{"id":20686,"date":"2026-04-15T12:00:54","date_gmt":"2026-04-15T12:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=20686"},"modified":"2026-04-16T21:23:03","modified_gmt":"2026-04-16T21:23:03","slug":"mariana-filgueiras-as-quirinas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/mariana-filgueiras-as-quirinas-do-brasil\/","title":{"rendered":"Mariana Filgueiras: as Quirinas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Ocorre nesta quinta-feira, 16 de abril, o lan\u00e7amento de QUIRINAS: A TRABALHADORA DOM\u00c9STICA COMO PROTAGONISTA NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPOR\u00c2NEA, de Mariana Filgueiras, publicado em coedi\u00e7\u00e3o da Pangeia Editora com a Eduff a partir do Eddital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2 POSLIT \/ UFF \u2013 PROEX \/ CAPES. Assista ao lan\u00e7amento, que conta com a participa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da autora, das professoras Eur\u00eddice Figueiredo e Eliza Ara\u00fajo, <strong>\u00e0s 17h30 no Youtube do PPG Estudos de Literatura da UFF<\/strong> &#8211; Universidade Federal Fluminense, <span style=\"color: #800080;\"><a style=\"color: #800080;\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4Ev1zoCCpBc\"><strong>AQUI<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>Mariana Filgueiras \u00e9 jornalista, com mestrado e doutorado em Estudos Liter\u00e1rios pela Universidade Federal Fluminense. Foi rep\u00f3rter no\u00a0<em>Jornal do Brasil<\/em>, Tv Globo, revista\u00a0<em>Piau\u00ed\u00a0<\/em>e Jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>, onde ganhou qeuatro pr\u00eamios de jornalismo. \u00c9 autora dee\u00a0<em>O avesso do bordado: uma biografia de Maarco Nanini<\/em> (Companhia das Letras, 2023).<\/p>\n<p>QUIRINAS: A TRABALHADORA DOM\u00c9STICA COMO PROTAGONISTA NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPOR\u00c2NEA \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da tese de Mariana Filgueiras defendida em 2024 com apoio da Faperj (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, trabalho reconhecido com een\u00e7\u02dcdao Honrosa no Pr\u00eamio Capes de Tese 2025.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento est\u00e1 repercutindo na imprensa em geral e na m\u00eddia especializada no mercado editorial. Reproduzimos abaixo algumas das reportagens j\u00e1 publicadas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GRATUITAMENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">BAIXE O LIVRO<\/span><\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"pn-colunas-corpo clearfix\">\n<div class=\"pn-editoria clearfix\">\n<div class=\"pn-editoria-cabeca clearfix\">\n<div class=\"pn-editoria-titulo\"><a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/editorias\/noticias\/eventos\">Eventos Liter\u00e1rios<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pn-colunas-04x07\" role=\"main\">\n<div class=\"pn-colunas-corpo clearfix\">\n<div id=\"pn-materia-117143\" class=\"pn-materia clearfix\" role=\"article\">\n<div class=\"pn-materia-titulo\">&#8216;Quirinas&#8217; mapeia 165 anos de invisibilidade das dom\u00e9sticas na literatura brasileira<\/div>\n<div class=\"pn-materia-assinatura\">PublishNews, Monica Ramalho, 10\/04\/2026<\/div>\n<div class=\"pn-materia-social\"><a class=\"pn-compartilhar-icone pn-compartilhar-icone-facebook\" title=\"Compartilhar via Facebook\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fwww.publishnews.com.br%2Fmaterias%2F2026%2F04%2F10%2Fquirinas-mapeia-165-anos-de-invisibilidade-das-trabalhadoras-domesticas-na-literatura-brasileira&amp;m=%27Quirinas%27+mapeia+165+anos+de+invisibilidade+das+dom%C3%A9sticas+na+literatura+brasileira+%7C+PublishNews\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/estaticos\/arquivos\/logo_32x32_facebook_colorido.png\" alt=\"\" width=\"32\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/a>\u00a0<a class=\"pn-compartilhar-icone pn-compartilhar-icone-linkedin\" 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src=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/estaticos\/arquivos\/logo_32x32_email_colorido.png\" alt=\"\" width=\"32\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/a>\u00a0<a id=\"2whnVrWAoO6OjpuKTrfG-icone\" class=\"pn-compartilhar-icone pn-compartilhar-icone-clipboard\" title=\"Compartilhar via clipboard\" href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2026\/04\/10\/quirinas-mapeia-165-anos-de-invisibilidade-das-trabalhadoras-domesticas-na-literatura-brasileira#\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/estaticos\/arquivos\/logo_32x32_clipboard_colorido.png\" alt=\"\" width=\"32\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"pn-materia-subtitulo\">Livro da jornalista e escritora Mariana Filgueiras pode ser baixado de gra\u00e7a no site da Editora Pangeia e \u00e9 resultado de pesquisa premiada pela Capes em 2025<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"pn-materia-corpo clearfix\">\n<div class=\"pn-materia-imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/estaticos\/uploads\/2026\/04\/U1EcRm4nuMZPvMCX3ixi7xQY46xz1roU7s72xVH6IpCwrDfv89ePuRzO37wx3C6WZNsiD7xcn9GTtUMH.jpg\" \/><\/div>\n<p>Um pa\u00eds com quase 7 milh\u00f5es de trabalhadoras dom\u00e9sticas \u2014 a maioria formada por mulheres negras, chefes de fam\u00edlia e historicamente precarizadas \u2014 levou mais de um s\u00e9culo para coloc\u00e1-las no centro de uma narrativa liter\u00e1ria. \u00c9 esse descompasso que o livro\u00a0<em>Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea<\/em>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/editora-pangeia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Editora Pangeia<\/a>), escrito pela jornalista\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"><a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/mariana-filgueiras\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mariana Filgueiras<\/a><\/span>, escancara agora, quando muito se fala sobre o racismo e a desigualdade social.