{"id":19474,"date":"2025-06-16T16:26:05","date_gmt":"2025-06-16T16:26:05","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=19474"},"modified":"2025-06-16T17:34:02","modified_gmt":"2025-06-16T17:34:02","slug":"epigramas-de-stefania-e-destaque-na-revista-philos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/epigramas-de-stefania-e-destaque-na-revista-philos\/","title":{"rendered":"\u201cEpigramas\u201d, de Stefania, \u00e9 destaque na Revista Philos"},"content":{"rendered":"<div class=\"hero clear\">\n<div class=\"entry-header\">\n<p>O rec\u00e9m lan\u00e7ado\u00a0<em><strong>Epigramas cr\u00edticos<\/strong><\/em>, de Stefania Chiarelli, \u00e9 destaque hoje na <strong><em>Revista Philos<\/em><\/strong>. Reproduzimos abaixo o texto da revista, \u00e0 qual agradecemos a acolhida.<\/p>\n<h4 class=\"entry-title\" style=\"text-align: center;\">Stefania Chiarelli \u2014Epigramas cr\u00edticos<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div id=\"primary\" class=\"content-area col-sm-12\">Na introdu\u00e7\u00e3o ao romance <i>Mrs Dalloway<\/i>, em 1928, Virginia Woolf afirmou que um cr\u00edtico \u00e9 um \u201cleitor que p\u00f4s de lado sua inoc\u00eancia\u201d. Culpada ou inocente, <strong>Stefania Chiarelli<\/strong> se investe do papel de leitora em seus <i>Epigramas cr\u00edticos<\/i>, lan\u00e7ado pela editora Pangeia em parceria com a Eduff.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"content-area col-sm-12\">\n<p>O livro prop\u00f5e o mapeamento de uma certa prosa brasileira, latino-americana e italiana a partir de um recorte temporal que abarca o s\u00e9culo XXI, avaliando, no conjunto das literaturas do tempo presente, autores, autoras, obras, temas e contextos de produ\u00e7\u00e3o espec\u00edficos, no intuito de tra\u00e7ar um panorama pessoal da literatura recente.Doutora em Estudos de Literatura pela PUC-Rio com p\u00f3s-doutorado na Universidade de Roma La Sapienza, Chiarelli \u00e9 professora associada de Literatura Brasileira na UFF e tem contribui\u00e7\u00f5es como cr\u00edtica liter\u00e1ria para os jornais <em>O Globo<\/em>, <em>Estado de Minas<\/em>, <em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em> e <em>Rascunho<\/em>.<\/p>\n<p>Do expressivo projeto liter\u00e1rio da \u00cdtalo-Somali <strong>Igiaba Scego<\/strong> \u00e0 originalidade da prosa da catal\u00e3 <strong>Irene Sol\u00e0<\/strong> e ao talento de novos escritores brasileiros como <strong>Odorico Leal<\/strong>; <strong>Stefania Chiarelli <\/strong>prop\u00f5e um passeio pelos bosques da fic\u00e7\u00e3o atual. O fazer liter\u00e1rio contempor\u00e2neo brota dessas p\u00e1ginas cr\u00edticas interessadas em capturar um certo ar do tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19379 alignleft\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-198x300.jpg\" alt=\"\" width=\"292\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-198x300.jpg 198w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-768x1166.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-8x12.jpg 8w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-700x1063.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-461x700.jpg 461w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-09.41-856x1300.jpg 856w\" sizes=\"auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/>No volume, a autora l\u00ea ficcionistas cuja obra consolidada circula h\u00e1 algum tempo, como <strong>Myriam Campello<\/strong>, <strong>Adriana Lunardi<\/strong> e <strong>Ivan Angelo<\/strong>, e de jovens escritoras como <strong>Carol Rodrigues<\/strong>, <strong>Marcela Dant\u00e9s<\/strong> e <strong>Carol Bensimon<\/strong>; al\u00e9m de estreantes, a exemplo da romancista <strong>Fernanda Teixeira Ribeiro<\/strong>. Prosseguindo na tarefa de pensar os deslocamentos contempor\u00e2neos, analisa a obra de <strong>Igiaba Scego<\/strong> e da camaronesa <strong>L\u00e9onora Miano<\/strong>, relevantes nomes no cen\u00e1rio da prosa dedicada \u00e0s migra\u00e7\u00f5es do ponto de vista do feminino negro. A essas leituras se somam destacados autores da prosa italiana, como <strong>Domenico Starnone<\/strong> e <strong>Sandro Veronesi<\/strong>, ao lado da genial <strong>Alba de C\u00e9spedes<\/strong>, autora s\u00f3 agora traduzida no Brasil.