ELIPSE<br \/>\nOra\u00e7\u00e3o de sujeito oculto que insiste em se dizer sem palavras \u2013 eis o\u00a0microconto.<br \/>\n<em>Alciene RIBEIRO [Leite]<br \/>\n<\/em>\u201cminimus\u201d, <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong><em>,<br \/>\n<\/em>2020, p. 23<\/p>\n<p>O microconto tem por estrutura basilar a elipse, figura que desencadeia a iman\u00eancia de um n\u00f3 dram\u00e1tico impl\u00edcito que, reduzido \u00e0 m\u00ednima forma, exige conhecimentos pr\u00e9vios do leitor para criar universos de sentidos, em di\u00e1logo com os demais g\u00eaneros liter\u00e1rios e com a exemplaridade da vida humana. Assim, o microconto, como s\u00edntese de impress\u00f5es cifradas, requer a plasticidade do pensamento e exige do autor a elabora\u00e7\u00e3o de elipses que absorvam o todo e o reduzam ao m\u00ednimo.Para isso, explora o uso de voc\u00e1bulos que deflagram a parte vis\u00edvel do texto \u2013 s\u00edntese do que ser\u00e1 dito e imagem do que quer ser mostrado \u2013 a fim de convidar o leitor, emp\u00edrico e real, para preencher as omiss\u00f5es e substantivar o narrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">S\u00cdNTESE<br \/>\nDo maior ao menor conto, tudo acaba no ponto.<br \/>\n<em>Alciene RIBEIRO [Leite]<br \/>\n<\/em>\u201cminimus\u201d, <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong><em>,<br \/>\n<\/em>2020, p. 14<\/p>\n<p>Representativa das hist\u00f3rias orais da humanidade e possuidora dos princ\u00edpios digitais do s\u00e9culo atual, a microfic\u00e7\u00e3o trabalha o texto liter\u00e1rio na sua capacidade de se adaptar \u00e0s exig\u00eancias do tempo presente e de criar novas e inovadoras estruturas representativas. Metaliteratura e metafic\u00e7\u00e3o unem-se nos dois microcontos transcritos como forma de deslindar a contemporaneidade. E assim se apresentam a velocidade e a efemeridade do tempo a delimitarem a carpintaria liter\u00e1ria, impondo na fugacidade, no n\u00e3o dito e no sil\u00eancio a sua forma compacta e impactante. O microconto, constru\u00eddo pelo princ\u00edpio do chiste, de palavras plurissignificativas, de brevidade, de analogias e alus\u00f5es, utiliza-se de substantivos-s\u00edmbolos e da aus\u00eancia de termos assess\u00f3rios para compor o efeito cumulativo que exp\u00f5e o estilha\u00e7amento do mundo contempor\u00e2neo. O contar de Alciene \u00e9 o conto que faz o microconto e o ponto que instaura a vida narrada.<\/p>\n<p>Em outra clave, o caminhar hist\u00f3rico do homem exige a renova\u00e7\u00e3o de estilos e a depura\u00e7\u00e3o de novas sensibilidades para representar tal percurso. Diante disso, por meio da leitura da narrativa intitulada \u201cMicroconto\u201d, de Rauer, publicada originalmente em plataforma virtual e que agora comp\u00f5e a se\u00e7\u00e3o \u201cBrev\u00edssimos\u201d, em <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos <\/em><\/strong>(2020), engendramos algumas concep\u00e7\u00f5es basilares do microconto, como forma de indiciar sua po\u00e9tica. Vamos \u00e0 leitura:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">MICROCONTO<br \/>\nNarrativa.<br \/>\nCristal-Vivo.<br \/>\nUma s\u00f3 visada.<br \/>\nUm \u00fanico golpe.<br \/>\nNocaute.<br \/>\n<em>RAUER<br \/>\n<\/em>\u201cBrev\u00edssimos\u201d, <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong><em>,<br \/>\n<\/em>2020, p. 179<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na arquitetura estil\u00edstica do microconto, a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo tem sido abandonada ou tornada erroneamente facultativa na escrita de alguns autores\u00a0\u2013 consideramos err\u00f4neo n\u00e3o haver t\u00edtulo em microconto uma vez que, ao utilizar um t\u00edtulo, o autor amplifica a pot\u00eancia significativa do texto diante da economia de recursos caracter\u00edstica do g\u00eanero. A presen\u00e7a do t\u00edtulo coaduna com o texto e cria a unidade narrativa respons\u00e1vel por identificar o microrrelato, sendo parte da clave interpretativa (cf. ECO, 1985), paratexto em macroestrutura que manipula a expectativa do leitor, uma vez que explora o entrevisto no microconto por meio do impacto e da surpresa concebidos. Quanto a esse aspecto, o t\u00edtulo tamb\u00e9m \u00e9 fundamental no conto de Marcio Markendorf que lemos aseguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">REALIDADE<br \/>\n\u2013 Machucou?<br \/>\n\u2013 Qu\u00ea?<br \/>\n\u2013 Quando voc\u00ea caiu em si?<br \/>\n<em>Marcio MARKENDORF<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 34<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No microconto de Marcio Markendorf, o t\u00edtulo funciona como moldura que delimita e amplia as percep\u00e7\u00f5es de leitura do texto. Do livro <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado no final de 2021, vejamos, de uma jovem autora, revelada por essa colet\u00e2nea, mais um conto em que o t\u00edtulo desempenha papel narrativo decisivo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-9484\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa-221x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa-221x300.jpeg 221w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa-700x949.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa-295x400.jpeg 295w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa-516x700.jpeg 516w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Larissa.jpeg 755w\" sizes=\"auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><br \/>\n<em>Larissa VALDIER<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 155<\/p>\n<p>O t\u00edtulo est\u00e1 na primeira linha, mas somente com a inicial mai\u00fascula, e a primeira frase, com todas as letras em mai\u00fasculas, se destaca similar a um t\u00edtulo. O t\u00edtulo termina em dois pontos, passando a integrar a economia narrativa intr\u00ednseca, al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o paratextual. A manipula\u00e7\u00e3o que inverte o costumeiro se segue na narrativa com uma palavra em vertical, e ela sugere um grito, um pedido de socorro que se alonga no tempo-espa\u00e7o da p\u00e1gina, da leitura e do <em>pathos<\/em>. O final do texto \u2013 com uma frase truncada que multiplica significados \u2013 pede, de imediato, o retorno ao t\u00edtulo, e da circularidade sem fim que se instaura emerge um relacionamento interpessoal, amoroso ou familiar, correspondido ou n\u00e3o, que se eterniza na frustra\u00e7\u00e3o, na decep\u00e7\u00e3o, no desrespeito, na desilus\u00e3o, na heteronomia, no duplo silenciamento, na depress\u00e3o e no luto do outro e de si mesmo. Em seis palavras, a vida inteira se resume.