<\/p>\n<p>Resultado de uma tese de doutorado defendida na\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\">Universidade Federal Fluminense<\/span>\u00a0(UFF) e vencedora do Pr\u00eamio Capes de Tese 2025, o estudo mapeia 37 personagens de contos e romances publicados entre 1859 e 2024 \u2014 e revela que a primeira protagonista trabalhadora dom\u00e9stica na fic\u00e7\u00e3o brasileira s\u00f3 aparece em 2018.<\/p>\n<p>Com bela capa de Mariana Navas, o livro ser\u00e1 lan\u00e7ado na quinta-feira, 16 de abril, \u00e0s 18h, em encontro online no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/estudosdeliteraturauff\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">canal Estudos de Literatura, no YouTube<\/a>. Mariana vai conversar com a orientadora da pesquisa, a professora Eur\u00eddice Figueiredo, e a professora Eliza Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea quiser ler antes, o livro est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito\u00a0<strong><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui, no site da Editora Pangeia<\/a>.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa parte de uma pergunta direta: se essas mulheres est\u00e3o no cotidiano de milh\u00f5es de brasileiros desde o s\u00e9culo XIX, por que permanecem \u00e0 margem da literatura? Ao percorrer o c\u00e2none, Filgueiras encontrou um padr\u00e3o persistente de apagamento e estereotipia. O livro foi nomeado por causa da personagem M\u00e3e Quirina, do conto &#8220;Bab\u00e1&#8221;, escrito por Lima Barreto em 1904.<\/p>\n<p>\u201cEste conto \u00e9 uma das raras exce\u00e7\u00f5es na forma como a trabalhadora dom\u00e9stica aparece na literatura brasileira. O narrador de Lima se interessa pela personagem, conta a hist\u00f3ria da sua vida, o que a gente n\u00e3o v\u00ea quando examina o c\u00e2none. No levantamento que fiz, o mais recorrente \u00e9 que essas personagens apare\u00e7am sempre de forma muito estereotipada, sem nome, apanhando, estupradas, sempre associadas \u00e0 ignor\u00e2ncia. S\u00e3o usadas como escada, al\u00edvio c\u00f4mico, pouco falam. \u00c9 desolador pensar que a maioria dos nossos escritores n\u00e3o teve qualquer interesse na subjetividade dessas mulheres, em desenvolver alguma trama, dar a elas um nome, nada. Personagens com imenso potencial dram\u00e1tico, que testemunham as entranhas da elite, s\u00e3o desprezadas\u201d, observa Mariana no release de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 cr\u00edticos liter\u00e1rios que defendem que a estereotipia ou a invisibiliza\u00e7\u00e3o das empregadas dom\u00e9sticas sejam recursos est\u00e9ticos da den\u00fancia social, ouvi muito isso em congressos. Depois desse levantamento, n\u00e3o tem como concordar com isso. \u00c9 uma pr\u00e1tica muito recorrente, um padr\u00e3o, um sintoma da neurose cultural brasileira, como diria L\u00e9lia Gonz\u00e1lez\u201d, sentencia a autora.<\/p>\n<p>A virada, segundo a pesquisadora, come\u00e7a a se desenhar a partir de 2015, quando surgem narrativas em que essas personagens ganham voz mais ativa. Tr\u00eas anos depois, aparecem as primeiras protagonistas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho d\u00favidas de que este \u00e9 um efeito simb\u00f3lico da Lei de Cotas, da Lei das Dom\u00e9sticas, por exemplo, e de outras pol\u00edticas p\u00fablicas que resultaram na mobilidade social dessas mulheres. Seus filhos e netos entraram na universidade, come\u00e7aram a escrever as hist\u00f3rias das m\u00e3es e av\u00f3s, tanto que muitos romances s\u00e3o dedicados a elas. \u00c9 um momento especial e que n\u00e3o tem volta. Desde 2018, j\u00e1 foram lan\u00e7ados mais de 10 romances com dom\u00e9sticas como protagonistas. Em 2024, um deles, o romance Lou\u00e7as de fam\u00edlia, de Eliane Marques, ganhou o Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura\u201d, compara Mariana.<\/p>\n<p>Entre os t\u00edtulos analisados com mais profundidade est\u00e3o\u00a0<em>Perifobia<\/em>\u00a0(Todavia, 2018), de\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\">Lilia Guerra<\/span>;\u00a0<em>Com armas sonolentas<\/em>\u00a0(Companhia das Letras, 2019), de\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\">Carola Saavedra<\/span>;\u00a0<em>Su\u00edte T\u00f3quio<\/em>\u00a0(Todavia, 2020), de\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\">Giovana Madalosso<\/span>; e\u00a0<em>Solit\u00e1ria<\/em>\u00a0(Companhia das Letras, 2022), de\u00a0<span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\">Eliana Alves Cruz<\/span>\u00a0\u2014 obras que, segundo Mariana Filgueiras, puxam a trabalhadora dom\u00e9stica para o centro da narrativa e exploram com mais liberdade a sua subjetividade.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho dom\u00e9stico passa a ser um tema da narrativa, uma a\u00e7\u00e3o no enredo, criando cenas muito originais, e isso desperta conversas, questionamentos, de forma org\u00e2nica, n\u00e3o necessariamente panflet\u00e1ria ou did\u00e1tica\u201d, analisa, no texto que ela mesma escreveu para divulgar a chegada de\u00a0<em>Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea.<\/em>\u00a0E quem gostar do novo livro, pode ler mais um da Marina Filgueiras, nascida em Volta Redonda, em 1981. Ela \u00e9 autora de\u00a0<em>O avesso do bordado: uma biografia de Marco Nanini<\/em>\u00a0(Companhia das Letras, 2023).