<\/p>\n<p>Os textos trazem tamb\u00e9m leituras de fic\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de autoria feminina em l\u00edngua espanhola, contemplando autoras do s\u00e9culo XX cuja circula\u00e7\u00e3o no Brasil felizmente se ampliou nos \u00faltimos anos, como as argentinas <strong>Aurora Venturini <\/strong>e <strong>Silvina Ocampo<\/strong>, e vozes contempor\u00e2neas que revisitam a tradi\u00e7\u00e3o do ins\u00f3lito, a exemplo de <strong>Samanta Schweblin<\/strong> e da equatoriana <strong>Monica Ojeda<\/strong>.<\/p>\n<p>O empenho em acompanhar o que se produz na prosa recente rendeu em 2022 o volume <strong>Partilhar a l\u00edngua<\/strong><strong> \u2013 leituras do contempor\u00e2neo<\/strong> (7Letras), em que Chiarelli reuniu escritos breves, em um recorte que apresentava uma forma pessoal de ler temas e quest\u00f5es atuais, a come\u00e7ar pela pr\u00f3pria fic\u00e7\u00e3o brasileira. Na orelha do livro, a cr\u00edtica e professora <strong>Beatriz Resende<\/strong> destacou:<b> <\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><i>Partilhar a l\u00edngua<\/i>: leituras do contempor\u00e2neo \u00e9 um exerc\u00edcio da cr\u00edtica liter\u00e1ria fascinante, necess\u00e1rio e corajoso. Corajoso por enfrentar o imediatamente contempor\u00e2neo, sem esperar que as obras recebam consagra\u00e7\u00e3o pela academia ou o aceite do mercado. Por mais de dez anos, Stefania leu e comentou o que acabava de ser publicado, o que \u00e9 sempre um risco. Com a erudi\u00e7\u00e3o e a sensibilidade que possui, partilha com leitores seu gosto, sua avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, estabelecendo rela\u00e7\u00f5es com a vida, o mundo com sua geopol\u00edtica de hoje, e um forte repert\u00f3rio de outras obras liter\u00e1rias que chama ao di\u00e1logo com seu texto.<\/p>\n<p><strong>Epigramas cr\u00edticos<\/strong><b>\u00a0<\/b>retoma esse fio interpretativoavan\u00e7ando em leituras que contemplam obras publicadas entre 2021 e 2025, em trinta textos caracterizados pela brevidade. De in\u00edcio, Chiarelli apresenta suas rotas de leitura, vendo-se na posi\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel de quem se questiona o tempo todo. No que se refere \u00e0 circula\u00e7\u00e3o, a ensa\u00edsta destaca a perda gradativa dos espa\u00e7os destinados \u00e0 cr\u00edtica e \u00e0 reflex\u00e3o sobre literatura nos meios de comunica\u00e7\u00e3o impressa, obrigada a se reinventar diante da chegada de novas tecnologias e da expans\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o para outras plataformas e suportes. A literatura deslizou para diversos lugares e atingiu distintos p\u00fablicos, se adaptando a novas conting\u00eancias. De modo paralelo, feiras e festas liter\u00e1rias proliferaram de norte a sul do pa\u00eds, dando a conhecer outras perspectivas das produ\u00e7\u00f5es locais e alterando as formas de perceber o que seria a chamada literatura brasileira.<\/p>\n<p>A autora salienta tamb\u00e9m a virada da d\u00e9cada, percebida na expressiva publica\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos assinados por mulheres, abrindo uma janela para temas e quest\u00f5es ligadas ao feminino, com desdobramentos para as quest\u00f5es de g\u00eanero, classe e ra\u00e7a, o que matizou o olhar no sentido de perceber representa\u00e7\u00f5es menos estereotipadas, na recusa de um suposto universal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m destaca a presen\u00e7a de uma gera\u00e7\u00e3o de autores e autoras em cuja prosa se faz presente a tem\u00e1tica social aliada a uma determinada geografia do nordeste brasileiro, de escritos que falam de contrastes e tens\u00f5es entre o campo e a cidade; de um lado, o interior impregnado de refer\u00eancias marcadas pela religiosidade sertaneja e por matrizes culturais em constante entrecruzamento; de outro, as garras predat\u00f3rias do dito progresso. Seus personagens se equilibram entre temporalidades e espa\u00e7os superpostos, como na obra <i>Corpo desfeito<\/i> (2022), de <strong>Jarid Arraes<\/strong>, e <i>Dil\u00favio das almas<\/i> (2022), de <strong>Tito Leite<\/strong>, em que a suposta ess\u00eancia de um Brasil profundo e de ra\u00edzes aut\u00eanticas n\u00e3o ser\u00e1 encontrada.