{"id":22211,"date":"2026-05-31T17:59:42","date_gmt":"2026-05-31T17:59:42","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=22211"},"modified":"2026-05-31T18:38:50","modified_gmt":"2026-05-31T18:38:50","slug":"quirinas-de-mariana-filgueiras-e-destaque-na-fsp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/quirinas-de-mariana-filgueiras-e-destaque-na-fsp\/","title":{"rendered":"&#8220;Quirinas&#8221;, de Mariana Filgueiras \/ UFF, \u00e9 destaque na Folha de S.Paulo"},"content":{"rendered":"<div aria-describedby=\"descricao-chapeu\">\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/livros\/\">Livros<\/a><br \/>\n30.mai.2026 \u00e0s 23h00<\/p>\n<\/div>\n<blockquote>\n<h1 class=\"c-content-head__title\">Autoras negras transformam papel de dom\u00e9sticas na literatura brasileira<\/h1>\n<\/blockquote>\n<div aria-describedby=\"descricao-chapeu\">\n<p style=\"text-align: right;\">Publica\u00e7\u00e3o original em:<br \/>\nhttps:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/05\/autoras-negras-transformam-papel-de-domesticas-na-literatura-brasileira.shtml<\/p>\n<\/div>\n<div aria-describedby=\"descricao-chapeu\">O caderno ILUSTR\u00cdSSIMA da <strong><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/strong> de hoje traz em sua mat\u00e9ria de capa not\u00edcia do livro\u00a0<em>Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na Literatura Brasileira<\/em>, de Mariana Filgueiras, lan\u00e7ado no final de 2025 pela Pangeia Editora em coedi\u00e7\u00e3o com a Eduff. Publicado com recursos do POSLIT \/ UFF oriundos do PROEX \/ Capes, o livro foi contemplado pelo Edital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2.<\/div>\n<div aria-describedby=\"descricao-chapeu\">\n<p>Leia abaixo a \u00edntegra da mat\u00e9ria da\u00a0<em><strong>Folha de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<ul class=\"c-content-head__subtitle--list\">\n<li class=\"c-content-head__subtitle--list-item\">Livro &#8216;Quirinas&#8217; identifica apenas 37 personagens dom\u00e9sticas significativas em 150 anos de fic\u00e7\u00e3o nacional<\/li>\n<li class=\"c-content-head__subtitle--list-item\">Primeiras protagonistas da categoria surgem apenas no final dos anos 2010, segundo estudo<\/li>\n<\/ul>\n<p><cite class=\"c-author__name\">Flavia Lima<br \/>\n<\/cite>Rep\u00f3rter especial, foi secret\u00e1ria-assistente, editora de diversidade e ombudsman.<\/p>\n<p><strong>[RESUMO]\u00a0<\/strong>Tese de doutorado lan\u00e7ada agora em livro detalha a exclus\u00e3o hist\u00f3rica de trabalhadoras dom\u00e9sticas na fic\u00e7\u00e3o brasileira. Apenas a partir dos anos 2010 essas personagens passaram a protagonistas de contos e romances, reflexo de um movimento em que filhas, sobrinhas e netas dessas profissionais na vida real viraram escritoras e buscaram contar as hist\u00f3rias de suas antepassadas.<\/p>\n<div class=\"newstext-star newstext-star--svg\" style=\"text-align: center;\">*<\/div>\n<p>&#8220;Dei o cano no servi\u00e7o em plena segunda-feira. Puta que pariu! Sensa\u00e7\u00e3o boa. O pau quebrando l\u00e1 fora e eu, encantada. S\u00f3 de pensar na cara da d. Celeste, que eu apelidei de Cepeste, d\u00e1 bem pra imaginar por qual motivo, naquele olho cinzento enfeitado de ruga, fulminando a pia cheia de lou\u00e7a e a bagun\u00e7a do fim de semana por arrumar, me arrepiei. Mulher folgada.&#8221; (&#8220;Perifobia&#8221;, de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/12\/lilia-guerra-escreve-em-seu-cafofo-sabendo-que-vai-ser-interrompida-o-tempo-todo.shtml\" target=\"\" rel=\"\">\u00a0Lilia Guerra<\/a>)<\/p>\n<p>Na fic\u00e7\u00e3o, saber o que\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2023\/07\/laudelina-de-campos-mello-tem-seu-nome-inscrito-no-livro-dos-herois-e-heroinas-da-patria.shtml\" target=\"\" rel=\"\">pensam e sentem trabalhadoras dom\u00e9sticas<\/a>\u00a0\u2014terror de senhores e senhoras que t\u00eam a si pr\u00f3prios em alta conta\u2014 foi durante muito tempo uma impossibilidade imposta por patr\u00f5es que habitam tanto romances quanto a realidade.