<\/p>\n<p>Sem o t\u00edtulo, o microconto de Larissa Valdier perderia um tanto de sua for\u00e7a, de seu impacto, da dolorosa ambiguidade que instaura, na qual o enunciador denuncia o seu sofrimento e anomia e, nas frinchas, o texto exala sadismo e dores que se silenciam no espelho do sofrimento do outro, em alteridades inconcili\u00e1veis.<\/p>\n<p>Vale destacar, em &lt; <a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/p\/CZ0W4O6LEbc\/\">https:\/\/www.instagram.com\/p\/CZ0W4O6LEbc\/ <\/a>&gt;, o depoimento da autora sobre seus microcontos selecionados para o <strong><em>Micros- Beag\u00e1<\/em><\/strong>, conforme consta no perfil do instagram @pangeiaeditora, da Pangeia Editora, em uma s\u00e9rie de cards sobre a colet\u00e2nea.<\/p>\n<p>Voltando ao microconto com o t\u00edtulo \u201cMicroconto\u201d, de Rauer, tal t\u00edtulo, metaliter\u00e1rio e metalingu\u00edstico, real\u00e7a a narrativa vis\u00edvel que ser\u00e1 narrada, ao passo que convida e instiga o leitor a desvendar as camadas internas de leitura, camadas constru\u00eddas nos interst\u00edcios dos sil\u00eancios posteriores a cada palavra-par\u00e1grafo ou a cada locu\u00e7\u00e3o-par\u00e1grafo.<\/p>\n<p>A estrutura do texto mant\u00e9m a tens\u00e3o da narrativa por meio de cis\u00f5es inseridas a cada linha, refor\u00e7adas com o ponto final (o ponto final de cada par\u00e1grafo cai como uma punhalada sobre o cora\u00e7\u00e3o do leitor, como se fora o ponto final da narrativa, no lapidar ensinamento de Isaac Babel que pode ser lido,\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\"><strong><u>AQUI<\/u><\/strong><\/a>, na li\u00e7\u00e3o n\u00ba 1 dessa s\u00e9rie \u201cA Arte de Escrever\u201d). Tais cesuras eclodem na apreens\u00e3o de vazios altamente significativos que precisam ser preenchidos pelo leitor. Assim, embora o microconto seja configurado pela economia de voc\u00e1bulos \u2013 no caso, sessenta caracteres com espa\u00e7os e somente nove palavras \u2013, sua compreens\u00e3o \u00e9 depreendida de um retorno constante \u00e0s linhas e \u00e0s entrelinhas do texto. Nesse sentido, a m\u00e1xima express\u00e3o com o m\u00ednimo de termos configura a estil\u00edstica do microconto, desde seu t\u00edtulo.<\/p>\n<p>No avan\u00e7ar da leitura, a &#8220;narrativa&#8221; de Rauer frisa a economia lingu\u00edstica no\u00a0<i>ethos\u00a0<\/i>m\u00e1ximo e fundamental do microconto. A sele\u00e7\u00e3o precisa dos voc\u00e1bulos evidencia a engenhosidade expressiva do autor em selecionar palavras mult\u00edvocas que demandam um debru\u00e7ar-se investigativo a exigir, por sua vez, v\u00e1rias leituras para desvendarmos algumas das linhas de for\u00e7a submersas, as elipses, os sil\u00eancios, os ditos, n\u00e3o ditos e interditos delineados pelo autor e preenchidos por n\u00f3s, leitores emp\u00edricos, que nos tornamos \u2013 de certo modo \u2013 coautores do texto.<\/p>\n<p>O microcontista Rauer elabora nuances interpretativas em forma de refer\u00eancias lexicais que tramam m\u00faltiplas possibilidades de leitura e elabora conceitos e caracter\u00edsticas do que \u00e9 (ou do que deve ser) o microconto. Diferente de Edgar Allan Poe (2000), que escreve um ensaio racional e de l\u00f3gica implac\u00e1vel no seu \u201cA Filosofia da Composi\u00e7\u00e3o\u201d, que define os par\u00e2metros do conto a partir do s\u00e9culo XIX, Rauer escreve microcontos metapo\u00e9ticos para definir o que \u00e9 o microconto, em exemplo vivo no qual a forma e a sem\u00e2ntica se alinham, e defini\u00e7\u00f5es de microconto em aforismos (cada um deles tem sabor de um microconto, cristal-vivo que lateja); confira esses aforismos em <em>A Arte de Escrever 5 \u2013 29 aforismos sobre o microconto<\/em>, <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\"><strong><u>AQUI<\/u><\/strong><\/a>, nesta s\u00e9rie, no <strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Na primeira linha do texto, uma \u00fanica palavra, \u201cNarrativa\u201d, retoma o t\u00edtulo e determina o g\u00eanero do microconto. Al\u00e9m disso, indicia que provavelmente haver\u00e1 algo das categorias da narrativa e de elementos do conto (enredo, narrador, personagem, espa\u00e7o, tempo, conflito, cl\u00edmax, desfecho), mesmo que n\u00e3o\u00a0apare\u00e7am determinados na estrutura textual, reduzida a no m\u00e1ximo um \u00fanico n\u00f3 dram\u00e1tico da teia narrativa pressuposta.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pela palavra \u201cNarrativa\u201d tamb\u00e9m denota um recorte, uma a\u00e7\u00e3o em curso, geralmente <em>in media res<\/em>, que, sem espa\u00e7o e tempo discursivos precisos, circunscreve um n\u00f3 narrativo revelador do humano, a focalizar a exist\u00eancia tramada com foros de exemplaridade. O microconto, como a vida, revisita diversas formas, a fim de encontrar solu\u00e7\u00f5es para o estranhamento vis\u00edvel, que incomoda, tensiona e incita a investiga\u00e7\u00e3o do fato narrativo, para que a normalidade seja resgatada com o preenchimento das lacunas. Eis a fun\u00e7\u00e3o do texto liter\u00e1rio na especificidade do microconto.<\/p>\n<p>Essa microfic\u00e7\u00e3o encontra, no plano lingu\u00edstico, a proje\u00e7\u00e3o de imagens, conceitos e formas que, amalgamada aos planos discursivo e sem\u00e2ntico, cria uma pl\u00eaiade significativa, poliss\u00eamica e proteica que exige do leitor uma profici\u00eancia leitora e uma a\u00e7\u00e3o coparticipativa para preencher as elipses e os vazios deixados pelo narrador.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o do n\u00f3 narrativo tamb\u00e9m \u00e9 sentida pelo uso de termos denotativos que irrompem em conota\u00e7\u00f5es instigantes e esclarecedoras, como na segunda linha no \u201cMicroconto\u201d de Rauer. A senten\u00e7a imag\u00e9tica \u201cCristal-Vivo\u201d instiga e reivindica do leitor um olhar apurado para os intertextos e para a intertextualidade concebida.<\/p>\n<p>O microconto tomado na met\u00e1fora do \u201cCristal-Vivo\u201d \u00e9 um corpo s\u00f3lido, peculiar no estilo, no conte\u00fado tem\u00e1tico e na forma composicional, e fluido, poliss\u00eamico, inapreens\u00edvel na apreens\u00e3o que forja. \u00c9 configurado em po\u00e9tica individualizada, ficcional, cujas limpidez e transpar\u00eancia fomentam a pulsa\u00e7\u00e3o viva da representa\u00e7\u00e3o de matizes da vida e do humano. Sua estrutura at\u00f4mica, \u00e1gil, consoante \u00e0 contemporaneidade, destaca, nas rela\u00e7\u00f5es externa e interna de suas camadas constitutivas, o rearranjo de imagens concretas que, em coparticipa\u00e7\u00e3o com o leitor proficiente, adquirirem multiplicidade caleidosc\u00f3pica de reverbera\u00e7\u00f5es do dito e do sentido.