{"id":23799,"date":"2026-11-06T21:39:01","date_gmt":"2026-11-07T00:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=23799"},"modified":"2026-11-06T21:42:57","modified_gmt":"2026-11-07T00:42:57","slug":"casa-do-saber-destaca-ilusao-coletiva-de-marcio-garrit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/casa-do-saber-destaca-ilusao-coletiva-de-marcio-garrit\/","title":{"rendered":"Casa do Saber destaca &#8220;Ilus\u00e3o Coletiva&#8221;, de Marcio Garrit"},"content":{"rendered":"<p><strong>Casa do Saber\u00a0<\/strong>trouxe em seu blog reflex\u00f5es da pesquisadora CAMILA FORTES sobre o livro\u00a0<em><strong>Ilus\u00e3o Coletiva: Psican\u00e1lise, Massas Digitais e Ciberpopulismo<\/strong><\/em>, de Marcio Garrit, lan\u00e7amento da Editora Pangeia. Reproduzimos abaixo a \u00edntegra do artigo.<\/p>\n<h3 class=\"title\" style=\"text-align: center;\" data-reader-unique-id=\"titleElement\">O Lugar Do Outro: O que aconteceu com a capacidade humana de dialogar?<\/h3>\n<div class=\"metadata singleline\" style=\"text-align: center;\"><strong>Camila Fortes *<\/strong><\/div>\n<p data-reader-unique-id=\"1\">Basta uma opini\u00e3o sobre um filme, um coment\u00e1rio sobre a escola dos filhos, um desabafo sobre o time de futebol ou uma avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sobre um pa\u00eds. Em poucos minutos, algu\u00e9m entende aquilo como provoca\u00e7\u00e3o, e a conversa, que mal tinha come\u00e7ado, vira trincheira. Quem passa algum tempo nas redes conhece o roteiro: cada frase \u00e9 lida pelo que supostamente esconde, nunca pelo que diz. A falta de interpreta\u00e7\u00e3o de texto, a n\u00e3o abertura para ouvir o outro, a necessidade de falar a qualquer custo, e a urg\u00eancia em acusar, s\u00e3o caminhos que t\u00eam prevalecido de modo avassalador nos \u00faltimos tempos. Mas, se engana quem pensa que isso \u00e9 algo recente.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"2\">A explica\u00e7\u00e3o mais comum culpa a polariza\u00e7\u00e3o, como se fosse um fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico que desabou sobre n\u00f3s. No entanto, a <a href=\"https:\/\/www.casadosaber.com.br\/blog\/psicanalise\" data-reader-unique-id=\"3\">psican\u00e1lise<\/a> sugere que o problema talvez esteja menos no conte\u00fado das discuss\u00f5es e mais no lugar que o outro passou a ocupar em nossa vida ps\u00edquica. \u00c9 essa a aposta de Marcio Garrit em <em data-reader-unique-id=\"4\">Ilus\u00e3o coletiva: psican\u00e1lise, massas digitais e ciberpopulismo<\/em>(2026), um estudo sobre como plataformas e algoritmos fabricam novas formas de massa.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"5\"><a href=\"https:\/\/www.casadosaber.com.br\/autores\/sigmund-freud\" data-reader-unique-id=\"6\">Freud<\/a> j\u00e1 havia notado, em <em data-reader-unique-id=\"7\">Psicologia das massas e an\u00e1lise do eu<\/em> (1921), que na multid\u00e3o o indiv\u00edduo se livra de censuras e se liga aos demais pela identifica\u00e7\u00e3o com um l\u00edder ou um ideal comum. Garrit leva a observa\u00e7\u00e3o adiante: \u201c<em data-reader-unique-id=\"8\">\u00e9 preciso pensar o funcionamento das massas a partir de sua necessidade de viver uma ilus\u00e3o e um erro<\/em>\u201d (p. 24). O que mudou em cem anos foi o endere\u00e7o dessa ilus\u00e3o. Hoje, \u201c<em data-reader-unique-id=\"9\">\u00e9 poss\u00edvel fazer parte de uma massa sem estar fisicamente presente, sem conhecer os participantes<\/em>\u201d, o que gera \u201c<em data-reader-unique-id=\"10\">uma aus\u00eancia de experi\u00eancias corporais e uma presen\u00e7a excessiva por meios simb\u00f3licos de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 25). A multid\u00e3o passou a caber na palma da m\u00e3o, e nunca se dispersa.