{"id":20834,"date":"2025-12-16T21:43:57","date_gmt":"2025-12-16T21:43:57","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=20834"},"modified":"2025-12-16T21:50:53","modified_gmt":"2025-12-16T21:50:53","slug":"ha-um-ano-a-festa-da-amexeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/ha-um-ano-a-festa-da-amexeira\/","title":{"rendered":"H\u00e1 um ano, a Festa da Amexeira"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano, em 12 de dezembro de 2024, no selo Edi\u00e7\u00f5es Dionysius, saiu\u00a0<em><strong>Umematsuri<\/strong><\/em>, segundo livro de haikais de Mamizu, \u201c\u00c1gua Doce\u201d, o haimei (nome po\u00e9tico de <i>haijin<\/i>) de Nima Spigolon.<\/p>\n<p><em><strong>Umematsuri<\/strong><\/em> significa \u201cFesta da Amexeira\u201d, um poderoso s\u00edmbolo de regenera\u00e7\u00e3o. \u00c9 imagem que coaduna com algumas das met\u00e1foras que surgem com o Natal e com o Ano Novo<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para mais detalhes sobre o livro<br \/>\n<span style=\"color: #993300;\"><a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=umematsuri\">CLIQUE AQUI !!!<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p>Para comemorar a primeiro ano do livro de Mamizu, o PALAVRA DO EDITOR reproduz abaixo o estudo que consta em posf\u00e1cio ao livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A POESIA INTERTEXTUAL<br \/>\nDE UMEMATSURI<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Rauer<br \/>\nEscritor; Professor; Editor;<br \/>\nEm travessia.<\/p>\n<p>No <em><strong>Sh\u00fai\u2019wakash\u00fa<\/strong><\/em>, h\u00e1 o seguinte poema:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">kochi fukaba<br \/>\nnini okoseyo<br \/>\nume no hana<br \/>\naruji nashi tote<br \/>\nHaru wo wasuruna<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(Michizane, Sh\u00fbiwakash\u00fb 16<br \/>\nMiscel\u00e2nea de Primavera 1006)<\/p>\n<p>O poema foi assim traduzido por Andrei Cunha:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">flor da ameixeira<br \/>\nainda que ausente teu mestre<br \/>\nn\u00e3o esque\u00e7as a primavera<br \/>\nquando soprar o vento leste<br \/>\nmanda-me teu cheiro<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(<em><strong>Cem poemas de cem poetas<\/strong><\/em>, Porto<br \/>\nAlegre: Class, 2019, p. 23-24)<\/p>\n<p>No terceiro verso, <em>ume no hana<\/em>, temos a \u201cflor da ameixeira\u201d. Uma tradu\u00e7\u00e3o mais literal talvez pudesse ficar assim: \u201cNestas \u00e1guas \/ Me acorde \/ Flor de ameixa \/ Sem um mestre \/ N\u00e3o se esque\u00e7a da primavera\u201d.<\/p>\n<p>Andrei Cunha, na \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d do seu livro (p. 23-24), comenta:<\/p>\n<p>\u201cO amor dos japoneses pela cerejeira \u00e9 literalmente milenar. No <em><strong>Man\u2019y\u00f4sh\u00fa<\/strong><\/em> [de 785], a palavra \u201cflor\u201d (<em>hana<\/em>) pode se referir \u00e0 infloresc\u00eancia de diferentes plantas e \u00e1rvores. A flor mais popular era a da ameixeira-do-jap\u00e3o (<i>Prunus mude, ume<\/i>); a cerejeira (<em>Prunus serrulata, sakura<\/em>) vinha em segundo lugar. A ameixeira, cuja flor serve de bras\u00e3o para incont\u00e1veis escolas em todo o arquip\u00e9lago japon\u00eas, \u00e9 consagrada \u00e0 figura de Sugawara no Michizane, deus da literatura [&#8230;]. Fevereiro, m\u00eas de sua morte, marca o fim do inverno e prenuncia a primavera; as primeira \u00e1rvores que florescem, ainda sob o gelo, s\u00e3o as ameixeiras. A imagem das flores surgindo em meio \u00e0 neve \u00e9 associada \u00e0 persist\u00eancia diante da adversidade.