{"id":11763,"date":"2023-02-07T14:06:10","date_gmt":"2023-02-07T14:06:10","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=11763"},"modified":"2023-05-01T00:23:10","modified_gmt":"2023-05-01T00:23:10","slug":"lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima\/","title":{"rendered":"LAN\u00c7AMOS, EM ABRIL, &#8220;LA\u00c7OS E AVESSOS&#8221;, DE FL\u00c1VIA DE QUEIROZ LIMA"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>La\u00e7os e Avessos<\/em><\/strong>, o quarto livro da poeta carioca-mineira Fl\u00e1via de Queiroz Lima, ser\u00e1 lan\u00e7ado em pr\u00e9-venda em abril, constando no selo Edi\u00e7\u00f5es Dionysius, da Pangeia Editorial. O lan\u00e7amento, em noite festiva, ser\u00e1 no dia 26 de maio na Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Trazemos, abaixo, uma apresenta\u00e7\u00e3o da poeta, com a leitura dos seus tr\u00eas primeiros livros, lan\u00e7ados espa\u00e7adamente nos \u00faltimos quatro dec\u00eanios.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">A DENSA PO\u00c9TICA DE FL\u00c1VIA DE QUEIROZ LIMA<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Rauer Ribeiro Rodrigues<\/strong><br \/>\nProfessor \u00a0de \u00a0Literatura<br \/>\nEscritor, em travessia<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Poeta em que a exiguidade da produ\u00e7\u00e3o contrasta com a densa vertigem da reflex\u00e3o po\u00e9tica e existencial presente em cada um dos seus livros, Fl\u00e1via de Queiroz Lima nos entrega \u2013 em sua nova obra, <em><strong>La\u00e7os e Avessos<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 poemas fortes, que desvelam o humano nos seus afetos de carinho e nos seus avessos e desafetos, com o que entremostram a psiqu\u00ea atormentada de seres angustiados, tendo por substrato o transcurso pand\u00eamico dos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No momento em que chega aos 77 anos, n\u00famero que tem em si a marca dupla da completude da perfei\u00e7\u00e3o do sete, Fl\u00e1via de Queiroz Lima tem em seu percurso os seguintes livros:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\"><strong><em>C\u00edrculo de Giz<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 1983 (Belo Horizonte, Editora Vig\u00edlia, 88p., em edi\u00e7\u00e3o autoral, com ilustra\u00e7\u00f5es de Ferruccio Verdolin <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11778 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/C5FB183D-B818-4332-9E84-D6A98823D53A-300x279.jpg\" alt=\"\" width=\"503\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/C5FB183D-B818-4332-9E84-D6A98823D53A-300x279.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/C5FB183D-B818-4332-9E84-D6A98823D53A-768x715.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/>Filho e planejamento gr\u00e1fico de Max de Figueiredo Portes), com 37 poemas;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\"><strong><em>Arrumar as Gavetas<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 2012 (Belo Horizonte, edi\u00e7\u00e3o autoral, 112p., ilustrado com fotos de esculturas de Pedro Miranda, e fotos de Jos\u00e9 Luiz Pederneiras e Osias Baptista Neto; o planejamento gr\u00e1fico \u00e9 de \u00c2ngela Bello, Samira Motta e Derval Braga), com 36 poemas; os poemas est\u00e3o divididos em seis \u201cgavetas\u201d, antecedidas por dois poemas isolados; cont\u00e9m CD com leituras dos poemas e, abrindo as \u201cgavetas\u201d, trilhas sonoras (participa\u00e7\u00e3o de Egberto Gismonti, Geraldo Carneiro, Jos\u00e9 Miguel Wisnick, Andr\u00e9 Galastro e Fl\u00e1via de Queiroz Lima, em produ\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Galastro); a \u00faltima capa cont\u00e9m coment\u00e1rio de Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\"><strong><em>Sobre Viver<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 2019 (Belo Horizonte, Editora Caravana, em edi\u00e7\u00e3o autoral de 94p., fotos de Adriana Junqueira de Queiroz Lima e Vera Godoy e planejamento gr\u00e1fico de Derval Braga), com 38 poemas; os poemas est\u00e3o divididos em cinco \u201cmomentos\u201d; o livro cont\u00e9m apresenta\u00e7\u00e3o do Prof. Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno e a \u00faltima capa \u00e9 assinada por Yeda Prates Bernis.