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"11\">Para entender por que essa massa sem corpo converte diverg\u00eancia em agress\u00e3o, vale voltar a uma ideia b\u00e1sica da psican\u00e1lise: \u00e9 no atrito com aquilo que n\u00e3o somos que nos tornamos sujeitos. Para Garrit, \u201c<em data-reader-unique-id=\"12\">o outro n\u00e3o \u00e9 simples extens\u00e3o do eu, mas inst\u00e2ncia que frustra, interdita e imp\u00f5e ren\u00fancia\u201d<\/em> (p. 26). Crescer \u00e9 descobrir, com alguma dor, que o mundo n\u00e3o obedece ao nosso desejo, e \u00e9 essa descoberta que abre espa\u00e7o para reconhecer outras vontades. Se ela falha, a conta chega depois, muitas vezes transformada em \u00f3dio e julgamento.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"17\">Est\u00e1 a\u00ed o centro da quest\u00e3o. <strong data-reader-unique-id=\"18\">Quem precisa que o outro funcione como espelho n\u00e3o consegue ouvir uma discord\u00e2ncia como opini\u00e3o, porque ela racha a imagem que sustenta o pr\u00f3prio eu.<\/strong> O que se sente como ataque \u00e9, muitas vezes, a simples exist\u00eancia de uma diferen\u00e7a.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"19\">\u00c9 fato que as plataformas digitais encontraram nessa fragilidade um modelo de neg\u00f3cio. Algoritmos de recomenda\u00e7\u00e3o premiam o que gera rea\u00e7\u00e3o, e poucas coisas engajam tanto quanto a raiva e o \u00f3dio. Garrit insiste que \u201c<em data-reader-unique-id=\"20\">o ambiente digital n\u00e3o \u00e9 simplesmente um novo cen\u00e1rio para as massas; ele \u00e9 um dispositivo ativo de reorganiza\u00e7\u00e3o de seus mecanismos ps\u00edquicos<\/em>\u201d (p. 91). Nas bolhas que esse dispositivo produz, \u201c<em data-reader-unique-id=\"21\">a conex\u00e3o com o outro \u00e9 substitu\u00edda pela repeti\u00e7\u00e3o narc\u00edsica de si, propiciando o isolamento, a aliena\u00e7\u00e3o e o \u00f3dio<\/em>\u201d (p. 87). <strong data-reader-unique-id=\"22\">O feed se torna ent\u00e3o um espelho que aprendeu a nos bajular, e tudo o que n\u00e3o devolve a nossa imagem chega como invas\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"23\">H\u00e1 um segundo mecanismo em jogo. Nas redes, a sensa\u00e7\u00e3o de estar numa terra sem lei abre brechas profundas sobre a ideia de uma \u201cliberdade de express\u00e3o\u201d. Para Garrit, isso \u201c<em data-reader-unique-id=\"24\">fragiliza a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da interdi\u00e7\u00e3o e favorece formas de rela\u00e7\u00e3o em que a palavra se desprende de responsabilidade e de consequ\u00eancia<\/em>\u201d (p. 29). \u00c9 por isso que muita gente se sente muito confort\u00e1vel em dizer na internet o que jamais teria coragem de dizer diante de algu\u00e9m. A tela oferece uma esp\u00e9cie de \u00e1libi, pois permite falar sem testemunha, ferir sem encarar o ferido, desejar sem se responsabilizar pelo desejo.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"25\">Carregamos uma longa mem\u00f3ria de conflitos e viol\u00eancias, da escravid\u00e3o \u00e0s desigualdades que atravessam gera\u00e7\u00f5es. Ainda assim, fomos ensinados a silenci\u00e1-los sempre que necess\u00e1rio, sob o mito de uma suposta cordialidade. E o <a href=\"https:\/\/www.casadosaber.com.br\/blog\/o-que-e-recalque-e-repressao-na-psicanalise-de-sigmund-freud\" data-reader-unique-id=\"26\">recalcado<\/a>, ensina a psican\u00e1lise, sempre retorna. Nos \u00faltimos anos, um projeto pol\u00edtico autorit\u00e1rio deu permiss\u00e3o p\u00fablica para que essa raiva soterrada viesse \u00e0 superf\u00edcie, apontando novamente, para tudo o que \u00e9 diferente. A isso se somou uma l\u00f3gica fundamentalista, que transforma as cren\u00e7as na certeza de pertencer a um grupo escolhido, especial e \u00fanico. O problema \u00e9 que quem se acredita dono da verdade absoluta n\u00e3o enxerga no outro um interlocutor, e sim um herege.