\u201d<\/p>\n<p>A artvista Nima Spigolon (Mamizu, \u771f\u6c34 \u2013 \u00c1gua Doce) traz, em <em><strong>Umematsuri<\/strong><\/em> (Festival da Ameixa), muito mais que uma festa da chegada das flores que rompem ainda no inverno: faz uma festa da poesia, de florescimento de pencas de haiku, de pensar o poema nip\u00f4nico tradicional na clave de sua aclimata\u00e7\u00e3o aos tr\u00f3picos brasileiros. \u00c9 um livrinho gostoso de ler, gostoso de estar na m\u00e3o, gostoso para carregar, presentear, degustar. E cont\u00e9m a poesia sempre sens\u00edvel, l\u00edmpida e clarividente de Nima Spigolon.<\/p>\n<p>Vimos acima que no verso <i>ume no hana<\/i>, <em>ume<\/em> se refere \u00e0 ameixeira, e da\u00ed vem o <em>Umematisuri<\/em> que nomeia o livro.<\/p>\n<p>Trata-se, pois, de um <em>topos<\/em>, de um lugar ret\u00f3rico mais que milenar da poesia japonesa. Trata-se de um espa\u00e7o f\u00edsico, geogr\u00e1fico, em um momento no ciclo da natureza, em que ocorrem festas ligadas \u00e0s ameixeiras em flor. Mais que intertexto, h\u00e1 uma opera\u00e7\u00e3o antropof\u00e1gica, uma. apropria\u00e7\u00e3o cultural mais ampla, em que Mamizu festeja a supera\u00e7\u00e3o das adversidades da poeta Nima.<\/p>\n<p>A profa. Nima Spigolon (Unicamp) faz isso mantendo o di\u00e1logo intertextual com a tradi\u00e7\u00e3o nip\u00f4nica desde o waka, poema do qual deriva o haikai no renga, o hokku, o haicai, o haikai e por fim o haiku.<\/p>\n<p>A nomenclatura se modificou ao longo dos s\u00e9culos e a nomea\u00e7\u00e3o indicia movimento de modifica\u00e7\u00f5es na forma e no ethos do poema, mas indica que h\u00e1, tamb\u00e9m, fortemente, a manuten\u00e7\u00e3o das li\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas e ret\u00f3ricas da forma [f\u00f3rma] po\u00e9tica.<\/p>\n<p>A aclimata\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica e formal que Nima realiza em <em><strong>Umematsuri<\/strong><\/em> segue preceitos da tradi\u00e7\u00e3o do haiku, bebendo das fontes cl\u00e1ssicas (Bash\u00f4, Buson, Issa e Shiki) e das fontes femininas (de Jit\u00f4 Tenn\u00f4 a Chiyo-Ni, de Ukon a Takeshita Shizunojo, de Izumi Shikibu a Teruko Oda, de Murasaki Shikibu a Sujita Hisajo, de Daini no Sanmi a Takajo Mitsuhashi, para mencionar apenas algumas).<\/p>\n<p>Por outro lado, embora tenha sempre em vista as dezessete s\u00edlabas po\u00e9ticas (os \u201csons\u201d ou os mora, no conceito nip\u00f4nico original), n\u00e3o se intimida se romper a m\u00e9trica dos versos em 5 \/ 7 \/ 5, tendo em vista o ritmo interno e o significado constru\u00eddo. Nesse aspecto, bebe de li\u00e7\u00f5es que v\u00eam de Bash\u00f4 aos <em>haijins<\/em> brasileiros e \u00e0s haijins ibero-americanas.