{"id":21083,"date":"2026-01-25T10:38:03","date_gmt":"2026-01-25T10:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=21083"},"modified":"2026-03-08T16:09:21","modified_gmt":"2026-03-08T16:09:21","slug":"a-poesia-pugente-ousada-e-insolita-de-aira-maiger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-poesia-pugente-ousada-e-insolita-de-aira-maiger\/","title":{"rendered":"A poesia ousada e ins\u00f3lita de Aira Maiger"},"content":{"rendered":"<p>A poeta Fl\u00e1via de Queiroz Lima viu no portal da Pangeia a not\u00edcia do lan\u00e7amento do livro\u00a0<em><strong>33<\/strong><\/em>, de Aira Maiger, adquiriu um exemplar e nos enviou sua leitura, no entusiasmo de uma poeta que, com cinco livros publicados e d\u00e9cadas de leitura liter\u00e1ria e cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, encontra uma voz po\u00e9tica, nova e potente, que lhe causa impacto.<\/p>\n<p>Autora, entre outros livros, de <em><strong>Resgate<\/strong><\/em> (2025) e\u00a0<em><strong>C\u00edrculo de Giz<\/strong><\/em> (1983; 2a. ed., 2024), Fl\u00e1via viu em Aira Maiger uma poeta n\u00e3o apenas singular, mas audaz, tanto nos detalhes (entre os quais destaca a dedicat\u00f3ria de\u00a0<em><strong>33<\/strong><\/em>) quanto na travessia ao longo das quatro partes do livro: Para\u00edso, Inferno, Purgat\u00f3rio e Limbo, pela ordem.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via de Queiroz Lima destaca a entrevista que Aira Maiger concedeu ao Blog da Pangeia (<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-poesia-visceral-de-aira-maiger\/\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a>), que est\u00e1 reproduzida no livro, e tamb\u00e9m &#8220;as excelentes ilustra\u00e7\u00f5es, de Liev Rodrigues&#8221;, que dialogam com &#8220;uma esp\u00e9cie de assombro que n\u00e3o se dispersa e, ao contr\u00e1rio, vai aumentando \u00e0 medida que os poemas&#8221; de Aira s\u00e3o lidos ao longo do livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conhe\u00e7a a poesia de Aira Maiger<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #ff6600;\"><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=AIRA+MAIGER\"><strong>CLICANDO AQUI !!!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p>Reproduzimos abaixo a leitura de Fl\u00e1via ao\u00a0<em><strong>33<\/strong><\/em>, de Aira Maiger.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>33<\/strong><\/em><strong>, de Aira Maiger, \u00e9 um<br \/>\nlivro que bate fundo<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Fl\u00e1via de Queiroz Lima *<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo eu n\u00e3o lia uma poesia t\u00e3o pungente, t\u00e3o intr\u00e9pida, t\u00e3o pulsante e visceral quanto essa que est\u00e1 no livro<em><strong> 33<\/strong><\/em>, de Aira Maiger.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9gua.<\/p>\n<p>\u00c9 uma poesia que escorre, escrita com sangue e seiva.<\/p>\n<p>Como ela mesma disse, \u201cminha poesia \u00e9 sangue em chamas\u201d (p. 67 e p. 72).<\/p>\n<p>A gente sente isso todo o tempo que percorre o Para\u00edso, o Inferno, o Purgat\u00f3rio e o Limbo de Aira. <em><strong>33<\/strong><\/em> n\u00e3o \u00e9 apenas uma obra singular, na qual a aspereza, a lucidez, a agudeza n\u00e3o t\u00eam medo de se expor. \u00c9 mais: a escolha de cada palavra, cada imagem, desafia a gravidade, n\u00e3o poupa o surpreendente, inverte a busca da beleza no modo usual, optando pela forma crua, aguda e agreste de dizer dos sentimentos, com toda a aud\u00e1cia de quem sabe o que est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p>Desde a dedicat\u00f3ria, a diferen\u00e7a se mostra ousada:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u00c0s zebras que correm<br \/>\nem um mundo de cavalos. (p. 9)<\/p>\n<p>Os versos de Aira s\u00e3o como quadros pungentes em volta de n\u00f3s, leitores, mais ainda do que as excelentes ilustra\u00e7\u00f5es, de Liev Rodrigues, provocando uma esp\u00e9cie de assombro que n\u00e3o se dispersa e, ao contr\u00e1rio, vai aumentando \u00e0 medida que os poemas emergem versos como<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">No hosp\u00edcio da alma \u2013 Eternamente velada<br \/>\nAo rasgar do v\u00e9u \u2013<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px; text-align: right;\">A beleza da sua lucidez.<br \/>\n(p. 17)<\/p>\n<p>ou<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Nesta noite \u2013 l\u00e2minas estelares<br \/>\nEstamos s\u00f3s \u2013 ca\u00e7a e ca\u00e7adora<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nTeu cora\u00e7\u00e3o \u2013 minha doce cela. (p. 21).