{"id":1206,"date":"2019-08-06T17:51:40","date_gmt":"2019-08-06T17:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=1206"},"modified":"2025-04-11T12:07:27","modified_gmt":"2025-04-11T12:07:27","slug":"a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/a-arte-de-escrever-5-29-aforismos-sobre-o-microconto\/","title":{"rendered":"A ARTE DE ESCREVER 5 &#8211; 29 aforismos sobre o microconto"},"content":{"rendered":"<p>O assim chamado microconto t\u00eam-se destacado nos \u00faltimos tempos, no Brasil, como subg\u00eanero da prosa ficcional com imensa divulga\u00e7\u00e3o, centenas de cultores e milhares de publica\u00e7\u00f5es nas m\u00eddias sociais. Disseminado sob a \u00e9gide da virtualidade digital, trata-se, no entanto, de modalidade de express\u00e3o liter\u00e1ria que j\u00e1 era cultivada, em especial entre autores hispano-americanos, desde meados do s\u00e9culo XX. A forma expressiva do microconto, cuja s\u00edntese termina por coalescer com formas expressivas de outros subg\u00eaneros e mesmo com o g\u00eanero l\u00edrico, faz com que, olhando em revis\u00e3o cr\u00edtica para a express\u00e3o po\u00e9tica do modernismo, percebamos que muitos poemas do in\u00edcio do novecentos, e mesmo de \u00e9pocas precedentes, podem ser lidos hoje como microcontos <em>avant la letre<\/em>. A presen\u00e7a massiva de produ\u00e7\u00f5es chamadas de microconto em blogs e em outras plataformas e m\u00eddias da internet n\u00e3o tem tido correspondente interesse de avalia\u00e7\u00e3o te\u00f3rica na universidade brasileira. J\u00e1 nos pa\u00edses de l\u00edngua castelhana das Am\u00e9ricas, nomeada quase sempre como <em>microficci\u00f3n<\/em>, mas tamb\u00e9m recebendo outras denomina\u00e7\u00f5es, h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que procura descrever o subg\u00eanero, verificando sua configura\u00e7\u00e3o e tra\u00e7ando os seus limites. O objetivo deste trabalho \u00e9, por meio de 29 aforismos, principiar um levantamento das caracter\u00edsticas do microconto brasileiro, considerando publica\u00e7\u00f5es assim nomeadas por autores que j\u00e1 tenham alcan\u00e7ado algum reconhecimento cr\u00edtico ou editorial por suas realiza\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>OS AFORISMOS<\/strong><br \/>\n1. O microconto \u00e9 uma casca de ovo, com alguma clara e um pingo de gema que escorreu, boiando na enxurrada escura sob a luz noturna da lua minguante.<br \/>\n2. O microconto j\u00e1 existia em sociedades \u00e1grafas; na sequ\u00eancia, podemos v\u00ea-lo em Tales e em Her\u00e1clito, assim como em Hes\u00edodo e em Safo.<br \/>\n3. O microconto foi praticado em todos os per\u00edodos da humanidade, oculto nas dobras de outros g\u00eaneros e formas.<br \/>\n4. O microconto marca a ascens\u00e3o do mundo digital, eletr\u00f4nico, computacional, intern\u00e9tico, que sepulta \u2014 sem ultrapassar \u2014 o universo das m\u00e1quinas mec\u00e2nicas.<br \/>\n5. O microconto \u00e9 alexandrino por ess\u00eancia, e se vale da ambiguidade do ocaso que \u00e9 aurora.<br \/>\n6. \u00c9 desse microconto, que sepulta o albatroz baudelariano erigindo bytes virtuais, de que falamos.<br \/>\n7. O microconto s\u00f3 se faz \u2014 de modo intenso e completo \u2014 com o esp\u00edrito da virtualidade, mas se presentifica independente do suporte e do <em>media<\/em>.<br \/>\n8. O microconto \u00e9 a fronteira da express\u00e3o liter\u00e1ria, no <em>limes<\/em> entre poesia e prosa, entre \u00e9pica e elipse, entre a rigidez do amor e a sinfonia atonal.<br \/>\n9. O microconto, mesmo aquele que se aproxima do humor mais escrachado, tem algo de soturno.<br \/>\n10. O microconto absorve todas as formas, f\u00f4rmas, g\u00eaneros e modos de express\u00e3o de todas as artes: \u00e9 antropof\u00e1gico e on\u00edvoro.<br \/>\n11. O efeito \u00fanico do microconto \u00e9 como um raio de sol que se refrata em todas as cores do arco-\u00edris.