{"id":19565,"date":"2025-07-08T23:37:34","date_gmt":"2025-07-08T23:37:34","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=19565"},"modified":"2025-11-20T17:43:37","modified_gmt":"2025-11-20T17:43:37","slug":"dia-ciencia-e-do-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/dia-ciencia-e-do-pesquisador\/","title":{"rendered":"No dia da Ci\u00eancia e do Pesquisador: &#8220;Meus p\u00easames&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, 8 de julho, \u00e9 Dia Nacional da Ci\u00eancia e do Pesquisador Cient\u00edfico \u2013 e a Pangeia Editorial \u2013 com os selos Dionysius, Pangeia e Saru\u00ea \u2013 faz aqui sua homenagem aos pesquisadores brasileiros que atuam na universidade e em \u00f3rg\u00e3os de pesquisa.<\/p>\n<p>Para marcar a data, publicamos a cr\u00f4nica &#8220;Meus p\u00easames&#8221;, marco de estreia na \u00e1rea liter\u00e1ria do pesquisador e professor Rodrigo Andrade Pereira, autor de\u00a0<em><strong>A face p\u00fablica de Narciso <\/strong><\/em>(mais informa\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a cr\u00f4nica), livro que pode ser encontrado <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/a-face-publica-de-narciso-entrevistas-e-ars-poetica-de-luiz-vilela\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>AQUI <\/strong><\/span><\/a>(eBook \/ PDF)\u00a0e <strong><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/loja.umlivro.com.br\/a-face-publica-de-narciso-7304686\/p\">AQUI<\/a><\/span>\u00a0<\/strong>(impress\u00e3o sob demanda).<\/p>\n<p>Curta abaixo a bel\u00edssima cr\u00f4nica do Prof. Rodrigo e depois pe\u00e7a o livro dele, para ler na tela ou em volume f\u00edsico.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"s3\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"s2\">\u201cMeus p\u00easame<\/span><span class=\"s2\">s\u201d<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"s3\" style=\"text-align: right;\"><strong>Rodrigo Andrade Pereira<\/strong><br \/>\nDr. em Estudos Liter\u00e1rios<br \/>\nProfessor e Pesquisador<\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Era uma segunda-feira que j\u00e1 acordara com cara de ter\u00e7a, a semana em turbilh\u00e3o de usinas de eucalipto. O c\u00e9u azul estalado, em um arremedo de sol quente e blusas de frio rangendo dentes neste inverno <\/span><span class=\"s4\">treslagoal<\/span><span class=\"s4\">, parecia refletir minha pilha de reda\u00e7\u00f5es corrigidas e a outra, ainda maior, de reda\u00e7\u00f5es a corrigir. Eu estava em uma cafeteria do bairro, perto da cl\u00ednica de terapia de meus filhos \u2014 dessas que vendem caf\u00e9 org\u00e2nico com nome franc\u00eas mas servem o mesmo coado de padaria com tr\u00eas d\u00edgitos no pre\u00e7o \u2014 e tentava fingir que aquele ritual de sublinhar erros de concord\u00e2ncia e elogiar boas teses n\u00e3o era uma forma lenta de autoflagelo.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Foi ent\u00e3o que ela apareceu. Uma mulher de <\/span><span class=\"s4\">uns cinquenta<\/span><span class=\"s4\"> e poucos anos, \u00f3culos pendurados no pesco\u00e7o, cabelo ruivo de farm\u00e1cia e um ar curioso de quem confunde cronista com psic\u00f3logo.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u2014 O senhor \u00e9 professor? \u2014 <\/span><span class=\"s4\">ela<\/span><span class=\"s4\"> perguntou, notando meus pap\u00e9is espalhados, a caneta vermelha na m\u00e3o e o olhar perdido no horizonte como quem revisita um trauma.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u2014 Sou sim \u2014 respondi, sorrindo, inocente, quase feliz com o reconhecimento de uma profiss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Ela sorriu de volta. Um sorrisinho torto, meio solid\u00e1rio, meio zombeteiro. E disparou:<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u2014 Meus p\u00easames.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Confesso que demorei tr\u00eas segundos inteiros para reagir. Pensei que ela tivesse confundido professor com vi\u00favo. Talvez tivesse visto meu olhar pesaroso e achado que eu chorava a morte de algum ente querido. Mas n\u00e3o. Ela sabia exatamente o que dizia. E dizia com a naturalidade de quem deseja &#8220;melhoras&#8221; a um amigo gripado.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Duas palavrinhas que, em outros contextos, soam como consolo; mas ali, naquela tarde, entre um caf\u00e9 morno e uma cr\u00f4nica em branco, soaram como epit\u00e1fio.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Fiquei matutando aquelas palavras como quem mastiga uma frase ruim da introdu\u00e7\u00e3o de uma reda\u00e7\u00e3o. \u201cA sociedade vem atrav\u00e9s dos tempos acontecendo problemas&#8230;\u201d \u2014 esse tipo de constru\u00e7\u00e3o tortuosa que d\u00f3i mais que unha encravada.