<\/p>\n<p>E olhe que ainda estamos no Para\u00edso!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, h\u00e1 suavidade nos versos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">E entraremos no mar \u2013 Em barcos de papel (p. 17),<\/p>\n<p>ou no poema \u201cProfundidades\u201d:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Descobrimos que n\u00e3o \u00e9ramos<br \/>\nBugigangas encaixotadas,<br \/>\nNem os pr\u00f3prios caixotes,<br \/>\nNem mesmo os encaixotadores.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u00c9ramos mares sobre continentes,<br \/>\nCasar\u00f5es campestres, vulc\u00f5es,<br \/>\nFossas abissais e constela\u00e7\u00f5es<br \/>\n\u2013 multiversos paradis\u00edacos (p. 15)<\/p>\n<p>(e n\u00e3o universos!).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Descobrimos os limites dos ermos<br \/>\nNos quais se desenrolam as eras (p. 15).<\/p>\n<p>e no poema bil\u00edngue &#8220;O Poder&#8221;:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Agora orbito fantasmas, mergulho dentro<br \/>\nDe todas as vidas que minha alma morreu. (p. 23).<\/p>\n<p>Gostei mais ainda do Inferno.<\/p>\n<p>Frequentemente a ideia de sanidade povoa os versos de Aira. J\u00e1 em &#8220;Rastro de Mel&#8221;:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">A sanidade? Passarela quebradi\u00e7a. (p. 27).<\/p>\n<p>E h\u00e1 versos que lancetam e sangram os sentidos, como na bel\u00edssima segunda estrofe de &#8220;S\u00f3&#8221; (o poema tem 13 estrofes e ocupa tr\u00eas p\u00e1ginas):<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Rasgo etiquetas com os dentes,<br \/>\nmas nem &#8220;hoje comigo no para\u00edso&#8221;<br \/>\nme livra da dan\u00e7a de m\u00e1scaras:<br \/>\nesperam que eu me arraste, s\u00f3,<br \/>\nsobre alfinetes<br \/>\ne sob tinta<br \/>\nescarlate! (p.29).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">[&#8230;]<br \/>\nquero um olhar que sustente<br \/>\na face nua, s\u00f3,<br \/>\nsem roteiro, sem espelho,<br \/>\nsem r\u00e9dea!. (excerto da 12\u00aa estrofe, p. 31).<\/p>\n<p>No poema &#8220;M\u00e1rtires da Intoler\u00e2ncia&#8221; encontramos essas preciosidades:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Cuspimos vers\u00edculos como p\u00f3lvora<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nDefendemos nossa parede branca,<br \/>\nmumificada em formol de privil\u00e9gios. (p. 33)<\/p>\n<p>Em &#8220;Capital AI&#8221; (poema com vinte e uma estrofes em quatro p\u00e1ginas), a linguagem das redes, do mercado financeiro, do consumo engolindo a vida, emerge habilmente, tecendo uma rede ins\u00f3lita, e at\u00e9 os trocadilhos s\u00e3o enclausurantes:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Veja: sua alma!, no fundo de pens\u00e3o,<br \/>\narrasta-se atrav\u00e9s de vitrines brilhantes \u2013<br \/>\ngestos autom\u00e1ticos. (p. 37).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Ele arde de gan\u00e2ncia \u2013 a vida ulcera.<br \/>\nA natureza definha \u2013 e voc\u00ea O adora\u201d. (p. 36).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Tent\u00e1culos!<br \/>\nVoc\u00ea falhou, falha e falhar\u00e1!<br \/>\n404: Alma n\u00e3o encontrada. (p. 37),<\/p>\n<p>usando a\u00ed a for\u00e7a desse c\u00f3digo: 404 Not Found.<\/p>\n<p>Chamam a aten\u00e7\u00e3o os t\u00edtulos dos poemas: \u201cM\u00e1rtires da intoler\u00e2ncia\u201d, \u201cCratera de mentiras\u201d, \u201cLiturgia das trevas\u201d e muitos outros precisos, ir\u00f4nicos, cortantes.<\/p>\n<p>A poesia de Aira tamb\u00e9m contorna a ang\u00fastia, enfrenta a travessia, como num processo de resist\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u201cN\u00e3o cabe onde vai, mas aqui n\u00e3o se prende<br \/>\nN\u00e3o cabe em nenhum horizonte, mas vai \u2013<br \/>\nInteira n\u00e3o, ficam peda\u00e7os de vida:<br \/>\nSua alma e ossos com os quais costurou<br \/>\nMinha mente e corpo, cora\u00e7\u00e3o e tripas.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">E agora,<br \/>\npelas costuras,<br \/>\nvaza<br \/>\nseu lapso. (Poema &#8220;Ela&#8221;, p. 39).<\/p>\n<p>A sonoridade tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 esquecida, como nessa bela alitera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Te lacera \u2013 sangra labaredas l\u00edquidas.