{"id":18715,"date":"2025-03-26T19:39:51","date_gmt":"2025-03-26T19:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=18715"},"modified":"2025-05-14T14:07:23","modified_gmt":"2025-05-14T14:07:23","slug":"os-varios-paulos-da-cronografia-paulo-freire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/os-varios-paulos-da-cronografia-paulo-freire\/","title":{"rendered":"Os v\u00e1rios Paulos de &#8220;Paulo Freire: Cronografia\u201d"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 v\u00e1rios Paulos em Paulo Freire, e \u00e9 preciso reinvent\u00e1-lo em nossos dias \u2013 o que Nima Spigolon realiza em seu novo livro. As tr\u00eas afirma\u00e7\u00f5es est\u00e3o no pref\u00e1cio do Prof. Afonso Celso Scocuglia ao livro <em><strong>Paulo Freire: Cronografia<\/strong><\/em>, de Nima Spigolon, que est\u00e1 em pr\u00e9-venda at\u00e9 5 de maio de 2025.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para adquirir o livro com<\/strong><br \/>\n<strong>desconto na pr\u00e9-venda<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/shop\/\"><strong>CLIQUE AQUI!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Confira abaixo, em primeira m\u00e3o, o pref\u00e1cio do livro.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">Os v\u00e1rios Paulos Freire<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> Afonso Celso Scocuglia *<\/strong><\/p>\n<p>Concordo com a premissa de que um(a) grande pensador(a) precisa ser datado(a). Como entender <i>A Ideologia Alem\u00e3 <\/i>e <i>O Capital<\/i>, obras de momentos diferentes de Karl Marx, primeiro com Engels e depois solo, sem dat\u00e1-las? Como entender Hanna Arendt sem localiz\u00e1-la no seu tempo hist\u00f3rico? Como compreender Guimar\u00e3es Rosa sem localizar suas veredas hist\u00f3ricas? Ou a poesia\/m\u00fasica de Caetano Veloso, antes e depois do exilio, ou mesmo nos nossos dias? Ou, ainda, os escritos de Clarice Lispector no seu tempo determinado? Mesmo o fato de serem considerados atemporais, pela atualidade das suas ideias, suas compreens\u00f5es n\u00e3o prescindem do acompanhamento de suas trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Assim, indicar as datas das trajet\u00f3rias de Paulo Freire e Elza Freire tem uma import\u00e2ncia e um significado \u00edmpares, especialmente, porque vida e obra em ambos s\u00e3o insepar\u00e1veis. Depois da pesquisa de Nima Spigolon\u00a0e as respectivas publica\u00e7\u00f5es de <i>Elza Freire e Paulo Freire: por uma pedagogia da conviv\u00eancia <\/i>(2022) e <i>Elza Freire e Paulo Freire: n<\/i><i>oites de ex\u00edlio \u2013 dias de utopia <\/i>(2023), tal indica\u00e7\u00e3o ficou ainda mais evidente e definitiva para compreender as propostas e os conceitos que tornaram Paulo Freire um dos gigantes da educa\u00e7\u00e3o e da pedagogia contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p>Inclusive por meio de sua presen\u00e7a internacional cada vez mais destacada, pela cont\u00ednua exposi\u00e7\u00e3o mundial de <i>Pedagogia do Oprimido <\/i>(1968) e outros livros que o colocaram entre os pensadores mais referenciados (em l\u00edngua inglesa) de todas as ci\u00eancias sociais, humanas e da educa\u00e7\u00e3o do mundo na atualidade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, a meu ver, por um fato ainda a ser melhor notado: quando o Relat\u00f3rio Jacques Delors (UNESCO, 2000), produto da reuni\u00e3o de pensadores e especialistas das Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o de todo o mundo, colocou a \u201caprendizagem e a educa\u00e7\u00e3o ao longo da vida\u201d como principal tem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XXI se inspirou evidentemente em Freire. Ou seja, a defesa feita por Freire da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, mas, tamb\u00e9m dos jovens e adultos, desde os anos 1940\/1950 