<\/p>\n<p>Diante disso, a microfic\u00e7\u00e3o favorece a forma\u00e7\u00e3o de leitores simb\u00f3licos, capazes de experenciar, no jogo lingu\u00edstico, perspectivas que, ao ampliar o olhar, retiram o indiv\u00edduo de sua condi\u00e7\u00e3o primitiva e o integram \u00e0 viv\u00eancia\u00a0representativa e sens\u00edvel da compreens\u00e3o de si, do outro e do mundo. Eis a fun\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do microconto sendo pedagogicamente operacionalizada na leitura escolar.<\/p>\n<p>Vejamos mais uma faceta do microconto brasileiro contempor\u00e2neo, agora com um microconto de Adriano Salvi:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ZUMBI<br \/>\nEra um nativo digital.<br \/>\n<em>Adriano SALVI<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 99<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o humana fantasmag\u00f3rica, resultado da globaliza\u00e7\u00e3o e da influ\u00eancia digital e tecnol\u00f3gica que assolou a civiliza\u00e7\u00e3o, tipifica os indiv\u00edduos telespectadores, reduzindo-os a zumbis inexpressivos e incultos. No entanto, o contato com o constructo liter\u00e1rio, com a microfic\u00e7\u00e3o, propicia a constru\u00e7\u00e3o de novas sensibilidades pela a\u00e7\u00e3o de ouvir e ler hist\u00f3rias. Em rela\u00e7\u00e3o a isso, a leitura de microcontos transforma o leitor em<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">detetive que levanta questionamentos que se transformam em hip\u00f3teses e que conduzir\u00e3o \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de um verdadeiro quebra-cabe\u00e7a. Uma das belezas domicroconto est\u00e1 exatamente em nada ser dado ao leitor de m\u00e3o beijada, sem que ele tenha empenho e esfor\u00e7o criativo. (SOUZA, 2021b, p. 41).<\/p>\n<p>A brevidade, a concis\u00e3o, a condensa\u00e7\u00e3o e a pluralidade significativas que caracterizam o microconto est\u00e1 diretamente ligada ao novo contexto de leitura do s\u00e9culo XXI, em que\u00a0as possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o de um texto exigem reformular as perspectivas tradicionais e considerar que um g\u00eanero deve ser definido em fun\u00e7\u00e3o dos contextos de interpreta\u00e7\u00e3o em que<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">cada leitor coloca em jogo suas experi\u00eancias de leitura (sua mem\u00f3ria), suas compet\u00eancias ideol\u00f3gicas (sua vis\u00e3o de mundo) e seus apetites liter\u00e1rios (aqueles textos com os quais est\u00e1 disposto a comprometer sua mem\u00f3ria e colocar em risco sua vis\u00e3o de mundo). (ZAVALA, 2004, p. 124, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>Na defini\u00e7\u00e3o trazida no&#8221;Microconto&#8221; de Rauer, a express\u00e3o \u201cUma s\u00f3 visada\u201d denota a aparente rapidez com que os microcontos s\u00e3o lidos; no entanto \u2013 e, diferente de Edgar Allan Poe (2000), para quem o conto deveria ser lido em uma s\u00f3 sentada \u2013, a compreens\u00e3o do microconto contempor\u00e2neo adv\u00e9m de v\u00e1rias e cont\u00ednuas visadas do texto. A vis\u00e3o \u00e9 o sentido mais exacerbado na microfic\u00e7\u00e3o: embora os &#8220;enredos&#8221; encenados n\u00e3o sejam policiais ou investigativos, eles exigem tais a\u00e7\u00f5es do leitor, e assim operacionaliza formas de apreender, do plano lingu\u00edstico, o discurso subscrito, interdito, invis\u00edvel e, assim, atingir a limpidez da forma e do conte\u00fado, impactado e patemizado com o \u201cCristal-Vivo\u201dna transpar\u00eancia pulsante da vida apresentada.<\/p>\n<p>Assim, a leitura do microconto exige um olhar atento, que se volta para a hist\u00f3ria n\u00e3o-textualizada, a fim de explicitar a polissemia narrativa. E, diante de \u201cUma s\u00f3 visada\u201d, o leitor \u00e9 nocauteado pelo narrador, uma vez que, convidado a decifrar os enigmas, ou, melhor dizendo, convidado a mergulhar fundo na busca dos sentidos constru\u00eddos, incitado a preencher os vazios, vendo-se docemente coagido a completar os ocos do texto, o leitor \u2013 emp\u00edrico \u00a0\u00a0\u00a0e real \u2013 se surpreende com epifanias devastadoras e com os significados que depreende. A constru\u00e7\u00e3o dos sentidos se d\u00e1, dessa forma, pela percep\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es, da condensa\u00e7\u00e3o e da s\u00edntese textual engenhosamente orquestradas, que culminam em uma explos\u00e3o de m\u00faltiplas possibilidades enunciativas e interpretativas.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cUm \u00fanico golpe\u201d denota que cen\u00e1rios s\u00e3o resgatados, dicotomias da exist\u00eancia humana s\u00e3o ativadas e a transpar\u00eancia \u2013 obtida diante da cena paradoxalmente entrevista \u00e0s cegas \u2013 desarma e, a contrapelo, possibilita ler muito mais do que vemos ao desvelar, nas frinchas textuais em elipse, o que n\u00e3o est\u00e1 escrito na concretude do papel. Uma visada, uma percep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica, uma epifania devastadora, uma conclus\u00e3o inapel\u00e1vel, um golpe \u00fanico, decisivo, definitivo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">TESEU<br \/>\nCad\u00ea o fio?