{"id":7079,"date":"2021-08-26T03:35:25","date_gmt":"2021-08-26T03:35:25","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=7079"},"modified":"2023-01-22T15:10:02","modified_gmt":"2023-01-22T15:10:02","slug":"ab-acido-estorias-de-rauer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/ab-acido-estorias-de-rauer\/","title":{"rendered":"A alt\u00edssima voltagem &#8211; precursora e genial &#8211; nas est\u00f3rias \u00e1cidas e reais de Rauer"},"content":{"rendered":"<p>O novo e d\u00e9cimo-terceiro livro do escritor Rauer Ribeiro Rodrigues (que assina seus livros somente como Rauer), <strong><em>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias<\/em><\/strong>, que acaba de ser lan\u00e7ado no selo Pangeia da Pangeia Editorial, \u00e9 dividido em tr\u00eas partes que se diferenciam em tom na abordagem dos cen\u00e1rios e personagens.<\/p>\n<p>A primeira parte, <em>Abran\u00fancio<\/em>, traz ep\u00edgrafe \u2013 recriada de <em><strong>P\u00e2ntanos<\/strong><\/em>, romance de Andr\u00e9 Gide \u2013\u00a0que se assemelha a um microconto e remete ao primeiro livro de Rauer Ribeiro Rodrigues, <strong><em>Lugares intoler\u00e1veis<\/em><\/strong>, publicado em 1982; Rauer \u2013 na \u00e9poca, um jovem escritor de 23 anos \u2013 retrata viv\u00eancias contempor\u00e2neas nos tempos da ditadura civil-militar. <em>Abran\u00fancio<\/em> traz tr\u00eas contos \u2013 \u201cUm c\u00e1lice\u201d, \u201cAisa\u201d e \u201cTortolindo\u201d \u2013 que alinhavam a natureza e a densidade de conte\u00fado que os demais contos do livro v\u00e3o retomar.<\/p>\n<p>\u201cUm c\u00e1lice\u201d encena um di\u00e1logo de c\u00f4njuges, aparentemente trivial, mas que revela \u2013 nas entrelinhas, e com o final mais do que inesperado \u2013 importantes sinais de desgaste nas rela\u00e7\u00f5es amorosas.<\/p>\n<p>Em \u201cAisa\u201d, a personagem-narradora \u00e9 um adolescente que, ao reencontrar sua madrinha de batismo, se depara com sentimentos que ultrapassam as fronteiras da afilia\u00e7\u00e3o, em jogo de insinua\u00e7\u00f5es e descobertas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-10053 alignleft\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-300x300.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-150x150.jpeg 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-768x768.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-1536x1536.jpeg 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-400x400.jpeg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-700x700.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-100x100.jpeg 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-1300x1300.jpeg 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa-50x50.jpeg 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ab_acido_capa.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/>O terceiro conto, \u201cTortolindo\u201d, apresenta a biografia de um escritor inadequado para os padr\u00f5es pol\u00edticos de um Brasil sob as ditaduras do s\u00e9culo XX (a de Vargas e a de 1964-1985). Na narrativa, Rauer desafia diversos g\u00eaneros, da reportagem jornal\u00edstica \u00e0 cr\u00edtica liter\u00e1ria, da biografia ao ensaio, do conto \u00e0 autofic\u00e7\u00e3o; e, tamb\u00e9m, al\u00e9m do percurso em diversas d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, \u201cpasseia\u201d por quest\u00f5es caras \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais recentes.