{"id":21462,"date":"2026-03-21T21:05:12","date_gmt":"2026-03-21T21:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=21462"},"modified":"2026-04-09T19:01:57","modified_gmt":"2026-04-09T19:01:57","slug":"a-arte-de-escrever-27-vamos-escrever-tankas-sequenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-27-vamos-escrever-tankas-sequenciais\/","title":{"rendered":"A Arte de Escrever 27 \u2013 Vamos escrever tankas sequenciais?"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">Propus com \u00eanfase, em certos momentos dessa sequ\u00eancia de movimentos a que nomeei A ARTE DE ESCREVER, a necessidade de que cada autor repense e reinvente a forma liter\u00e1ria com a qual se manifesta. Essa disposi\u00e7\u00e3o chegou mesmo ao t\u00edtulo de algumas das \u201caulas\u201d, e exemplifico com o texto sobre o soneto, <span style=\"color: #993366;\"><a style=\"color: #993366;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-14-vamos-reinventar-o-soneto\/\"><b>AQUI<\/b><\/a><\/span>.<\/p>\n<p class=\"p1\">De certo modo, ainda que moderadamente, \u00e9 nesta clave que a discuss\u00e3o de hoje se coloca. A proposta \u00e9 de trabalhar, de modo consciente, a forma do tanka ao modo de tankas sequenciais.<\/p>\n<p class=\"p1\">Para apresentar o conceito e o exemplificar, fa\u00e7o um pequeno passeio expositivo por nomenclaturas que se sobrep\u00f5em: hokku, haicai, haiku e haikai, e ainda por brev\u00edssimas anota\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre o renga, o haicai no renga e o haibun.<\/p>\n<p class=\"p1\">Vamos comigo nessa sint\u00e9tica travessia?<\/p>\n<p class=\"p1\">O haicai, haikai ou haiku \u00e9 um poema. Sua base \u00e9 ter dezessete sons. Em japon\u00eas, dezessete <em>moras<\/em> (ou <em>morae<\/em>), o que n\u00e3o \u00e9 exatamente igual a um s\u00edlaba, a unidade de som em portugu\u00eas. Na constru\u00e7\u00e3o de haikais em l\u00edngua portuguesa em geral e no nosso idioma brasiliano dos tr\u00f3picos, fazemos a equival\u00eancia das dezessete <em>moras<\/em> em dezessete s\u00edlabas po\u00e9ticas.<\/p>\n<p class=\"p1\">Sendo unidade de som, a <em>mora<\/em>, no haikai, \u00e9 uma unidade r\u00edtmica e de cad\u00eancia definida pela dura\u00e7\u00e3o: uma s\u00edlaba curta \u00e9 uma <em>mora<\/em>; s\u00e3o duas <em>moras<\/em> a vogal cuja emiss\u00e3o se alonga ou um ditongo; mesmo letras isoladas podem ser uma <em>mora<\/em>, a exemplo de s\u00edlabas finais em &#8220;n&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\">Um bom exemplo \u00e9 a palavra <b>haibun<\/b> (que nomeia um subg\u00eanero liter\u00e1rio que mescla prosa, normalmente prosa po\u00e9tica, com o haicai, que foi a forma com a qual Bash\u00f4 redigiu seus di\u00e1rios de viagem): haibun, em japon\u00eas, constitui quatro <em>moras<\/em>: ha-i-bu-n.<\/p>\n<p class=\"p1\">Consta que Bash\u00f4, certa vez, manifestou-se no sentido de que haveria um sabor especial em poemas com uma <em>mora<\/em> a mais do que o padr\u00e3o tradicional. A marca do g\u00eanio \u00e9 desobedecer as regras sem que a transgress\u00e3o destrua a forma, antes a reafirme com a for\u00e7a que emana do poema em si.<\/p>\n<p class=\"p1\">O terceto de dezessete <em>moras<\/em> tem o primeiro verso com cinco sons, incluindo todos os \u201csons\u201d (grosso modo, todas as s\u00edlabas); o segundo verso deve ter sete <em>moras<\/em>, e o terceiro verso fecha o poema com cinco \u201csons\u201d. O haikai <strong>jamais<\/strong> deve ter t\u00edtulo, mas pode ser o \u201cfecho\u201d de uma pequena contextualiza\u00e7\u00e3o em prosa, forma liter\u00e1ria, conforme vimos acima, que recebe o nome de haibun.<\/p>\n<p class=\"p1\">O haiku \u00e9 um poema que representa uma vis\u00e3o simb\u00f3lica do momento captado, mas essa vis\u00e3o jamais deve plasmar nos versos o eu-l\u00edrico, o sujeito que v\u00ea e escreve.<\/p>\n<p class=\"p1\">De certo modo, com a mesma forma do haikai (5\/7\/5 sons), o senryu, pela s\u00e1tira e jocosidade, pela presen\u00e7a do cotidiano da vida corriqueira, abre espa\u00e7o para a presen\u00e7a de um eu-po\u00e9tico. Os senryus, embora resgatem algo do humor primordial do haicai, desde Bash\u00f4, entretanto, n\u00e3o tem o moto central de captar momentos transcendentes; foi com esse movimento \u00e9tico e est\u00e9tico que Bash\u00f4 fez a autonomia da forma do haicai diante das formas longas que o precederam.<\/p>\n<p class=\"p1\">O tanka, por sua vez, tem um d\u00edstico final ap\u00f3s o terceto que conforma o haikai. Na origem, nos tempos do haikai no renga, o d\u00edstico foi nomeado de <strong>wakiku<\/strong>, e o terceto era conhecido por <strong>hokku<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"p1\">Nos prim\u00f3rdios, havia o renga, poema longo, que mais tarde passou a ser nomeado por haikai no renga, e era<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>formado por dezenas de altern\u00e2ncias entre hokku e wakiku. Era uma composic\u00e3o coletiva, por vozes alternadas em encontros cortes\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ao que parece, algo pr\u00f3ximo dos nossos repentistas, mas \u2013 assim nos parece visto de hoje \u2013 sem o esp\u00edrito de disputa que anima os nossos cantadores.