<\/p>\n<p>Em pouco mais de 150 anos, apenas 37 trabalhadoras dom\u00e9sticas registraram presen\u00e7a significativa em nossa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, segundo tese de doutorado defendida em 2024 e recentemente convertida no livro digital e gratuito &#8220;Quirinas&#8221;, de Mariana Filgueiras.<\/p>\n<p>Nesse grupo restrito de personagens, as primeiras protagonistas come\u00e7aram a aparecer apenas no final dos anos 2010, uma trajet\u00f3ria recente cujo \u00e1pice \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/11\/luciany-aparecida-e-eliane-marques-vencem-premio-sao-paulo-de-literatura.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura obtido em 2024<\/a>\u00a0por tia Eluma, personagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/tv\/2025\/05\/conheca-eliane-marques-autora-que-tem-repensado-a-lingua-portuguesa-veja-video.shtml\" target=\"\" rel=\"\">&#8220;Lou\u00e7as de Fam\u00edlia&#8221;, de Eliane Marques<\/a>.<\/p>\n<p>Praticamente n\u00e3o h\u00e1 bab\u00e1, lavadeira, faxineira, diarista, cuidadora ou cozinheira que protagonize um livro de fic\u00e7\u00e3o antes de 2018, segundo Filgueiras. Essas personagens s\u00f3 deixam o registro da exce\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2025\/05\/lista-de-melhores-livros-reconfigura-canone-de-literatura-mais-plural.shtml\" target=\"\" rel=\"\">filhas, sobrinhas e netas de trabalhadoras dom\u00e9sticas se tornam elas pr\u00f3prias escritoras.<\/a><\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, \u00e9 a entrada recente de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/12\/conheca-os-melhores-livros-de-2025-segundo-criticos-convidados-pela-folha.shtml\" target=\"\" rel=\"\">grupo maior de mulheres negras no mercado editorial\u00a0<\/a>que abre espa\u00e7o para que a figura da trabalhadora dom\u00e9stica seja incorporada \u00e0 literatura a partir de outro olhar.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vai ter um\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/07\/ana-maria-goncalves-e-eleita-para-abl-e-se-torna-primeira-mulher-negra-a-virar-imortal.shtml\" target=\"\" rel=\"\">escritor da ABL [Academia Brasileira de Letras]\u00a0<\/a>que vai acordar e se interessar por uma personagem dom\u00e9stica. N\u00e3o \u00e9 assim que elas entram na nossa literatura, elas entram quando outros autores pegam essa caneta&#8221;, diz Filgueiras.<\/p>\n<p>A pesquisa teve como base a literatura can\u00f4nica de fic\u00e7\u00e3o. Todos os cl\u00e1ssicos brasileiros foram revisitados, al\u00e9m de cat\u00e1logos, hemerotecas, arquivos digitalizados e textos de estudiosos da literatura.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo, reconhece a pesquisadora, n\u00e3o \u00e9 exaustivo, mas proporciona um bom sobrevoo na produ\u00e7\u00e3o ficcional brasileira e sua rela\u00e7\u00e3o com personagens dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>Mas por que dom\u00e9sticas na literatura? Citando a<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/06\/patricia-hill-collins-exalta-mulher-preta-alerta-contra-censura-e-se-diverte-com-versao-dublada-em-sp.shtml\" target=\"\" rel=\"\">\u00a0autora americana Patricia Hill Collins\u00a0<\/a>e seu conceito de &#8220;outsider within&#8221; (aquele que est\u00e1 em uma estrutura sem fazer parte dela), Filgueiras explica o seu interesse ressaltando o grande potencial dramat\u00fargico das trabalhadoras dom\u00e9sticas, \u00e0 medida que transitam entre classes sociais e conhecem, como poucos, os segredos de seus patr\u00f5es.<\/p>\n<div>\n<div class=\"js-gallery-widget rs_skip\">\n<div id=\"gallery-widget-undefined\" class=\"gallery-widget rs_preserve\" data-channel=\"ilustrissima\">\n<div class=\"gallery-widget__content\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel__container\">\n<p>Sendo assim, diz ela, n\u00e3o faria sentido desprezar literariamente o grupo, cujo enfoque serve tamb\u00e9m como ponto de observa\u00e7\u00e3o crucial de pessoas brancas, de classes mais altas. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 outra explica\u00e7\u00e3o para esse desperd\u00edcio que n\u00e3o seja o racismo, a misoginia e o classismo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o alvo de mero desinteresse, as personagens dom\u00e9sticas acabavam v\u00edtimas da imagina\u00e7\u00e3o escassa do autor. S\u00e3o cenas que se repetem exaustivamente \u2014a vis\u00e3o do mar pela primeira vez, a viol\u00eancia do estupro, o aborto, dificuldades de estudar\u2014, em retratos que oscilam entre a den\u00fancia social e a mesmice.<\/p>\n<p>Do fim do s\u00e9culo 19 \u00e0 virada do s\u00e9culo 20, era comum que as chamadas &#8220;mucamas&#8221; (mulheres negras encarregadas do trabalho dom\u00e9stico) fossem retratadas como ingratas ou desonestas e aparecessem em romances e contos para demarcar o contraste (f\u00edsico e ps\u00edquico) com a patroa branca.<\/p>\n<p>Assim, para sublinhar a bondade, a limpeza e a organiza\u00e7\u00e3o de uma, a outra, p\u00e9rfida, vivia a ensinar coisas erradas para as mulheres mais jovens (&#8220;sinhazinhas&#8221;), muitas vezes hipersexualizando o ambiente, em uma enalta\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia moderna burguesa branca, diz Filgueiras.<\/p>\n<p>Talvez a mais popular trabalhadora dom\u00e9stica da literatura brasileira, Tia Nast\u00e1cia surge em &#8220;Reina\u00e7\u00f5es de Narizinho&#8221; (1931), de Monteiro Lobato. A cozinheira \u00e9 apresentada como\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/12\/bisneta-de-monteiro-lobato-quer-apagar-o-racismo-de-sua-obra-com-novas-edicoes.shtml\" target=\"\" rel=\"\">&#8220;negra de estima\u00e7\u00e3o&#8221; do s\u00edtio e tem suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas animalizadas (&#8220;negra bei\u00e7uda&#8221;, &#8220;macaca carv\u00e3o&#8221;)<\/a>.<\/p>\n<p>Os erros de portugu\u00eas e os seus gestos de ingenuidade d\u00e3o forma a uma mulher ignorante, medrosa e tamb\u00e9m d\u00f3cil e carinhosa, em uma esp\u00e9cie de viol\u00eancia no trato, segundo Filgueiras, que a infantiliza.<\/p>\n<p>A cor ou ra\u00e7a das personagens, por \u00f3bvio, n\u00e3o \u00e9 um detalhe.<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/podcasts\/2024\/04\/podcast-discute-passado-presente-e-futuro-do-trabalho-domestico-no-brasil.shtml\" target=\"\" rel=\"\">\u00a0No Brasil, o trabalho dom\u00e9stico\u00a0<\/a>ainda \u00e9, segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/mds.gov.br\/webarquivos\/MDS\/7_Orgaos\/SNCF_Secretaria_Nacional_da_Politica_de_Cuidados_e_Familia\/Arquivos\/Nota_Informativa\/Nota_Informativa_N_2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publica\u00e7\u00e3o de 2023 do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social,\u00a0<\/a>ocupa\u00e7\u00e3o de 5,8 milh\u00f5es de pessoas, sendo 92% mulheres e 61,5% mulheres negras. Isso sem contar menores de 18 anos. \u00c9 a categoria que mais\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/podcasts\/2024\/04\/podcast-discute-passado-presente-e-futuro-do-trabalho-domestico-no-brasil.shtml\" target=\"\" rel=\"\">emprega mulheres no pa\u00eds, sobretudo mulheres negras\u00a0<\/a>com baixa escolaridade e oriundas de fam\u00edlias de baixa renda.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima do perfil, Gabriela deu nome, no final da d\u00e9cada de 1950, a um dos romances de maior sucesso de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2022\/01\/jorge-amado-concorreu-ao-nobel-de-literatura-ha-50-anos-e-perdeu-para-neruda.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Jorge Amado.<\/a>\u00a0Retirante, a protagonista aceita limpar a casa de um comerciante \u00e1rabe e cozinhar para ele, em um processo, contudo, em que a identidade dela como trabalhadora dom\u00e9stica vai sendo nublada ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o of\u00edcio que determina a constru\u00e7\u00e3o da identidade de Cravo e Canela, mas sua sensualidade e beleza. &#8220;Quem lembra de Gabriela como dom\u00e9stica?