<br \/>\n12. O microconto apresenta tantas men\u00e7\u00f5es intertextuais quantas s\u00e3o as palavras que o comp\u00f5e. Onde se l\u00ea intertexto, leia-se hipertexto.<br \/>\n13. O microconto \u00e9 o n\u00f3 da rede: cada n\u00f3 nunca \u00e9 mais que a fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima de um poss\u00edvel narrativo: o microconto \u00e9 um f\u00f3ton que cont\u00e9m o universo.<br \/>\n14. No microconto, os hipertextos intertextuais que suplementam em acr\u00e9scimo, debate ou derroga\u00e7\u00e3o presentificam-se como a sombra de um eclipse.<br \/>\n15. O microconto \u00e9 sil\u00eancio, alma, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o.<br \/>\n16. O microconto transp\u00f5e barreiras, sendo o pr\u00f3prio <em>limes<\/em>.<br \/>\n17. A hist\u00f3ria submersa do microconto \u00e9 um mergulho em desv\u00e3os pressentidos, por\u00e9m insond\u00e1veis.<br \/>\n18. O microconto realiza todos os g\u00eaneros liter\u00e1rios, todas as formas po\u00e9ticas, todas as estrat\u00e9gias narrativas; o microconto \u00e9 um fractal que convida o leitor para a contradan\u00e7a.<br \/>\n19. N\u00e3o existe microconto de atmosfera ou de enredo: todo microconto persegue um enredo forjando uma atmosfera.<br \/>\n20. O microconto \u00e9 o encontro da poesia com a prosa no balbucio do rec\u00e9m-nascido.<br \/>\n21. No microconto n\u00e3o h\u00e1 uma hist\u00f3ria evidente e uma segunda hist\u00f3ria, secreta \u2014 jamais fragmento, h\u00e1 no microconto o encontro de diversas hist\u00f3rias, ou microconto n\u00e3o h\u00e1.<br \/>\n22. Se a narrativa tem mais que a epifania ap\u00f3s o cl\u00edmax, n\u00e3o \u00e9 um microconto.<br \/>\n23. Se a epifania do microconto fulge, o microconto vira um falso fogo-de-artif\u00edcio.<br \/>\n24. O microconto pode ser um haiku, mas ao contr\u00e1rio do haiku, que morre se recebe um t\u00edtulo, o microconto sem t\u00edtulo fica manco das duas pernas.<br \/>\n25. O microconto pode ser lido em uma \u00fanica risada.<br \/>\n26. O microconto, ainda que encene um dia radioso, de sol escaldante, no meio da tarde, \u00e9 um g\u00eanero noturno.<br \/>\n27. O microconto \u00e9 inapreens\u00edvel. Toda arte \u00e9. A arte, em seu recorte, representa uma totalidade fechada, aut\u00f4noma \u2014 e ox\u00edmora, referencial. O microconto tamb\u00e9m \u00e9 totalidade.<br \/>\n28. O microconto coalesce nos limites da poesia e da narrativa, incorporando e transformando formas simples e sub-g\u00eaneros liter\u00e1rios, formatando-se como um novo g\u00eanero.<br \/>\n29. O microconto \u00e9 a poalha em r\u00e9stia de luz nos escombros de uma casa em ru\u00ednas.<\/p>\n<p><strong>Resumo do texto<\/strong>: Reflex\u00f5es sobre o microconto brasileiro contempor\u00e2neo, em forma de 29 aforismos. De maneira obl\u00edqua, retoma a trajet\u00f3ria do conto moderno, iniciada com Edgar Allan Poe e marcada, em especial, pelas contribui\u00e7\u00f5es de Machado de Assis, Tchekhov, Joyce, Kafka, Virgina Woolf, Mansfield, Borges, Hemingway, Cortazar, Piglia e Luiz Vilela. V\u00ea em passado m\u00edtico e nas hist\u00f3rias orais do per\u00edodo \u00e1grafo rastros do que \u00e9 o microconto dos nossos dias. Deduz liga\u00e7\u00f5es entre a virtualidade dos bytes contempor\u00e2neos e o novo modo de construir as micronarrativas. Insiste na intangibilidade do liter\u00e1rio.<br \/>\n<strong>Palavras-Chave<\/strong>: Conto; Hemingway; Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea; Luiz Vilela; Poe; Tchekhov<\/p>\n<p><strong>ALGUNS MICROCONTOS<\/strong><\/p>\n<p>Tempo. Inesperadamente, inventei uma m\u00e1quina do<br \/>\n<strong>Alan Moore<\/strong><\/p>\n<p>Olha, Pai, eu tentei, mas acho que n\u00e3o deu muito certo n\u00e3o\u2026<br \/>\n<strong>Ant\u00f4nio Prata<\/strong><\/p>\n<p>Um homem, em Monte Carlo, vai ao cassino, ganha um milh\u00e3o, volta para casa, se suicida.<br \/>\n<strong>Anton Tchekhov<\/strong><\/p>\n<p>O DINOSSAURO<br \/>\nQuando acordou o dinossauro ainda estava l\u00e1.