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os tr\u00eas livros re\u00fanem 111 poemas \u2013 tr\u00eas livros, 111 poemas, uma vida, que agora agrega uma nova obra, no exato instante que Fl\u00e1via de Queiroz Lima completa os 50 anos em que se radicou em Minas Gerais:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\"><strong><em>La\u00e7os e Avessos<\/em><\/strong> (Campinas, SP, Edi\u00e7\u00f5es Dionysius \/ Pangeia Editorial, cerca de 80p., ilustra\u00e7\u00f5es de Leonora Weissmann, planejamento editorial de Leo Passos, diagrama\u00e7\u00e3o e acompanhamento de Derval Braga, impress\u00e3o Gr\u00e1fica Formato), com 30 poemas, divididos em 4 partes ou \u201colhares\u201d: Enigmas e Horizontes, Assombros e Labirintos, Cortinas Abertas, Afetos e Afagos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para apresentarmos essa poesia, iniciamos com alguns dados biogr\u00e1ficos:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\"><strong>Fl\u00e1via de Queiroz Lima<\/strong> nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de janeiro de 1946.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11772 alignleft\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-769x1024.jpeg 769w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-768x1023.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-700x932.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-300x400.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-525x700.jpeg 525w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1-976x1300.jpeg 976w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-1.jpeg 1090w\" sizes=\"auto, (max-width: 278px) 100vw, 278px\" \/>Estudou piano no Conservat\u00f3rio Brasileiro de M\u00fasica. Formou-se em Sociologia e Pol\u00edtica na PUC\/RJ e \u00e9 p\u00f3s-graduada em Gest\u00e3o P\u00fablica pela Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro \u2013 FJP\/MG. Ainda no Rio, na d\u00e9cada de 60, participou do intenso movimento da m\u00fasica popular brasileira, de festivais da can\u00e7\u00e3o, do \u201cMusicanossa\u201d, no Teatro Santa Rosa, compondo, sozinha ou em parcerias, e escrevendo uma coluna di\u00e1ria em um jornal carioca. Tamb\u00e9m s\u00e3o dessa \u00e9poca os primeiros poemas \u2013 entre os quais \u201cVig\u00edlia\u201d, uma refer\u00eancia \u00e0 est\u00e1tua do Cristo Redentor, que via de sua janela.<br \/>\nMudou-se para Belo Horizonte em 1972, onde passou a conciliar os trabalhos de soci\u00f3loga e consultora organizacional, com a poesia e a m\u00fasica, tendo sido gestora na \u00e1rea da sa\u00fade p\u00fablica.<br \/>\nSeus tr\u00eas livros publicados evidenciam forte intera\u00e7\u00e3o com diferentes culturas e \u00e1reas do conhecimento, com parcerias m\u00faltiplas, acolhendo em seus livros a pintura, a m\u00fasica, o desenho, a foto, a escultura, a ilustra\u00e7\u00e3o, e, tamb\u00e9m, amplitude e variedade de temas e linguagens.<br \/>\nNo momento, atua na gest\u00e3o de projetos da Academia Mineira de Letras.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao lan\u00e7ar <strong><em>C\u00edrculo de Giz<\/em><\/strong>, em 1983, Flavia de Queiroz Lima estava em Belo Horizonte j\u00e1 h\u00e1 onze anos \u2013 e, embora sua trajet\u00f3ria nos meios intelectuais cariocas, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, remontem \u00e0 adolesc\u00eancia, Minas Gerais, que a recebeu com \u201cum grande abra\u00e7o de montanha e gente\u201d (cf. depoimento que consta na \u00faltima capa do livro), j\u00e1 a tornara no m\u00ednimo uma carioca-mineira, e o intimismo das geraes estava \u2013 desde sempre e para sempre \u2013 em seu <em>ethos<\/em> e em seu estro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Exemplifiquemos com a primeira estrofe do poema que encerra o volume e d\u00e1 t\u00edtulo ao livro (p. 81):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 120px;\">Havia um c\u00edrculo de giz, incerto e t\u00eanue,<br \/>\ndelineado na poeira dos meus medos,<br \/>\nque me envolvia como um arco de concreto<br \/>\ne antepunha um precip\u00edcio aos meus desejos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A estrofe acolhe um per\u00edodo frasal que se alonga em quatro versos