&#8221;, questiona Filgueiras.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a personagem que conta as verdades sobre a fam\u00edlia para a qual trabalha no conto &#8220;O Espartilho&#8221;,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-105-anos\/2025\/11\/lygia-fagundes-telles-disse-em-cronica-ter-poucas-certezas-nesta-vida-incerta.shtml\" target=\"\" rel=\"\">de Lygia Fagundes Telles (1978)<\/a>. Ou, ent\u00e3o, Janair, que n\u00e3o tem uma s\u00f3 fala no romance, mas \u00e9 a figura respons\u00e1vel por despertar o fluxo de consci\u00eancia da protagonista em\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2020\/12\/filme-inedito-da-destaque-a-domestica-em-obra-de-clarice-lispector.shtml\" target=\"\" rel=\"\">&#8220;A Paix\u00e3o Segundo G.H.&#8221;, livro de 1964 de Clarice Lispector.<\/a>\u00a0Essas duas s\u00e3o presen\u00e7as importantes, mas n\u00e3o s\u00e3o as figuras centrais da trama.<\/p>\n<p>No geral, essas mulheres se viram como podem entre cozinhas e muquifos apertados de casas de pessoas que fazem quest\u00e3o de afirmar que elas s\u00e3o parte da fam\u00edlia, mas n\u00e3o sabem de onde v\u00eam, tampouco se interessam pelo que passam ou pensam, particularmente na fic\u00e7\u00e3o. &#8220;Nunca ouvimos falar de um familiar da Janair&#8221;, diz Filgueiras.<\/p>\n<p>Pronto desde 1988, mas publicado apenas em 2006, &#8220;Becos da Mem\u00f3ria&#8221;,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/12\/conceicao-evaristo-abriu-portas-da-academia-e-da-literatura-para-outras-pessoas-negras.shtml\" target=\"\" rel=\"\">de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo,\u00a0<\/a>faz da dom\u00e9stica Ditinha uma personagem importante. Quase dez anos depois,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/08\/brasil-de-bolsonaro-nao-cabe-no-novo-livro-de-fernando-bonassi.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Fernando Bonassi<\/a>, em &#8220;Lux\u00faria&#8221;, de 2015, coloca a chave do romance na m\u00e3o de uma trabalhadora dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Em uma esp\u00e9cie de esp\u00edrito da \u00e9poca, \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1859588721118885-os-melhores-filmes-brasileiros-do-seculo-21-segundo-ranking-da-folha#foto-1859588721176402\" target=\"\" rel=\"\">tamb\u00e9m de 2015 o filme &#8220;Que Horas Ela Volta?&#8221;,\u00a0<\/a>de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?sca_esv=0051c22bd9d6ba86&amp;rlz=1C1SQJL_pt-BRBR1027BR1027&amp;sxsrf=ANbL-n6d_Aa1hjGFgtDuNydprojEOimBOg:1780078625894&amp;q=Anna+Muylaert&amp;si=AL3DRZGDMkmBg1SB5TH8o8Xeh03tgmwpgZCgiYi5BFB_ELNOTCN9nYYLHJi92nU92FCmrHVTY7qKynIIDaQOW5aVkDOwpJfhjejbYNiNyQCj-vZpjyuc8w0OPg2Mosqb2aFkfUjFhrnSHXE7zLq43gqa0HQKq0kLdH4VwRl0jiFVGsfGp0CY6hRjMuMJf1hRuaW8MZeWyDctbtT1uvF2cCAEngEIIDZIWw%3D%3D&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjws6zRjd-UAxX7pZUCHU-FDRQQmxN6BAgoEAI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anna Muylaert<\/a>, no qual Camila M\u00e1rdila perturbando a rotina dos empregadores de sua m\u00e3e, a dom\u00e9stica de Regina Cas\u00e9; assim como a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AauVal4ODbE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">m\u00fasica &#8220;Boa Esperan\u00e7a&#8221;, de Emicida<\/a>, que p\u00f5e casas de fam\u00edlia em polvorosa ao sugerir fogo nos patr\u00f5es.\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2023\/04\/a-pec-das-domesticas-e-os-direitos-ainda-devidos.shtml\" target=\"\" rel=\"\">A Lei das Dom\u00e9sticas, que garantiu a essas profissionais direitos equivalentes aos de outros trabalhadores<\/a>, \u00e9 igualmente de 2015.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 2018 o marco da mudan\u00e7a, segundo Filgueiras. \u00c9 a partir da\u00ed que autoras mulheres, muitas delas negras, se prop\u00f5em a dar outra cara, literalmente, \u00e0s suas protagonistas \u2014ainda que vez ou outra permane\u00e7am estere\u00f3tipos e o deslumbre com o qual personagens reagem aos encantos da cidade ou do amor.