{"id":20439,"date":"2025-10-25T01:00:40","date_gmt":"2025-10-25T01:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=20439"},"modified":"2025-10-25T10:34:55","modified_gmt":"2025-10-25T10:34:55","slug":"elza-e-paulo-fotobiografia-por-nima-spigolon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/elza-e-paulo-fotobiografia-por-nima-spigolon\/","title":{"rendered":"Elza e Paulo: Fotobiografia, por Nima Spigolon"},"content":{"rendered":"<p>ELZA FREIRE E PAULO FREIRE: UMA FOTOBIOGRAFIA<br \/>\nde Nima Spigolon, com paratextos das Profas. Dras. Bet\u00e2nia Laterza Ribeiro, Juliana Gobbe e Samantha Lodi<\/p>\n<section id=\"c04218cd-7c7c-4bcd-acbb-4a8169063dee\" class=\"cs-section\">\n<div class=\"cs-section-inner\">\n<div class=\"cs-lines\">\n<div id=\"7e38eede-a890-4ea2-9c91-0a7ebb4bcc4c\" class=\"cs-line\">\n<div class=\"cs-boxes\">\n<div id=\"fb9f36d3-2208-44b6-ac25-b05c70fe46f5\" class=\"cs-box\">\n<div class=\"cs-widgets\">\n<div id=\"ef1848c2-1027-4e33-aff8-0f8c22718f6a\" class=\"cs-widget cs-text-widget\">\n<div class=\"text-editor\">\n<p>A fotobiografia Elza e Paulo Freire apresenta a trajet\u00f3ria do casal que revolucionou a educa\u00e7\u00e3o brasileira e mundial, unindo vida e obra em uma hist\u00f3ria de amor, resist\u00eancia e humanismo. Fruto de quase duas d\u00e9cadas de pesquisa de Nima Spigolon, o livro re\u00fane documentos, cartas e fotografias in\u00e9ditas que revelam o papel essencial de Elza na forma\u00e7\u00e3o do pensamento pol\u00edtico-pedag\u00f3gico de Paulo Freire. Da vida em Recife ao ex\u00edlio, da atua\u00e7\u00e3o em \u00c1frica ao retorno ao Brasil, a obra resgata mem\u00f3rias, afetos e lutas compartilhadas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">O legado de Elza Freire e Paulo Freire,<br \/>\nno esperan\u00e7ar de Nima Spigolon<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Profa. Dra. Juliana Gobbe<\/strong><br \/>\nna 4a. capa do livro<\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o visual presente nesta obra, atrav\u00e9s de um rico repert\u00f3rio de imagens, ilustra trajet\u00f3rias singulares na Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira. A iconografia, pictografia, ou aqui, muito bem apresentada como &#8220;fotobiografia&#8221; n\u00e3o \u00e9 mero conjunto de imagens, caricaturas ou gravuras, mas representa o locus privilegiado do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico de um pa\u00eds. O &#8220;relembramento&#8221; das viv\u00eancas freirianas, atrav\u00e9s do legado de Elza e Paulo nos remete aos Brasis que Paulo tantas vezes intentou mostrar ao Brazil. Ao trabalhar com esse mosaico imag\u00e9tico, Nima Spigolon tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por nos colocar como part\u00edcipes e conjugantes do verbo &#8220;esperan\u00e7ar&#8221;, tal como fez o patrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"07fc9e55-3f4d-4722-b254-20975dbf6302\" class=\"cs-section\">\n<div class=\"cs-section-inner\">\n<div class=\"cs-lines\">\n<div id=\"3578bee6-2295-4907-bb0a-1535a8739026\" class=\"cs-line\">\n<div class=\"cs-boxes\">\n<div id=\"7b92d737-149c-41c4-b3a6-8c24859a66bc\" class=\"cs-box\">\n<div class=\"cs-widgets\">\n<div id=\"cfa16f27-233b-48f7-9f1c-a7bb33c333b2\" class=\"cs-widget cs-text-widget\">\n<div class=\"text-editor\">\n<blockquote><p>Uma \u00fanica imagem \u00e9 capaz de produzir diversas manifesta\u00e7\u00f5es<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Profa. Dra. Samantha Lodi<\/strong><br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o do Livro<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pronunciamentos que transcorrem pela mem\u00f3ria, a experi\u00eancia vivida e os contextos hist\u00f3ricos s\u00e3o constitu\u00eddos a partir da observa\u00e7\u00e3o e da interpreta\u00e7\u00e3o. Um conjunto de imagens sobre a vida de um casal configura um mosaico original de lembran\u00e7as. Neste sentido, observa-se na Fotobiografia de Elza Freire e Paulo Freire um