intimistas, confessionais, que faz com que o medo at\u00e1vico, primordial, vindo da poeira dos tempos, se afigure um arco de concreto, um abismo intranspon\u00edvel \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o, por parte do eu l\u00edrico, de seus desejos. O paradoxo \u00e9 que tal c\u00edrculo de giz \u00e9 tamb\u00e9m incerto, t\u00eanue \u2013 ou seja, \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o mental, ou uma internaliza\u00e7\u00e3o violenta do interdito, que confrange o eu de tal modo que a aparente fragilidade inicial se torna um impeditivo absoluto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A cad\u00eancia do verso alexandrino de doze s\u00edlabas po\u00e9ticas, sem <em>enjambements<\/em> for\u00e7ados, sem invers\u00f5es sint\u00e1ticas, em palavras de uso cotidiano, conduz a leitura de modo fluido, de compreens\u00e3o imediata, ainda que a sele\u00e7\u00e3o lexical e a utiliza\u00e7\u00e3o das palavras aponte a polissemia e densidade de significados pr\u00f3prias da manifesta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 um poema noturno sem ser soturno, \u00e9 um poema que fecha o espa\u00e7o no entorno do eu l\u00edrico sem que seja claustrof\u00f3bico, \u00e9 um poema intimista sem ser um poema de puls\u00e3o da dor, \u00e9 uma dor que escorre lentamente, quase a medo de se dizer, de se confessar, de se expor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Assista \u00e0 sens\u00edvel e densa live de lan\u00e7amento de\u00a0<em><strong>La\u00e7os e<br \/>\nAvessos<\/strong><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/7XEoG-rIdFM\"><span style=\"color: #ff0000;\">clique <strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a> !!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha da Profa. Nazareth,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/flavia-de-queiroz-lima-nos-encanta-e-nos-instiga\/\"><span style=\"color: #993300;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha do Prof. Rauer,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima\/\"><span style=\"color: #808000;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para outras resenhas sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff00ff;\"><a style=\"color: #ff00ff;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=La\u00e7os+Avessos\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para detalhes sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/lacos-e-avessos-flavia-de-queiroz-lima-livro\/\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fl\u00e1via, ainda que carioca, talvez, desde o seu Rio de Janeiro natal, j\u00e1 seria uma poeta com caracter\u00edsticas que a faziam uma mineira nata.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, h\u00e1 algum eco do lirismo de tom \u00e9pico de uma Cec\u00edlia Meireles (nasc.: 7 de novembro de 1901,\u00a0Rio Comprido, RJ, falecimento: 9 de novembro de 1964,\u00a0Rio de Janeiro, RJ), mas h\u00e1 tamb\u00e9m os murm\u00farios da voz de uma Henriqueta Lisboa (nasc.<strong>:\u00a0<\/strong>15 de julho de 1901,\u00a0Lambari, MG, falecimento<strong>:\u00a0<\/strong>9 de outubro de 1985,\u00a0Belo Horizonte, MG), ou de um Dante Milano (nasc.: 16 de junho de 1899,\u00a0Rio de Janeiro, RJ, falecimento:<strong>\u00a0<\/strong>15 de abril de 1991,\u00a0Petr\u00f3polis, RJ), ou ainda de uma Ad\u00e9lia Prado (nasc.: Divin\u00f3polis,\u00a0MG, em 13 de dezembro\u00a0de\u00a01935),\u00a0 ou um Alphonsus de Guimar\u00e3es (nasc.:\u00a024 de julho de 1870,\u00a0Ouro Preto, MG, falecimento:\u00a015 de julho de 1921,\u00a0Mariana, MG).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na seara internacional, uma Florbela Espanca (Portugal, 1894-1930) e, claro, Bertold Brecht (Alemanha, 1898-1956).