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, esse deslocamento reflete\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2026\/05\/brasil-atingiu-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-pela-primeira-vez-em-2024-aponta-relatorio.shtml\" target=\"\" rel=\"\">transforma\u00e7\u00f5es sociais reais do \u00faltimo quarto de s\u00e9culo<\/a>, marcadas por transfer\u00eancia de renda, aumento de emprego e da escolaridade.<\/p>\n<p>Cidinha da Silva, autora de &#8220;Quando Borboletas Furiosas se Tornam Mulheres Negras&#8221;, livro da editora Relic\u00e1rio que escrutina a inser\u00e7\u00e3o de escritoras negras no mercado editorial, faz uma leitura pr\u00f3pria do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Segundo ela, a principal inova\u00e7\u00e3o trazida por essas autoras \u00e9 uma mudan\u00e7a de foco, de atitude e de constru\u00e7\u00e3o de uma escrita desde dentro, &#8220;com olhos de quem enxerga o outro consciente de sua pr\u00f3pria &#8216;outridade&#8217;, de um lugar que investe de humanidade e dignidade personagens antes tratados quase como m\u00f3veis da casa, utens\u00edlios de cama, mesa e banho, objeto de todo tipo de extrativismo&#8221;.<\/p>\n<p>A nova leva, formada por autoras como Helena Silvestre e Eliane Marques, constr\u00f3i personagens negras de alta voltagem, disruptivas, com hist\u00f3ria pr\u00f3pria, que sustentam narrativas \u2014tanto nas hist\u00f3rias curtas de &#8220;Notas sobre a Fome&#8221;, de Silvestre, quanto em romances como o premiado &#8220;Lou\u00e7as de Fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;E mesmo as autoras que escolhem ancorar as narrativas na experi\u00eancia t\u00eam procurado faz\u00ea-lo como estrat\u00e9gia de enfrentamento a d\u00e9cadas de sil\u00eancio imposto e desqualifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m como op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica&#8221;, afirma Silva.<\/p>\n<p>Para ilustrar as mudan\u00e7as de foco e de atitude na literatura, Filgueiras escolhe quatro autoras: Eliana Alves Cruz,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/giovana-madalosso\/\" target=\"\" rel=\"\">Giovana Madalosso<\/a>, Carola Saavedra\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/09\/quem-e-lilia-guerra-que-cria-literatura-de-primeira-entre-o-onibus-e-o-trabalho-no-sus.shtml\" target=\"\" rel=\"\">e a mais prol\u00edfica delas, Lilia Guerra.<\/a><\/p>\n<p>Em<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2019\/10\/narrativa-de-com-armas-sonolentas-e-autentica-mesmo-nao-sendo-verossimil.shtml\" target=\"\" rel=\"\">\u00a0&#8220;Com Armas Sonolentas&#8221;<\/a>, de 2018, Saavedra constr\u00f3i uma personagem que, sem nome, desenvolve um relacionamento bastante complexo com os patr\u00f5es. Ponto importante: a personagem \u00e9 uma mulher ind\u00edgena que, aos 14 anos, \u00e9 obrigada pela m\u00e3e a deixar sua casa no interior de Minas Gerais para trabalhar como dom\u00e9stica no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/10\/rapto-de-crianca-em-suite-toquio-e-o-pesadelo-de-toda-mae.shtml\" target=\"\" rel=\"\">&#8220;Su\u00edte T\u00f3quio&#8221; (2020), de Madalosso,<\/a>\u00a0provoca, segundo Filgueiras, uma mudan\u00e7a estrutural no romance brasileiro ao contar a hist\u00f3ria de uma bab\u00e1 que rapta a filha da patroa e, de modo inovador, oferece a vers\u00e3o da pr\u00f3pria bab\u00e1 sobre o epis\u00f3dio, abandonando a heran\u00e7a da chamada &#8220;literatura de testemunho&#8221;, em voga nos anos 1980, em que mulheres da base da pir\u00e2mide social come\u00e7aram a contar suas hist\u00f3rias, mas sempre com a media\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m, \u00e0s vezes a pr\u00f3pria empregadora.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/tom-farias\/2022\/08\/livro-solitaria-de-eliana-alves-cruz-reflete-sobre-o-futuro-do-brasil.