mosaico de recorda\u00e7\u00f5es que evidenciam lutas, resist\u00eancias, a coragem de seguir em frente em v\u00e1rios recome\u00e7os, mas, sobretudo, o entrela\u00e7ar do respeito, da amorosidade e do di\u00e1logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mesmo indiv\u00edduos que compartilham o hist\u00f3rico ou um determinado grupo cultural, ao observarem uma imagem podem desenvolver distintas interpreta\u00e7\u00f5es, coment\u00e1rios e aprecia\u00e7\u00f5es relacionados a pr\u00f3pria subjetividade. \u201cE atrav\u00e9s do compartilhamento da produ\u00e7\u00e3o\/percep\u00e7\u00e3o das imagens visuais que percebemos e formamos as s\u00e9ries conexas de imagens\u201d (De Souza Vicente, p. 147).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 ci\u00eancias que se debru\u00e7am sobre a an\u00e1lise iconol\u00f3gica ou o estudo iconogr\u00e1fico, mesclando hip\u00f3teses, pontos de vistas, dedu\u00e7\u00f5es, compara\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es ao exibirem suas aprecia\u00e7\u00f5es. Cada qual com seus m\u00e9todos, possibilita que as imagens conversem com m\u00faltiplas \u00e1reas do conhecimento e enfatiza o car\u00e1ter poliss\u00eamico que as imagens possuem.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Aqui, temos a proposta de situar eventos biogr\u00e1ficos a partir de fotografias e outras imagens. Fotografias que marcam um \u201cepis\u00f3dio\u201d; eventos cotidianos, sociais ou formais; um encontro entre amigos; cenas dom\u00e9sticas. S\u00e3o fragmentos de um todo. Da saudade de quem enviou um retrato, uma carta, expressando afetuosidade na tentativa de driblar as dist\u00e2ncias impostas pelo ex\u00edlio. Paisagens, momentos ordin\u00e1rios, trabalho, muito trabalho educativo, cada qual com um significado. Imagens que documentam a vida, a cultura, as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os indiv\u00edduos e a sociedade real.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por meio \u00a0de \u00a0suas interfer\u00eancias, \u00a0interst\u00edcios \u00a0e \u00a0di\u00e1logos, cada \u00a0vez \u00a0mais \u00a0apurados, \u00a0na \u00a0ab\u00f3bada neuronal \u00a0e \u00a0no \u00a0seu \u00a0imagin\u00e1rio \u00a0vivo, \u00a0as imagens \u00a0 escolhidas \u00a0 evocam \u00a0 e representam \u00a0a \u00a0quintess\u00eancia da hist\u00f3ria de vida. E assim \u00a0temos, \u00a0nas Fotobiografias, a conjuga\u00e7\u00e3o das grandezas derivadas da escolha de quem prop\u00f5e conjuntos fotogr\u00e1ficos com sua pluralidade, \u00a0que \u00a0habita \u00a0o \u00a0campo \u00a0das possibilidades e que se fazem m\u00faltiplas, fartas, \u00a0da \u00a0forma\u00e7\u00e3o \u00a0de conjuntos fotogr\u00e1ficos \u00a0 \u00e0 \u00a0 feitura \u00a0 de \u00a0 uma Fotobiografia. (Bruno, 2014, p. 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Fotografias sugerem leituras, mensagens e suscitam quest\u00f5es a serem pensadas e repensadas. Registros da realidade com a inten\u00e7\u00e3o de eternizar uma ocasi\u00e3o. Enquanto fonte hist\u00f3rica, dialogam diretamente com a mem\u00f3ria. Mem\u00f3ria de um e de outro, de uma e de outra, mem\u00f3rias que se entrecruzam nas diferentes perspectivas de um mesmo fato. Mem\u00f3rias que se abra\u00e7am, que portam diferentes significados e sentimentos para quem experienciou o momento registrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na maior parte das vezes, lembrar n\u00e3o \u00e9 reviver, mas refazer, reconstruir, repensar, com imagens e ideias de hoje, as experi\u00eancias do passado. A mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 sonho, \u00e9 trabalho. Sendo assim, deve-se duvidar da sobreviv\u00eancia do passado \u2018tal como foi\u2019, e que se daria no inconsciente de cada sujeito. A lembran\u00e7a \u00e9 uma imagem constru\u00edda por materiais que est\u00e3o, agora, \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, no conjunto de representa\u00e7\u00f5es que povoam a nossa consci\u00eancia atual. Por mais n\u00edtida que nos pare\u00e7a a lembran\u00e7a de um fato antigo, ela n\u00e3o \u00e9 a mesma imagem que experimentamos na inf\u00e2ncia, porque n\u00f3s n\u00e3o somos os mesmos de ent\u00e3o e porque nossa percep\u00e7\u00e3o alterou-se e, com ela, nossas ideias, nossos ju\u00edzos de realidade e de valor. O simples fato de lembrar o passado, no presente, exclui a identidade entre as imagens de um e de outro, e prop\u00f5e a sua diferen\u00e7a em termos de ponto de vista. (Bosi, 2004, p.55).