<\/p>\n<p>A segunda parte de <strong><em>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias<\/em><\/strong>, denominada <em>Veredas<\/em>, traz como ep\u00edgrafe uma dedicat\u00f3ria \u201c<em>Ao\u00a0verme<\/em>\u201d, em recria\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina inicial do Br\u00e1s Cubas machadiano . Em <em>Veredas<\/em>\u00a0\u2013 oxal\u00e1 uma men\u00e7\u00e3o a voc\u00e1bulo caro a Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa \u2013 est\u00e3o os contos \u201cAp\u00f3crifos\u201d, \u201cNa fronha do travesseiro\u201d, \u201cE o homem pisou na lua\u201d, \u201cProtofania\u201d e \u201cTestamento\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cAp\u00f3crifos\u201d, a personagem-protagonista, enquanto espera na rodovi\u00e1ria o \u00f4nibus que nunca chega, observa os acontecimentos e l\u00ea o Evangelho Ap\u00f3crifo de S\u00e3o Tom\u00e9, que retrata um messias vingativo, \u201cvoluntarioso, an\u00e1rquico, in\u00edquo, indecente, desrazo\u00e1vel\u201d. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que se desenrola uma a\u00e7\u00e3o improv\u00e1vel, apesar de poss\u00edvel, envolvendo personagens d\u00edspares, uma delas um ind\u00edgena, em cena tanto mais brutal quanto mais comum se mant\u00e9m em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA fronha do travesseiro\u201d \u00e9 um conto \u2013 digamos \u2013 rom\u00e2ntico, mas que se mostra dissonante ao encenar a melancolia provocada por rela\u00e7\u00f5es imposs\u00edveis de se completar condignamente.<\/p>\n<p>Por seu lado, o conto \u201cE o homem pisou na lua\u201d \u00e9 uma cr\u00edtica ao desequil\u00edbrio social evidenciado a partir de acontecimentos inquietantes que refor\u00e7am o abismo que separa classes e sujeitos, cidad\u00e3os e agentes p\u00fablicos em um estado autorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cProtofonia\u201d, como sugere o nome, traz um ritmo eletrizante, ao encenar um homem preso no min\u00fasculo banheiro de um avi\u00e3o com problemas mec\u00e2nicos, em cen\u00e1rio apocal\u00edptico.<\/p>\n<p>J\u00e1 o conto \u201cTestamento\u201d \u00e9 uma carta na qual a personagem, um homem de idade, l\u00facido e iconoclasta, desfia escolhas heterodoxas, afetos e desafetos, e revela suas idiossincrasias. O final, anunciado desde o in\u00edcio, ainda assim surpreende.<\/p>\n<p>A terceira parte do livro, <em>Som e F\u00faria<\/em> (Faulkner ou Shakespeare?), traz contos que tematizam o amor, do individual ao coletivo, do amor ao cl\u00e3 ou \u00e0 fam\u00edlia ao amor \u00e0 humanidade como um todo, epigrafados com a frase (ou micropoema?) \u201cAmor nenhum dispensa \/ uma gota de \u00e1cido\u201d, retomado de Carlos Drummond de Andrade. Semelhante \u00e0 segunda parte do volume, tamb\u00e9m traz cinco contos, perfazendo treze narrativas no livro: \u201cKratos\u201d, \u201c<em>Ah\u00edm\u00e8<\/em>!\u201d, \u201cAlma morta\u201d, \u201cO trato e o distrato\u201d e \u201cNo teatro\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cKratos\u201d, a personagem principal \u00e9 um homem que, ao voltar para casa \u2013 depois de dois meses viajando \u2013 se depara com um cotidiano familiar no qual seus afetos n\u00e3o se encaixam; ao contr\u00e1rio, o regresso ao lar desse antiprot\u00f3tipo de Ulisses \u00e9 de f\u00faria e de antipatia.<\/p>\n<p>\u201c<em>Ah\u00edm\u00e8<\/em>!\u201d, a segunda narrativa desse bloco, nos encena o enredo de uma menina negligenciada por sua m\u00e3e em benef\u00edcio do ca\u00e7ula e que encontra, em sua tia, a disponibilidade necess\u00e1ria para despejar suas ang\u00fastias e crueldades infantis. Textualmente, o discurso do conto apresenta um modo de narrar que mescla, de maneira feliz e que potencializa o vigor da narrativa, o fluxo de consci\u00eancia da protagonista com inser\u00e7\u00f5es dela mesma na fun\u00e7\u00e3o de narradora autodieg\u00e9tica que, eventualmente, parece se ver de fora, de modo heterodieg\u00e9tico.