<\/p>\n<p>Vejamos alguns poemas de <em><strong>Umematsuri<\/strong><\/em>; iniciamos pela ep\u00edgrafe, um poema da <em>haijin<\/em> Enomoto Seifu (1732-1815):<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ao romper do dia,<br \/>\nem conversa com as flores,<br \/>\numa mulher s\u00f3<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de Nima para o poema segue a m\u00e9trica cl\u00e1ssica; cada verso \u00e9 um segmento frasal completo; o poema coloca em cena momento cotidiano: no in\u00edcio do dia, em solid\u00e3o, uma mulher conversa com as flores. O universo feminino \u00edntimo, sem conv\u00edvio social, se apresenta no espa\u00e7o feminino tradicional, com a casa, o jardim e as flores. No primeiro verso, o dia que nasce traz aug\u00farios, o que o segundo verso tamb\u00e9m enfatiza, com o zoom do espa\u00e7o cosmol\u00f3gico, do dia que rompe (e romper \u00e9 a\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, que a escolha lexical imp\u00f5em ao n\u00e3o utilizar o \u201cneutro\u201d verbo nascer) para o espa\u00e7o fechado, em que h\u00e1 uma conversa com as flores. Conversar \u00e9 dialogar, \u00e9 estar o ator integrado ao dia, ao jardim, \u00e0s flores. H\u00e1 equival\u00eancia de a\u00e7\u00e3o, de status e de presen\u00e7a entre o ator que surge na cena com o dia que rompe, vitorioso, e as flores do jardim. O terceiro verso qualifica duplamente esse ator: \u00e9 \u201cuma mulher\u201d e ela est\u00e1 \u201cs\u00f3\u201d. O verso que desvela o sujeito po\u00e9tico, que representa o eu-po\u00e9tico feminino autoral, fecha o poema surpreendendo em disforia e em oposi\u00e7\u00e3o aos euf\u00f3ricos dois versos iniciais.<\/p>\n<p>O que a ep\u00edgrafe anuncia \u00e9 que h\u00e1 adversidades na festa das ameixeiras e que os versos de <strong><em>Umematsuri<\/em><\/strong> v\u00e3o nos revelar as flores e os jardins na travessia por dificuldades existenciais.<\/p>\n<p>Assim, o livro nos apresenta sapos, aves, quintais com frutas, lib\u00e9lulas, o estralejar dos bambus e dos ossos, em pante\u00edsmo do corpo humano com a natureza. Os sonhos dos p\u00e1ssaros e da brisa indiciam esperan\u00e7as. E ent\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">o inverno chega,<br \/>\nsem pressa. Cinza, veludo \u2014<br \/>\nvoa a andorinha<\/p>\n<p>Nos ciclos vitais, a chegada do inverno \u00e9 inexor\u00e1vel, embora \u201csem pressa\u201d\u2013 e a\u00ed o poema \u00e9 cortado com um ponto final no transcurso do segundo verso e o qualificativo do inverno surge com inicial mai\u00fascula; no entanto, o \u201cCinza\u201d vem logo em seguida qualificado de \u201cveludo\u201d, modalizando-o da cor da tristeza para uma sensa\u00e7\u00e3o sensorial que \u00e9 acolhedora e de aquecimento.<\/p>\n<p>O corte, o <em>kireji<\/em> indicado com o travess\u00e3o, forja a ret\u00f3rica de uma s\u00edntese, de uma explica\u00e7\u00e3o, de um acr\u00e9scimo que cristaliza o momento, e ent\u00e3o registra uma andorinha que voa. E o inverno cont\u00e9m em si uma imagem de duplo sentido: \u00e9 liberdade e indicia liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais \u00e0 frente, a ep\u00edgrafe parece retomada, em poema que \u00e9 s\u00edntese dos aspectos discorridos acima. Eis o poema:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">o voo solit\u00e1rio<br \/>\ne os ventres do c\u00e9u azul:<br \/>\na gra\u00e7a \u2013 e a vida<\/p>\n<p>A solid\u00e3o \u2013 da mulher, do feminino, do eu-po\u00e9tico quase sempre alter ego da poeta \u2013 surge em pleno voo; esse voo se d\u00e1 sob o c\u00e9u azul, sob \u201cos ventres do c\u00e9u azul\u201d, estabelecendo o zoom no indiv\u00edduo tendo no macro um aspecto cosmol\u00f3gico, da eternidade do universo f\u00edsico.