at\u00e9 o tempo presente, ganhou ainda mais relev\u00e2ncia e atualidade com o Relat\u00f3rio da UNESCO sobre as prospectivas educacionais da contemporaneidade. E, repetindo Spigolon, n\u00e3o teria sido realizada sem Elza Freire na conturbada segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Por outro lado, necess\u00e1rio repetir que a obra de Freire \u00e9 datada e percorre v\u00e1rias etapas [ver nosso livro <i>A hist\u00f3ria das ideias de Paulo Freire e a atual crise de paradigmas<\/i>. Editora da UFPB, 2019, 7a. edi\u00e7\u00e3o (dispon\u00edvel em e-book)], especialmente entre 1947 e 1997. Podemos dizer que existem \u201cv\u00e1rios Paulo Freire\u201d. Sem esquecer que essas etapas s\u00e3o entrela\u00e7adas e amalgamadas e que a necessidade de entendermos os eixos centrais da pr\u00e1tica-te\u00f3rica do pensador brasileiro imp\u00f5e a imperiosa tarefa de compreend\u00ea-lo na totalidade dos seus escritos nos 50 anos acima datados.<\/p>\n<p>F\u00e1cil perceber que o trabalho sequenciado \u00e0 frente da educa\u00e7\u00e3o do SESI de Pernambuco \/ Brasil, durante uma d\u00e9cada a partir de 1947, depois na Universidade do Recife e, l\u00e1 mesmo, no Servi\u00e7o da Extens\u00e3o Cultural (SEC-UR), al\u00e9m da coordena\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Alfabetiza\u00e7\u00e3o do Governo Goulart (1963-1964), formam o Paulo Freire do Recife, de Pernambuco e do Brasil durante 17 anos (1947-1964). E v\u00e3o desembocar no golpe civil-militar de abril de 1964 cujos executores o processaram (em dois Inqu\u00e9ritos Policiais Militares \u2013 IPM) e o prenderam por quase 80 dias. Nos dias de pris\u00e3o n\u00e3o faltaram a feijoada e a presen\u00e7a altiva de Elza Freire, al\u00e9m dos muros do quartel, mas sempre perto.<\/p>\n<p>Tempos tensos de medo crescente at\u00e9 sua sa\u00edda para o ex\u00edlio, depois de ser amea\u00e7ado de morte. Foram 16 anos sem Brasil, para um tel\u00farico como Freire. S\u00f3 retorna com a Anistia de 1979\/80. No ex\u00edlio chileno escreve duas das suas obras mais importantes: <i>Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade <\/i>(1965) e <i>Pedagogia do Oprimido <\/i>(1968). Depois trabalha por quase um ano na Universidade Harvard (Estados Unidos). Segue o per\u00edodo mais importante do seu ex\u00edlio no trabalho educativo no Conselho Mundial de Igrejas (Genebra) durante a d\u00e9cada de 1970 e, de l\u00e1, as contribui\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses africanos de l\u00edngua portuguesa rec\u00e9m-descolonizados &#8211; descritas em <i>Cartas a Guin\u00e9 Bissau <\/i>(1980).<\/p>\n<p>Na volta para o Brasil nos anos 1980 vai lecionar na PUC-SP e na Unicamp, torna-se Secret\u00e1rio Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (1989-1991), assessora os contextos educativos geridos pelos movimentos sociais, ajuda a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e segue trabalhando. Reconhecido mundialmente e agraciado com v\u00e1rios Doutor Honoris Causa. Andarilha pelo Brasil e pelo exterior, escreve abundantemente (sempre o fez) e falece quase no final do s\u00e9culo XX aos 75 anos. Deixa muitos escritos in\u00e9ditos, atualmente publicados sob coordena\u00e7\u00e3o de Ana Maria Freire.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Esta trajet\u00f3ria foi composta de muitas estadias\/lugares\/equipes diferentes: Recife\/Brasil, Santiago do Chile, Estados Unidos, Genebra, \u00c1frica, retorno a S\u00e3o Paulo \/ Brasil na derrocada da ditadura que o havia exilado. Muitos grupos de trabalhos, confer\u00eancias, escritos dial\u00f3gicos, interven\u00e7\u00f5es, gest\u00f5es&#8230; marcaram essa trajet\u00f3ria. Deixando evidente que, pelo fato de sempre focar e ser erigida por pr\u00e1ticas diferentes, \u00e9 que sua teoria foi mudando, sendo constru\u00edda e reconstru\u00edda ao longo do seu tempo hist\u00f3rico.