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"pn-materia-etiqueta\">Tags:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/companhia-das-letras\">Companhia das Letras<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/editora-pangeia\">Editora Pangeia<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/mariana-filgueiras\">Mariana Filgueiras<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/todavia\">Todavia<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"fb-comments fb_iframe_widget fb_iframe_widget_fluid_desktop\" data-href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2026\/04\/10\/quirinas-mapeia-165-anos-de-invisibilidade-das-trabalhadoras-domesticas-na-literatura-brasileira\" data-width=\"575\" data-numposts=\"5\"><\/div>\n<div class=\"pn-materia-observacao clearfix\" style=\"text-align: right;\">[10\/04\/2026 10:16:29]<br \/>\nOriginal:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2026\/04\/10\/quirinas-mapeia-165-anos-de-invisibilidade-das-trabalhadoras-domesticas-na-literatura-brasileira\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/div>\n<blockquote>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>GRATUITAMENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">BAIXE O LIVRO<\/span><\/strong><\/span><\/a><\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<h1 class=\"entry-title\">Livro \u2018Quirinas\u2019 faz levantamento in\u00e9dito das personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas na hist\u00f3ria da literatura brasileira<\/h1>\n<p class=\"td-post-sub-title\">Contemplada no Pr\u00eamio Capes de Tese, pesquisa da UFF mapeia 37 mulheres de contos e romances publicados entre 1859 e 2024; primeira protagonista s\u00f3 surgiu em 2018<\/p>\n<div class=\"td-module-meta-info\">\n<div class=\"td-post-author-name\">\n<div class=\"td-author-by\">Por\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/author\/felipelucena\/\">Felipe Lucena<\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"td-post-date\"><time class=\"entry-date updated td-module-date\" datetime=\"2026-04-14T15:09:33-03:00\">14 de abril de 2026<\/time><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-content tagdiv-type\">\n<div class=\"td-post-featured-image\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png\" data-caption=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"entry-thumb perfmatters-lazy entered pmloaded aligncenter\" title=\"Capa Quirinas\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" srcset=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png 453w, https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-201x300.png 201w, https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-281x420.png 281w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"952\" data-src=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png\" data-srcset=\"https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png 453w, https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-201x300.png 201w, https:\/\/diariodorio.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-281x420.png 281w\" data-sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"td-a-rec td-a-rec-id-content_top tdi_66 td_block_template_1\">\n<div id=\"ad-intext00\">O Brasil tem quase 7 milh\u00f5es de pessoas trabalhando como bab\u00e1s, faxineiras, cozinheiras, lavadeiras, diaristas, cuidadores de idosos, segundo o IBGE. A maioria \u00e9 mulher, negra, pobre e chefe de fam\u00edlia. \u00c9 a maior categoria de trabalho do pa\u00eds \u2013 e tamb\u00e9m a mais precarizada, a que ganha menos e a que menos se aposenta. Of\u00edcio legado da escravid\u00e3o, o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 t\u00e3o fundamental nos dias de hoje que foi decretado como \u201cessencial\u201d durante a pandemia de Covid-19, o que ampliou tragicamente o n\u00famero de mortes das profissionais no per\u00edodo. Como bem sintetiza a ativista francesa Fran\u00e7oise Verg\u00e8s, \u201cs\u00e3o as mulheres invis\u00edveis que abrem o mundo\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<p>O evento de lan\u00e7amento ser\u00e1 um bate-papo on line entre a autora, a orientadora da pesquisa, a profa. Dra. Eur\u00eddice Figueiredo (UFF) e a profa. Dra. Eliza Ara\u00fajo (UFF), \u00e0s 18h, no canal do Youtube \u201cEstudos da Literatura\u201d da UFF, no @EstudosdeLiteraturaUFF.<\/p>\n<p>Se as trabalhadoras dom\u00e9sticas est\u00e3o dentro da casa de milh\u00f5es de brasileiros desde finais do s\u00e9culo XIX, e o trabalho que fazem \u00e9 t\u00e3o essencial, por que elas praticamente n\u00e3o aparecem na hist\u00f3ria da nossa literatura? Foi essa a pergunta que moveu a tese de doutorado da jornalista e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense Mariana Filgueiras. O trabalho foi contemplado no Pr\u00eamio Capes de Tese 2025 e acaba de virar o livro \u201cQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea\u201d. Com lan\u00e7amento marcado para o pr\u00f3ximo dia 16 de abril, <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">o livro j\u00e1 pode ser baixado gratuitamente no site da editora Pangeia<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Com arte da capa de Manuela Navas, \u201cQuirinas\u201d analisa mais detidamente t\u00edtulos como Perifobia (Lilia Guerra, 2018); Com armas sonolentas (Carola Saavedra, 2019); Su\u00edte T\u00f3quio (Giovana Madalosso, 2020); Solit\u00e1ria (Eliana Alves Cruz, 2022), romances que a autora considera os primeiros na hist\u00f3ria liter\u00e1ria brasileira a colocar a personagem da trabalhadora dom\u00e9stica no centro da narrativa. Em todos esses t\u00edtulos, afirma Mariana, as personagens t\u00eam sua subjetividade investigada, seus familiares integram suas tramas e o trabalho dom\u00e9stico ganha novos pontos de vista.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho dom\u00e9stico passa a ser um tema da narrativa, uma a\u00e7\u00e3o no enredo, criando cenas muito originais, e isso desperta conversas, questionamentos, de forma org\u00e2nica, n\u00e3o necessariamente panflet\u00e1ria ou did\u00e1tica\u201d, analisa Mariana.<\/p>\n<p>A autora lembra do risco que a reabilita\u00e7\u00e3o da personagem tamb\u00e9m corre diante do que chama de \u201cestere\u00f3tipos positivos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA soci\u00f3loga Patricia Hill-Collins usa um conceito que acho fundamental neste debate, o de \u2018imagens de controle\u2019, ou seja, estere\u00f3tipos que engessam a personagem, o que acontece tanto negativamente quanto positivamente. Na \u00e2nsia de reabilitar personagens que foram esquecidas por d\u00e9cadas, \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o criar hero\u00ednas com a\u00e7\u00f5es previs\u00edveis no enredo, sem falhas de car\u00e1ter, sem contradi\u00e7\u00f5es. Isso tamb\u00e9m as desumaniza\u201d, conclui a autora.