{"id":20899,"date":"2025-12-21T08:00:50","date_gmt":"2025-12-21T08:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=20899"},"modified":"2025-12-21T20:59:28","modified_gmt":"2025-12-21T20:59:28","slug":"o-natal-por-visette-galiardi-e-ana-luiza-pedroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/o-natal-por-visette-galiardi-e-ana-luiza-pedroso\/","title":{"rendered":"O Natal, por Visette Galiardi e Ana Luiza Pedroso"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 chegando o Natal, s\u00edmbolo de Regenera\u00e7\u00e3o, de nascimento e renascimentos, de consumo e de jantares festivos. Momento de ora\u00e7\u00e3o, de reflex\u00e3o, de paz e de solidariedade, mas tamb\u00e9m de solid\u00e3o, de luzes fe\u00e9ricas, de satura\u00e7\u00e3o. Com um forte e sincero abra\u00e7o, enviamos a cada leitor os nossos votos de <em><strong>Feliz Natal!<\/strong><\/em>, que chegam com uma ilustra\u00e7\u00e3o da garota Ana Luiza Pedroso* e com uma cr\u00f4nica de Visette Galiardi.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-20900\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/5EA244D0-C51F-4E31-95A7-580576D8A583_4_5005_c-279x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/5EA244D0-C51F-4E31-95A7-580576D8A583_4_5005_c-279x300.jpeg 279w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/5EA244D0-C51F-4E31-95A7-580576D8A583_4_5005_c-11x12.jpeg 11w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/5EA244D0-C51F-4E31-95A7-580576D8A583_4_5005_c.jpeg 359w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/p>\n<p class=\"s2\" style=\"text-align: center;\"><strong>Chegou o Natal&#8230;ai, ai, ai&#8230;<\/strong><\/p>\n<p class=\"s2\" style=\"text-align: right;\"><em>Visette Galiardi **<\/em><\/p>\n<p class=\"s3\">Sinceramente, n\u00e3o gosto da \u00e9poca do Natal. N\u00e3o do jeito que acontece. Sinto uma enorme canseira! H\u00e1 algo nesse per\u00edodo que me atravessa com um peso silencioso \u2013 talvez pelo anivers\u00e1rio que se aproxima, talvez por tantas mem\u00f3rias que insistem em retornar. E, para completar, as pessoas parecem enlouquecer de um jeito que me deixa ainda mais introspectiva. Sinto-me uma estrangeira na pr\u00f3pria vida!<\/p>\n<p class=\"s3\">De repente, todos se esquecem do significado que um dia o Natal teve. Insistem em armar um cen\u00e1rio nos corredores dos shoppings, colocar um senhor idoso com trajes vermelhos super quentes, fazendo-o suar em bicas, para a maioria dos pais obrigarem as crian\u00e7as aterrorizadas a se sentarem no colo daquele ser barbudo para uma foto. Tudo \u00e9 com\u00e9rcio, sobretudo o sofrimento, o estresse, o trauma. E todos h\u00e3o de concordar: neve, renas, tren\u00f3s, certamente, n\u00e3o fazem parte de um pa\u00eds cortado pelos tr\u00f3picos.<\/p>\n<p class=\"s3\">A prioridade vira uma lista intermin\u00e1vel de compras: presentes, panetones, perus, carnes com pre\u00e7os surreais, filas que serpenteiam pelos corredores das lojas, estacionamentos lotados como se o mundo estivesse acabando. Uma pressa, um caos&#8230;um vazio.<\/p>\n<p class=\"s3\">\u00c0s vezes imagino como seria se consegu\u00edssemos excluir a correria, o consumismo e ficarmos s\u00f3 com que realmente sustenta o esp\u00edrito natalino: o abra\u00e7o sincero, a presen\u00e7a de quem amamos, a prece que nos silencia por dentro, a lembran\u00e7a doce de quem j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1. Talvez assim, o Natal se tornaria uma data mais apreci\u00e1vel, inclusive por mim.<\/p>\n<p class=\"s3\">Mas quando bate meia noite, n\u00e3o sei porqu\u00ea, fogos estrondosos explodem no c\u00e9u, assustam animais, incomodam crian\u00e7as, rompem com qualquer possibilidade de contempla\u00e7\u00e3o. E eu fico pensando: por qu\u00ea? Para qu\u00ea? O que exatamente estamos comemorando com tanto barulho?<\/p>\n<p class=\"s3\">Acredito em um Natal silencioso, quase sussurrado, \u00e0 luz de velas. Um encontro pequeno, com verdade, sem excessos, sem correria, sem aquelas luzinhas artificiais hipnotizantes que cansam os olhos e esvaziam o peito. Por mim, bastaria o brilho das estrelas, uma ceia simples e um delicioso vinho partilhado com meus amores. E este seria, enfim, um Feliz Natal!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>** Visette Galiardi reside em Sampa; \u00e9 psic\u00f3loga cl\u00ednica, Psicopedagoga, Grupoanalista e Practitioner de Access Consciousness; est\u00e1 <\/em><br \/>\n<em>lan\u00e7ando um livro infantojuvenil pelas Edi\u00e7\u00f5es Saru\u00ea.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>* Ana Luiza Pedroso nasceu no Rio Grande do Sul, onde reside; concluiu<br \/>\no ensino m\u00e9dio e se dedica ao estudo de l\u00ednguas e culturas<br \/>\norientais; \u00e9 universit\u00e1ria na \u00e1rea de gest\u00e3o ambiental.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 chegando o Natal, s\u00edmbolo de Regenera\u00e7\u00e3o, de nascimento e renascimentos, de consumo e de jantares festivos. Momento de ora\u00e7\u00e3o, de reflex\u00e3o, de paz e de solidariedade, mas tamb\u00e9m de solid\u00e3o, de luzes fe\u00e9ricas, de satura\u00e7\u00e3o. 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