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se a liga\u00e7\u00e3o com a dorida poesia de Florbela, mas tamb\u00e9m uma poesia de \u00eaxtase, de conquista, com laivos de sensual erotismo, parecer\u00e1 natural, a evoca\u00e7\u00e3o de Brecht n\u00e3o parece \u00f3bvia, para al\u00e9m do t\u00edtulo de uma das mais conhecidas pe\u00e7as do dramaturgo alem\u00e3o: <strong><em>O C\u00edrculo de Giz Caucasiano<\/em><\/strong> (1944). Vemos tal aproxima\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, no forte engajamento da poesia de Fl\u00e1via de Queiroz Lima com o seu (e nosso) <em>hic et nunc<\/em>, com o movimento hist\u00f3rico subjacente \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o l\u00edrica, com o referente cultural, social e feminino em que navegam os seus versos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Podemos conferir esses aspectos nas demais cinco estrofes de \u201cC\u00edrculo de giz\u201d, todas elas com quatro versos, todas em versos brancos em que a melopeia se d\u00e1 em asson\u00e2ncias e ecos toantes que amalgamam sonoridade e sentidos \u2013 a naturalidade dessas escolhas mostra um dom\u00ednio maduro da express\u00e3o po\u00e9tica j\u00e1 no livro de estreia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eis a \u00faltima estrofe do poema (p. 82):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 120px;\">Havia um c\u00edrculo de giz, hoje \u00e9 fuma\u00e7a<br \/>\nt\u00e3o lentamente se esgar\u00e7ando, diluindo<br \/>\ne bem no centro dessa esfera esfacelada<br \/>\neu me revejo, me refa\u00e7o, me ilumino.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11774 alignright\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-300x225.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-768x576.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-700x525.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3-400x300.jpeg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-3.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/>O verbo haver, no mesmo tempo verbal, o pret\u00e9rito imperfeito que indica durabilidade e at\u00e9 certa infinitude do ser-estar, abre a estrofe inicial e a estrofe final, indiciando um paralelismo entre os dois momentos; isso parece indicar que a ruptura j\u00e1 est\u00e1 instaurada na situa\u00e7\u00e3o dada, e que na sequ\u00eancia em novo est\u00e1gio o momento inicial permanece, seja em cicatriz, seja em mem\u00f3ria, no registro po\u00e9tico, seja na lembran\u00e7a do eu l\u00edrico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na constru\u00e7\u00e3o, o mesmo alexandrino de doze versos, o mesmo l\u00e9xico sem palavras raras ou inusuais, a mesma pot\u00eancia na escolha lexical; por outro lado, se a sintaxe se mant\u00e9m s\u00f3bria, os versos se interligam, com o cavalgamento modalizando significados. Assim, \u00e0 placidez inicial, temos agora as marcas significativas do rompimento sendo configuradas na aporia dos versos que necessitam de complemento para gerarem seus significados e seus novos sentidos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os ger\u00fandios do segundo verso carregam, para o interior da estrofe, a perman\u00eancia do c\u00edrculo de fuma\u00e7a que, antes de desaparecer, ainda est\u00e1 no eu l\u00edrico que se rev\u00ea, se refaz e, com o poema, se ilumina.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O segundo livro de Fl\u00e1via de Queiroz Lima mostra outros aspectos da fabula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica da escritora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Assista \u00e0 sens\u00edvel e densa live de lan\u00e7amento de\u00a0<em><strong>La\u00e7os e<br \/>\nAvessos<\/strong><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/7XEoG-rIdFM\"><span style=\"color: #ff0000;\">clique <strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a> !!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha da Profa. Nazareth,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/flavia-de-queiroz-lima-nos-encanta-e-nos-instiga\/\"><span style=\"color: #993300;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha do Prof. Rauer,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima\/\"><span style=\"color: #808000;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para outras resenhas sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff00ff;\"><a style=\"color: #ff00ff;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=La\u00e7os+Avessos\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para detalhes sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/lacos-e-avessos-flavia-de-queiroz-lima-livro\/\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 