<\/p>\n<p>\u201cAlma morta\u201d \u00e9 um conto intrigante, mesmo nesse conjunto de contos todos eles intrigantes, tanto no enredo quanto no modo de narrar, pois rompe com o convencional do pai que endeusa e ama a filha rec\u00e9m-nascida. A personagem pai apresenta comportamento desconexo, controverso, inesperado, o que \u2013 inclusive \u2013 pode provocar certa avers\u00e3o ao leitor desavisado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9359 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4A061E84-5152-48FB-9F27-0527D03458F8_1_201_a-300x293.jpeg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4A061E84-5152-48FB-9F27-0527D03458F8_1_201_a-300x293.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4A061E84-5152-48FB-9F27-0527D03458F8_1_201_a-400x391.jpeg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4A061E84-5152-48FB-9F27-0527D03458F8_1_201_a-50x50.jpeg 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4A061E84-5152-48FB-9F27-0527D03458F8_1_201_a.jpeg 506w\" sizes=\"auto, (max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/>A originalidade dos textos deste livro est\u00e1 bem configurada no conto \u201cO trato e o distrato\u201d, pela inova\u00e7\u00e3o estrutural e sem\u00e2ntica. Trata-se de um depoimento, provavelmente em uma inst\u00e2ncia jur\u00eddica, cartorial ou investigativa, de uma personagem n\u00e3o letrada, um homem que passou a vida isolado com a fam\u00edlia em zona rural afastada, rico em viv\u00eancias populares, e que discorre sobre seu casamento (mal) arranjado pela fam\u00edlia e ao qual est\u00e1 submetido, em universo patriarcal, com algo kafkiano, que defende e reproduz.<\/p>\n<p>\u201cNo teatro\u201d \u00e9 o \u00faltimo conto do livro, mas nem por isso \u00e9 menos especial. Estruturado como uma pe\u00e7a teatral, o texto mescla sentimentos e idiossincrasias de atores, t\u00e9cnicos e expectadores em uma vis\u00e3o \u00e1cida e crua do real.<\/p>\n<p>Enfim, o livro de Rauer re\u00fane treze narrativas, dezenas de tons, dezenas de diferentes modos de narrar, um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es vivenciados por protagonistas, por personagens e por n\u00f3s que mergulhamos na leitura desses contos densos, fortes e criativos.<\/p>\n<p>Em face dos textos relatados, \u00e9 poss\u00edvel aferir que em <strong><em>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias <\/em><\/strong>o autor se revela um inovador, um transgressor do g\u00eanero conto, mas, ao mesmo tempo, um apaixonado reverenciador dos \u00edcones do g\u00eanero na forma como engendra as narrativas e permeia seus significados. Grande conhecedor das teorias do conto, \u00e0 qual se dedica e ensina como professor universit\u00e1rio, na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, seu novo livro vem mostrar que o conhecimento permite ao escritor ser original e criativo, sem, contudo, se desviar em cria\u00e7\u00f5es carentes de conte\u00fado pragm\u00e1tico que as justifique. Desse modo,\u00a0nos mostra que a literatura \u00e9 atemporal e se movimenta na medida da interlocu\u00e7\u00e3o com o leitor<\/p>\n<p>E o livro se fecha, nas p\u00e1ginas finais, com algumas surpresas nos paratextos editoriais: ap\u00f3s concluir a leitura dos contos, h\u00e1 uma t\u00e1boa cronol\u00f3gica das produ\u00e7\u00f5es do autor, h\u00e1 uma entrevista, curta, mas saborosa, e h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre a origem das ep\u00edgrafes \u2013 e o microconto, a ironia afor\u00edstica e o micropoema \u2013 assim como os t\u00edtulos das partes em que o livro se divide \u2013 se mostram recria\u00e7\u00f5es intertextuais de alt\u00edssima voltagem.<\/p>\n<p>Em suma, Rauer revela o real de mundos \u201cdesconhecidos\u201d, mas que latejam nas entranhas do Brasil e da decadente civiliza\u00e7\u00e3o ocidental; vemos desfilar o absurdo de rela\u00e7\u00f5es humanas que se estremecem \u00e0 vis\u00e3o de um cotidiano inef\u00e1vel, recheado de acontecimentos sat\u00edricos, cru\u00e9is e conflitantes, expondo \u00e0 raz\u00e3o, na voz c\u00e9tica de um arqui-narrador que ainda cr\u00ea no humano, um desafiador processo de repensar os valores que permeiam a nossa sociedade.