<\/p>\n<p class=\"p1\">Desse poema longo e coletivo vem a forma do renga, poema autoral constitu\u00eddo por uma sequ\u00eancia menor de tankas encadeados que perfazem uma unidade po\u00e9tica, seja narrativa, seja de turnos nos quais o tema se desdobra.<\/p>\n<p class=\"p1\">Nesse quadro, a proposta de haikais sequenciais (conforme conceito elaborado por Jos\u00e9 Lira, ver <span style=\"color: #008000;\"><a style=\"color: #008000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-24-os-haicais-sequenciais-de-jose-lira-e-a-proposta-dos-haikais-encadeados\/\"><b>AQUI<\/b><\/a><\/span>) se configura por um conjunto de tr\u00eas haikais independentes que apresentam \u201cvis\u00f5es\u201d diferentes referente a um mesmo fen\u00f4meno ou fato. No estudo sobre haikais sequenciais, na l\u00f3gica de sempre de nos esfor\u00e7armos na reinven\u00e7\u00e3o que tenha por alicerce a historiografia liter\u00e1ria e o que os grandes mestres nos legaram, apresentamos adicionalmente a proposta de haikais encadeados.<\/p>\n<p class=\"p1\">A proposta que aqui fazemos dos <strong>tankas sequenciais<\/strong> \u00e9, a princ\u00edpio, similar \u00e0 dos haikais sequenciais,.<\/p>\n<p class=\"p1\">Devem ser tr\u00eas tankas, <strong>n\u00e3o menos, mas n\u00e3o mais<\/strong>, e jamais devem constituir uma tr\u00edade de tese, ant\u00edtese e s\u00edntese. Cada poema n\u00e3o deve ser um <em>logos<\/em> e o conjunto deles jamais deve constituir um discurso argumentativo.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ainda que o d\u00edstico (<strong>wakiku<\/strong>) se apresente ao modo de uma reflex\u00e3o em corol\u00e1rio do terceto (o <strong>hokku<\/strong>), o fecho \u00e9 ainda assim uma imagem do momento, sem aspirar o constructo de um racioc\u00ednio que se desdobra ou que se fecha.<\/p>\n<p class=\"p1\">O hokku \u00e9 a imagem flagrada pelo olhar do poema, e o wakiku \u00e9 a descoberta que o poema faz de um significado moment\u00e2neo que se esgota em si mesmo.<\/p>\n<p class=\"p1\">O hokku \u00e9 um prisma congelado do fluxo vital que \u00e9 a \u00e5nima do poema, e o wakiku \u00e9 o flash de um raio de luz captado logo ap\u00f3s passar pelo prisma que constitui o poema.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Eis um exemplo de tankas sequenciais<\/strong>:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\">sob a chuva fina<br \/>\no arco-\u00edris beija os extremos<br \/>\nem ambas as pontas \u2014<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">a terra nasce duas vezes<br \/>\nna maligna ambiguidade<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">no cinza das nuvens<br \/>\no arco-\u00edris chega at\u00e9 ao ch\u00e3o<br \/>\naqui e do outro lado \u2014<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">a terra morre duas vezes<br \/>\nnesta benta ambiguidade<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">nesse dia nublado<br \/>\no arco-\u00edris, de ponta a ponta,<br \/>\nmergulha no ch\u00e3o \u2014<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">a terra ascende duas vezes<br \/>\nna s\u00f3rdida ambiguidade<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><em>tankas sequenciais<\/em><br \/>\n<em>\u00a9 Rauer 2026<\/em><br \/>\n<em>@_rauer<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\">Temos, no <strong>@haikai.brasil<\/strong> do Instagram, um espa\u00e7o acolhedor para todas essas formas po\u00e9ticas. Confira e siga o perfil. Mais do que isso, envie seus haikais, tankas, senryus, haibuns e outras formas de poesia oriental para publica\u00e7\u00e3o. Aguardamos seu haikai, ou renga, ou haibun, ou senryu ou qualquer outra das formas aqui mencionadas, ou mesmo outras cuja inspira\u00e7\u00e3o esteja nas literaturas orientais cl\u00e1ssicas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-align: center;\">\u2013 o \u2013<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-align: center;\">Quer dialogar?<br \/>\n<\/span><strong>Escreva-me:<br \/>\n<\/strong>&lt; rauer@editorapangeia.com.br &gt;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: right;\"><strong style=\"text-align: right;\">Rauer Ribeiro Rodrigues<br \/>\n<\/strong>Escritor; Professor; Editor; Em Travessia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-align: left;\">A ARTE DE ESCREVER<br \/>\n<\/span><strong>Informa\u00e7\u00e3o importante<\/strong>:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: left;\">O Prof. Rauer \u2013 que se aposentou em mar\u00e7o de 2024 \u2013 ministrou, em diversos semestres, de 2006 a 2023, em PPGs e na gradua\u00e7\u00e3o da UFMS, em particular no PPG-Letras Mestrado e Doutorado em Estudos Liter\u00e1rios do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas, a disciplina <strong>Oficinas de\u00a0Escrita Criativa<\/strong>, \u00e0s vezes sob outra nomenclatura; a pedido da Pangeia Editorial, alguns dos textos que serviram de diretrizes para as aulas, aqui comentados e ampliados, vem sendo publicados no\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong>Blog da Pangeia<\/strong><\/a>. Al\u00e9m dos textos que ent\u00e3o utilizou, inclusive alguns com os quais trabalhou na gradua\u00e7\u00e3o, e acolhendo contribui\u00e7\u00f5es dos alunos, o professor vem incluindo outros, escritos especificamente para o\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong>Blog da Pangeia<\/strong><\/a>, ampliando o escopo daquelas aulas para um p\u00fablico al\u00e9m dos estudantes universit\u00e1rios. O Prof. Rauer, autor de mais de duas dezenas de livros individuais, \u00e9 hoje Editor da Pangeia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><a style=\"text-align: center;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>Leia todas as \u201caulas\u201d!!!