<\/p>\n<p>Devemos refor\u00e7ar que:<\/p>\n<blockquote><p>A mem\u00f3ria \u00e9 afetiva. Tem cores, odores, sabores&#8230; tem formas, letras, ritmos&#8230; A boniteza de um sonho e a rela\u00e7\u00e3o homem-mulher com a natureza, t\u00e3o presentes na proposta freiriana, certamente ajudaram a ressignificar e a criar experi\u00eancias; s\u00e3o como a vida, ora plena profus\u00e3o, ou n\u00e3o, ora exilada ou na aus\u00eancia dele. (Spigolon, 2023, p.242).<\/p><\/blockquote>\n<p><em>Elza Freire e Paulo Freire \u2014 uma fotobiografia<\/em>\u00a0\u00e9 o terceiro livro da \u201cTr\u00edade Elza Freire\u201d. Os tr\u00eas livros t\u00eam origem nas pesquisas\u00a0realizadas pela Dr\u00aa Nima Spigolon, professora da Unicamp, escritora, poeta e artvista, que apresentou ao universo acad\u00eamico e \u00e0 sociedade a educadora Elza Freire como part\u00edcipe do trabalho educativo desenvolvido por Paulo Freire. A presente obra \u00e9 fruto das investiga\u00e7\u00f5es de seu p\u00f3s-doutorado, realizado na Universidade Federal de\u00a0Uberl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O primeiro livro da Tr\u00edade \u00e9 Elza Freire &amp; Paulo Freire: por uma pedagogia da conviv\u00eancia (2022), e tem sua origem na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado conclu\u00edda em 2009, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Unicamp. O segundo t\u00edtulo, <em>Elza Freire e Paulo Freire: noites de ex\u00edlio<\/em>, dias de utopia, \u00e9 resultado da tese de doutorado defendida pela autora em 2014, tamb\u00e9m na FE \u2013 Unicamp. Este \u00faltimo foi laureado pela C\u00e2mara Brasileira do Livro, em agosto de 2024, com o Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o e Ensino.<\/p>\n<p>Considerando a \u201cTr\u00edade\u201d, penso que o leitor tem dois caminhos para adentrar no universo freiriano que nos \u00e9 revelado por Nima Spigolon: O primeiro \u00e9 contextualizar as fotografias e documentos da presente obra com a envolvente narrativa das duas anteriormente publicadas \u2014 o que, adianto, pode emocionar os observadores mais sens\u00edveis, ao rememorar epis\u00f3dios da \u2018di\u00e1spora freiriana\u2019; o segundo \u00e9 simplesmente ser primeiro enlevada\/o por essa obra para depois unir a pesquisa imag\u00e9tica \u00e0 in\u00e9dita hist\u00f3ria de vida do casal. \u00c9 fato que os fasc\u00edculos est\u00e3o interligados se quisermos intensificar a experi\u00eancia com a Fotobiografia.<\/p>\n<p>Nima, enquanto pesquisadora, demonstrou sua excel\u00eancia. S\u00e3o diversos arquivos visitados, um minucioso levantamento de obras interligadas ao per\u00edodo de estudo, entrevistas aqui no Brasil e no exterior, com destaque \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es realizadas em Cabo Verde e Guin\u00e9-Bissau, na \u00c1frica. Fica evidente a originalidade de colocar no centro de sua narrativa Elza Freire, ainda t\u00e3o pouco conhecida por n\u00f3s brasileiros, sem deixar de fazer as conex\u00f5es familiares da mulher, educadora, esposa, m\u00e3e e camarada. Como escritora, Nima eleva nossa imagina\u00e7\u00e3o e criatividade, ao mesmo tempo em que nos aproxima da vida dos Freire.