<\/p>\n<p>Embora os contos de <strong><em>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias<\/em><\/strong> possam ser lidos \u201cde uma assentada\u201d, como teorizou Edgar Allan Poe, sugiro que o leitor se assente algumas vezes mais e releia diversas vezes cada uma dessas narrativas \u2013 h\u00e1 universos subjacentes que s\u00f3 podem ser desbravados com v\u00e1rias e acuradas leituras, muito embora haja imensa satisfa\u00e7\u00e3o na leitura r\u00e1pida, tendo em vista t\u00e3o s\u00f3 o prazer moment\u00e2neo da leitura. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que estamos, com este <strong><em>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias<\/em><\/strong>, de Rauer, diante de uma manifesta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria precursora e genial.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Willia Katia Oliveira<\/strong>\u00a0Silva e Costa \u00e9 poeta, graduada em Letras,<br \/>\n<\/em><em>c<\/em><em>om p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em M\u00eddias na Educa\u00e7\u00e3o e em Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Servi\u00e7o:<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">RAUER.<br \/>\n<b><i>Ab \u00e1cido: est\u00f3rias<\/i><\/b>.<br \/>\nPangeia, 2021.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">Mais detalhes, <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/ab-acido-estorias-livro-e-pdf\/\"><strong>AQUI<\/strong><\/a><\/span> !<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-7841 aligncenter\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_0115-183x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"579\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo e d\u00e9cimo-terceiro livro do escritor Rauer Ribeiro Rodrigues (que assina seus livros somente como Rauer), Ab \u00e1cido: est\u00f3rias, que acaba de ser lan\u00e7ado no selo Pangeia da Pangeia Editorial, \u00e9 dividido em tr\u00eas partes que se diferenciam em tom na abordagem dos cen\u00e1rios e personagens. A primeira parte, Abran\u00fancio, traz ep\u00edgrafe \u2013 recriada&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":10050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[320,59],"tags":[266,1128,1121,1131,1140,1139,1120,58,1654,1129,1130,840,64,57,1138,1085,306,1127,622,1134,400,856,87,322,91,460,1055,1136,141,1648,1124,1137,132,179,376,60,1135,1132,308,1125,1122,1126,1123,1133,1653],"class_list":["post-7079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-literarios","category-resenha","tag-ab-acido-estorias","tag-amor","tag-andre-gide","tag-apocalipse","tag-biobibliografia","tag-bras-cubas","tag-carlos-drummond-de-andrade","tag-contos","tag-corona","tag-ditadura-militar","tag-ditadura-vargas","tag-edgar-allan-poe","tag-editora-pangeia","tag-entrevista","tag-epigrafes","tag-erotismo","tag-estudos-literarios","tag-evangelho","tag-familia","tag-faulkner","tag-filosofia","tag-joao-guimaraes-rosa","tag-literatura","tag-literatura-brasileira","tag-literatura-brasileira-contemporanea","tag-literatura-contemporanea","tag-machado-de-assis","tag-medeia","tag-microconto","tag-pandemia","tag-paternidade","tag-patriarcado","tag-qohelet","tag-rauer","tag-rauer-ribeiro-rodrigues","tag-resenha","tag-shakespeare","tag-suicidio","tag-teatro","tag-vida-conjugal","tag-vida-indigena","tag-vida-literaria","tag-violencia","tag-virgilio","tag-virus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7079","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7079"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7079\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10064,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7079\/revisions\/10064"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}