{"id":14277,"date":"2023-12-25T21:23:06","date_gmt":"2023-12-25T21:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=14277"},"modified":"2025-04-11T12:02:10","modified_gmt":"2025-04-11T12:02:10","slug":"a-arte-de-escrever-24-os-haicais-sequenciais-de-jose-lira-e-a-proposta-dos-haikais-encadeados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-24-os-haicais-sequenciais-de-jose-lira-e-a-proposta-dos-haikais-encadeados\/","title":{"rendered":"A ARTE DE ESCREVER 24 \u2013 OS HAICAIS SEQUENCIAIS DE JOS\u00c9 LIRA E A PROPOSTA DOS HAIKAIS ENCADEADOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">No A ARTE DE ESCREVER 14, de 26 de junho de 2020, eu propunha, em forma de pergunta: \u201cVamos reinventar o soneto?\u201d, a partir da seguinte considera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tratamos hoje da forma can\u00f4nica soneto, que h\u00e1 oitocentos anos est\u00e1 entre as mais utilizadas pelos poetas. Nosso desafio \u00e9 compreend\u00ea-la e apreend\u00ea-la para reinvent\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para a f\u00f3rma e a f\u00f4rma do haikai, cujas ra\u00edzes temporais tamb\u00e9m se aproximam do mil\u00eanio, nosso espa\u00e7o de reinven\u00e7\u00e3o parece mais estrito, mas ainda assim cada <em>haijin<\/em> o reinventa a cada novo poema, em di\u00e1logo com a tradi\u00e7\u00e3o. Vamos apresentar, nessa aula, duas propostas de inova\u00e7\u00e3o a partir do haikai.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 ao ser incorporado \u00e0 literatura brasileira, entre as primeiras reflex\u00f5es sobre o g\u00eanero, Guilherme de Almeida prop\u00f4s um esquema de rimas de relativa complexidade em a \/ b &#8230; b \/ a, com o primeiro e o terceiro versos rimando entre si e com uma rima interna no segundo verso (a segunda s\u00edlaba rimando com a s\u00e9tima s\u00edlaba). Ademais, acrescentou t\u00edtulo a cada poema, o que nunca houve (que seja do meu conhecimento) no universo sino-nip\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eis dois exemplos \u201cguilherminos\u201d:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">INF\u00c2NCIA<br \/>\nUm gosto de amora<br \/>\ncomida com sol. A vida<br \/>\nchamava-se &#8220;Agora&#8221;.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">O HAICAI<br \/>\nLava, escorre, agita<br \/>\na areia. E enfim, na bat\u00e9ia,<br \/>\nfica uma pepita.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O t\u00edtulo \u00e9 uma \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d que limita e empobrece e o esquema de rimas instaura uma camisa de for\u00e7a (o ritmo e a harmonia sonora em japon\u00eas n\u00e3o se estabelecem com rimas). O esquema com versos de 5 \/ 7 \/ 5 emula os 17 sons do padr\u00e3o nip\u00f4nico cl\u00e1ssico. No entanto, a pontua\u00e7\u00e3o, os <em>enjambements<\/em>, as mai\u00fasculas, as rimas, criam aporias para a fluidez e simplicidade que s\u00e3o naturais e congeniais ao haikai.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O consenso da contagem sil\u00e1bica ao modo padr\u00e3o da l\u00edngua portuguesa em 5 \/ 7 \/ 5 s\u00edlabas correspondendo aos 5 \/ 7 \/ 5 \u201csons\u201d da l\u00edngua japonesa n\u00e3o se estabelecem propriamente sobre elementos lingu\u00edsticos equivalentes. Jos\u00e9 Lira, envolvido com o haikai das mais diversas formas (poeta, cr\u00edtico, estudioso e tradutor), prop\u00f5e o esquema com 4 \/ 6 \/ 4 s\u00edlabas, considerando-a mais pr\u00f3xima dos sons do haikai nip\u00f4nico. Ali\u00e1s, ele utiliza a forma haicai, e assim est\u00e1 no VOLP \u2013 Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Prefiro haikai, mas essa \u00e9 uma discuss\u00e3o para outro momento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para tratar da contagem de sons e s\u00edlabas, vejamos o haicai mais famoso de todos os tempos:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14278\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-25-12-2023-as-13.35-245x300.jpg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-25-12-2023-as-13.35-245x300.jpg 245w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-25-12-2023-as-13.35.jpg 322w\" sizes=\"auto, (max-width: 278px) 100vw, 278px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">furu ike ya<br \/>\nkawazu tobikomu<br \/>\nmizu no oto<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">Bash\u00f4, 1681-82, primavera<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">Tradu\u00e7\u00e3o literal:<br \/>\nlagoa antiga \/ sapo pulando \/ som da \u00e1gua<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">O velho tanque \u2013<br \/>\nUma r\u00e3 mergulha,<br \/>\nbarulho de \u00e1gua<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">(Bash\u00f4, em tradu\u00e7\u00e3o de<br \/>\nPaulo Franchetti)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o poema de n\u00ba 152 no livro <strong><em>Bash\u00f4 \u2013 The Complete Haiku<\/em><\/strong> (1\u00aa ed., 2008), de Jane Reichhold, e o poema n\u00ba 136 de <strong><em>O eremita viajante [haikus \u2013 obra completa]<\/em><\/strong>, a tradu\u00e7\u00e3o de Joaquim M. Palma publicada em 2016 por Ass\u00edrio &amp; Alvim em Portugal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os versos se distribuem na vertical, com quatro ideogramas no primeiro, quatro no segundo e tr\u00eas no terceiro. Mas o que importa s\u00e3o os sons \u2013 e os ideogramas n\u00e3o s\u00e3o fon\u00e9ticos, representam \u201cideias\u201d. Antes da tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, est\u00e1 a translitera\u00e7\u00e3o dos ideogramas em romaji (alfabeto latino). E a\u00ed vemos claramente os versos com 5 \/ 7 \/ 5 sons (ou \u201cmora\u201d).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-14222 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-4-1-114x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"766\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-4-1-114x300.jpeg 114w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-4-1-152x400.jpeg 152w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-4-1.jpeg 247w\" sizes=\"auto, (max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/>A escolha lexical de Bash\u00f4, segundo relatos, se d\u00e1 por crit\u00e9rio da simplicidade e do verdadeiro. O ritmo \u00e9 tern\u00e1rio (no primeiro verso; em cada palavra do segundo verso; no terceiro verso), com paralelismo entre os dois versos de cinco sons e at\u00e9 entre as duas palavras do septiss\u00edlabo, uma com tr\u00eas sons e a outra com quatro sons. N\u00e3o h\u00e1 rimas nem alitera\u00e7\u00f5es nem asson\u00e2ncias; h\u00e1 um som marcante, o \u201cu\u201d t\u00f4nico em quatro das oito palavras do poema.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Temos duas \u201cfrases: o primeiro verso \u00e9 uma frase nominal, com o \u201cya\u201d marcando um kireji, ou corte. Em portugu\u00eas, utilizamos quase sempre um travess\u00e3o no final do verso para determinar a suspens\u00e3o l\u00f3gico-sem\u00e2ntica do kireji. A segunda frase se apresenta em dois segmentos, marcados na tradu\u00e7\u00e3o por v\u00edrgula \u2013 e justap\u00f5e o mergulho (ou o salto) da r\u00e3 (do sapo) com o som da \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O velho tanque indicia o eterno, o permanente, o at\u00e1vico, a ancestralidade, que se contrap\u00f5em ao ef\u00eamero, ao passageiro, ao transit\u00f3rio, ao que perece, que \u00e9 o animal que salta \u2013 para em seguida desaparecer no mergulho. H\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o sensorial do visual (o tanque) para o auditivo, o rumor da r\u00e3 na grama, no salto e no mergulho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se os sons da vers\u00e3o em romaji formam 5 \/ 7 \/ 5, os ideogramas s\u00e3o 4 \/ 4 \/ 3; por outro lado, o \u201cya\u201d \u00e9 um som sem peso sem\u00e2ntico verbal, sendo antes um sinal, um \u201cmora\u201d de pausa, de suspens\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel, pois, concordar com Jos\u00e9 Lira, de que o haikai deve ser, em l\u00edngua portuguesa, vazado em 4 \/ 6 \/ 4 \u2013 e n\u00e3o seria despropositado faz\u00ea-lo eventualmente em 3 \/ 5 \/ 3, embora seja por completo sem prop\u00f3sito imagin\u00e1-lo, sem inteiramente o descaracterizar, em 6 \/ 8 \/ 6.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dito isso, a forma que mais corriqueira, em 5 \/ 7 \/ 5, parece ser a que melhor se adaptou \u00e0 nossa l\u00edngua (n\u00e3o por acaso, as redondilhas constituem a base de nossa poesia de extra\u00e7\u00e3o popular, muito embora sua utiliza\u00e7\u00e3o no haikai tenha outro <em>ethos<\/em>, bem diverso). Seja como for, tais varia\u00e7\u00f5es a\u00ed ficam, e cada <em>haijin<\/em> de l\u00edngua portuguesa que se valha daquela que for a mais expressiva para cada haikai que escrever, conhecendo e dominando os aparatos de escans\u00e3o e de versifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O mesmo Jos\u00e9 Lira apresenta uma inova\u00e7\u00e3o do maior interesse, no seu livro <strong><em>Haicais sequenciais<\/em><\/strong> (2020). Iniciemos com sua defini\u00e7\u00e3o de haikai (utilizarei essa forma, exceto em cita\u00e7\u00f5es):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\">O haicai trata de sensa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es e tem regras r\u00edgidas e estritas de composi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um g\u00eanero liter\u00e1rio diferente \u2013 quase poesia e quase prosa \u2013 que se volta para a natureza e para o mundo em redor como um ato de percep\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de reflex\u00e3o. (Lira, 2020, \u00faltima capa).