<\/p>\n<p>Delineia ainda uma escrita inclinada para a visita\u00e7\u00e3o da intimidade, linha de for\u00e7a que se fez ver nas narrativas do luto, na prolifera\u00e7\u00e3o de biografias, di\u00e1rios, cartas, relatos e mem\u00f3rias. Em um cen\u00e1rio de p\u00f3s-pandemia e confrontos b\u00e9licos por todo o planeta, a literatura procurou respostas para as dores pessoais e as perdas coletivas, em textos de tom confessional, como demonstram <i>Lili, novela de um luto<\/i> (2021), da paulista <strong>Noemi Jaffe<\/strong>, em torno da perda da m\u00e3e, sobrevivente do genoc\u00eddio judaico, assim como <i>As pequenas chances<\/i> (2023), da paulista <strong>Natalia Timerman<\/strong>, que retoma a morte do pai, al\u00e9m do ensaio autobiogr\u00e1fico <i>Todo o tempo que existe<\/i>(2022), da carioca <strong>Adriana Lisboa<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19392 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-300x300.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-150x150.jpg 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-768x768.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-12x12.jpg 12w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-400x400.jpg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-700x700.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-100x100.jpg 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-1300x1300.jpg 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida-50x50.jpg 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Foto_Stefania_Comprimida.jpg 1910w\" sizes=\"auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/>Chiarelli nota ainda uma escrita que recupera traumas coletivos, em v\u00ednculo estreito com a dimens\u00e3o \u00e9tica da mem\u00f3ria, presente em romances que assumem o compromisso de reelaborar as cicatrizes da ditadura, tomando para si a tarefa de narrar o horror de governos autorit\u00e1rios, como na prosa de <strong>Milton Hatoum<\/strong> na trilogia <i>O lugar mais sombrio,<\/i> iniciado com o romance de forma\u00e7\u00e3o <i>A noite da espera<\/i> (2017), ao que se seguiu <i>Pontos de fuga<\/i> (2019). \u00c9 igualmente a dura luta nos anos de chumbo a mat\u00e9ria prima de <i>O corpo intermin\u00e1vel<\/i>(2019), de <strong>Claudia Lage<\/strong>, um mergulho nos traumas da nossa hist\u00f3ria coletiva.<\/p>\n<p>O passado como possibilidade de reinven\u00e7\u00e3o configura uma outra vertente na literatura nacional, sobretudo a de car\u00e1ter metanarrativo, em que a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de leituras e reescrituras: textos que remetem a outras obras ou ficcionalizam personagens reais, como <i>Pagu no metr\u00f4<\/i> (2021), de <strong>Adriana Armony<\/strong>, e <i>Homem de papel<\/i> (2022), de <strong>Jo\u00e3o Almino<\/strong>.<\/p>\n<p>A ensa\u00edsta registra igualmente a presen\u00e7a de narrativas marcadas pela quebra de paradigmas realistas, por meio da presen\u00e7a de elementos sobrenaturais e acontecimentos ligados a tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e afro-brasileiras: <i>Por cima do mar (<\/i>2018), de <strong>Deborah Dornellas<\/strong>, <i>Torto arado<\/i>(2018), de <strong>Itamar Vieira Junior<\/strong> e <i>O som do rugido da on\u00e7a<\/i> (2021), de <strong>Micheliny Verunschk<\/strong>. N\u00e3o por acaso, tr\u00eas romances em que o oceano Atl\u00e2ntico surge como espa\u00e7o atravessado por sujeitos escravizados ou obrigados a migrar sem ter escolhido tal destino, lugar de morte cuja viagem os aparta dramaticamente dos antepassados.