<\/p>\n<p>Sobre o livro<br \/>\n<strong><em>Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea<\/em><\/strong> (Editora Pangeia\/EdUff)<br \/>\nLivro contemplado pelo edital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2 \u2013 POSLIT\/UFF \u2013 Capes<br \/>\nDispon\u00edvel para download gratuito no site da editora Pangeia:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras<\/a>\u00a0\/ in\u00e9dito das personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas na hist\u00f3ria da literatura brasileira<\/p>\n<p>Contemplada no Pr\u00eamio Capes de Tese, pesquisa da UFF mapeia 37 mulheres de contos e romances publicados entre 1859 e 2024; primeira protagonista s\u00f3 surgiu em 2018<\/p>\n<p>O Brasil tem quase 7 milh\u00f5es de pessoas trabalhando como bab\u00e1s, faxineiras, cozinheiras, lavadeiras, diaristas, cuidadores de idosos, segundo o IBGE. A maioria \u00e9 mulher, negra, pobre e chefe de fam\u00edlia. \u00c9 a maior categoria de trabalho do pa\u00eds \u2013 e tamb\u00e9m a mais precarizada, a que ganha menos e a que menos se aposenta. Of\u00edcio legado da escravid\u00e3o, o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 t\u00e3o fundamental nos dias de hoje que foi decretado como \u201cessencial\u201d durante a pandemia de Covid-19, o que ampliou tragicamente o n\u00famero de mortes das profissionais no per\u00edodo. Como bem sintetiza a ativista francesa Fran\u00e7oise Verg\u00e8s, \u201cs\u00e3o as mulheres invis\u00edveis que abrem o mundo\u201d.<\/p>\n<p>O evento de lan\u00e7amento ser\u00e1 um bate-papo on line entre a autora, a orientadora da pesquisa, a profa. Dra. Eur\u00eddice Figueiredo (UFF) e a profa. Dra. Eliza Ara\u00fajo (UFF), \u00e0s 18h, no canal do Youtube \u201cEstudos da Literatura\u201d da UFF, no @EstudosdeLiteraturaUFF.<\/p>\n<p>Se as trabalhadoras dom\u00e9sticas est\u00e3o dentro da casa de milh\u00f5es de brasileiros desde finais do s\u00e9culo XIX, e o trabalho que fazem \u00e9 t\u00e3o essencial, por que elas praticamente n\u00e3o aparecem na hist\u00f3ria da nossa literatura? Foi essa a pergunta que moveu a tese de doutorado da jornalista e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense Mariana Filgueiras. O trabalho foi contemplado no Pr\u00eamio Capes de Tese 2025 e acaba de virar o livro \u201cQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea\u201d. Com lan\u00e7amento marcado para o pr\u00f3ximo dia 16 de abril, o livro j\u00e1 pode ser baixado gratuitamente no site da editora Pangeia.<\/p>\n<p>Com arte da capa de Manuela Navas, \u201cQuirinas\u201d analisa mais detidamente t\u00edtulos como Perifobia (Lilia Guerra, 2018); Com armas sonolentas (Carola Saavedra, 2019); Su\u00edte T\u00f3quio (Giovana Madalosso, 2020); Solit\u00e1ria (Eliana Alves Cruz, 2022), romances que a autora considera os primeiros na hist\u00f3ria liter\u00e1ria brasileira a colocar a personagem da trabalhadora dom\u00e9stica no centro da narrativa. Em todos esses t\u00edtulos, afirma Mariana, as personagens t\u00eam sua subjetividade investigada, seus familiares integram suas tramas e o trabalho dom\u00e9stico ganha novos pontos de vista.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho dom\u00e9stico passa a ser um tema da narrativa, uma a\u00e7\u00e3o no enredo, criando cenas muito originais, e isso desperta conversas, questionamentos, de forma org\u00e2nica, n\u00e3o necessariamente panflet\u00e1ria ou did\u00e1tica\u201d, analisa Mariana.<\/p>\n<p>A autora lembra do risco que a reabilita\u00e7\u00e3o da personagem tamb\u00e9m corre diante do que chama de \u201cestere\u00f3tipos positivos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA soci\u00f3loga Patricia Hill-Collins usa um conceito que acho fundamental neste debate, o de \u2018imagens de controle\u2019, ou seja, estere\u00f3tipos que engessam a personagem, o que acontece tanto negativamente quanto positivamente. Na \u00e2nsia de reabilitar personagens que foram esquecidas por d\u00e9cadas, \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o criar hero\u00ednas com a\u00e7\u00f5es previs\u00edveis no enredo, sem falhas de car\u00e1ter, sem contradi\u00e7\u00f5es. Isso tamb\u00e9m as desumaniza\u201d, conclui a autora.<\/p>\n<p>Sobre o livro<br \/>\nQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea (Editora Pangeia\/EdUff)<br \/>\nLivro contemplado pelo edital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2 \u2013 POSLIT\/UFF \u2013 Capes<br \/>\nDispon\u00edvel para download gratuito no site da editora Pangeia:<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: right;\">Original: <span style=\"color: #808000;\"><strong>aqui<\/strong><\/span>.<\/p>\n<div class=\"post-header\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GRATUITAMENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">BAIXE O LIVRO<\/span><\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1 class=\"entry-title\" style=\"text-align: center;\">\u201cQuirinas\u201d destaca dom\u00e9sticas na literatura brasileira<\/h1>\n<div class=\"post-meta vcard\">\n<p style=\"text-align: center;\">Postado por\u00a0<a class=\"url fn\" title=\"Posts de Eduarda Monteiro Goulart\" href=\"https:\/\/geekpopnews.com.br\/author\/eduardamonteiro\/\" rel=\"author\">Eduarda Monteiro Goulart<\/a>\u00a0|\u00a0<span class=\"updated\">abr 13, 2026<\/span>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/geekpopnews.com.br\/livros\/\" rel=\"tag\">Livros<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-thumbnail header\"><img decoding=\"async\" class=\" lazyloaded aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/geekpopnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Quirinas-1.jpg?resize=1200%2C640&amp;ssl=1\" alt=\"\u201cQuirinas\u201d destaca dom\u00e9sticas na literatura brasileira\" data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/geekpopnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Quirinas-1.jpg?resize=1200%2C640&amp;ssl=1\" \/><\/div>\n<div class=\"post-wrap\">\n<div class=\"post-content entry-content\">\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"text-align: center;\"><strong>Obra da jornalista e escritora Mariana Filgueiras est\u00e1<br \/>\ndispon\u00edvel de forma gratuita no site da Editora Pangeia<\/strong><\/p>\n<p>Novo livro \u201c<strong>Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea<\/strong>\u201d d\u00e1 luz \u00e0 trajet\u00f3ria desigual das trabalhadoras dom\u00e9sticas no Brasil. Com quase 7 milh\u00f5es de profissionais ao redor do pa\u00eds, a obra de\u00a0<strong>Mariana Filgueiras<\/strong>\u00a0se prop\u00f5e a destacar sua pot\u00eancia na literatura brasileira.