<\/p>\n<p>Elza Freire e Paulo Freire formaram um casal que transborda amorosidade entre si e em suas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, nos mais diversos ambientes que estiveram. Como afirmou Paulo: O amor \u00e9 uma tarefa do sujeito. \u00c9 falso dizer que o amor n\u00e3o espera retribui\u00e7\u00f5es. O amor \u00e9 uma intercomunica\u00e7\u00e3o \u00edntima de duas consci\u00eancias que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. N\u00e3o se trata de apropriar-se do outro. Nesta sociedade h\u00e1 uma \u00e2nsia de impor-se aos demais numa esp\u00e9cie de chantagem de amor. Isto \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o do amor. Quem ama o faz amando os defeitos e as qualidades do ser amado. Ama-se na medida em que se busca comunica\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o a partir da comunica\u00e7\u00e3o com os demais. N\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o sem amor. O amor implica luta contra o ego\u00edsmo. Quem n\u00e3o \u00e9 capaz de amar os seres inacabados n\u00e3o pode educar. (Freire, 1981, p.29).<\/p>\n<p>O amor uniu os pernambucanos Elza e Paulo em 1944 na cidade de Recife. Amor que se transformou em coletivo, solid\u00e1rio e esperan\u00e7oso e que continua resplandecendo em experi\u00eancias e pr\u00e1ticas inclusivas de trocas de saberes. Com essa parceria, a \u2018pedagogia da conviv\u00eancia\u2019, express\u00e3o criada por Nima, coloca-se em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Dividido cronologicamente, <em>Elza Freire e Paulo Freire \u2014 uma fotobiografia<\/em>\u00a0tem seu primeiro t\u00f3pico de 1916 at\u00e9 1964, do ano de nascimento de Elza at\u00e9 o golpe militar. Aqui temos as primeiras imagens familiares, a inf\u00e2ncia, filia\u00e7\u00e3o, casas onde viveram, certid\u00e3o de nascimento, locais onde estudaram, a inser\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o. \u00a0Tamb\u00e9m imagens dos registros do casamento religioso e civil, a chegada das filhas Madalena, Cristina e F\u00e1tima na d\u00e9cada de 1940, e dos filhos Joaquim e Lutgardes na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p>Elza nasceu em Recife em 1916, cursou nos anos de 1930 a Escola Normal de Pernambuco, ela escolheu a educa\u00e7\u00e3o como seu caminho. Paulo, que nasceu em 1921, foi cursar Direito. Com o encontro dos dois, Elza foi despertando Paulo para educa\u00e7\u00e3o. Nos anos 1950 atuaram junto ao Instituto Capibaribe, em Recife, PE, onde os filhos estudaram; mas ela j\u00e1 era diretora escolar e tinha desenvolvido uma proposta de arte-alfabetiza\u00e7\u00e3o; Paulo atuava no SESI, como educador; e ambos se aproximaram dos Movimento de Cultura Popular (MCP) e Movimento de Educa\u00e7\u00e3o de Base (MEB), conforme Spigolon (2023).<\/p>\n<p>Em 1961, Elza conclui o curso de Psicologia. Importante ressaltar que \u201cElza existia antes de Paulo Freire e continua existindo. H\u00e1 Elza educadora, mulher, politizada, cr\u00edtica, diretora de escola, cidad\u00e3 extremamente engajada nas causas sociais, tanto antes de Paulo Freire quanto depois.\u201d (Spigolon, 2022, p. 108).<\/p>\n<p>Em 1963 acontece a experi\u00eancia de Angicos, com os c\u00edrculos de cultura e a alfabetiza\u00e7\u00e3o de trabalhadores em 40 horas. A experi\u00eancia envolveu Paulo, Elza e Madalena. De l\u00e1, Paulo Freire inicia os C\u00edrculos de Cultura do Gama em Bras\u00edlia, a convite de Paulo de Tarso, Ministro da Educa\u00e7\u00e3o. Em 2 de junho de 1963, o New York Times publica a reportagem: \u201cBrasil realiza um movimento de alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, na qual apresenta a experi\u00eancia Freiriana.<\/p>\n<p>O segundo t\u00f3pico abrange o per\u00edodo de 1965 a 1979, quando vivenciaram o ex\u00edlio. Ap\u00f3s o golpe ditatorial, inicia-se a \u201cDi\u00e1spora Freiriana\u201d. Primeiro com Paulo na Bol\u00edvia de onde teve que sair por causa de um golpe no pa\u00eds, mudando-se para o Chile junto da fam\u00edlia, onde viveram de 1965 at\u00e9 in\u00edcio de 1969, quando foram para os EUA.