<br \/>\n<em>Rauer<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>,<br \/>\nCurso, 2022<\/p>\n<p>Nesse sentido, o g\u00eanero liter\u00e1rio meton\u00edmico, na vis\u00e3o de Rauer, configura um \u201cNocaute\u201d advindo da arte liter\u00e1ria por concentrar em sua tessitura o labor estrutural, a escava\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, para romper o solo da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria com ato revolucion\u00e1rio, multicolor, que se anima nas imagens, nas cenas e na mem\u00f3ria para ser o sonho acordado da civiliza\u00e7\u00e3o (cf., e em par\u00e1frase, a CANDIDO, 1988). O microconto, diferente e al\u00e9m do nocaute preconizado por J\u00falio\u00a0Cort\u00e1zar (2008) sobre o conto, que se d\u00e1 \u2014 em Cort\u00e1zar \u2014 na r\u00e1pida sucess\u00e3o de golpes, aqui se faz em um \u00fanico golpe, que se constr\u00f3i na simultaneidade textual presentificada com a escava\u00e7\u00e3o das ru\u00ednas pret\u00e9ritas, do fragmento fractal, dos estilha\u00e7os, dos cacos que resplandecem e desestabilizam o presente, com a clareza da apreens\u00e3o pr\u00e9-sentida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, o microconto projeta-se, impera, clama por novas depura\u00e7\u00f5es do olhar, visto fazer parte da condi\u00e7\u00e3o narrativa do humano. A literatura, de modo geral, mas \u201cel microrrelato\u201d em particular, nas palavras de Blanco,<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 120px;\">goza de sus propias marcas de g\u00e9nero tanto formales (trama, personajes, espacio, tiempo-elipsis, di\u00e1logos, final sorpresivo y enigm\u00e1tico, valor del t\u00edtulo y experimentaci\u00f3n ling\u00fc\u00edstica) como tem\u00e1ticas (intertextualidad, metaficci\u00f3n, iron\u00eda,parodia, humor e intenci\u00f3n cr\u00edtica); posee una intenci\u00f3n o funci\u00f3n espec\u00edfica, la de subvertir las normas preestablecidas e incitar mediante esta ruptura a la reflexi\u00f3n y el an\u00e1lisis; exige un lector concreto, activo y competente capacitado para sellar el pacto de lectura; utiliza para su difusi\u00f3n diversos medios y soportes, y la pr\u00e1ctica, tanto de su escritura como de su lectura, est\u00e1 ligada a la condici\u00f3n natural de narrar del hombre. (BLANCO, 2019, p. 61).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No microconto de Rauer, nesse &#8220;Microconto&#8221;, forma e conte\u00fado iluminam a carpintaria de vi\u00e9s minimalista na escolha dos voc\u00e1bulos, o que maximiza significados ao recorrer a arcabou\u00e7o simb\u00f3lico para definir a narrativa ultracurta de nossos dias em g\u00eanero r\u00e1pido, \u00e1gil e multifacetado. No curso e intercurso das diversas hist\u00f3rias que encena em singular n\u00f3 dram\u00e1tico inconcluso, o microconto \u00e9 uma p\u00edlula pronta a desdobrar- se, a rebentar-se em m\u00e1xima expressividade em torno da palavra e, consequentemente, do humano.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s as refer\u00eancias, que est\u00e3o logo a seguir, transcrevemos mais de cinquenta microcontos de autores brasileiros contempor\u00e2neos, para leitura e aprecia\u00e7\u00e3o, para demonstrar e, em especial, para confrontar e desdizer os delineamentos acima. Porque o microconto \u00e9 a arte de desestabilizar o \u00f3bvio, de reinventar o real, de remanufaturar, refazer e reconstruir o liter\u00e1rio na representa\u00e7\u00e3o de um universo cada vez mais em cacos e estilha\u00e7os.<\/p>\n<h4>REFER\u00caNCIAS<\/h4>\n<p style=\"font-weight: 400;\">AGOSTINHO Cristina. Love. In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. p. 76.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo. A multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es. In: AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo; SALVI, Adriano; MARKENDORF, Marcio. <strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>. Florian\u00f3polis: [s.n], 2021, p. 75.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo. Espet\u00e1culo. In: AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo; SALVI, Adriano; MARKENDORF, Marcio. <strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>. Florian\u00f3polis: [s.n], 2021. p. 74.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo. 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Rio de Janeiro: Lacerda, 2000. p. 47-62.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. 336 p.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER [Rauer Ribeiro Rodrigues, professor ministrante]. <strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, PPG-Letras \/ CPTL \/ UFMS, 2022<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. 29 aforismos sobre o microconto \u2013 A Arte de Escrever 5. <strong><em>Blog da <\/em><\/strong><strong><em>Pangeia<\/em><\/strong>, 6 de agosto de 2019. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-<u>arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/<\/u><\/a>, acesso em 16\/04\/2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. Arco-\u00edris. RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020, p. 279.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. As oito li\u00e7\u00f5es de Isaac Babel \u2013 A Arte de Escrever 1. <strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong>, 9 de julho de 2019. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/<\/a>,\u00a0acesso em 16\/04\/2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. Eternamente. <strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, PPG-Letras \/ CPTL \/ UFMS, 2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. Microconto. \u201cBrev\u00edssimos\u201d. In: RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p. 179.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RAUER. O rel\u00f3gio. \u201cBrev\u00edssimos\u201d. In: RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus <\/em><\/strong><strong><em>&amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p. 173.<\/p>\n<p>RAUER. Teseu.\u00a0<strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, PPG-Letras \/ CPTL \/ UFMS, 2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RIBEIRO [Leite], Alciene. Em elipse. \u201cminimus\u201d. In: RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p 23.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RIBEIRO [Leite], Alciene. No asilo. \u201cminimus\u201d. In: RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p. 43.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RIBEIRO [Leite], Alciene. S\u00edntese. \u201cminimus\u201d. In: RIBEIRO [Leite], Alciene; RAUER. <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p. 14.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">RIBEIRO, Alciene [Leite]. Div\u00f3rcio. In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. p. 15.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SALVI,\u00a0\u00a0\u00a0 Adriano.\u00a0\u00a0\u00a0 Livro.\u00a0\u00a0\u00a0 In:\u00a0\u00a0\u00a0 AGUIAR,\u00a0\u00a0 Andr\u00e9\u00a0\u00a0\u00a0 Ricardo;\u00a0\u00a0\u00a0 SALVI,\u00a0\u00a0 Adriano; MARKENDORF, Marcio. <strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>. Florian\u00f3polis: [s.n], 2021. p. 81.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SALVI, Adriano. Erro estrutural. MARKENDORF, Marcio. Jogo da vida. In: AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo; SALVI, Adriano; MARKENDORF, Marcio. <strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>. Florian\u00f3polis: [s.n], 2021, p. 94.