<\/strong><\/a><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\">Vale a pena acompanhar!!!<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: right;\"><em style=\"text-align: right;\">R\u00edzio Macedo<br \/>\n<\/em><em><strong>Diretor Administrativo<br \/>\n<\/strong><\/em><strong>Pangeia Editorial Ltda.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: left;\">Siga no instagram as nossas novidades:<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><em>@pangeiaeditora<br \/>\n<\/em><em>@_rauer<br \/>\n<\/em><em>@haikai.brasil<br \/>\n<\/em><em>@edicoes.sarue<br \/>\n<\/em><em>@edicoes.dionysius<br \/>\n<\/em><em>@eu.professor.pangeia<br \/>\n<\/em><em>@clubedeliteraturaer\u00f3tica<br \/>\n<\/em><em>@haiku.brasil<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><em>no Tik Tok:<br \/>\n<\/em><em>@pangeia.editorial<br \/>\n<\/em><em>@_rauer<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"single-post-content-inner special-first-letter mb-60\">\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>AULAS ANTERIORES DA S\u00c9RIE<br \/>\n<em>A ARTE DE ESCREVER<\/em>:<\/strong><\/p>\n<p>(Clique nas palavras com link para ir para a aula)<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/como-publicar-seu-livro\/\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 Como publicar seu livro<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 1<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Oito li\u00e7\u00f5es de Isaac Babel<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-2-os-segredos-da-ficcao-segundo-raimundo-carrero\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 2<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Segredos da fic\u00e7\u00e3o, por Raimundo Carrero<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-3-evite-verbos-de-pensamento-essa-e-a-dica-de-palahniuk\/\"><strong>Aula 3<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 Palahniuk: evite verbos de pensamento e outras dicas<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-4-dicas-de-15-escritoras\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 4<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Quinze escritoras e as min\u00facias da Arte de Escrever<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 5<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 29 aforismos sobre o microconto<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-6-dicas-ao-escrever-para-criancas-e-para-jovens\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 6<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Para escrever para crian\u00e7as e jovens<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-7-o-haikai-sintese-concisao-e-expressividade\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 7<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 S\u00edntese e concis\u00e3o na escrita do haikai<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-8-hemingway-33-dicas-e-leituras-indicadas-para-um-jovem-escritor\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 8<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 33 dicas de escrita de Hemingway<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-9-tecnica-e-engenho-ao-escrever-para-cinema-e-televisao\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 9<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 T\u00e9cnica e engenho na escrita para tev\u00ea e cinema<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-10-kafka-e-a-arte-de-escrever\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 10<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 A arte de escrever na vis\u00e3o de Franz Kafka<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-11-stephen-king-as-ferramentas-e-outras-dicas-sensacionais-do-livro-on-writing\/\"><strong>Aula 11<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 Ferramentas e dicas de Stephen King<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-12-a-concisao-do-infinito-com-antologia-de-microcontos\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 12<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 A concis\u00e3o do infinito, com antologia de microcontos<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-13-as-licoes-de-camus-autor-de-a-peste\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 13<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 As li\u00e7\u00f5es de Camus, autor de \u201cA peste\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline; color: #993366;\"><a style=\"color: #993366;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-14-vamos-reinventar-o-soneto\/\"><strong>Aula 14<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 Vamos reinventar o soneto?