<\/p>\n<p>No Chile, imagens da casa, do jardim com a roseira, o encontro dos grupos familiares de exilados: crian\u00e7as, adultos, todos buscando reconstruir suas vidas interrompidas no Brasil pelas persegui\u00e7\u00f5es. Da conviv\u00eancia com as fam\u00edlias de Paulo de Tarso e de Pl\u00ednio de Arruda Sampaio. L\u00e1 foi publicado pela primeira vez o livro <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma imagem da \u00faltima p\u00e1gina do manuscrito, no item \u201cPrimeiras Palavras\u201d, na qual pode-se ler no \u00faltimo par\u00e1grafo \u201cQueremos expressar aqui o nosso agradecimento a Elza, de modo geral nossa primeira leitora, por sua compreens\u00e3o e est\u00edmulos constantes ao nosso trabalho que tamb\u00e9m \u00e9 seu.\u201d Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, Paulo come\u00e7ou a ser denunciado, por isso aceitou o trabalho por um ano em Havard. \u00c9 no frio do norte dos EUA que ele resolve deixar sua barba crescer, uma de suas marcas conforme Spigolon (2023).<\/p>\n<p>Da Am\u00e9rica para a Europa, fixaram resid\u00eancia na Su\u00ed\u00e7a de 1971 at\u00e9 1979, quando aconteceu a anistia. As fotos da Su\u00ed\u00e7a tamb\u00e9m marcam encontros, amizades, pessoas que foram influenciadas pelo pensamento Freiriano como Ivan Illich, em Genebra, 1971. Trazem poesia, pensamentos diversos anotados por Elza em cadernos de receita, de anota\u00e7\u00f5es ou em agendas. Trazem a saudade constante na correspond\u00eancia com os familiares.<\/p>\n<p>\u00c9 um per\u00edodo de muito trabalho educativo, especialmente na \u00c1frica, onde mais se sentiram \u2018em casa\u2019. As experi\u00eancias dialogam principalmente com pa\u00edses africanos que foram col\u00f4nia de Portugal: Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe \u2014 mas h\u00e1 registros na Tanz\u00e2nia tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Parto do pressuposto de que \u00e9 atribu\u00edda ao ex\u00edlio uma aproxima\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente ideol\u00f3gica, pol\u00edtica, pedag\u00f3gica ou cultural com a \u00c1frica e seus movimentos de luta pela descoloniza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o surgimento de caracter\u00edsticas de grupos que operavam na via de a\u00e7\u00f5es coletivas sem serem vinculados a partidos, institui\u00e7\u00f5es, nacionalidades ou a um territ\u00f3rio apenas. Grupos que por um lado, faziam contraponto ao imperialismo institu\u00eddo, colocando-se em defesa da liberdade ou que, por outro lado, tiveram suas vidas invadidas e atingidas pelo abuso do poder ao se posicionarem de forma contr\u00e1ria \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia e que se entrecruzam com a milit\u00e2ncia em terras estrangeiras. (Spigolon, 2023, p.427).<\/p>\n<p>Os reconhecimentos a Paulo Freire pululam com os t\u00edtulos de <em>Doutor Honoris Causa<\/em>\u00a0(The Open University, Reino Unido, em 1973; Universidade de Louvain, B\u00e9lgica, em 1975; Universidade de Michigan, em 1978; Universidade de Genebra, Su\u00ed\u00e7a, em 1979) e uma est\u00e1tua \u00e9 inaugurada em\u00a01976, no distrito de V\u00e4stertorp, Estocolmo \u2014 Su\u00e9cia representando Paulo Freire junto a outros nomes do per\u00edodo.<\/p>\n<p>O terceiro t\u00f3pico engloba o retorno de Elza e Paulo ao Brasil at\u00e9 o falecimento de Elza, ou seja, 1980 a 1986. \u201cReaprender o Brasil\u201d era o que desejavam, quando da chegada em Viracopos (1980) constitu\u00edram resid\u00eancia em S\u00e3o Paulo (1983). Encontros e reencontros com importantes nomes da intelectualidade brasileira. Correspond\u00eancia do casal. Uma homenagem a Elza Freire e Paulo Freire no recebimento do Pr\u00eamio William Rainey Harper, em Anaheim, Calif\u00f3rnia, no dia 20 de novembro de 1983.<\/p>\n<p>No dia 30 de agosto de 1986, Paulo, acompanhado por Elza, recebeu o t\u00edtulo de cidad\u00e3o honor\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo das m\u00e3os da vereadora Luiza Erundina. Em setembro, recebeu o Pr\u00eamio da Unesco de Educa\u00e7\u00e3o para a Paz, na Fran\u00e7a. Elza faleceu aos 70 anos em 24 de outubro do mesmo ano.