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u201cMeus p\u00easames\u201d, disse ela. E com isso, ela n\u00e3o me dava um voto de solidariedade; ela me entregava um bilhete de entrada no clube dos desvalidos. Ser professor, para ela, era uma esp\u00e9cie de luto permanente. Como se eu tivesse escolhido, deliberadamente, viver uma exist\u00eancia de sofrimento vocacional.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">E o mais curioso \u00e9 que, vez ou outra, essa express\u00e3o surge na vida do educador com uma frequ\u00eancia digna de calend\u00e1rio. Sempre que algu\u00e9m descobre a profiss\u00e3o e n\u00e3o sabe reagir. H\u00e1 quem diga com pena, quem diga com ironia, e at\u00e9 quem diga com genu\u00edna compaix\u00e3o \u2014 como se estiv\u00e9ssemos no front de uma guerra da qual n\u00e3o voltaremos nunca mais com todos os membros funcionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Mas o que a sociedade v\u00ea de t\u00e3o tr\u00e1gico assim em algu\u00e9m que escolheu ensinar? Por que tanto pesar, por que tanto <\/span><span class=\"s4\">coitadismo<\/span><span class=\"s4\">?<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Gosto de escrever. Sempre gostei. Desde menino, rabiscava versos ruins nos cantos das agendas da escola. Depois, virei cronista de mim mesmo. E quando vi, virei professor \u2014 esse ente mitol\u00f3gico que divide o tempo entre sonhar e corrigir sonhos com margem esquerda, letra leg\u00edvel e nota de corte.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">O curioso \u00e9 que, embora a escrita me preencha, <\/span><span class=\"s4\">a<\/span><span class=\"s4\"> doc\u00eancia \u00e9 quem me molda. Ser professor n\u00e3o \u00e9 apenas ensinar gram\u00e1tica, interpreta\u00e7\u00e3o ou o que quer que esteja no curr\u00edculo do trimestre; \u00e9, na verdade, tentar manter de p\u00e9 um castelo de areia em meio a um vendaval de ignor\u00e2ncias programadas. E h\u00e1 poesia nisso, por mais tr\u00e1gica que pare\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"s6\"><span class=\"s4\">Quando algu\u00e9m me diz \u201cmeus p\u00easames\u201d por ser professor, sinto que est\u00e3o tentando apagar essa poesia. Est\u00e3o jogando cal sobre uma voca\u00e7\u00e3o que, apesar de tudo, ainda pulsa.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">N\u00e3o nego: h\u00e1 dias em que a vontade \u00e9 de responder com \u201caceito as flores\u201d. Mas h\u00e1 outros \u2014 e s\u00e3o muitos \u2014 em que uma boa aula, uma boa pergunta de um aluno, um texto surpreendente, me lembram por que insisto.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Na boca da mulher da cafeteria, \u201cmeus p\u00easames\u201d soou como deboche involunt\u00e1rio. Mas em outros lugares, essa express\u00e3o muda de roupa.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Quando o sujeito do RH, na hora de preencher minha ocupa\u00e7\u00e3o no plano de sa\u00fade, reage com um \u201cNossa, professor? Que dureza, <\/span><span class=\"s4\">hein?\u201d<\/span><span class=\"s4\">, ele est\u00e1, de forma polida, dizendo \u201cmeus p\u00easames\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Quando o pai de aluno aparece na reuni\u00e3o e me pergunta por que a filha tirou 7 e n\u00e3o 10, mesmo tendo escrito que &#8220;o governo deve melhora a sa\u00fade para o povo e o meio <\/span><span class=\"s4\">ambiante<\/span><span class=\"s4\">&#8220;, e termina a conversa com um &#8220;no seu lugar, eu desistia&#8221;, ele tamb\u00e9m est\u00e1 dizendo \u201cmeus p\u00easames\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">E at\u00e9 quando recebo aquele pagamento que mal cobre a gasolina das idas e vindas ao trabalho, a conta de luz e os cafezinhos, o Estado sussurra ao meu contracheque: \u201cmeus p\u00easames\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Claro, h\u00e1 humor nisso tudo. Um humor \u00e1cido, como o das melhores trag\u00e9dias gregas. Porque viver de ensinar num pa\u00eds que n\u00e3o ensina a valorizar quem ensina \u00e9 quase um experimento kafkiano.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Mas tamb\u00e9m h\u00e1 lucidez. A lucidez de saber que \u201cmeus p\u00easames\u201d virou express\u00e3o coringa: serve para quem est\u00e1 doente, para quem est\u00e1 falido, para quem torce para o Brasil nas Eliminat\u00f3rias e, vejam s\u00f3, para quem decide ensinar reda\u00e7\u00e3o a adolescentes.