do espanto diante das possibilidades reflexivas de cada elemento do mundo, que o poeta ergue sua poesia\u201d, preceitua na \u00faltima capa de <strong><em>Arrumar as Gavetas<\/em><\/strong> o poeta e escritor Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s, que complementa: \u201cCom surpreendente acuidade a poeta [Fl\u00e1via de Queiroz Lima] adentra, sem medo, no mundo das coisas e acaricia o universo com precisos versos, lapidando com muitas faces o mais inerte dos elementos\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As seis gavetas do livro s\u00e3o as seguintes: <em>Feminino<\/em>; <em>Natureza<\/em>; <em>Tra\u00e7os urbanos<\/em>; <em>Arte<\/em>; <em>Angola<\/em>; <em>Achados e perdidos<\/em>. Como pre\u00e2mbulo, dois poemas, \u201cTalism\u00e3\u201d e \u201cSonho e segredo\u201d. A cada \u201cgaveta\u201d, a poeta dialoga consigo mesma, passa a vida a limpo, presentifica manuscritos em que se encontra em outros tempos, sopra a poeira do passado, separa \u201co in\u00fatil do que ainda faz sentido\u201d, se reinventa, e, em especial, \u201cVencida a data \/ sobra toda a validade \/ do novo prazo que me espera a cada dia\u201d (\u201cArrumar as gavetas\u201d, poema que encerra o livro, p. 106-107).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um escaninho secreto que perpassa todas as gavetas \u00e9 a reflex\u00e3o metapo\u00e9tica, que surge j\u00e1 no poema de abertura do livro. Em \u201cTalism\u00e3\u201d, a poesia se volta aos \u201crecantos \/ amarelados no tempo\u201d para contar segredos, sem deles desfazer o encantamento e o mist\u00e9rio; a poesia vem da inf\u00e2ncia e reconstr\u00f3i o eu l\u00edrico a partir de \u201cfragmentos que se encaixam, \/ palavras que nos decifram, \/ met\u00e1foras que nos devassam\u201d (p. 11).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O talism\u00e3 da poeta \u00e9, \u201csem turvar o espelho d\u2019\u00e1gua \/ onde flutua o desejo\u201d, revisitar em si mesma os \u201csons da inf\u00e2ncia\u201d para, a partir deles, se reencontrar na poesia que a recomp\u00f5e a cada novo dia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong><em>Sobre Viver<\/em><\/strong>, o terceiro livro de Fl\u00e1via de Queiroz Lima, de 2019, j\u00e1 anuncia, desde o t\u00edtulo, a dicotomia que o embala, e que antecipa \u2013 antena do humano, como nos assegura Ezra Pound, em <strong><em>ABC da literatura<\/em><\/strong> \u2013 a tumultuosa quadra da qual ainda n\u00e3o sa\u00edmos, em que o viver se tornou, antes de tudo, o sobreviver diante do min\u00fasculo SARS-CoV-2 e de outros males, cov\u00eddicos ou n\u00e3o, bras\u00edlicos ou mundiais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No dizer da poeta Yeda Prates Bernis, em texto que est\u00e1 na \u00faltima capa do livro, \u201cA palavra po\u00e9tica de Fl\u00e1via [&#8230;] \u00e9 poesia para sempre\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9, ainda, uma poesia de reminisc\u00eancias, nos assegura na apresenta\u00e7\u00e3o do livro o Prof. Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno (p. 8-11).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9, ainda, nos informa o professor, a poesia de um \u201csujeito po\u00e9tico [que] sabe muito bem que os desejos s\u00e3o o motor da vida\u201d, que constr\u00f3i uma poesia em que \u201csensa\u00e7\u00f5es de novidade, frescor e estranhamento\u201d exercitam o \u201cresistir\u201d diante \u201cda aspereza, da brutalidade e da indiferen\u00e7a\u201d do humano do nosso tempo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Falamos, antes, que \u00e9 uma poesia engajada, humanamente engajada, muito distante de qualquer engajamento que pressuponha alinhamento ideol\u00f3gico com estruturas de poder ou governamentais. Os cinco \u201cmomentos\u201d \u2013 <em>Bordas<\/em>, <em>Vozes<\/em>, <em>Mem\u00f3rias<\/em>, <em>Ciladas<\/em> e <em>Sobre<\/em> <em>Viver<\/em> \u2013 nos dizem de uma est\u00e9tica e de uma \u00e9tica, anunciam uma vis\u00e3o de mundo e estabelecem o universo da poeta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em <em>Bordas,<\/em> h\u00e1 \u201cEsta\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cTantos ventos\u201d, \u201cLugares\u201d, \u201cCais\u201d, \u201cQuando