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"27\">Diante disso, nos deparamos com um apelo gen\u00e9rico pouco solid\u00e1rio: \u201c<em data-reader-unique-id=\"28\">precisamos ampliar nossa capacidade de di\u00e1logo<\/em>\u201d. Mas, veja: qualquer pedido generalista ter\u00e1 seus limites. N\u00e3o h\u00e1 conversa poss\u00edvel com quem deseja a sua destrui\u00e7\u00e3o, f\u00edsica ou simb\u00f3lica, ainda que ela cobre um pre\u00e7o de quem a promove. Garrit discute sobre os sujeitos que consomem conte\u00fados \u201c<em data-reader-unique-id=\"29\">muitas vezes de forma cega e violenta, mergulhando em ideologias ou narrativas manipuladoras com consequ\u00eancias perigosas para si mesmos e para os outros<\/em>\u201d (p. 117), em um caminho no qual o outro deixa progressivamente de ser percebido como interlocutor e passa a ocupar o lugar de amea\u00e7a, inimigo ou obst\u00e1culo a ser eliminado. Nesses casos, o problema n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de di\u00e1logo, mas a corros\u00e3o das pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es que tornam o di\u00e1logo poss\u00edvel.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"30\"><strong data-reader-unique-id=\"31\">\u00c9 preciso distinguir o conflito, que faz parte da vida democr\u00e1tica, daquilo que busca eliminar o pr\u00f3prio espa\u00e7o de exist\u00eancia do outro.<\/strong> H\u00e1 diverg\u00eancias que podem ser elaboradas pela palavra porque pressup\u00f5em a presen\u00e7a de sujeitos capazes de se reconhecer minimamente como interlocutores. Quando essa condi\u00e7\u00e3o desaparece, pedir mais di\u00e1logo pode significar apenas deslocar para a v\u00edtima a responsabilidade por interromper uma viol\u00eancia que ela n\u00e3o produziu. Karl Popper chamou esse impasse de paradoxo da toler\u00e2ncia, em <em data-reader-unique-id=\"32\">A sociedade aberta e seus inimigos<\/em> (1945): <strong data-reader-unique-id=\"33\">uma sociedade que tolera sem limites os intolerantes, acaba destru\u00edda por eles.<\/strong><\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"34\">E Garrit n\u00e3o oferece consolo f\u00e1cil. Para ele, o \u00f3dio \u00e9 tamb\u00e9m efeito das opress\u00f5es da cultura, e n\u00e3o vir\u00e1 dela a solu\u00e7\u00e3o: \u201c<em data-reader-unique-id=\"35\">o despertar da consci\u00eancia, a responsabiliza\u00e7\u00e3o e a instru\u00e7\u00e3o do sujeito diante de suas a\u00e7\u00f5es parecem ser as \u00fanicas possibilidades para um futuro mais promissor<\/em>\u201d (p. 86). E, como \u201c<em data-reader-unique-id=\"36\">n\u00e3o \u00e9 a internet em si que provoca essas mudan\u00e7as, mas o uso que se faz dela como espa\u00e7o de domina\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 115), regular as plataformas se torna uma tarefa pol\u00edtica. No plano individual, o trabalho come\u00e7a pequeno: admitir que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obrigar o outro a nos escutar, suportar a frustra\u00e7\u00e3o que o outro imp\u00f5e, se perguntar antes de reagir se aquilo \u00e9 um ataque ou apenas uma diferen\u00e7a, e encontrar um limite para o desejo de devolver ao outro a viol\u00eancia que ele nos provoca.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"37\">N\u00e3o se trata de ser tolerante com tudo, nem de responder \u00e0 viol\u00eancia com sil\u00eancio. Trata-se de n\u00e3o entregar ao outro, nem ao algoritmo que amplifica o conflito, o comando sobre aquilo que fazemos com a nossa pr\u00f3pria palavra.