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Talvez o problema n\u00e3o seja a express\u00e3o em si, mas o que ela revela. Revela que nossa sociedade perdeu a capacidade de ver dignidade onde existe voca\u00e7\u00e3o. Revela que confundimos sofrimento com fracasso, dedica\u00e7\u00e3o com burrice, e idealismo com ingenuidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Corrigir reda\u00e7\u00f5es \u00e9, sim, um ato de paci\u00eancia mon\u00e1stica. \u00c9 enfrentar varia\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas que desafiam os limites da gram\u00e1tica normativa, \u00e9 lidar com clich\u00eas que voltam como zumbis de um apocalipse liter\u00e1rio, \u00e9 ver, <\/span><span class=\"s4\">num<\/span><span class=\"s4\"> s\u00f3 par\u00e1grafo, Plat\u00e3o, Bolsonaro e a Xuxa discutindo pol\u00edticas p\u00fablicas com base em \u201cconforme visto no filme Velozes e Furiosos 7\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Mas, veja bem, eu gosto.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Gosto mesmo. Como quem gosta de plantar sabendo que nem toda semente vinga. H\u00e1 algo profundamente gratificante em ver um aluno que escrevia como quem pede socorro ao Google aprender a construir argumentos, a usar conjun\u00e7\u00f5es com propriedade, a dizer o que pensa com clareza e prop\u00f3sito.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Sim, h\u00e1 dor no processo. Mas h\u00e1 prazer. O tipo de prazer que n\u00e3o cabe nos boletins de ocorr\u00eancia da vida adulta. E isso, talvez, seja o que mais incomoda quem solta <\/span><span class=\"s4\">o \u201cmeus p\u00easames\u201d<\/span><span class=\"s4\">: a ideia de que algu\u00e9m pode amar uma profiss\u00e3o mal remunerada, mal vista e mal compreendida.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Enquanto escrevo esta cr\u00f4nica, percebo que ela tamb\u00e9m \u00e9 uma reda\u00e7\u00e3o. Mas sem tema imposto, sem n\u00famero m\u00ednimo de linhas. Aqui, sou o aluno e o corretor. O cronista e o cron\u00f4metro.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">E penso: ser\u00e1 que, um dia, dir\u00e3o \u201cmeus p\u00easames\u201d para escritores? Talvez sim, j\u00e1 dizem. Vivemos num tempo em que quem escreve por amor \u00e9 tratado como quem n\u00e3o conseguiu \u201cdar certo\u201d em outra coisa. Como se escrever fosse uma alternativa de fracasso. Como se ensinar fosse uma aus\u00eancia de op\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u00c9 um tempo estranho este em que vivemos. Em que ser professor virou quase uma penit\u00eancia, e amar o que se faz virou um atestado de burrice.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Mas veja: aceitar os \u201cp\u00easames\u201d seria admitir que estamos, de fato, mortos. E n\u00e3o estamos. Somos teimosos. Teimamos em ensinar, em corrigir, em tentar. Somos <\/span><span class=\"s4\">sobreviventes de uma guerra di\u00e1ria contra o desd\u00e9m, contra o descaso, contra a pol\u00edtica que desmonta escolas e a cultura que as transforma em dep\u00f3sitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">A pena que t\u00eam de n\u00f3s talvez seja, no fundo, a culpa disfar\u00e7ada de quem sabe que deve muito aos professores e pouco fez por eles.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Mas h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que n\u00e3o sentem pena \u2014 sentem orgulho. S\u00e3o ex-alunos que lembram de uma frase que mudou tudo. S\u00e3o colegas que compartilham o peso das provas e o al\u00edvio dos caf\u00e9s. S\u00e3o leitores que entendem que escrever e ensinar s\u00e3o formas de amor \u2014 e de resist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Termino esta cr\u00f4nica com o som de uma notifica\u00e7\u00e3o no celular: uma nova remessa de reda\u00e7\u00f5es enviada por um aluno dedicado. \u201cProfessor, mandei mais quatro, v\u00ea a\u00ed se melhorei\u201d, diz ele. E, veja s\u00f3, melhorou mesmo.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">N\u00e3o h\u00e1 \u201cmeus p\u00easames\u201d que me impe\u00e7am de sentir que, nesse momento, algo valeu a pena. Que ser professor, mesmo entre tantas dores, ainda \u00e9 uma escolha de vida \u2014 e de luta.<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">Ent\u00e3o, da pr\u00f3xima vez que algu\u00e9m me disser \u201cmeus p\u00easames\u201d por ser professor, talvez eu sorria e diga:<\/span><\/p>\n<p class=\"s5\"><span class=\"s4\">\u2014 Obrigado. Aceito. Mas saiba que ainda estamos vivos. E ensinando.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19566\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"498\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-300x300.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-150x150.jpg 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-12x12.jpg 12w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-400x400.jpg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-100x100.jpg 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-700x700.