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Publicado em 2022, &#8220;Solit\u00e1ria&#8221;<\/a>, de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/11\/a-literatura-salva-a-gente-da-ulcera-diz-eliana-alves-cruz-em-debate-na-casa-folha.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Eliana Alves Cruz,\u00a0<\/a>enfoca duas personagens: Eunice, trabalhadora dom\u00e9stica, e Mabel, sua filha. Na obra, Alves Cruz coloca o\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/paineldoleitor\/2025\/04\/o-quartinho-de-empregada-e-a-senzala-moderna-diz-eliana-alves-cruz.shtml\" target=\"\" rel=\"\">pr\u00f3prio quarto de empregada como um personagem,<\/a>\u00a0o que Filgueiras considera disruptivo. &#8220;Na &#8216;Paix\u00e3o Segundo G.H.&#8217;, o quarto de Janair est\u00e1 l\u00e1 e, quando a patroa entra, tem aquela epifania. Mas aqui na Eliana ele fala, conta as verdades.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1851870233697775-conheca-a-escritora-paulista-lilia-guerra#foto-1851870233861874\" target=\"\" rel=\"\">J\u00e1 Guerra inova<\/a>\u00a0ao trazer personagens cuja labuta principal \u00e9 limpar banheiro alheio, mas que tamb\u00e9m amam, agem de modo edificante, s\u00e3o afiadas, depressivas, cr\u00edticas e, por que n\u00e3o, cru\u00e9is.<\/p>\n<p>&#8220;Perifobia&#8221;, de 2018, traz ao menos dez contos protagonizados por trabalhadoras dom\u00e9sticas. O primeiro deles, denso e delicado, \u00e9 uma excelente amostra do apetite da autora em retratar outro universo, muito al\u00e9m da falta e da escassez que, n\u00e3o obstante, est\u00e3o l\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Foi a primeira vez que vi uma trabalhadora dom\u00e9stica revidando, dizendo que n\u00e3o vai trabalhar, que a patroa a explora demais&#8221;, diz Filgueiras. &#8220;Algu\u00e9m imagina Tia Nast\u00e1cia dando o cano no trabalho?&#8221;<\/p>\n<p>Filha e neta de trabalhadoras dom\u00e9sticas, Guerra olha para a categoria de um jeito diferente e talvez ajude a engrossar um universo de leitoras tamb\u00e9m negligenciado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2026\/03\/pesquisa-indica-alta-na-compra-de-livros-no-brasil-mas-nao-garante-mais-leitura.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Pesquisa divulgada em mar\u00e7o pela C\u00e2mara Brasileira do Livro<\/a>\u00a0em parceria com a Nielsen BookData aponta que mulheres s\u00e3o 61% dos consumidores de livros no Brasil, e, de modo surpreendente, indica que as mulheres pretas e pardas da classe C lideram esse grupo. &#8220;Elas est\u00e3o comprando mais, lendo mais e est\u00e3o mais representadas de uns tempos para c\u00e1, uma boa not\u00edcia&#8221;, diz Filgueiras.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria vida da pesquisadora, da quinta gera\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de cafeicultores escravocratas da Zona da Mata de Minas Gerais que faliram com a aboli\u00e7\u00e3o, daria um romance, talvez desses mais antigos.<\/p>\n<p>As gera\u00e7\u00f5es mais recentes da fam\u00edlia, de migrantes que vieram do interior de Minas para se tornar oper\u00e1rios em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, tinham empregada dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>A madrinha de Filgueiras trabalhou como dom\u00e9stica na casa de sua av\u00f3, em um bom exemplo de pr\u00e1tica fundada em uma ambiguidade que ilustra a realidade complexa desse tipo de rela\u00e7\u00e3o: ser &#8220;parte da fam\u00edlia&#8221; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 hipocrisia.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea fica muito pr\u00f3xima afetivamente das trabalhadoras das fam\u00edlias sem que elas sejam da fam\u00edlia, em uma esp\u00e9cie de embaralhamento afetivo e apaziguamento for\u00e7ado das rela\u00e7\u00f5es. O Brasil \u00e9 ferido nessa depend\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Resultado tamb\u00e9m dessas contradi\u00e7\u00f5es, a tese de Filgueiras, &#8220;Quirinas&#8221;, \u00e9 uma homenagem a um conto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/tom-farias\/2026\/05\/escritor-lima-barreto-via-o-13-de-maio-como-projeto-de-uma-abolicao-inacabada.shtml\" target=\"\" rel=\"\">Lima Barreto<\/a>, de 1904.