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na orelha, define-se que o \u201c<em>haiku<\/em>\u201d se comp\u00f5e \u201cde certos fragmentos textuais que brotam da experi\u00eancia sensorial imediata e n\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o ou da fantasia\u201d (Lira, 2020, 1\u00aa. orelha).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A proposta de &#8220;haicai sequencial&#8221; \u00e9 apresentada na \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d do livro (anote-se: \u00e9 um livro de poemas, a introdu\u00e7\u00e3o ocupa somente quatro das suas 231 p\u00e1ginas). Os &#8220;haicais sequenciais\u201d v\u00eam a ser<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tr\u00eas haicais em s\u00e9rie feitos todos no mesmo momento e com o mesmo tema, girando em torno de um mesmo termo de esta\u00e7\u00e3o ou de um mesmo agente ou de uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, ou seja, uma experi\u00eancia sequencial transformada em tr\u00eas haicais. (Lira, 2020, p. 7).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao final do texto, ap\u00f3s defender os princ\u00edpios construtivos formais do \u201chaicai\u201d, Jos\u00e9 Lira afirma que \u201c[o] que diferencia o haicai da poesia l\u00edrica \u00e9 justamente a avers\u00e3o \u00e0 fren\u00e9tica busca de recursos estil\u00edsticos \u2018inovadores\u2019 para enfeitar o discurso\u201d (Lira, 2020, p. 10). Por \u00f3bvio, sendo proposta estrutural, que se refere a colocar em sequ\u00eancia tr\u00eas haikais, os \u201chaicais sequenciais\u201d se constituem inova\u00e7\u00e3o (e Lira reconhece tal aspecto no primeiro par\u00e1grafo do texto) e inova\u00e7\u00e3o que deve ser celebrada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em livro de 2019, <strong><em>A paisagem l\u00e1 fora: viagens haica\u00edstas<\/em><\/strong>, ali\u00e1s, Jos\u00e9 Lira j\u00e1 abordara o tema: no cap\u00edtulo \u201cHoje <strong>outra vez<\/strong>\u201d(p. 123) traz tr\u00eas \u201chaicais\u201d com o mote da \u201csegunda-feira\u201d; e no \u00faltimo cap\u00edtulo (P. <strong>S<\/strong>., p. 191) completa-se o racioc\u00ednio com o argumento de que as sequ\u00eancias de tr\u00eas haicais \u201cpodem, ao mesmo tempo, ser vistos como textos distintos ou como estrofes componentes de um s\u00f3 poema, se assim se pode dizer, pois, em \u00faltima an\u00e1lise \u2018contam uma hist\u00f3ria\u2019 quando lidos em conjunto\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O livro <strong><em>Haicais sequenciais<\/em><\/strong> re\u00fane, numeradas, 180 tr\u00edades, das quais as de n\u00famero 96 a 100 s\u00e3o tradu\u00e7\u00f5es de Bash\u00f4, Buson, Issa, Taigu Ryokan e Massaoka Shiki. Tomemos os tr\u00eas hokku de Bash\u00f4: o primeiro, <em>kono michi ya \/ yuku hito nashi ni \/ aki no kure<\/em>, poema de n\u00ba 1006 em Reichhold, \u00e9 de 1694; o segundo, kareeda<em> ni \/ karasu no tomari keri \/ aki no kure<\/em>, poema n\u00ba 120, \u00a0\u00e9 do outono de 1680; e o terceiro, <em>shini mo senu \/ tabine no hate yo \/ aki no kure<\/em>, poema n\u00ba 213, \u00e9 do outono de 1984.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As datas nos mostram que, havendo algum ponto em comum entre os poemas (no caso, os kigo \u2013 a palavra identificadora da esta\u00e7\u00e3o), a montagem da tr\u00edade sequencial pode ser depreendida ou montada <em>a posteriori<\/em>, sem preju\u00edzo para o inovador conceito de Jos\u00e9 Lira.