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18716 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-300x234.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-300x234.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-768x600.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-15x12.jpg 15w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-700x547.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27-400x313.jpg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-23-03-2025-as-16.27.jpg 879w\" sizes=\"auto, (max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/>Nima Spigolon nos mostra que grande parte dessa constru\u00e7\u00e3o\/reconstru\u00e7\u00e3o teve Elza Freire como sua primeira leitora\/revisora e principal timoneira da cotidianidade da fam\u00edlia Freire, portanto, essencial para que a obra escrita do educador brasileiro pudesse emergir.<\/p>\n<p>Para evidenciar tal constru\u00e7\u00e3o sequencial e reconstrutiva basta observarmos as palavras de Freire em alguns momentos de <i>Pedagogia da Esperan\u00e7a: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido<\/i>. Ele diz, por exemplo, que para chegar \u00e0 <i>Pedagogia do Oprimido <\/i>foi essencial passar pelo SESI-PE (1947-1957), pela escrita da tese <i>Educa\u00e7\u00e3o e Atualidade Brasileira <\/i>(para concurso na Universidade do Recife, 1959), por <i>Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da Liberdade <\/i>(1965) at\u00e9 produzir (como sequ\u00eancia dos trabalhos citados) o seu livro mais lido, traduzido e referenciado mundialmente (terminado em 1968, publicado em 1970, hoje na 87\u00aa. edi\u00e7\u00e3o brasileira).<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>E por que o autor de <i>Pedagogia da Esperan\u00e7a <\/i>(de 1992) quer o reencontro com a <i>Pedagogia do Oprimido <\/i>(de 1968), expl\u00edcito no pr\u00f3prio subt\u00edtulo do livro escrito depois de quase 25 anos? Resposta simples: para rever conceitos, categorias e propostas e atualiz\u00e1-las, al\u00e9m de fazer autocr\u00edticas! E, inclusive, deste prisma, chamar aten\u00e7\u00e3o para as tem\u00e1ticas da \u201cp\u00f3s-modernidade progressista\u201d como faz nos anos 1990. Mais uma vez torna-se evidente a necessidade de compreender a sua obra na totalidade e, n\u00e3o, em partes estanques. Claro que, neste caminho, necessitamos dat\u00e1-las para compreend\u00ea-las. Precisamos de uma Cronografia.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos marcar aqui v\u00e1rios outros acontecimentos hist\u00f3ricos para justificar a necessidade de construir uma cronografia.<\/p>\n<p>Reitero: n\u00e3o conseguimos entender Paulo Freire sem acompanhar sua trajet\u00f3ria hist\u00f3rica, suas v\u00e1rias etapas diferentes, como homem do seu tempo e marcado pela hist\u00f3ria tantas vezes reconstru\u00edda no Brasil e no exterior. Pelo mesmo fato, n\u00e3o compreendemos seu legado sem entend\u00ea-lo como express\u00e3o dos v\u00e1rios coletivos nos quais trabalhou. Paulo Freire nunca falou sozinho. Sempre falou como parte de uma equipe, de um projeto, de uma institui\u00e7\u00e3o ou de um movimento social.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Seu discurso polif\u00f4nico \u00e9 produto de trabalhos sempre coletivos\/dial\u00f3gicos a come\u00e7ar com Elza Freire, no SEC-UR, na reforma agr\u00e1ria no Chile, em Havard, no Conselho Mundial de Igrejas (com o IDAC e pa\u00edses africanos) ou, ainda, na Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (com uma equipe formada por educadores\/as de diversas origens acad\u00eamicas). Freire nunca esteve sozinho. Segundo Carlos Rodrigues Brand\u00e3o, ele \u201cn\u00e3o sabia trabalhar sozinho\u201d. Portanto, dat\u00e1-lo tamb\u00e9m significa datar as contribui\u00e7\u00f5es de tantas pr\u00e1ticas e di\u00e1logos te\u00f3ricos efetivados com as pessoas e os grupos com quais trabalhou em diversos contextos.