<\/p>\n<p>Em <strong>Epigramas cr\u00edticos<\/strong>, Chiarelli alude ao discurso de <strong>Silviano Santiago<\/strong> proferido na cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o do Cam\u00f5es de 2022, em que o cr\u00edtico mineiro destacou a presen\u00e7a de \u201cabalos s\u00edsmicos\u201d que seriam duradouros na literatura do presente. O ensa\u00edsta se referia aos novos e bem-vindos protagonistas dessa cena liter\u00e1ria e afirmou ser chegado o momento de \u201cliberar a literatura brasileira \u00e0s \u00e1guas amaz\u00f4nicas e \u00e0s atl\u00e2nticas africanas e a todas as correntes diasp\u00f3ricas\u201d. Na apresenta\u00e7\u00e3o, a pesquisadora <strong>Rosana Kohl Bines <\/strong>anota:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Os ensaios de Stefania Chiarelli, aqui reunidos, [\u2026] \u00a0criam breves itiner\u00e1rios de leitura, a partir de pequenos ind\u00edcios, colhidos da mais recente produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria brasileira, italiana e latino-americana, escrita sobretudo por mulheres, conectando-nos sem demora ao pulso quente de cada uma das narrativas comentadas. (\u2026) H\u00e1 algo da sabedoria do tempo na prosa cr\u00edtica de Stefania Chiarelli. Um batimento afinado a \u2018essa coisa viva demais\u2019 que n\u00e3o para de chegar a cada novo livro aberto com avidez. A leitura aqui \u00e9 sempre hoje.<\/p>\n<p>A ideia de dar passagem \u201cao desejo dos leitores de se aproximarem daquilo que os outros escrevem\u201d, conforme sinaliza a cr\u00edtica argentina <strong>Tamara Kamenszain<\/strong>, fundamenta muito das leituras de Chiarelli. Igualmente o gesto de escrever com clareza e a filia\u00e7\u00e3o ao suposto g\u00eanero menor, dos escritos breves.<\/p>\n<p>Dar passagem \u00e0s leituras, sinalizando aspectos, tecendo rela\u00e7\u00f5es e apontando itiner\u00e1rios caracteriza a cr\u00edtica epigram\u00e1tica de Chiarelli. A autora escolhe o ponto de cruzamento em que algu\u00e9m cria espa\u00e7o para os escritos de outro algu\u00e9m, permitindo que algo avance em dire\u00e7\u00e3o aos leitores, em uma media\u00e7\u00e3o generosa:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u201ctrabalhar com textos recentes ou produzidos nos \u00faltimos anos exige o gesto de recalcular rotas de leitura e aproxima\u00e7\u00e3o. O mapa \u00e9 inst\u00e1vel; os caminhos se bifurcam. Ler o contempor\u00e2neo exige f\u00f4lego e flexibilidade, em um constante repensar os pr\u00f3prios passos.\u201d \u2014 <strong>Stefania Chiarelli<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px; text-align: right;\"><strong style=\"text-align: right;\">Publica\u00e7\u00e3o original em<br \/>\n<\/strong><em style=\"text-align: right;\">https:\/\/revistaphilos.com\/stefania-chiarelli-epigramas-criticos\/<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19378\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"521\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-210x300.jpg 210w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-717x1024.jpg 717w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-768x1097.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-8x12.jpg 8w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-700x1000.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-280x400.jpg 280w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59-490x700.jpg 490w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-11-06-2025-as-08.59.jpg 885w\" sizes=\"auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><br \/>\nBaixe os arquivos PDF e ePub gratuitamente<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/epigramas-criticos-stefania-chiarelli-2\/\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>CLICANDO AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rec\u00e9m lan\u00e7ado\u00a0Epigramas cr\u00edticos, de Stefania Chiarelli, \u00e9 destaque hoje na Revista Philos. Reproduzimos abaixo o texto da revista, \u00e0 qual agradecemos a acolhida. Stefania Chiarelli \u2014Epigramas cr\u00edticos Na introdu\u00e7\u00e3o ao romance Mrs Dalloway, em 1928, Virginia Woolf afirmou que um cr\u00edtico \u00e9 um \u201cleitor que p\u00f4s de lado sua inoc\u00eancia\u201d. 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