<br \/>\n<strong>Augusto Monterroso<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>70 anos, algumas l\u00e1grimas, orelhas peludas.<br \/>\n<strong>Bill Querengesser<\/strong><\/p>\n<p>COTA ZERO<br \/>\nStop<br \/>\na vida parou<br \/>\nou foi o autom\u00f3vel?<br \/>\n<strong>Carlos Drummond de Andrade\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O suicida era t\u00e3o meticuloso que teve que refazer diversas vezes o n\u00f3 da corda para se enforcar.<br \/>\n<strong>Carlos Seabra<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por tr\u00e1s.<br \/>\n<strong>C\u00edntia Moscovich<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Quase uma v\u00edtima da minha fam\u00edlia.<br \/>\n<strong>Chuck Sangster<\/strong><\/p>\n<p>A velha ins\u00f4nia tossiu tr\u00eas da manh\u00e3.<br \/>\n<strong>Dalton Trevisan<\/strong><\/p>\n<p>Conheceu a esposa em sua festa de despedida.<br \/>\n<strong>Eddie Matz<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Vestiu os artefatos, beijou o filho com ternura e saiu pro \u00faltimo trabalho sobre a Terra.<br \/>\n<strong>Edival Louren\u00e7o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Vende-se: sapatinhos de beb\u00ea, nunca usados.<br \/>\n<strong>Ernest Hemingway<\/strong><\/p>\n<p>Uma gaiola saiu \u00e0 procura de um p\u00e1ssaro.<br \/>\n<strong>Franz Kafka<\/strong><\/p>\n<p>2 de agosto: a Alemanha declarou guerra \u00e0 R\u00fassia. Nata\u00e7\u00e3o \u00e0 tarde.<br \/>\n<strong>Franz Kafka<\/strong><\/p>\n<p>Nascido no deserto, ainda com sede.<br \/>\n<strong>Georgene Nunn<\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00ea acredita em mim de qualquer maneira?<br \/>\n<strong>James Frey<\/strong><\/p>\n<p>O homem estava invis\u00edvel, mas ningu\u00e9m percebeu.<br \/>\n<strong>Jos\u00e9 Mar\u00eda Merino<\/strong><\/p>\n<p>A mulher que amei se transformou em fantasma. Eu sou o lugar das apari\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>Juan Jos\u00e9 Arreola<\/strong><\/p>\n<p>Eu escolhi paix\u00e3o. Agora sou pobre.<br \/>\n<strong>Kathleen E. Whitlock<\/strong><\/p>\n<p>CONFISS\u00c3O<br \/>\n\u2500 Fui me confessar ao mar.<br \/>\n\u2500 O que ele disse?<br \/>\n\u2500 Nada.<br \/>\n<strong>Lygia Fagundes Telles<\/strong><\/p>\n<p>AMOR<br \/>\nMaria, quero caber todo em voc\u00ea.<br \/>\n<strong>Manoel de Barros<\/strong><\/p>\n<p>Se Eu n\u00e3o acreditar em Mim, quem vai acreditar?<br \/>\n<strong>Marcelino Freire<\/strong><\/p>\n<p>Morreu<br \/>\n<strong>Marcelo Rota<\/strong><\/p>\n<p>Escrever sobre sexo, aprender sobre o amor.<br \/>\n<strong>Martha Garvey<\/strong><\/p>\n<p>Sem futuro, sem passado. Nada perdeu.<br \/>\n<strong>Matt Brensilver<\/strong><\/p>\n<p>Pegou o chap\u00e9u, embrulhou o sol, ent\u00e3o nunca mais amanheceu.<br \/>\n<strong>Menalton Braff<\/strong><\/p>\n<p>Ouvi um barulho no port\u00e3o, fui ver era a Lua nova.<br \/>\n<strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Assistindo calmamente de cada moldura da porta.<br \/>\n<strong>Nicole Resseguie<\/strong><\/p>\n<p>amor<br \/>\n<em>humor<\/em><br \/>\n<strong>Oswald de Andrade<\/strong><\/p>\n<p>Alzheimer: conhecer novas pessoas todos os dias.<br \/>\n<strong>Phil Skversky<\/strong><\/p>\n<p>amor<br \/>\n<em>dor<\/em><br \/>\n<strong>Rauer<\/strong><\/p>\n<p>EPIT\u00c1FIO<br \/>\nSult\u00e3o, gozei festas, carr\u00f5es, consumo, mulheres mil.<br \/>\nDeixo filhos \u00e0s dezenas, para que acabem logo com o planeta.<br \/>\n<strong>Rauer<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Eu perguntei. Eles responderam. Eu escrevi.<br \/>\n<strong>Sebastian Junger<\/strong><\/p>\n<p>Eu ainda fa\u00e7o caf\u00e9 para dois.<br \/>\n<strong>Zak Nelson<\/strong><br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o microconto:<\/strong><br \/>\nCAMPOS, Luciene Lemos de (Org.). DOSSI\u00ca: O MICROCONTO. <strong><em>Carand\u00e1<\/em><\/strong> &#8211; Revista do Curso de Letras do C\u00e2mpus do Pantanal \u2013 UFMS, Corumb\u00e1, MS, novembro 2011, n. 4, p. 242-327. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/gpluizvilela.blogspot.com\/2012\/02\/caranda-4.html\">http:\/\/gpluizvilela.blogspot.com\/2012\/02\/caranda-4.html<\/a> &gt;, acesso em 05.08.2019. [No Dossi\u00ea, a rela\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias te\u00f3ricas sobre o microconto, presentes a cada artigo, permanece v\u00e1lida].<\/p>\n<p><strong>Rauer Ribeiro Rodrigues<\/strong><br \/>\nProfessor; escritor; em travessia<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o importante<\/strong>:\u00a0O Prof. Rauer ministrou, h\u00e1 alguns anos, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Letras \/ Estudos Liter\u00e1rios do C\u00e2mpus de Tr\u00eas Lagoas da UFMS, um Curso de Escrita Criativa; a nosso pedido, alguns dos textos que serviram de diretriz para as aulas, aqui comentados pelo professor, ser\u00e3o replicados no Blog da Editora Pangeia ao longo das pr\u00f3ximas semanas e meses. Al\u00e9m dos textos que ent\u00e3o utilizou no curso, o professor incluir\u00e1 outros, ampliando o escopo do curso para um p\u00fablico al\u00e9m dos estudantes universit\u00e1rios. N\u00e3o perca! Vale a pena acompanhar. (<strong>R\u00edzio Macedo Rodrigues<\/strong>, Editor, Editora Pangeia).<\/p>\n<p><strong>TEXTOS ANTERIORES DESTA S\u00c9RIE<\/strong><br \/>\nComo publicar seu livro:<br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/como-publicar-seu-livro\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/como-publicar-seu-livro\/<\/a>\u00a0&gt;.<br \/>\nAula 1: \u201cA arte de escrever 1 \u2013 As oito li\u00e7\u00f5es de Isaac Babel\u201d:<br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-1-as-oito-licoes-de-isaac-babel\/<\/a>\u00a0&gt;.<br \/>\nAula 2: \u201cA arte de escrever 2 \u2013 Os segredos da fic\u00e7\u00e3o, segundo Raimundo Carrero\u201d:<br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-2-os-segredos-da-ficcao-segundo-raimundo-carrero\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-2-os-segredos-da-ficcao-segundo-raimundo-carrero\/<\/a> &gt;.<br \/>\nAula 3: \u201cA arte de escrever 3 \u2013 Evite verbos de pensamento\u201d:<br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-3-evite-verbos-de-pensamento-essa-e-a-dica-de-palahniuk\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-3-evite-verbos-de-pensamento-essa-e-a-dica-de-palahniuk\/<\/a> &gt;.<br \/>\nAula 4: \u201cA arte de escrever 4 \u2013 Dicas de 15 escritoras\u201d:<br \/>\n&lt;\u00a0<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-4-dicas-de-15-escritoras\/\">https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-arte-de-escrever-4-dicas-de-15-escritoras\/<\/a>&gt;.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><span style=\"color: #993366;\">Links descritivos de todos os artigos da s\u00e9rie<\/span><\/a><br \/>\n<\/strong><span style=\"color: #993300;\"><a style=\"color: #993300;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=arte+de+escrever\"><strong>A ARTE DE ESCREVER \u2013 AQUI!!!<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">EDITORA PANGEIA:<br \/>\nCONFIRA PORQUE PUBLICAR NA PANGEIA:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/publique-na-pangeia\/\"><span style=\"color: #993366;\"><strong>AQUI !!!<\/strong><\/span><\/a><\/h4>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><u><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/sobre\/\">Quem Somos &#8211; Valores<\/a><\/u><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/publique\/\"><u>Or\u00e7amento<\/u><\/a>:<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"mailto:publiqueconosco@editorapangeia.com.br\">publiqueconosco@editorapangeia.com.br<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O assim chamado microconto t\u00eam-se destacado nos \u00faltimos tempos, no Brasil, como subg\u00eanero da prosa ficcional com imensa divulga\u00e7\u00e3o, centenas de cultores e milhares de publica\u00e7\u00f5es nas m\u00eddias sociais. 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