<\/p>\n<p>H\u00e1 o primeiro <i>kireji<\/i> , sinalizado com os dois pontos do final do segundo verso, e o terceiro verso, com outra marca de corte, com o travess\u00e3o o dividindo em duas partes, amalgamando duas culturas, a ocidental e a oriental, o mundo das religi\u00f5es monog\u00e2micas com o mundo simples da concretude, daquilo que simplesmente \u00e9: a vida.<\/p>\n<p>Uma obra-prima po\u00e9tica, esse poema, em si mesmo, e na constru\u00e7\u00e3o po\u00e9tica intertextual e antropof\u00e1gica que Nima Spigolon realiza; ali\u00e1s, o livro em seu todo, esse <strong><em>Umematsuri<\/em><\/strong> , \u00e9 uma constela\u00e7\u00e3o de pequenas joias po\u00e9ticas que se sucedem.<\/p>\n<p>Se o tema da solid\u00e3o \u00e9 reiterado em outros haikais, o tema do amor tamb\u00e9m surge, e ainda comparecem diversos kig\u00f4s e mesmo men\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas \u00e0s esta\u00e7\u00f5es, e elas surgem constituindo-se em met\u00e1foras da exist\u00eancia: a tranquilidade e tristeza no inverno, a alegria e renascimento na primavera, a vivacidade e o vigor no ver\u00e3o, a melancolia e maturidade no outono.<\/p>\n<p>A poeta, a certa altura, declara essa sintonia: \u201cesta\u00e7\u00e3o em mim\u201d (p. 49).<\/p>\n<p>Encerremos com o poema que consta na quarta capa do livro:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">parecia o fim \u2013<br \/>\nmas o haikai no caminho<br \/>\nme fez continuar<\/p>\n<p>Uma vez mais, duas tradi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas, a do haikai e a do poema da pedra no caminho de Carlos Drummond de Andrade. A met\u00e1fora da dificuldade \u00e9 ressignificada em met\u00e1fora de alento. As adversidades que anunciam o fim, a derrota inexor\u00e1vel com as vicissitudes da vida, \u00e9 superada com a poesia, com o constructo do poema, com os haikais e os haiku que transbordam supera\u00e7\u00f5es neste <strong><i>Umematsuri<\/i><\/strong>.<\/p>\n<p>Nima nos lega mais uma obra po\u00e9tica de leitura obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Rauer Ribeiro Rodrigues<br \/>\n<b>Rauer<\/b> nasceu em 1958 em Ituiutaba, MG. Escreve desde crian\u00e7a. Cursou Filosofia (USP) e licenciou-se em Estudos Sociais e Hist\u00f3ria em sua cidade natal. Fez Especializa\u00e7\u00e3o em Literatura (UFU), Doutorado Direto em Estudos Liter\u00e1rios (UNESP \/ Araraquara) e est\u00e1gio de p\u00f3s-doutorado em Literatura Comparada (UERJ). Foi professor de literatura brasileira na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFMS de 2006 a 2024. Tem mais de duas dezenas de livros publicados. Seu primeiro livro, <strong><em>Lugares<\/em> Intoler\u00e1veis<\/strong> (contos), publicado em dezembro de 1981, saiu com data de 1982. Seu livro mais recente \u00e9 <em><strong>Pequeno Pres\u00e9pio<\/strong><\/em> (novela, Dionysius \/ Pangeia \/ Saru\u00ea, 2024). Atualmente \u00e9 editor da Pangeia.<br \/>\nContato: &lt; rauer@editorapangeia.com.br &gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para adquirir <em>Umematsuri<\/em><\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/umematsuri-nima-spigolon\/\">CLIQUE AQUI !!<\/a>!<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano, em 12 de dezembro de 2024, no selo Edi\u00e7\u00f5es Dionysius, saiu\u00a0Umematsuri, segundo livro de haikais de Mamizu, \u201c\u00c1gua Doce\u201d, o haimei (nome po\u00e9tico de haijin) de Nima Spigolon. 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