<\/p>\n<p>O evento de lan\u00e7amento acontece na pr\u00f3xima quinta-feira (16) em encontro online no canal Estudos de Literatura, \u00e0s 18h. Assim, a programa\u00e7\u00e3o conta com uma conversa entre a autora, sua orientadora da pesquisa, a professora Eur\u00eddice Figueiredo, e a professora Eliza Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Mariana Filgueiras, nascida em Volta Redonda, \u00e9 jornalista e autora. Al\u00e9m do novo livro, ela assina a obra \u201c<strong>O avesso do bordado: uma biografia de Marco Nanini<\/strong>\u201d, que contou com publica\u00e7\u00e3o pela Companhia das Letras em 2023.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entenda mais sobre o livro<\/strong><\/h2>\n<p>Em resumo, o livro nasce da tese de doutorado da autora na Universidade Federal Fluminense (UFF) e que venceu o\u00a0<strong>Pr\u00eamio Capes de Tese 2025<\/strong>. Portanto, o trabalho acad\u00eamico estabelece a partir de uma pesquisa entre dois s\u00e9culos \u2013 especificamente 165 anos \u2013, que a primeira protagonista dom\u00e9stica na fic\u00e7\u00e3o brasileira surge em 2018.<\/p>\n<p>Assim, a obra questiona o porqu\u00ea desse intervalo t\u00e3o grande de tempo, se essas mulheres fazem parte do cotidiano de brasileiros desde o s\u00e9culo XIX. E tamb\u00e9m, analisa o estere\u00f3tipo que est\u00e1 presente no desenvolvimento dessas personagens, sempre suscet\u00edveis \u00e0 viol\u00eancia. Esse padr\u00e3o de escanteio e apagamento das dom\u00e9sticas na literatura nacional foi o que impulsionou Filgueiras a desenvolver seu livro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o t\u00edtulo da obra homenageia a personagem M\u00e3e Quirina, do conto \u201c<strong>Bab\u00e1<\/strong>\u201d (1904) de\u00a0<strong>Lima Barreto<\/strong>. Segundo Filgueiras, Barreto \u00e9 uma das raras figuras que respeita a exist\u00eancia da dom\u00e9stica dentro da literatura, por n\u00e3o apag\u00e1-la por completo. Para ela, o narrador do conto mostra interesse pela personagem e se compromete a contar sua hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<p class=\"has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color wp-elements-56c4ff8f3240448d8a379d7812c0808f\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<a id=\"https:\/\/geekpopnews.com.br\/cidinha-da-silva-aborda-os-desafios-e-a-maturidade-da-literatura-negra-no-brasil\/#:~:text=Cidinha%20da%20Silva%20aborda%20as,ciclo%20de%20vida%20da%20borboleta.\" href=\"https:\/\/geekpopnews.com.br\/cidinha-da-silva-aborda-os-desafios-e-a-maturidade-da-literatura-negra-no-brasil\/#:~:text=Cidinha%20da%20Silva%20aborda%20as,ciclo%20de%20vida%20da%20borboleta.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" type=\"link\">Cidinha da Silva aborda os desafios e a maturidade da literatura negra no Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Os demais t\u00edtulos analisados comp\u00f5em um acervo rico e informativo para a pesquisa. Alguns deles s\u00e3o \u201c<strong>Perifobia<\/strong>\u201d (2018), de Lilia Guerra, \u201c<strong>Com armas sonolentas<\/strong>\u201d (2019), de Carola Saavedra e \u201c<strong>Su\u00edte T\u00f3quio<\/strong>\u201d (2020), de Giovanna Madalosso.<\/p>\n<p>O livro est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito no site da Editora Pangeia,\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Imagem de capa: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Original: <a href=\"https:\/\/geekpopnews.com.br\/quirinas-destaca-domesticas-na-literatura-brasileira\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n<header class=\"entry-header\">\n<div class=\"destaque\">\n<div class=\"data-blog\">\n<div class=\"dia\">16 de abril de 2026 &#8211; 00:01<\/div>\n<\/div>\n<h1 class=\"entry-title titlehome\">Do anonimato \u00e0 narrativa<\/h1>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-thumb img-responsive img-responsive center-block\" src=\"https:\/\/www.correiodamanha.com.br\/_midias\/jpg\/2026\/04\/15\/280x175\/1_marianafilgueiras__anaalexandrino__em_alta-581191.jpeg?20260415114728?20260415114728\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"410\" \/>O levantamento de Mariana Filgueiras mapeou 37 personagens dom\u00e9sticas em contos e romances publicados entre 1859 e 2024 | Foto: Ana Alexandrino\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo-post\">\n<div class=\"entry-content\">\n<h3>&#8216;Quirinas&#8217;, da pesquisadora Mariana Filgueiras, analisa como literatura brasileira ignorou trabalhadoras dom\u00e9sticas at\u00e9 recentemente<\/h3>\n<p class=\"texto\">Quase sete milh\u00f5es de brasileiros trabalham como dom\u00e9sticos \u2014 bab\u00e1s, faxineiras, cozinheiras, diaristas, cuidadores de idosos. A maioria \u00e9 mulher, negra, pobre e chefe de fam\u00edlia. \u00c9 a maior categoria de trabalho do pa\u00eds, a mais precarizada, a que menos se aposenta. Of\u00edcio legado da escravid\u00e3o, o trabalho dom\u00e9stico foi decretado essencial durante a pandemia de Covid-19. Ainda assim, na hist\u00f3ria da literatura brasileira, essas mulheres praticamente n\u00e3o existem \u2014 ou existem de forma t\u00e3o estereotipada que poderiam n\u00e3o existir.<\/p>\n<p class=\"texto\">Essa contradi\u00e7\u00e3o moveu a pesquisa de doutorado de Mariana Filgueiras, jornalista e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF). O trabalho, contemplado no Pr\u00eamio Capes de Tese 2025, virou o livro &#8220;Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea&#8221;, que lan\u00e7a nesta quinta-feira (16) com debate online entre a autora, sua orientadora Eur\u00eddice Figueiredo e Eliza Ara\u00fajo. O evento acontece \u00e0s 18h no canal Youtube &#8220;Estudos da Literatura&#8221; da UFF.