<\/p>\n<p>Por fim, o t\u00f3pico que aborda o <em>Post mortem<\/em>\u00a0de Elza. Em seu t\u00famulo, Paulo Freire colocou a placa:\u00a0<em>\u201cQuem me dera que eu pudesse passar de um tempo ao outro com a pressa e a maciez com que as nuvens andam no fundo azul do c\u00e9u. Paulo 22.11.86\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Aconteceu uma Confer\u00eancia em mem\u00f3ria de Elza Freire, na Calif\u00f3rnia \u2014 EUA, em julho de 1987. Uma escola de Diadema foi inaugurada tamb\u00e9m em sua homenagem: EMEI \u201cElza Freire\u201d. Paulo casa-se novamente. Em 24 de outubro de 1991, cinco anos ap\u00f3s a morte de Elza, \u00a0coloca uma nova placa no t\u00famulo da esposa:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">ELZA<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Corte fundo<br \/>\nDor intensa<br \/>\nNoite sem amanh\u00e3<br \/>\nDias sem sentido<br \/>\nTempo coisificado, imobilizado<br \/>\nDesespero, ang\u00fastia, solid\u00e3o<br \/>\nFoi preciso aceitar a tua aus\u00eancia<br \/>\nPara que ela virasse presen\u00e7a<br \/>\nNa saudade amena que tenho de ti.<br \/>\nPor isso, voltei a vida<br \/>\nSem te negar.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Paulo 24.10.1991<\/p>\n<p>H\u00e1 charges do casal feitas por Claudius, h\u00e1 desenhos produzidos por Alysson Affonso em 2024, a pedido da autora. H\u00e1 um universo Freiriano a ser redescoberto, repensado e refletido, um mosaico dos fragmentos biogr\u00e1ficos de Elza e Paulo que foi artisticamente confeccionado pela pesquisadora Dr\u00aa Nima Spigolon.<\/p>\n<p>E se me permitem observa\u00e7\u00f5es mais pessoais: H\u00e1 uma pr\u00e1tica constante de afetos, amorosidades e dialogicidade que \u00e9 desenvolvida no cotidiano da professora Nima, que incorpora o respeito a cada ser humano que a acompanha na jornada de troca de saberes, no exerc\u00edcio de aprender sempre com cada pessoa que cruza seu caminho enquanto nos ensina.<\/p>\n<p>Nima nos ensina sobre intelectualidade porque tem grande conhecimento te\u00f3rico, mas ela nos educa com a sabedoria da empatia, da compreens\u00e3o e da sensibilidade. Ela consegue manter sua criticidade e seu rigor acad\u00eamico sem perder sua poesia. Tem uma alma Freiriana que pode ser sentida em seu trabalho. Entre o tecer de suas palavras ou no mosaico das imagens memor\u00e1veis que nos apresenta Nima, h\u00e1 a pot\u00eancia da luta e da resist\u00eancia sem perder a delicadeza de uma flor em verso que permeia sua vida e nos presenteia com sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8212;-<\/p>\n<p>1\u00a0\u00a0 \u00a0O termo \u2018di\u00e1spora freiriana\u2019 foi elaborado por Nima durante suas pesquisas para contemplar os deslocamentos realizados pela fam\u00edlia durante os anos de ex\u00edlio. \u201cA di\u00e1spora sup\u00f5e uma ancoragem forte no territ\u00f3rio de instala\u00e7\u00e3o e uma ruptura necess\u00e1ria com o territ\u00f3rio de origem, o que \u00e9 frequentemente compensado pelo trabalho da mem\u00f3ria. Nestas configura\u00e7\u00f5es, a identidade esfor\u00e7a-se por ser recriada, remodelada, reconvertida para melhor produzir e se adaptar\u201d. (Spigolon, 2023, p.402).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-18493\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-300x300.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-150x150.jpeg 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-768x768.