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"38\">Em <em data-reader-unique-id=\"39\">O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o<\/em> (1930), Freud liga a agressividade humana \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.casadosaber.com.br\/blog\/pulsao-em-freud-vida-morte-e-os-conflitos-da-psique-humana\" data-reader-unique-id=\"40\">puls\u00e3o de morte<\/a>, uma for\u00e7a que visa \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o poupa nem quem a carrega. Isso explica um \u00f3dio capaz de seguir adiante mesmo quando se volta contra quem o sente. Diferente do \u00f3dio, \u00e9, inclusive, de bom tom que a gente se aproprie da raiva enquanto um mobilizador. Audre Lorde (1984) nos ajuda a pensar essa diferen\u00e7a ao tratar a raiva como uma resposta \u00e0 experi\u00eancia da opress\u00e3o, capaz de produzir energia para nomear e enfrentar aquilo que a provoca.<strong data-reader-unique-id=\"41\"> Mas reconhecer a legitimidade da raiva n\u00e3o significa legitimar qualquer a\u00e7\u00e3o que dela decorra. Entre sentir a raiva e transformar o outro em alvo existe uma dist\u00e2ncia \u00e9tica fundamental.<\/strong><\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"42\">Para Freud, o passo decisivo da civiliza\u00e7\u00e3o foi substituir a for\u00e7a de cada um pelo poder da comunidade. \u00c9 nesse plano, e n\u00e3o na paci\u00eancia de quem sofre o \u00f3dio, que a interdi\u00e7\u00e3o enfraquecida pelas redes precisa ser restaurada. Isso passa por leis que n\u00e3o confundam amea\u00e7a com opini\u00e3o, por institui\u00e7\u00f5es que cobrem de quem ataca e por plataformas que deixem de lucrar com a viol\u00eancia. Afinal, \u201c<em data-reader-unique-id=\"43\">n\u00e3o \u00e9 a internet em si que provoca essas mudan\u00e7as, mas o uso que se faz dela como espa\u00e7o de domina\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 115).<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"44\">O \u00f3dio n\u00e3o recua diante da boa vontade ou da benevol\u00eancia. O lugar do outro n\u00e3o se garante com di\u00e1logo a qualquer custo, mas com lei, com rede de apoio e com a recusa coletiva de tratar a exist\u00eancia de algu\u00e9m como mat\u00e9ria de debate.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\" data-reader-unique-id=\"45\"><em>*Reflex\u00e3o desenvolvida a partir da obra <strong>Ilus\u00e3o coletiva: psican\u00e1lise, massas digitais e ciberpopulismo<\/strong> (2026) de Marcio Garrit.<\/em><\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"49\"><strong data-reader-unique-id=\"50\"><br \/>\nRefer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"51\">FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e an\u00e1lise do eu (1921). Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"52\">FREUD, Sigmund. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o (1930). Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"53\">GARRIT, Marcio. Ilus\u00e3o Coletiva: Psican\u00e1lise, massas digitais e ciberpopulismo \/ Marcio Garrit. \u2013 Campinas, SP: Editora Pangeia, 2026.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"54\">LORDE, Audre. The uses of anger: women responding to racism. In: LORDE, Audre. <em data-reader-unique-id=\"55\">Sister outsider: essays and speeches<\/em>. Berkeley: Crossing Press, 1984. p. 124\u2013133.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"56\">POPPER, Karl. A sociedade aberta e seus inimigos (1945). Tradu\u00e7\u00e3o de Milton Amado. Belo Horizonte: Itatiaia; S\u00e3o Paulo: Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo, 1974. 2 v.