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-15-defina-sua-profissao-de-fe-no-ato-de-escrever\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 15<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Defina sua \u201cprofiss\u00e3o de f\u00e9\u201d no ato de escrever<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-16-hemingway-um-mergulho-na-teoria-do-iceberg\/\"><strong>Aula 16<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 Ernest Hemingway: um mergulho na \u201cTeoria do\u00a0<em>Iceberg<\/em>\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-17-a-etica-e-a-estetica-do-vampiro\/\"><strong>Aula 17<\/strong><\/a><\/span>\u00a0\u2013 A \u00e9tica e a est\u00e9tica do Vampiro<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-18-a-metalinguagem\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 18<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 A metalinguagem<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-19-uma-metodologia-da-leitura\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 19<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Uma metodologia da leitura<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/microconto-cacos-estilhacos-fotons\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 20<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Microconto: cacos, estilha\u00e7os e f\u00f3tons<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-21-haikai-tanka-renga-senryu\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 21<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Haikai, Tanka, Renga, Senryu<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-22-do-conto-ao-nanoconto\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 22<\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Do conto ao nanoconto<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff; text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #993366; text-decoration: underline;\">Aula 23<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Hokku, Haikai, Haicai, Hai-kai \u2013 a nomenclatura \u00e9 um Senryu<\/p>\n<p><strong><a href=\"mailto:https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-24-os-haicais-sequenciais-de-jose-lira-e-a-proposta-dos-haikais-encadeados\/\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 24<\/span><\/a><\/strong>\u00a0\u2013 Os haicais sequenciais de Jos\u00e9 Lira e a proposta dos haikais encadeados<\/p>\n<p><strong><a href=\"mailto:https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 25<\/span><\/a><\/strong>\u00a0\u2013 Intelig\u00eancia amorosa e escrita liter\u00e1ria<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-26-decalogo-a-arte-de-escrever\/\"><strong><span style=\"color: #993366; text-decoration: underline;\">Aula 26<\/span><\/strong><\/a><\/span><\/span>\u00a0\u2013 Dec\u00e1logo: A Arte de Escrever<\/p>\n<p><span style=\"color: #993366;\"><a style=\"color: #993366;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=Arte+de+Escrever\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Aula 27<\/span><\/strong><\/a> <\/span>\u2013 Vamos escrever tankas sequenciais?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-26-decalogo-a-arte-de-escrever\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18792 aligncenter\" src=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Decalogo_Arte_Escrever-240x300.png\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Decalogo_Arte_Escrever-240x300.png 240w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Decalogo_Arte_Escrever-819x1024.png 819w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Decalogo_Arte_Escrever-768x960.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Decalogo_Arte_Escrever-10x12.png 10w, 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href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/publique-na-pangeia\/\"><strong>AQUI !!!<\/strong><\/a><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><u><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/sobre\/\">Quem Somos \u2013 Valores<\/a><\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/publique\/\"><u>Or\u00e7amento<\/u><\/a>:<br \/>\n<strong><a href=\"mailto:publiqueconosco@editorapangeia.com.br\">publiqueconosco@editorapangeia.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"SinglePostFooter text-center mb-100\">\n<div class=\"single-post-footer-tags\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Propus com \u00eanfase, em certos momentos dessa sequ\u00eancia de movimentos a que nomeei A ARTE DE ESCREVER, a necessidade de que cada autor repense e reinvente a forma liter\u00e1ria com a qual se manifesta. Essa disposi\u00e7\u00e3o chegou mesmo ao t\u00edtulo de algumas das \u201caulas\u201d, e exemplifico com o texto sobre o soneto, AQUI. 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