<\/p>\n<p class=\"texto\">O levantamento de Filgueiras mapeou 37 personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas em contos e romances publicados entre 1859 e 2024. O resultado \u00e9 desolador: durante 156 anos, essas mulheres aparecem sempre de forma estereotipada, sem nome, frequentemente violentadas, associadas \u00e0 ignor\u00e2ncia, usadas como escada nas tramas ou al\u00edvio c\u00f4mico. Falam pouco. Seus nomes, quando existem, s\u00e3o esquecidos. &#8220;A maioria dos nossos escritores n\u00e3o teve qualquer interesse na subjetividade dessas mulheres, em desenvolver alguma trama, dar a elas um nome. Personagens com imenso potencial dram\u00e1tico, que testemunham as entranhas da elite, s\u00e3o desprezadas&#8221;, observa Mariana.<\/p>\n<p class=\"texto\">O livro recebe o nome de &#8220;Quirinas&#8221; em homenagem \u00e0 personagem M\u00e3e Quirina, do conto &#8220;Bab\u00e1&#8221; (1904), de Lima Barreto \u2014 uma das raras exce\u00e7\u00f5es na literatura brasileira. Lima Barreto se interessou pela personagem, contou sua hist\u00f3ria de vida. Isso praticamente n\u00e3o acontecia. Alguns cr\u00edticos defendem que a estereotipia das empregadas dom\u00e9sticas seria um recurso est\u00e9tico de den\u00fancia social. Filgueiras discorda. &#8220;Depois desse levantamento, n\u00e3o tem como concordar com isso. \u00c9 uma pr\u00e1tica muito recorrente, um padr\u00e3o, um sintoma da neurose cultural brasileira&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">A virada come\u00e7a em 2015, quando surgem os primeiros romances com trabalhadoras dom\u00e9sticas como narradoras ou com participa\u00e7\u00e3o mais efetiva. As primeiras protagonistas de fato aparecem apenas em 2018, no romance &#8220;Perifobia&#8221;, de L\u00edlia Guerra. Filgueiras credita essa mudan\u00e7a a um &#8220;efeito simb\u00f3lico das pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221; \u2014 Lei de Cotas, Lei das Dom\u00e9sticas \u2014 que resultaram em mobilidade social. &#8220;Seus filhos e netos entraram na universidade, come\u00e7aram a escrever as hist\u00f3rias das m\u00e3es e av\u00f3s. Muitos romances s\u00e3o dedicados a elas. Desde 2018, j\u00e1 foram lan\u00e7ados mais de 10 romances com dom\u00e9sticas como protagonistas. Em 2024, &#8216;Lou\u00e7as de Fam\u00edlia&#8217;, de Eliane Marques, ganhou o Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"Clear\"><img decoding=\"async\" title=\"Capa de Quirinas\" src=\"https:\/\/www.correiodamanha.com.br\/_midias\/jpg\/2026\/04\/15\/capa_quirinas-581194.jpg\" alt=\"Macaque in the trees\" \/><\/figure>\n<p>Capa de Quirinas | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"texto\">O livro analisa t\u00edtulos como &#8220;Com Armas Sonolentas&#8221; (Carola Saavedra, 2019), &#8220;Su\u00edte T\u00f3quio&#8221; (Giovana Madalosso, 2020) e &#8220;Solit\u00e1ria&#8221; (Eliana Alves Cruz, 2022) \u2014 primeiros romances na hist\u00f3ria liter\u00e1ria brasileira a colocar a trabalhadora dom\u00e9stica no centro da narrativa. Neles, as personagens ganham subjetividade, seus familiares integram as tramas, o trabalho dom\u00e9stico vira tema e a\u00e7\u00e3o do enredo, gerando cenas originais e conversas org\u00e2nicas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Filgueiras alerta, por\u00e9m, para o risco dos &#8220;estere\u00f3tipos positivos&#8221;. Ao reabilitar personagens esquecidas, \u00e9 preciso evitar criar hero\u00ednas previs\u00edveis, sem falhas de car\u00e1ter, sem contradi\u00e7\u00f5es. &#8220;Isso tamb\u00e9m as desumaniza&#8221;, conclui. A soci\u00f3loga Patricia Hill-Collins chama isso de &#8220;imagens de controle&#8221; \u2014 estere\u00f3tipos que engessam personagens tanto negativamente quanto positivamente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<strong><em>Correio da Manh\u00e3<\/em><\/strong>, 2\u00ba Caderno, p. 6, Rio de Janeiro, 16 de abril de 2026.<br \/>\nOriginal:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiodamanha.com.br\/cultura\/livros\/2026\/04\/277551-do-anonimato-a-narrativa.html\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GRATUITAMENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">BAIXE O LIVRO<\/span><\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"header-standard header-classic single-header\">\n<div class=\"penci-standard-cat\"><span class=\"cat\"><a class=\"penci-cat-name penci-cat-40\" href=\"https:\/\/sopacultural.com\/category\/literatura-cia\/\" rel=\"category tag\">Livros &amp; Cia<\/a><\/span><\/div>\n<h1 class=\"post-title single-post-title entry-title\">Livro \u201cQuirinas\u201d faz levantamento in\u00e9dito das personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas na hist\u00f3ria da literatura brasileira<\/h1>\n<h3 class=\"penci-psub-title \">Contemplada no Pr\u00eamio Capes de Tese, pesquisa da UFF mapeia 37 mulheres de contos e romances publicados entre 1859 e 2024; primeira protagonista s\u00f3 surgiu em 2018<\/h3>\n<p class=\"penci-psub-title \">.<\/p>\n<div class=\"post-box-meta-single\"><span class=\"author-post byline\"><span class=\"author vcard\">Escrito por\u00a0<a class=\"author-url url fn n\" href=\"https:\/\/sopacultural.com\/author\/redacao\/\">Reda\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0<\/span><\/span><time class=\"entry-date published\" datetime=\"2026-04-15T17:36:42-03:00\">abril 15, 2026<\/time><\/div>\n<div>.