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SALVI, Adriano. Zumbi. In: AGUIAR, Andr\u00e9 Ricardo; SALVI, Adriano; MARKENDORF, Marcio. <strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>. Florian\u00f3polis: [s.n], 2021. p. 99.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SANTOS, Ilka Vanessa Meireles. Aula de geografia. <strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, PPG-Letras \/ CPTL \/ UFMS, 2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SEABRA, Carlos. Assassino. In: SEABRA, Carlos. <strong>Microcontos surreais<\/strong>. Dispon\u00edvel em\u00a0<u>https:\/\/cseabra.wordpress.com\/microcontos\/<\/u>, acesso em: 20\/04\/2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SEABRA, Carlos. Fals\u00e1rio. In: ROSSATO, Edson. <strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>: 61 microcontos. S\u00e3o Paulo: Andross, 2006. p. 67.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SERRA, Alice. Renarciso. In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. p. 29.<\/p>\n<p><strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2020. p. 179.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SILVA, Lenildo Jos\u00e9 da. \u00cdcaro. In: ROSSATO, Edson. <strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>: 61 microcontos. S\u00e3o Paulo:Andross, 2006. p. 39.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SOUZA, Tatianny Cristina Gosuen de. Carpe diem. In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros- Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021a. p. 301.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SOUZA, Vanderlei de. <strong><em>Pequeno como um dinossauro<\/em><\/strong>: microconto, um g\u00eanero aut\u00f4nomo. Tese apresentada como parte dos requisitos para obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Doutor em Letras, junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, do Instituto de Bioci\u00eancias, Letras e Ci\u00eancias Exatas. S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, 2021b.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">SPIGOLON, Nima. Myh. In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. p. 229.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">TREVISAN, Dalton. <strong><em>234<\/em><\/strong>. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 36.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VALDIER, Larissa. Correntes: In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia, 2021. p. 159.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VALDIER, Larissa. Sobre emudecer-se: In: RAUER (Org.). <strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>. Uberl\u00e2ndia, MG: Pangeia,2021. p. 155.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">ZAVALA, Lauro. Para analizar la minificci\u00f3n. <strong><em>Folios<\/em><\/strong>, n. 20. Bogot\u00e1: UPN, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">MICROCONTOS \u2013 UMA SELE\u00c7\u00c3O<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\">ERRO ESTRUTURAL<br \/>\nPrecisa-se de empregada que morre no servi\u00e7o.<br \/>\n<em>Adriano SALVI<\/em><br \/>\n<strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 94<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DIV\u00d3RCIO<br \/>\nSeu anseio \u2500 ter voz e se fazer ouvir. Como, se a alian\u00e7a aperta no pesco\u00e7o?<br \/>\n<em>Alciene Ribeiro LEITE<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 15<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">NO ASILO<br \/>\nEm duas l\u00e1grimas o hoje se imp\u00f4s. Virado para a parede, o velho dobrou-se em existir fetal \u2013 e come\u00e7ou tudo de novo.<br \/>\n<em>Alciene Ribeiro LEITE<br \/>\n<\/em>\u201cminimus\u201d,<strong><em> minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>, 2020, p. 43<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">RENARCISO<br \/>\nDiante de reflexo em rio eu choro. De tua morte n\u00e3o. Tua morte n\u00e3o \u00e9 diante.<br \/>\nEla vai ser ou j\u00e1 foi. Feito \u00e1gua de sert\u00e3o. Rareia. Seca. Depois volta.<br \/>\n<em>Alice SERRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 29<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">OBJETO OBSOLETO<br \/>\nCansada de coisas n\u00e3o-conserv\u00e1veis, atirou os cacos pela janela, esperando provocar cortes s\u00e9rios em algum transeunte distra\u00eddo \u2013 era adepta do movimento <em>todos t\u00eam de sofrer comigo<\/em>. Contudo, n\u00e3o obteve o efeito desejado. <em>Bem, n\u00e3o faz diferen\u00e7a. Assim \u00e9 a vida! <\/em>Vestiu-se, saiu e comprou um cora\u00e7\u00e3o novo, o mais caro da loja. Era o terceiro naquela semana.<br \/>\n<em>Ana Carolina Freires FERREIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>, 2006, p. 31<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ESPET\u00c1CULO<br \/>\nO m\u00e1gico se apaixonou pela mulher cortada ao meio. Encontrou, enfim, sua cara-metade.<br \/>\n<em>Andr\u00e9 Ricardo de AGUIAR<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda <\/em><\/strong><strong><em>estavam l\u00e1,<\/em><\/strong> 2021, p. 74<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">FRANKENSTEIN<br \/>\nPediu a m\u00e3o da noiva em casamento. Guardava numa caixinha.<br \/>\n<em>Andr\u00e9 Ricardo de AGUIAR<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 50<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A MULTIPLICA\u00c7\u00c3O DOS P\u00c3ES<br \/>\nO problema para Jesus era controlar a massa.<br \/>\n<em>Andr\u00e9 Ricardo de AGUIAR<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l<\/em><\/strong><strong><em>\u00e1,<\/em><\/strong> 2021, p. 75<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">SALTO<br \/>\nDe p\u00e9, na ponta da l\u00edngua do trampolim, ainda hesita. De repente, decide-se e cai em si.<br \/>\n<em>Angela Leite de SOUZA<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 41<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">SANTA MISSA<br \/>\nCostuma ir \u00e0 Igreja aos Domingos, \u201ctomava\u201d h\u00f3stia consagrada. Generosa como ningu\u00e9m e, no final da noite, saciava toda \u00e0 Igreja<em>.<br \/>\n<\/em><em>Ant\u00f4nio Marques PEREIRA FILHO<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">AS TR\u00caS TAREFAS<br \/>\nA primeira tarefa seria regar as samambaias \u2014 o instinto prim\u00e1rio em matar as sedes. A segunda tarefa pedia que mudasse a ordem dos c\u00f4modos afetivos, o lugar era de livre pertencimento. A terceira tarefa sou eu! \u00c9 que eu tamb\u00e9m vou me ajustando, tirando o p\u00f3 das saudades, dos modos, desta solid\u00e3o precisa, espinhosa. Nota: n\u00e3o esquecer de colher os frutos.