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eis a p\u00e1gina com os poemas de Bash\u00f4 (Lira, 2020, p. 106):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14286\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-194x300.png\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"926\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-194x300.png 194w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-258x400.png 258w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem-452x700.png 452w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por nosso lado, eis nossa proposta de <strong>haikais encadeados<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\">Trata-se de construir, com uma sequ\u00eancia de haikais (sim, utilizamos no plural, ao modo da l\u00edngua portuguesa), uma pequena narrativa, com enredo, ficcional ou biogr\u00e1fico, encimado por um t\u00edtulo, a exemplo dos contos de fada, dos contos liter\u00e1rios, dos poemas, l\u00edricos ou \u00e9picos; a f\u00f3rma do haikai est\u00e1 a servi\u00e7o da imagina\u00e7\u00e3o, da fantasia, do enredo, da fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eis um exemplo:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Haikais Encadeados<br \/>\n<\/strong>F\u00c1BULA DA LUA CRESCENTE<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\u4e09\u65e5\u6708\u306e\u5bd3\u8a71<br \/>\nMikadzuki no g\u016bwa<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\u2014 Por que ri de mim?,<br \/>\npergunta o homem \u00e0 lua.<br \/>\nE o caco no c\u00e9u<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">responde entre nuvens:<br \/>\n\u2014 \u00c9s um cad\u00e1ver adiado<br \/>\nque infausto procria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">O vil se amesquinha,<br \/>\nse incomoda, mas insiste:<br \/>\n\u2014 Por que ri de mim?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">O riso no c\u00e9u<br \/>\nse abre inda mais entre as nuvens<br \/>\ne sibila, ins\u00e3:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\u2014 Levas, morro acima,<br \/>\npedra que cai, sem descanso,<br \/>\ndia e noite sem fim.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">As nimbus cinzentas<br \/>\navan\u00e7am rumo \u00e0 lua;<br \/>\ne o homem retruca:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\u2014 Essa \u00e9 minha sina,<br \/>\nmeu acre, cruel destino, enfim,<br \/>\nmeu ai, triste de mim!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">Que ira!, a nuvem-chumbo<br \/>\nbloqueia o riso da lua,<br \/>\nas eras, as quedas \u2014<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">a tempestade troveja,<br \/>\ndesaba em rios e em cidades,<br \/>\nem homens e pedras.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">haikais encadeados<br \/>\n(c) Rauer 2023<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>O mesmo poema em cards:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14292 aligncenter\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-300x300.png\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua1.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14291\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-300x300.png\" alt=\"\" width=\"494\" height=\"494\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua2.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14290\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-300x300.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua3.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14289\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-300x300.png\" alt=\"\" width=\"505\" height=\"505\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua4.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14288\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-300x300.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua5.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14287\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-300x300.png\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-300x300.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-150x150.png 150w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-768x768.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-400x400.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-700x700.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-100x100.png 100w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6-50x50.png 50w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lua6.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>E a\u00ed, vamos inventar haikais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">Para publicar seus haikais, seus tankas, seus rengas, seus senryus, seus haibuns, confira a proposta que consta nas tr\u00eas primeiras publica\u00e7\u00f5es, fixadas no perfil no Instagram @haikai.brasil. Tendo d\u00favidas, escreva para<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><a href=\"mailto:hb.haikai.brasil@gmail.com\">hb.haikai.brasil@gmail.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14298\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Basho_estatua.jpeg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"481\" \/><br \/>\n<em>Bash\u00f4<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\u2014 o \u2014<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">Quer dialogar?