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-entry blockquote-style-1 \">\n<div id=\"penci-post-entry-inner\" class=\"inner-post-entry entry-content\">\n<p dir=\"ltr\">O Brasil tem quase 7 milh\u00f5es de pessoas trabalhando como bab\u00e1s, faxineiras, cozinheiras, lavadeiras, diaristas, cuidadores de idosos, segundo o IBGE. A maioria \u00e9 mulher, negra, pobre e chefe de fam\u00edlia. \u00c9 a maior categoria de trabalho do pa\u00eds \u2013 e tamb\u00e9m a mais precarizada, a que ganha menos e a que menos se aposenta. Of\u00edcio legado da escravid\u00e3o, o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 t\u00e3o fundamental nos dias de hoje que foi decretado como \u201cessencial\u201d durante a pandemia de Covid-19, o que ampliou tragicamente o n\u00famero de mortes das profissionais no per\u00edodo. Como bem sintetiza a\u00a0 ativista francesa Fran\u00e7oise Verg\u00e8s, \u201cs\u00e3o as mulheres invis\u00edveis que abrem o mundo\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"penci-lazy alignright size-full wp-image-121076 lazyloaded pcloaded\" title=\"Livro \u201cQuirinas\u201d faz levantamento in\u00e9dito das personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas na hist\u00f3ria da literatura brasileira 3\" src=\"http:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" srcset=\"https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png 453w, https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-201x300.png 201w\" alt=\"Quirinas\" width=\"453\" height=\"676\" data-src=\"http:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png\" data-srcset=\"https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas.png 453w, https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capa-Quirinas-201x300.png 201w\" data-ll-status=\"loaded\" \/>Se as trabalhadoras dom\u00e9sticas est\u00e3o dentro da casa de milh\u00f5es de brasileiros desde finais do s\u00e9culo XIX, e o trabalho que fazem \u00e9 t\u00e3o essencial, por que elas praticamente n\u00e3o aparecem na hist\u00f3ria da nossa literatura? Foi essa a pergunta que moveu a tese de doutorado da jornalista e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense Mariana Filgueiras. O trabalho foi contemplado no Pr\u00eamio Capes de Tese 2025 e acaba de virar o livro \u201cQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea\u201d. Com lan\u00e7amento marcado para o pr\u00f3ximo dia 16 de abril, o livro j\u00e1 pode ser baixado gratuitamente no site da editora Pangeia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O evento de lan\u00e7amento ser\u00e1 um bate-papo on line entre a autora, a orientadora da pesquisa, a profa. Dra. Eur\u00eddice Figueiredo (UFF) e a profa. Dra. Eliza Ara\u00fajo (UFF), \u00e0s 18h, no canal do Youtube \u201cEstudos da Literatura\u201d da UFF, no @EstudosdeLiteraturaUFF.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">Personagens n\u00e3o t\u00eam nome e quase sempre foram violentadas<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">O livro tem o nome de \u201cQuirinas\u201d por causa da personagem M\u00e3e Quirina, do conto \u201cBab\u00e1\u201d (1904), de Lima Barreto. \u201cEste conto \u00e9 uma das raras exce\u00e7\u00f5es na forma como a trabalhadora dom\u00e9stica aparece na literatura brasileira. O narrador de Lima se interessa pela personagem, conta a hist\u00f3ria da sua vida, o que a gente n\u00e3o v\u00ea quando examina o c\u00e2none.\u00a0 No levantamento que fiz, o mais recorrente \u00e9 que essas personagens apare\u00e7am sempre de forma muito estereotipada, sem nome, apanhando, estupradas, sempre associadas \u00e0 ignor\u00e2ncia. S\u00e3o usadas como escada, al\u00edvio c\u00f4mico, pouco falam. \u00c9 desolador pensar que a maioria dos nossos escritores n\u00e3o teve qualquer interesse na subjetividade dessas mulheres, em desenvolver alguma trama, dar a elas um nome, nada. Personagens com imenso potencial dram\u00e1tico, que testemunham as entranhas da elite, s\u00e3o desprezadas\u201d, observa Mariana. \u201cH\u00e1 cr\u00edticos liter\u00e1rios que defendem que a estereotipia ou a invisibiliza\u00e7\u00e3o das empregadas dom\u00e9sticas sejam recursos est\u00e9ticos da den\u00fancia social, ouvi muito isso em congressos. Depois desse levantamento, n\u00e3o tem como concordar com isso. \u00c9 uma pr\u00e1tica muito recorrente, um padr\u00e3o, um sintoma da neurose cultural brasileira, como diria L\u00e9lia Gonz\u00e1lez\u201d.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">Primeira protagonista s\u00f3 aparece em 2018, no livro Perifobia, de L\u00edlia Guerra<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">A virada come\u00e7a a acontecer em 2015, quando surgem os primeiros romances tendo trabalhadoras dom\u00e9sticas como narradoras ou com participa\u00e7\u00e3o mais efetiva nas tramas. At\u00e9 que aparecem as primeiras dom\u00e9sticas protagonistas, de fato, em contos e romances, em 2018. \u201cN\u00e3o tenho d\u00favidas de que este \u00e9 um efeito simb\u00f3lico da Lei de Cotas, da Lei das Dom\u00e9sticas, por exemplo, e de outras pol\u00edticas p\u00fablicas que resultaram na mobilidade social dessas mulheres. Seus filhos e netos entraram na universidade, come\u00e7aram a escrever as hist\u00f3rias das m\u00e3es e av\u00f3s, tanto que muitos romances s\u00e3o dedicados a elas. \u00c9 um momento especial e que n\u00e3o tem volta. Desde 2018, j\u00e1 foram lan\u00e7ados mais de 10 romances com dom\u00e9sticas como protagonistas. Em 2024, um deles, o romance Lou\u00e7as de fam\u00edlia, de Eliane Marques, ganhou o Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura\u201d, compara Mariana, pesquisadora com longa experi\u00eancia tamb\u00e9m em jornalismo cultural.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">\u201cOs estere\u00f3tipos positivos tamb\u00e9m desumanizam as personagens\u201d<\/h2>\n<div id=\"attachment_121077\" class=\"wp-caption alignright\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"penci-lazy size-full wp-image-121077 lazyloaded pcloaded\" title=\"Livro \u201cQuirinas\u201d faz levantamento in\u00e9dito das personagens trabalhadoras dom\u00e9sticas na hist\u00f3ria da literatura brasileira 4\" src=\"http:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1.png\" sizes=\"auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px\" srcset=\"https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1.png 396w, https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1-222x300.png 222w\" alt=\"Mariana Filgueiras\" width=\"396\" height=\"534\" aria-describedby=\"caption-attachment-121077\" data-src=\"http:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1.png\" data-srcset=\"https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1.png 396w, https:\/\/sopacultural.