<\/p>\n<p class=\"heading-style-h2 text-weight-medium heading-blog\" style=\"text-align: right;\"><strong>* Camila Fortes<br \/>\n<\/strong>Pesquisadora. Jornalista. Doutora em Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (ICICT\/FIOCRUZ\/RJ), com Doutorado Sandu\u00edche no Centro de Estudos Sociais (CeS) da Universidade de Coimbra, em Portugal. Mestra em Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Piau\u00ed (UFPI). Al\u00e9m disso, \u00e9 pesquisadora audiovisual. Realiza pesquisas cient\u00edficas nas \u00e1reas de sa\u00fade mental, psican\u00e1lise, g\u00eanero e mudan\u00e7a clim\u00e1tica. \u00c9 membro Coorte da Democracia Jovem (Europa), e integra os grupos de pesquisa NECHS (N\u00facleo de Estudos em Comunica\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria e Sa\u00fade\/FIOCRUZ) e NUJOC (N\u00facleo de Pesquisa<br \/>\nem Jornalismo e Comunica\u00e7\u00e3o\/UFPI).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Publicado originalmente em:<br \/>\n<span style=\"color: #3366ff;\"><a style=\"color: #3366ff;\" href=\"https:\/\/www.casadosaber.com.br\/blog\/o-lugar-do-outro-o-que-aconteceu-com-a-capacidade-humana-de-dialogar\">https:\/\/www.casadosaber.com.br\/blog\/o-lugar-do-outro-o-que-aconteceu-com-a-capacidade-humana-de-dialogar<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-22630\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-201x300.webp\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"612\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-201x300.webp 201w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-685x1024.webp 685w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-768x1148.webp 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-8x12.webp 8w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-700x1047.webp 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-267x400.webp 267w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-468x700.webp 468w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1.webp 872w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FRENTE-Capa-Ilusao-Coletiva-1-869x1300.webp 869w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><br \/>\nCapa: R\u00edzio Macedo com ilustra\u00e7\u00e3o de Liev Rodrigues<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Ilus\u00e3o Coletiva: Psican\u00e1lise, Massas<\/em><br \/>\n<em>Digitais e Ciberpopulismo<\/em><br \/>\nMarcio Garrit<br \/>\n<\/strong>2026, 280 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Em lan\u00e7amento, com valor promocional<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/ilusao-coletiva-psicanalise-massas-digitais-e-ciberpopulismo\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>CLIQUE AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casa do Saber\u00a0trouxe em seu blog reflex\u00f5es da pesquisadora CAMILA FORTES sobre o livro\u00a0Ilus\u00e3o Coletiva: Psican\u00e1lise, Massas Digitais e Ciberpopulismo, de Marcio Garrit, lan\u00e7amento da Editora Pangeia. Reproduzimos abaixo a \u00edntegra do artigo. O Lugar Do Outro: O que aconteceu com a capacidade humana de dialogar? Camila Fortes * Basta uma opini\u00e3o sobre um filme,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":22513,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1174,3013],"tags":[5182,5915,5909,5911,5908,5641,1153,1208,2479,5858,5913,5910,5638,5640,5637,5914,5912,2245,60,1559],"class_list":["post-23799","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidadao-sociedade","category-psicologia","tag-liev_ilustrador","tag-audre-lorde","tag-camila-fortes","tag-capacidade-de-dialogar","tag-casa-do-saber","tag-ciberpopulismo","tag-democracia","tag-dialogo","tag-ensaio","tag-freud","tag-karl-popper","tag-lugar-do-outro","tag-marcio-garrit","tag-massas-digitais","tag-psicanalise","tag-pulsao-de-morte","tag-recalque","tag-redes-sociais","tag-resenha","tag-rizio-macedo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23799"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23799\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23802,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23799\/revisions\/23802"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22513"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}