<br \/>\n<strong>Escreva-me:<\/strong><br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"mailto:rauer.rodrigues@ufms.br\">rauer.rodrigues@ufms.br\u00a0<\/a>&gt;.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><strong>Rauer Ribeiro Rodrigues<\/strong><br \/>\nProfessor; escritor; em travessia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A ARTE DE ESCREVER<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Informa\u00e7\u00e3o importante<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Prof. Rauer ministrou, em diversos semestres, de 2008 a 2023, no PPG-Letras Mestrado e Doutorado em Estudos Liter\u00e1rios do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas da UFMS, a disciplina\u00a0<strong>Oficinas de\u00a0Escrita Criativa<\/strong>;<br \/>\na pedido da Pangeia Editorial, alguns dos textos que serviram de diretrizes para as aulas, aqui comentados e ampliados, vem sendo publicados no\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong><\/a>;<br \/>\no professor, eventualmente, acolhe e aqui publica estudos realizados por alunos do Curso.<br \/>\nAl\u00e9m dos textos que ent\u00e3o utilizou, inclusive alguns com os quais trabalhou na gradua\u00e7\u00e3o, o professor vem incluindo outros, escritos especificamente para o\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong><\/a>, ampliando o escopo das aulas para um p\u00fablico al\u00e9m dos estudantes universit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Leia todas as \u201caulas\u201d!!!<\/strong><strong><br \/>\nVale a pena acompanhar!!!<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>Joakin Sereno<\/em><br \/>\n<em><strong>Editor-Executivo<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Pangeia Editorial<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">Para ler mais sobre Haikai e<br \/>\noutras formas po\u00e9ticas<br \/>\norientais:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=Haikai\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>CLIQUE AQUI!!!<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><em>Siga no instagram as nossas novidades:<br \/>\n<\/em><em>@pangeiaeditora<br \/>\n@_rauer<br \/>\n@haikai.brasil<br \/>\n@edicoes.sarue<br \/>\n@edicoes.dionysius<br \/>\n@eu.professor.pangeia<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><em>no Tik Tok:<br \/>\n@pangeia.editorial<br \/>\n@_rauer<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>AULAS ANTERIORES DA S\u00c9RIE\u00a0<em>A ARTE DE ESCREVER<\/em>:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">(Clique nas palavras com link para ir para a aula)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/como-publicar-seu-livro\/\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Como publicar seu livro<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\"><strong>Aula 1\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Oito li\u00e7\u00f5es de Isaac Babel<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-2-os-segredos-da-ficcao-segundo-raimundo-carrero\/\"><strong>Aula 2\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Segredos da fic\u00e7\u00e3o, por Raimundo Carrero<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-3-evite-verbos-de-pensamento-essa-e-a-dica-de-palahniuk\/\"><strong>Aula 3\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Palahniuk: evite verbos de pensamento e outras dicas<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-4-dicas-de-15-escritoras\/\"><strong>Aula 4\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Quinze escritoras e as min\u00facias da Arte de Escrever<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/\"><strong>Aula 5\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 29 aforismos sobre o microconto<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-6-dicas-ao-escrever-para-criancas-e-para-jovens\/\"><strong>Aula 6\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Para escrever para crian\u00e7as e jovens<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-7-o-haikai-sintese-concisao-e-expressividade\/\"><strong>Aula 7\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 S\u00edntese e concis\u00e3o na escrita do haikai<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-8-hemingway-33-dicas-e-leituras-indicadas-para-um-jovem-escritor\/\"><strong>Aula 8\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 33 dicas de escrita de Hemingway<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-9-tecnica-e-engenho-ao-escrever-para-cinema-e-televisao\/\"><strong>Aula 