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1-1-222x300.png 222w\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-121077\" class=\"wp-caption-text\">Mariana Filgueiras<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Com arte da capa de Manuela Navas, \u201cQuirinas\u201d analisa mais detidamente t\u00edtulos como Perifobia (Lilia Guerra, 2018); Com armas sonolentas (Carola Saavedra, 2019); Su\u00edte T\u00f3quio (Giovana Madalosso, 2020); Solit\u00e1ria (Eliana Alves Cruz, 2022), romances que a autora considera os primeiros na hist\u00f3ria liter\u00e1ria brasileira a colocar a personagem da trabalhadora dom\u00e9stica no centro da narrativa. Em todos esses t\u00edtulos, afirma Mariana, as personagens t\u00eam sua subjetividade\u00a0 investigada, seus familiares integram suas tramas e o trabalho dom\u00e9stico ganha novos pontos de vista. \u201cO trabalho dom\u00e9stico passa a ser um tema da narrativa, uma a\u00e7\u00e3o no enredo, criando cenas muito originais, e isso desperta conversas, questionamentos, de forma org\u00e2nica, n\u00e3o necessariamente panflet\u00e1ria ou did\u00e1tica\u201d, analisa Mariana.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A autora lembra do risco que a reabilita\u00e7\u00e3o da personagem tamb\u00e9m corre diante do que chama de \u201cestere\u00f3tipos positivos\u201d. \u201cA soci\u00f3loga Patricia Hill-Collins usa um conceito que acho fundamental neste debate, o de \u2018imagens de controle\u2019, ou seja, estere\u00f3tipos que engessam a personagem, o que acontece tanto negativamente quanto positivamente.\u00a0 Na \u00e2nsia de reabilitar personagens que foram esquecidas por d\u00e9cadas, \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o criar hero\u00ednas com a\u00e7\u00f5es previs\u00edveis no enredo, sem falhas de car\u00e1ter, sem contradi\u00e7\u00f5es. Isso tamb\u00e9m as desumaniza\u201d, conclui a autora.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>O livro<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea (Editora Pangeia\/EdUff)<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Livro contemplado pelo edital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2 \u2013 POSLIT\/UFF \u2013 Capes<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dispon\u00edvel para download gratuito no site da editora Pangeia:<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span style=\"color: #993366;\"><strong><a style=\"color: #993366;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/&amp;source=gmail&amp;ust=1776369621776000&amp;usg=AOvVaw12bE2oUXNZ8CESpUSgLhrG\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/<wbr \/>pt_br\/product\/quirinas-a-<wbr \/>trabalhadora-domestica-como-<wbr \/>protagonista-na-literatura-<wbr \/>brasileira-contemporanea-<wbr \/>mariana-filgueiras\/<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>A autora<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mariana Filgueiras \u00e9 doutora pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos da Literatura da UFF, professora substituta do Instituto de Artes e Comunica\u00e7\u00e3o Social da UFF e faz p\u00f3s-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais. Como jornalista, tem passagens pelo Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo, Piau\u00ed e jornal O Globo, onde ganhou quatro pr\u00eamios de jornalismo \u2013 uma das reportagens laureadas virou o filme \u201cDe voc\u00ea fiz meu samba\u201d (Conspira\u00e7\u00e3o Filmes, 2022), sobre vi\u00favas de grandes sambistas que se tornaram guardi\u00e3s da mem\u00f3ria musical brasileira. \u00c9 autora de \u201cO avesso do bordado: uma biografia de Marco Nanini\u201d (Companhia das Letras, 2023).<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\">Original:\u00a0<a href=\"https:\/\/sopacultural.com\/livro-quirinas-faz-levantamento-inedito-das-personagens-trabalhadoras-domesticas-na-historia-da-literatura-brasileira\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Confira a not\u00edcia no Instagram<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DW7t1FDjQ2E\/\"><strong><span style=\"color: #339966;\">AQUI<\/span><\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pangeiaeditora\/p\/DW4k3HBlu7G\/\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/span><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GRATUITAMENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">BAIXE O LIVRO<\/span><\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocorre nesta quinta-feira, 16 de abril, o lan\u00e7amento de QUIRINAS: A TRABALHADORA DOM\u00c9STICA COMO PROTAGONISTA NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPOR\u00c2NEA, de Mariana Filgueiras, publicado em coedi\u00e7\u00e3o da Pangeia Editora com a Eduff a partir do Eddital Cole\u00e7\u00e3o Ensaios Egressos 2025.2 POSLIT \/ UFF \u2013 PROEX \/ CAPES. Assista ao lan\u00e7amento, que conta com a participa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":20442,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5449],"tags":[4669,5447,2290,306,5446,459,49,5448,87,5443,5445,2292,5444,500,2296,2295],"class_list":["post-20686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livro-gratuito","tag-eduff","tag-eliza-araujo","tag-estudos-de-literatura","tag-estudos-literarios","tag-euridice-figueiredo","tag-historia-da-literatura","tag-lancamento","tag-lancamento-no-youtube","tag-literatura","tag-livro-gratuito","tag-mariana-filgueiras","tag-poslit-uff","tag-quirinas","tag-teoria-literaria","tag-uff","tag-universidade-federal-fluminense"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20686"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21783,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20686\/revisions\/21783"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}