<\/p>\n<p>Nele, uma bab\u00e1 centen\u00e1ria chamada Quirina \u00e9 abandonada para morrer em um hospital, o que abre espa\u00e7o para a protagonista contar a sua hist\u00f3ria. O conto, no entanto, foi encontrado inacabado muitos anos depois da morte do pr\u00f3prio Lima Barreto.<\/p>\n<p>Filgueiras diz que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2017\/06\/1895463-biografia-de-lima-barreto-se-ressente-de-anacronismos.shtml?mobile\" target=\"\" rel=\"\">bi\u00f3grafa do autor, Lilia Schwarcz,\u00a0<\/a>indica que a hist\u00f3ria que est\u00e1 no conto \u00e9 muito parecida com a da av\u00f3 do escritor, o que refor\u00e7a a sua tese: levou tempo, mas, investidas de autoria, s\u00e3o as netas e as filhas dessas figuras que v\u00e3o contar a trajet\u00f3ria de suas m\u00e3es e av\u00f3s.<\/p>\n<div class=\"c-rating__head flex flex--center\">\n<h4 class=\"c-rating__title\"><em>Quirinas: A Trabalhadora Dom\u00e9stica como<br \/>\nProtagonista na Literatura Brasileira<\/em><\/h4>\n<\/div>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Pre\u00e7o<\/strong>\u00a0gratuito (vers\u00e3o em ebook pode ser obtida em https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Autoria<\/strong>\u00a0Mariana Filgueiras<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Editora<\/strong>\u00a0Pangeia e EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22217 aligncenter\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/73D935D6-0878-4297-952B-74AA9800AC3B-196x300.webp\" alt=\"\" width=\"774\" height=\"1184\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/73D935D6-0878-4297-952B-74AA9800AC3B-196x300.webp 196w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/73D935D6-0878-4297-952B-74AA9800AC3B-8x12.webp 8w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/73D935D6-0878-4297-952B-74AA9800AC3B-261x400.webp 261w\" sizes=\"auto, (max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Baixe o livro gratuitamente:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>CLIQUE AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22221 aligncenter\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/E901BE85-0579-4927-8EB3-15AA714F4711-197x300.webp\" alt=\"\" width=\"796\" height=\"1212\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/E901BE85-0579-4927-8EB3-15AA714F4711-197x300.webp 197w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/E901BE85-0579-4927-8EB3-15AA714F4711-8x12.webp 8w, 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dom\u00e9sticas na literatura brasileira Publica\u00e7\u00e3o original em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/05\/autoras-negras-transformam-papel-de-domesticas-na-literatura-brasileira.shtml O caderno ILUSTR\u00cdSSIMA da Folha de S. Paulo de hoje traz em sua mat\u00e9ria de capa not\u00edcia do livro\u00a0Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na Literatura Brasileira, de Mariana Filgueiras, lan\u00e7ado no final de 2025 pela Pangeia Editora&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":20448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5449],"tags":[5565,5562,64,4669,5567,306,5563,5561,5560,322,5445,2789,2292,5444,5568,5564,5566],"class_list":["post-22211","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livro-gratuito","tag-domesticas","tag-editora-da-uff","tag-editora-pangeia","tag-eduff","tag-empregadas-domesticas","tag-estudos-literarios","tag-flavia-lima","tag-folha-de-s-paulo","tag-fsp","tag-literatura-brasileira","tag-mariana-filgueiras","tag-pangeia-editora","tag-poslit-uff","tag-quirinas","tag-servico-domestico","tag-tese-de-doutorado","tag-trabalho-domestico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22211"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22245,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22211\/revisions\/22245"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}