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/C3568F68-7A4D-4CCE-8859-7D56352B31E6-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>A face p\u00fablica de Narciso:<br \/>\nentrevistas e ars poetica<br \/>\nde Luiz Vilela<br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Livro tem origem na pesquisa de doutorado de Rodrigo<br \/>\nAndrade Pereira, cujo mestrado tamb\u00e9m foi<br \/>\nsobre a obra de Luiz Vilela<\/p>\n<p class=\"title\"><strong>Sinopse<\/strong>:\u00a0O mito de Narciso nos fala de um homem inteiramente apaixonado por si mesmo, ao se ver refletido nas \u00e1guas. Vai ele beber \u00e1gua? \u00c9 um lago ou \u00e1gua ligeiramente corrente? As \u00e1guas est\u00e3o transl\u00facidas ou est\u00e3o um tanto turvas? O mergulho em si no reflexo, que \u00e9 um eu ao contr\u00e1rio, leva ao suic\u00eddio ou leva a um profundo conhecimento das pr\u00f3prias entranhas? Rodrigo Andrade Pereira mergulha nas palavras, nas linhas, nos par\u00e1grafos, em textos ficcionais de Luiz Vilela, em textos sobre a obra e sobre o escritor, em entrevistas, depoimentos, cr\u00f4nicas, algumas poucas cartas j\u00e1 publicadas e outros textos de Luiz Vilela que n\u00e3o os ficcionais. Rodrigo leu tudo que h\u00e1 de e sobre Luiz Vilela. Selecionou alguns contos, duas novelas e dois romances como exemplares do teor biogr\u00e1fico que domina toda a obra do escritor. Selecionou as entrevistas mais reveladoras (e aqui n\u00e3o s\u00e3o aquelas que parecem mais reveladoras, mas aquelas em que sob a placidez textual est\u00e1 um homem que constr\u00f3i minuciosamente a face de si que quer dar a conhecer de p\u00fablico). Nesse movimento, Narciso se revela. E no movimento de constru\u00e7\u00e3o ficcional, a mundivid\u00eancia ou cosmovis\u00e3o desse autor tamb\u00e9m se desvela. Este livro \u00e9, pois, um am\u00e1lgama feliz do enfrentamento de diversas frentes: do que estudar, do como estudar e da teoria que ilumina todo esse movimento. Um enfrentamento modelar, em si mesmo, de ousadia intelectual; e um resultado amplamente feliz, iluminando os narcisos sob m\u00e1scaras. Com pref\u00e1cio da Profa. Dra. Ana Paula Aparecida Caixeta (UnB), l\u00edder do Grupo de Pesquisa Fenomenologia do Romance, com orienta\u00e7\u00f5es sobre a obra de Luiz Vilela no curr\u00edculo, e posf\u00e1cio de Eunice Prudenciano de Souza (IFSP), co-l\u00edder do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, cujo p\u00f3s-doutorado foi um estudo de metacr\u00edtica da recep\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Luiz Vilela, este livro se apresenta como fundamental para estudiosos de literatura, da literatura brasileira e de teoria da literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8438\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"263\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-200x300.jpg 200w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-683x1024.jpg 683w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-768x1152.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-1366x2048.jpg 1366w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-700x1050.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-267x400.jpg 267w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-467x700.jpg 467w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa-867x1300.jpg 867w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rodrigo_Narciso_Vilela_Capa.jpg 1654w\" sizes=\"auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">At\u00e9 <strong>15\/07<\/strong>, utilize o cupom <strong>PROMO45<\/strong> (45 off +<br \/>\nfrete gr\u00e1tis + 5% off no Pix) nos pedidos<br \/>\n<strong>NA LOJA DA PANGEIA<\/strong>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>ADQUIRA <span style=\"color: #ff0000;\">AQUI<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span>(eBook \/ PDF)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Na <strong>Loja da UmLivr<\/strong>o<br \/>\n(em impress\u00e3o sob demanda):<strong><span style=\"color: #993300;\"><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/loja.umlivro.com.br\/a-face-publica-de-narciso-7304686\/p\">PE\u00c7A AQUI<\/a><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, 8 de julho, \u00e9 Dia Nacional da Ci\u00eancia e do Pesquisador Cient\u00edfico \u2013 e a Pangeia Editorial \u2013 com os selos Dionysius, Pangeia e Saru\u00ea \u2013 faz aqui sua homenagem aos pesquisadores brasileiros que atuam na universidade e em \u00f3rg\u00e3os de pesquisa. 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