<br \/>\nE te lambe \u2013 a l\u00e2mina lasciva pincela o c\u00e9u. (p. 40)<\/p>\n<p>N\u00e3o vou citar todos os versos e poemas que me impressionaram tanto, mas n\u00e3o posso deixar de mencionar o desfecho do Limbo, num &#8220;Auto-Ex\u00edlio&#8221; p. 62-63), no qual um redentor sabi\u00e1 me lembrou Tom Jobim e Chico Buarque, j\u00e1 ent\u00e3o trazendo aos tempos atuais a &#8220;Can\u00e7\u00e3o do Ex\u00edlio&#8221;, de Gon\u00e7alves Dias:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Minha terra tem palmeiras<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nonde grita o sabi\u00e1.<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nMinha terra tem palmeiras<br \/>\nonde urra o Sabi\u00e1<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">N\u00e3o permita Deus que eu morra,<br \/>\nSem que eu volte para l\u00e1;<br \/>\nSem que enfrente os horrores<br \/>\nQue n\u00e3o encontro por c\u00e1;<br \/>\nSem que salvemos as palmeiras,<br \/>\nOnde resta o Sabi\u00e1. (p.62-63).<\/p>\n<p>Como voc\u00ea v\u00ea, o livro bateu fundo, veemente, estridente mas nunca ensurdecedor.<\/p>\n<p>Gostei tamb\u00e9m muito da entrevista, quando as perguntas suscitaram respostas que contam muito da poeta, at\u00e9 mesmo o nome \u00e0s avessas de R\u00e9gia Maria.<\/p>\n<p>Viva Aira!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fl\u00e1via de Queiroz Lima<br \/>\n\u00e9 poeta, nasceu no Rio de Janeiro e h\u00e1<\/em><br \/>\n<em>mais de 50 anos reside em Belo Horizonte.<\/em><\/p>\n<p><strong>Aira Maiger<\/strong> nasceu em 10 de dezembro de 1991 em Noroeste, no interior de Minas Gerais, onde reside, com Yo&#8217;Oru, entre gatos e c\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conhe\u00e7a <\/strong><strong>Fl\u00e1via de Queiroz Lima<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=FL%C3%81VIA+DE+QUEIROZ+LIMA\"><span style=\"color: #800080;\"><strong>CLICANDO AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conhe\u00e7a a poesia de Aira Maiger<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=AIRA+MAIGER\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>CLICANDO AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/resgate-flavia-de-queiroz-lima\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-21003\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Flavia_EM_Pensar-300x209.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Flavia_EM_Pensar-300x209.webp 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Flavia_EM_Pensar-18x12.webp 18w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Flavia_EM_Pensar-400x279.webp 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Flavia_EM_Pensar.webp 545w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/33-aira-maiger\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-20236\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-204x300.webp\" alt=\"\" width=\"304\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-204x300.webp 204w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-698x1024.webp 698w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-8x12.webp 8w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-700x1027.webp 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-273x400.webp 273w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33-477x700.webp 477w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/FRENTE-Capa-33.webp 740w\" sizes=\"auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poeta Fl\u00e1via de Queiroz Lima viu no portal da Pangeia a not\u00edcia do lan\u00e7amento do livro\u00a033, de Aira Maiger, adquiriu um exemplar e nos enviou sua leitura, no entusiasmo de uma poeta que, com cinco livros publicados e d\u00e9cadas de leitura liter\u00e1ria e cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, encontra uma voz po\u00e9tica, nova e potente, que lhe&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":20444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3288,59],"tags":[5182,4936,1452,104,870,5204,1698,3045,5162,2472,1630,292,5205,691,1700,5203,1974,2483],"class_list":["post-21083","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-poesia-brasileira","category-resenha","tag-liev_ilustrador","tag-4936","tag-aira-maiger","tag-belo-horizonte","tag-critica-literaria","tag-ensaio-literario","tag-flavia-de-queiroz-lima","tag-flavissima","tag-gente-nossa","tag-leitura-literaria","tag-liev-rodrigues","tag-minas-gerais","tag-noroeste-mg","tag-poesia-brasileira","tag-poesia-contemporanea","tag-poesia-insolita","tag-poesia-mineira","tag-resenha-literaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21083"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21190,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21083\/revisions\/21190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}