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rio repetir que com Freire estamos diante de uma obra sequencial, plural, permanentemente reconstru\u00edda pelos olhos das pr\u00e1ticas educativas e cujos eixos centrais nos guiam pelos caminhos nunca lineares da sua pr\u00f3pria exist\u00eancia enquanto intelectual engajado e progressista. A supera\u00e7\u00e3o de problemas e os respectivos avan\u00e7os, assim como a dissemina\u00e7\u00e3o das ideias freirianas mundo afora, por exemplo, guardam rela\u00e7\u00e3o direta com os contextos hist\u00f3ricos vivenciados pela sua fam\u00edlia no Brasil pr\u00e9-1964, no Chile, nos Estados Unidos, em Genebra e, depois, na volta para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Seu legado continua a impactar a educa\u00e7\u00e3o em dezenas de pa\u00edses neste primeiro quarto do s\u00e9culo XXI e, certamente, continuar\u00e1 no futuro. A imensa profus\u00e3o de <i>lives<\/i>, dossi\u00eas, livros, artigos, semin\u00e1rios e debates ocorridos recentemente no centen\u00e1rio do seu nascimento (1921-2021) constitui prova inconteste da pot\u00eancia do seu legado.<\/p>\n<p>Por tudo isso, e pelo breve exposto aqui realizado, esta cronografia (descri\u00e7\u00e3o dos tempos pela hist\u00f3ria dos fatos neles acontecidos) torna-se essencial. E, neste sentido, o trabalho de Nima Spigolon \u00e9 fundamental, sobretudo pelo acompanhamento hist\u00f3rico da parceria amorosa \/ educativa entre Elza Freire e Paulo Freire. Contribui, ainda mais, para o brilhantismo dos livros antes citados e da sua autora o pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico de 2024.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A rigor, a trilogia constru\u00edda por Nima Spigolon responde a uma solicita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Freire no sentido de reinvent\u00e1-lo. Uma das vertentes dessa reinven\u00e7\u00e3o, agora amplamente reconstru\u00edda pela autora, passa pelas m\u00e3os educadoras de Elza Freire \u2013 sem as quais Paulo Freire n\u00e3o seria o mesmo e n\u00e3o ter\u00edamos o privil\u00e9gio contempor\u00e2neo de conhecer as suas vidas e as suas obras insepar\u00e1veis.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Ademais, a conviv\u00eancia amorosa de Elza Freire e Paulo Freire, na vida e no trabalho, nas noites de ex\u00edlio e nos dias de utopia, nunca ser\u00e1 vista da mesma maneira depois das pesquisas de Nima Spigolon.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Afonso Celso Scocuglia<\/strong><br \/>\nProfessor Titular da Universidade<span class=\"Apple-converted-space\"><br \/>\n<\/span>Federal da Para\u00edba (UFPB)<span class=\"Apple-converted-space\"><br \/>\n<\/span>Jo\u00e3o Pessoa, Outubro de 2024.<\/p>\n<p>Na imagem: O casal Elza Freire e Paulo, por Claudius Ceccon, Rio de Janeiro, Brasil, abril, 2014. Fonte: Acervo de Nima SPIGOLON (publicado em sua tese, 2014, e no livro\u00a0<em><strong>Elza Freire e Paulo Freire: noites de ex\u00edlio, dias de utopia\u00a0<\/strong><\/em>(Pangeia, 2023).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para adquirir o livro com<\/strong><br \/>\n<strong>desconto na pr\u00e9-venda<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/shop\/\"><strong>CLIQUE AQUI!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 v\u00e1rios Paulos em Paulo Freire, e \u00e9 preciso reinvent\u00e1-lo em nossos dias \u2013 o que Nima Spigolon realiza em seu novo livro. As tr\u00eas afirma\u00e7\u00f5es est\u00e3o no pref\u00e1cio do Prof. Afonso Celso Scocuglia ao livro Paulo Freire: Cronografia, de Nima Spigolon, que est\u00e1 em pr\u00e9-venda at\u00e9 5 de maio de 2025. 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