9\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 T\u00e9cnica e engenho na escrita para tev\u00ea e cinema<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-10-kafka-e-a-arte-de-escrever\/\"><strong>Aula 10\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 A arte de escrever na vis\u00e3o de Franz Kafka<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-11-stephen-king-as-ferramentas-e-outras-dicas-sensacionais-do-livro-on-writing\/\"><strong>Aula 11\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Ferramentas e dicas de Stephen King<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-12-a-concisao-do-infinito-com-antologia-de-microcontos\/\"><strong>Aula 12\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 A concis\u00e3o do infinito, com antologia de microcontos<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-13-as-licoes-de-camus-autor-de-a-peste\/\"><strong>Aula 13\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 As li\u00e7\u00f5es de Camus, autor de \u201cA peste\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-14-vamos-reinventar-o-soneto\/\"><strong>Aula 14\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Vamos reinventar o soneto?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-15-defina-sua-profissao-de-fe-no-ato-de-escrever\/\"><strong>Aula 15\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Defina sua \u201cprofiss\u00e3o de f\u00e9\u201d no ato de escrever<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-16-hemingway-um-mergulho-na-teoria-do-iceberg\/\"><strong>Aula 16\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Ernest Hemingway: um mergulho na \u201cTeoria do\u00a0<em>Iceberg<\/em>\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-17-a-etica-e-a-estetica-do-vampiro\/\"><strong>Aula 17\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 A \u00e9tica e a est\u00e9tica do Vampiro<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-18-a-metalinguagem\/\"><strong>Aula 18\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 A metalinguagem<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-19-uma-metodologia-da-leitura\/\"><strong>Aula 19\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Uma metodologia da leitura<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/microconto-cacos-estilhacos-fotons\/\"><strong>Aula 20\u00a0<\/strong><\/a>\u2013 Microconto: cacos, estilha\u00e7os e f\u00f3tons<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-21-haikai-tanka-renga-senryu\/\">Aula 21<\/a><\/strong>\u00a0\u2013 Haikai, Tanka, Renga, Senryu<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-22-do-conto-ao-nanoconto\/\"><strong>Aula 22<\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Do conto ao nanoconto<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>Aula 23<\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Hokku, Haikai, Haicai, Hai-kai \u2013 a nomenclatura \u00e9 um Senryu<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-24-os-haicais-sequenciais-de-jose-lira-e-a-proposta-dos-haikais-encadeados\"><strong>Aula 24<\/strong><\/a>\u00a0\u2013 Os haicais sequenciais de Jos\u00e9 Lira e a proposta dos haikais encadeados<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><span style=\"color: #993366;\">Links descritivos de todos os artigos da s\u00e9rie<\/span><\/a><br \/>\n<\/strong><span style=\"color: #993300;\"><a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>A ARTE DE ESCREVER \u2013 AQUI!!!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">EDITORA PANGEIA:<br \/>\nCONFIRA PORQUE PUBLICAR NA PANGEIA:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/publique-na-pangeia\/\"><span style=\"color: #993366;\"><strong>AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/h4>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><u><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/sobre\/\">Quem Somos &#8211; Valores<\/a><\/u><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/publique\/\"><u>Or\u00e7amento<\/u><\/a>:<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"mailto:publiqueconosco@editorapangeia.com.br\">publiqueconosco@editorapangeia.com.br<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No A ARTE DE ESCREVER 14, de 26 de junho de 2020, eu propunha, em forma de pergunta: \u201cVamos reinventar o soneto?\u201d, a partir da seguinte considera\u00e7\u00e3o: Tratamos hoje da forma can\u00f4nica soneto, que h\u00e1 oitocentos anos est\u00e1 entre as mais utilizadas pelos poetas. Nosso desafio \u00e9 compreend\u00ea-la e apreend\u00ea-la para reinvent\u00e1-la. 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