<br \/>\n<em>Bento CORDIS<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 59<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">REBELDIA<br \/>\nEu a vi pela \u00faltima vez em meados de mar\u00e7o, tentando ocultar os cabelos brancos. Depois, quebrei o espelho.<br \/>\n<em>Branca Maria de PAULA<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 65<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">MINOTAURO<br \/>\nAo procurar os chinelos, ficou zonzo: outra crise de labirintite. Escorou-se na parede, foi at\u00e9 o banheiro, Teseu tecendo fiapos do tes\u00e3o de um sonho er\u00f3tico e temendo cair e bater a cabe\u00e7a na pia ou na privada. (Outro dia ca\u00edra na rua, quando foi amarrar o sapato).<br \/>\nAntes de escovar os dentes, olhou no espelho e se viu como o monstro que devorava virgens no labirinto.<br \/>\n<em>Caio Junqueira MACIEL<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 73<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ASSASSINO<br \/>\nEra um assassino serial. Matou a aula e foi ao cinema. Tra\u00e7ou um lanche e matou a fome. Depois, sem mais para fazer, ficou matando o tempo.<br \/>\n<em>Carlos SEABRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Blog Carlos Seabra<\/em><\/strong>, \u201cMicroconto surreais\u201d, [2015]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">FALS\u00c1RIO<br \/>\n<em>Que injusti\u00e7a<\/em>!, pensava o fals\u00e1rio, preso com v\u00e1rios documentos de identidade. <em>Fernando Pessoa tamb\u00e9m tinha heter\u00f4nimos e nunca fora em cana!<br \/>\n<\/em><em>Carlos SEABRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>, 2006, p. 67<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>STAND UP<\/em><br \/>\nQuando os olhos do comediante me encontraram, retribu\u00ed as aten\u00e7\u00f5es e as gargalhadas com um sorriso amarelo. Em casa, as l\u00e1grimas me fizeram companhia.<br \/>\n<em>Catia Mendes PEREIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>amigo Rob\u00f4<br \/>\n<\/strong>O rem\u00e9dio estava vencido, mas o rob\u00f4 de companhia nem se importava.<br \/>\nSeguia administrando-o h\u00e1 um m\u00eas para o cad\u00e1ver apodrecido.<br \/>\n<em>CIBERPAJ\u00c9<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 105<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">LOVE<br \/>\n<em>Our life is love<\/em>:<br \/>\numa troca de olhar,<br \/>\num desejo fugaz,<br \/>\n\u00e9 tudo que nos move<br \/>\n<em>Cristina AGOSTINHO<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 76<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[SEM T\u00cdTULO]<br \/>\nSaudade. O aperto de m\u00e3o de uma sombra na parede.<br \/>\n<em>Dalton TREVISAN<br \/>\n<\/em><strong><em>234<\/em><\/strong>, 2002, p. 36<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">PRONTO<br \/>\nO acabado sem fim<br \/>\nNo microconto \u00e9 assim<br \/>\nFim&#8230;<br \/>\n<em>Deusemar Cardoso do NASCIMENTO<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">PERDIDOS NA NOITE<br \/>\nO Microconto que \u00e9 crian\u00e7a, \u00e0s vezes se disfar\u00e7a de Miniconto, que \u00e9 adolescente, para sair \u00e0 noite com seu primo adulto, que \u00e9 o Conto, e se embebedarem de fantasias pelos bares da narrativa.<br \/>\n<em>Edilva BANDEIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c0 DERIVA<br \/>\n\u2014 Ros\u00e1lia, o seu problema \u00e9 que voc\u00ea vive reclamando de tudo.<br \/>\n\u2014 Voc\u00ea n\u00e3o entendeu at\u00e9 agora? Roubaram o meu cais!<br \/>\n<em>Elt\u00e2nia ANDR\u00c9<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 110<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DUELOS<br \/>\n\u201cE agora, eu e voc\u00ea\u201d, disse, sacando o punhal, na sala de espelhos.<br \/>\n<em>Fl\u00e1vio CARNEIRO<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do s<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9<\/em><\/strong><strong><em>culo<\/em><\/strong>, 2004, p. 31<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">PROMETEU ACORRENTADO<br \/>\nPus minha m\u00e3o no fogo.<br \/>\nMe queimei.<br \/>\nLivrai-me dos abutres!<br \/>\n<em>Fl\u00e1vio Moreira da COSTA<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do <\/em><\/strong><strong><em>s\u00e9c<\/em><\/strong><strong><em>ulo<\/em><\/strong>, 2004, p. 32<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ELEI\u00c7\u00c3O<br \/>\nMuitos s\u00e3o os concorrentes. Voc\u00ea tem op\u00e7\u00e3o. Vote na Serr\u00e3o.<br \/>\n<em>Francisca Lusia Serr\u00e3o FERREIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">LONGEVIDADE<br \/>\nO suicida optou pelo pr\u00e9dio mais alto da cidade.<br \/>\n<em>Frederico ALBERTI<br \/>\n<\/em><strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>, 2006, p. 123<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ENCRUZILHADA<br \/>\nTudo come\u00e7ou quando virei a viela \u00e0 esquerda e minha sombra foi para a direita.<br \/>\n<em>Gustavo MELLO<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 125<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">AULA DE GEOGRAFIA<br \/>\nFoi convidado para dar uma aula de geografia. O conte\u00fado foi prescrito. Slides prontos. A turma tinha baixa vis\u00e3o.<br \/>\n<em>Ilka Vanessa Meireles SANTOS<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">VERBETE<br \/>\nVida: condi\u00e7\u00e3o que, rapidamente, deixamos de ter.<br \/>\n<em>Jo\u00e3o Anzanello CARRASCOZA<br \/>\n<\/em><strong><em>Linha \u00fanica<\/em><\/strong>, 2016, p. 28<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">VIG\u00cdLIA<br \/>\nPronto nos olhos,<br \/>\nO pranto s\u00f3 espera a not\u00edcia.<br \/>\n<em>Jo\u00e3o Anzanello CARRASCOZA<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do s<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9c<\/em><\/strong><strong><em>ulo<\/em><\/strong>, 2004, p. 38<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">OUTRA VERS\u00c3O<br \/>\nAs sereias. O sil\u00eancio de Ulisses as enlouqueceu.<br \/>\n<em>Jo\u00e3o Anzanello CARRASCOZA<br \/>\n<\/em><strong><em>Linha \u00fanica<\/em><\/strong>, 2016, p. 80<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">BANQUETE<br \/>\nPen\u00e9lope se arruma, termina a manta e vai embora.