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-1536x1536.jpeg 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-2048x2048.jpeg 2048w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Nima_Chumbo-12x12.jpeg 12w, 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Doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atua como docente na mesma institui\u00e7\u00e3o. \u00c9 refer\u00eancia nos estudos sobre Educa\u00e7\u00e3o Popular, Paulo Freire e Elza Freire, com destaque para o livro<strong><em>\u00a0Elza Freire e Paulo Freire: noites de ex\u00edlio, dias de utopia<\/em><\/strong>(Editora Pangeia), vencedora do <strong>Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico 2024<\/strong>. Coordena o GEPEJA (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos) e integra redes como ANPED, ANPUH, ABRESC, o Observat\u00f3rio Paulo Freire e o Observat\u00f3rio da Desinforma\u00e7\u00e3o. Sua produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e liter\u00e1ria articula mem\u00f3ria, pol\u00edtica, forma\u00e7\u00e3o docente e justi\u00e7a social.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-20452\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/9997e3bacd9845dbb1367cea7b27807a-275x300.webp\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"603\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/9997e3bacd9845dbb1367cea7b27807a-275x300.webp 275w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/9997e3bacd9845dbb1367cea7b27807a-11x12.webp 11w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/9997e3bacd9845dbb1367cea7b27807a.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para conhecer mais sobre Nima:<br \/>\n<span style=\"color: #800080;\"><a style=\"color: #800080;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/?s=Nima+Spigolon\">CLIQUE AQUI !!!<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para adquirir o livro:<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/elza-freire-ee-paulo-freire-fotobiografia-nima-spigolon\/\">CLIQUE AQUI !!!<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-20433\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-300x50.webp\" alt=\"\" width=\"726\" height=\"121\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-300x50.webp 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-1024x170.webp 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-768x127.webp 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-1536x254.webp 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-2048x339.webp 2048w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-18x3.webp 18w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-700x116.webp 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-400x66.webp 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/channels4_banner-1300x215.webp 1300w\" sizes=\"auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Youtube do Projeto:<\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff6600;\"><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@freire-umafotobiografia\">AQUI !!!<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Site do Projeto:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/freire-umafotobiografia.com.br\/\"><strong><span style=\"color: #339966;\">AQUI !!!<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ELZA FREIRE E PAULO FREIRE: UMA FOTOBIOGRAFIA de Nima Spigolon, com paratextos das Profas. Dras. Bet\u00e2nia Laterza Ribeiro, Juliana Gobbe e Samantha Lodi A fotobiografia Elza e Paulo Freire apresenta a trajet\u00f3ria do casal que revolucionou a educa\u00e7\u00e3o brasileira e mundial, unindo vida e obra em uma hist\u00f3ria de amor, resist\u00eancia e humanismo. Fruto de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":20442,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[626,3519],"tags":[5041,536,3521,981,418,991,4371,521,248,984,5040,517,2078],"class_list":["post-20439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biografia","category-educacao-e-ensino","tag-betania-laterza-ribeiro","tag-biografia","tag-educacao-e-ensino","tag-elza-freire","tag-ensino","tag-fotobiografia","tag-juliana-gobbe","tag-memoria","tag-nima-spigolon","tag-paulo-freire","tag-samantha-lodi","tag-unicamp","tag-vida-e-obra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20439"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20460,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20439\/revisions\/20460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}