<br \/>\n<em>Karina Torres MACHADO<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CORRENTES<br \/>\nComo vou me aprender<br \/>\nSe s\u00f3 sei<br \/>\nMe aprisionar?<br \/>\n<em>Larissa VALDIER<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 159<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00cdCARO<br \/>\nFazia voltas no c\u00e9u, a sensa\u00e7\u00e3o de voar era incr\u00edvel! Tocava as nuvens, as aves, o Sol&#8230; Sobrevoava as montanhas verdes e o mar azul. Podia ver tudo: a praia e os banhistas, os edif\u00edcios e suas janelas, a rodovia e o carro destru\u00eddo com o seu cad\u00e1ver preso \u00e0s ferragens.<br \/>\n<em>Lenildo Jos\u00e9 da SILVA<br \/>\n<\/em><strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>, 2006, p. 39<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">SONHO<br \/>\nSonhou que era uma barata. Um p\u00e9 enorme apareceu do nada. Seus restos foram encontrados sob a pedra que rolou do morro.<br \/>\n<em>Lu<\/em><em>\u00ed<\/em><em>s<\/em><em> GIFFONI<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 185<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">COL\u00cdRIO<br \/>\nBelo Horizonte me arde os olhos ao entardecer.<br \/>\n<em>Madu Brand<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag<\/em><\/strong><strong><em>\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 191<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ABRIL FRIO<br \/>\nComo te superar, abril? A morte vem sempre, e sempre em abril.<br \/>\n<em>Malane APOLONIO<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A MORTE DO MANOEL<br \/>\nNa ter\u00e7a, Sr. Manoel comprou um belo vestido para sua esposa esconder as marcas das agress\u00f5es. Na quarta, ela escondera a faca que usou para degol\u00e1- lo embaixo da barra do vestido. Na quinta, todos rezaram por aquele homem gentil.<br \/>\n<em>Marcelo APARECIDO<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 204<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">@IGREJA<br \/>\nEra uma conta com muitos seguidores.<br \/>\n<em>Marcio MARKENDORF<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1,<\/em><\/strong> 2021, p. 18<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">JOGO DA VIDA<br \/>\n\u2014 O que est\u00e3o fazendo?<br \/>\n\u2014 Jogando.<br \/>\n\u2014 N\u00e3o parece divertido.<br \/>\n\u2014 \u00c9 jogo de cintura.<br \/>\n<em>Marcio MARKENDORF<br \/>\n<\/em><strong><em>Ainda estavam l\u00e1,<\/em><\/strong> 2021, p. 25<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">HIST\u00d3RIA S\u00d3 COM PRINC\u00cdPIO E FIM<br \/>\nBastou v\u00ea-lo a primeira vez para saber que havia chegado ao fim.<br \/>\n<em>Marina COLASANTI<br \/>\n<\/em><strong><em>Zooil\u00f3gico<\/em><\/strong>, 1975, p. 82<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CREPUSCULAR<br \/>\nPegou o chap\u00e9u, embrulhou o sol. Ent\u00e3o nunca mais amanheceu.<br \/>\n<em>Menalton BRAFF<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do s<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9c<\/em><\/strong><strong><em>ulo<\/em><\/strong>, 2004, p. 67<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O ESPELHO DE NARCISO<br \/>\nAgora est\u00e1 claro: Quem envelhece sou eu,<br \/>\nn\u00e3o o retrato.<br \/>\n<em>Modesto CARONE<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do s<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9<\/em><\/strong><strong><em>culo<\/em><\/strong>, 2004, p. 72<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>myh<\/strong><br \/>\nMatryoshkas:<br \/>\nde dentro de uma mulher,<br \/>\noutras surgem, de repente.<br \/>\n<em>Nima SPIGOLON<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 229<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ANG\u00daSTIA<br \/>\nO seu grito, ecoa em seu sil\u00eancio.<br \/>\n<em>Pollyana Correia LIMA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ARCO-\u00cdRIS<br \/>\nEis a cor da vida: saudade do amor n\u00e3o amado, da dor n\u00e3o vivida.<br \/>\n<em>RAUER<br \/>\n<\/em>\u201cBrev\u00edssimos\u201d, <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>, 2020, p. 279<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ETERNAMENTE<br \/>\nAo buscar seu primeiro trabalho, H\u00e9rcules encontra a Bela Adormecida e em ber\u00e7o espl\u00eandido se deita.<br \/>\n<em>RAUER<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O REL\u00d3GIO<br \/>\nA cada hora, com a car\u00edcia da brisa ou o troar do tuf\u00e3o, cresce a dolorosa ang\u00fastia.<br \/>\n<em>RAUER<br \/>\n<\/em>\u201cBrev\u00edssimos\u201d, <strong><em>minimus &amp; brev\u00edssimos<\/em><\/strong>, 2020, p. 171<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DESTINO<br \/>\nEscolha seu caminho.<br \/>\nEle te consumir\u00e1.<br \/>\n<em>R\u00edzio MACEDO<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021, p. 251<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">FIO CEGO<br \/>\nQuando abri os olhos, percebi que n\u00e3o havia conseguido o que mais queria: o sangue dos meus pulsos coagulara.<br \/>\n<em>Tatiana Alves NOVO<br \/>\n<\/em><strong><em>Expresso 600<\/em><\/strong>, 2006, p. 65<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CRIA\u00c7\u00c3O<br \/>\nNo s\u00e9timo dia, Deus descansou. Quando acordou, j\u00e1 era tarde.<br \/>\n<em>Tatiana BLUM<br \/>\n<\/em><strong><em>Os cem menores contos brasileiros do s<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9c<\/em><\/strong><strong><em>ulo<\/em><\/strong>, 2004, p. 96<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CARPE DIEM<br \/>\nVoc\u00ea, na pressa, est\u00e1 perdendo o espet\u00e1culo.<br \/>\n<em>Tatianny Cristina Gosuen de SOUSA<br \/>\n<\/em><strong><em>Micros-Beag\u00e1<\/em><\/strong>, 2021a, p. 302<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">MATRIM\u00d4NIO<br \/>\nDiante do padre, mentiu.<br \/>\nN\u00e3o tinha mais volta.<br \/>\n<em>Willia Katia OLIVEIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">VIOLA\u00c7\u00c3O<br \/>\nA arma era de brinquedo<br \/>\nEla s\u00f3 viu depois.<br \/>\n<em>Willia Katia OLIVEIRA<br \/>\n<\/em><strong><em>Oficinas de Escrita Criativa<\/em><\/strong>, Curso, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">AUS\u00caNCIAS<br \/>\nI.<br \/>\nDecidiu fugir de casa. Dia seguinte o encontraram seco no carpete da sala. No aqu\u00e1rio ningu\u00e9m parecia dar pela sua falta.<br \/>\n<em>Wilson GORJ<br \/>\n<\/em><strong><em>Recanto das Letras<\/em><\/strong>, \u201cNanos, Micros e Minicontos\u201d, 2007<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2014 o \u2014<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 80px;\">Quer dialogar?<br \/>\nEscreva-me: &lt; <a href=\"mailto:rauer.rodrigues@ufms.br\">rauer.rodrigues@ufms.br <\/a>&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Rauer Ribeiro Rodrigues<\/strong><br \/>\nProfessor; escritor; em travessia.<\/p>\n<p>A ARTE DE ESCREVER<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o importante<\/strong>: O Prof. Rauer ministrou, em diversos semestres desde 2008, no PPG-Letras Mestrado e Doutorado em Estudos Liter\u00e1rios do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas da UFMS, cursos de escrita criativa; a pedido da Editora, alguns dos textos que serviram de diretriz para as aulas, aqui comentados e ampliados pelo professor, vem sendo publicados no <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong><\/a>; o professor tamb\u00e9m, eventualmente, acolhe e aqui publica textos dos seus alunos. Al\u00e9m dos textos que ent\u00e3o utilizou nos cursos, inclusive alguns com os quais trabalhou na gradua\u00e7\u00e3o, o professor vem incluindo outros, escritos especificamente para o blog, ampliando o escopo das aulas para um p\u00fablico al\u00e9m dos estudantes universit\u00e1rios. N\u00e3o perca! Vale a pena acompanhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Claudia Amoroso Bortolato<\/strong>,<br \/>\nEditora-Executiva,<br \/>\nPangeia Editorial<\/p>\n<h4>AULAS ANTERIORES DA S\u00c9RIE A ARTE DE ESCREVER:<\/h4>\n<p>(Clique nas palavras com link para ir para a aula)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/como-publicar-seu-livro\/\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/a>\u2013 Como publicar seu livro<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\"><strong>Aula 1 <\/strong><\/a>\u2013 Oito li\u00e7\u00f5es de Isaac Babel<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-2-os-segredos-da-ficcao-segundo-raimundo-carrero\/\"><strong>Aula 2 <\/strong><\/a>\u2013 Segredos da fic\u00e7\u00e3o, por Raimundo Carrero<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-3-evite-verbos-de-pensamento-essa-e-a-dica-de-palahniuk\/\"><strong>Aula 3 <\/strong><\/a>\u2013 Palahniuk: evite verbos de pensamento e outras dicas<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-4-dicas-de-15-escritoras\/\"><strong>Aula 4 <\/strong><\/a>\u2013 Quinze escritoras e as min\u00facias da Arte de Escrever<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\"><strong>Aula 5 <\/strong><\/a>\u2013 29 aforismos sobre o microconto<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-6-dicas-ao-escrever-para-criancas-e-para-jovens\/\"><strong>Aula 6 <\/strong><\/a>\u2013 Para escrever para crian\u00e7as e jovens<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-7-o-haikai-sintese-concisao-e-expressividade\/\"><strong>Aula 7 <\/strong><\/a>\u2013 S\u00edntese e concis\u00e3o na escrita do haikai<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-8-hemingway-33-dicas-e-leituras-indicadas-para-um-jovem-escritor\/\"><strong>Aula 8 <\/strong><\/a>\u2013 33 dicas de escrita de Hemingway<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-9-tecnica-e-engenho-ao-escrever-para-cinema-e-televisao\/\"><strong>Aula 9 <\/strong><\/a>\u2013 T\u00e9cnica e engenho na escrita para tev\u00ea e cinema<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-10-kafka-e-a-arte-de-escrever\/\"><strong>Aula 10 <\/strong><\/a>\u2013 A arte de escrever na vis\u00e3o de Franz Kafka<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-11-stephen-king-as-ferramentas-e-outras-dicas-sensacionais-do-livro-on-writing\/\"><strong>Aula 11 <\/strong><\/a>\u2013 Ferramentas e dicas de Stephen King<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-12-a-concisao-do-infinito-com-antologia-de-microcontos\/\"><strong>Aula 12 <\/strong><\/a>\u2013 A concis\u00e3o do infinito, com antologia de microcontos<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-13-as-licoes-de-camus-autor-de-a-peste\/\"><strong>Aula 13 <\/strong><\/a>\u2013 As li\u00e7\u00f5es de Camus, autor de \u201cA peste\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-14-vamos-reinventar-o-soneto\/\"><strong>Aula 14 <\/strong><\/a>\u2013 Vamos reinventar o soneto?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-15-defina-sua-profissao-de-fe-no-ato-de-escrever\/\"><strong>Aula 15 <\/strong><\/a>\u2013 Defina sua \u201cprofiss\u00e3o de f\u00e9\u201d no ato de escrever<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-16-hemingway-um-mergulho-na-teoria-do-iceberg\/\"><strong>Aula 16 <\/strong><\/a>\u2013 Ernest Hemingway: um mergulho na \u201cTeoria do <em>Iceberg<\/em>\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-17-a-etica-e-a-estetica-do-vampiro\/\"><strong>Aula 17 <\/strong><\/a>\u2013 A \u00e9tica e a est\u00e9tica do Vampiro<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-18-a-metalinguagem\/\"><strong>Aula 18 <\/strong><\/a>\u2013 A metalinguagem<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-19-uma-metodologia-da-leitura\/\"><strong>Aula 19 <\/strong><\/a>\u2013 Uma metodologia da leitura<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/microconto-cacos-estilhacos-fotons\/\"><strong>Aula 20 <\/strong><\/a>\u2013 Microconto: cacos, estilha\u00e7os e f\u00f3tons<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>A ARTE DE ESCREVER<\/strong><\/a> \u2013 links descritivos de todos os artigos da s\u00e9rie.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><span style=\"color: #993366;\">Links descritivos de todos os artigos da s\u00e9rie<\/span><\/a><br \/>\n<\/strong><span style=\"color: #993300;\"><a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>A ARTE DE ESCREVER \u2013 AQUI!!!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">EDITORA PANGEIA:<br \/>\nCONFIRA PORQUE PUBLICAR NA PANGEIA:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/publique-na-pangeia\/\"><span style=\"color: #993366;\"><strong>AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/h4>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><u><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/sobre\/\">Quem Somos &#8211; Valores<\/a><\/u><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/publique\/\"><u>Or\u00e7amento<\/u><\/a>:<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"mailto:publiqueconosco@editorapangeia.com.br\">publiqueconosco@editorapangeia.com.br<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; 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