meus olhos viajam\u201d, \u201cViagens\u201d e \u201cTravessias\u201d \u2013 ou seja, as bordas configuram uma geografia que \u00e9 espacial e que \u00e9 simb\u00f3lica, que \u00e9 mut\u00e1vel, transeunte, e se fixa, tanto com as sensa\u00e7\u00f5es quanto com o olhar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em <em>Vozes,<\/em> \u201cO Corpo fala\u201d, por \u201cMurm\u00farios\u201d, em uma \u201cCasa acesa\u201d em seu \u201cEncantamento\u201d, o que gera \u201cUma cantiga, sempre\u201d e \u201cUm poema ainda poss\u00edvel\u201d \u2013 e os t\u00edtulos dos poemas, j\u00e1 desde o sum\u00e1rio, constroem uma narrativa de tom po\u00e9tico, em que a express\u00e3o falada parte do \u201cCorpo\u201d, grafado com inicial mai\u00fascula, passa por enuncia\u00e7\u00e3o baixa e misteriosa, em casas ancestrais e da mem\u00f3ria, espa\u00e7os encantados geradores de cantigas e de poesia, sendo ainda poss\u00edvel que haja \u201cUm poema\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Assista \u00e0 sens\u00edvel e densa live de lan\u00e7amento de\u00a0<em><strong>La\u00e7os e<br \/>\nAvessos<\/strong><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/7XEoG-rIdFM\"><span style=\"color: #ff0000;\">clique <strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a> !!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha da Profa. Nazareth,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/flavia-de-queiroz-lima-nos-encanta-e-nos-instiga\/\"><span style=\"color: #993300;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha do Prof. Rauer,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima\/\"><span style=\"color: #808000;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para outras resenhas sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff00ff;\"><a style=\"color: #ff00ff;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=La\u00e7os+Avessos\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para detalhes sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/lacos-e-avessos-flavia-de-queiroz-lima-livro\/\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se em <em>Mem\u00f3rias<\/em> h\u00e1 \u201cSolid\u00e3o\u201d, \u201cHeran\u00e7a\u201d e \u201cPartilha\u201d, h\u00e1 outros tr\u00eas poemas at\u00e9 a chegada ao \u201cEsquecimento\u201d, de tal modo que \u201cesse avesso da saudade\u201d busca \u201co elo perdido, \/ percorre o mais primitivo \/ lugar onde o medo invade\u201d (p. 55). O Corpo do eu l\u00edrico se torna \u201ccen\u00e1rio oco: \/ [&#8230;] que emba\u00e7a o olhar, amorda\u00e7a \/ \u2013 d\u00f3i e pesa como um soco\u201d (p. 54). Trata-se de uma \u201cmem\u00f3ria sem dono\u201d, pois a poeta tem em si todas as gentes do humano, e o esquecimento \u00e9 figurado na menina assombrada, assustada, que tem na estrat\u00e9gia do esquecimento sua defesa para \u201ca lembran\u00e7a amarga\u201d (p. 54).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Ciladas,<\/em> o quarto momento (p. 56-73), e <em>Sobre Viver<\/em>, o quinto momento (p. 74-90), ocupam a metade final do livro. O eu po\u00e9tico se instaura no mundo, um mundo de \u201cAbismo\u201d (p. 63-64) e \u201cArmadilhas\u201d (pp. 67-68) , um mundo em que as asas encontram limites (p. 76) e est\u00e3o feridas (p. 83), em que a d\u00favida \u00e9 permanente entre \u201cVoar ou lan\u00e7ar ra\u00edzes\u201d (p. 81.82).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11775 alignleft\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"469\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-300x225.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-768x576.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-700x525.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4-400x300.jpeg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-4.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/>H\u00e1 um movimento do eu para o mundo, do mais \u00edntimo desejo que se confronta com a busca do \u201cEssencial\u201d (p. 84), poema constru\u00eddo espacialmente, formando uma trilha estreita na p\u00e1gina na qual o eu l\u00edrico faz sua travessia, na qual \u201co corpo, o ego\u201d busca um \u201cmais\u201d cuja \u201clista alcan\u00e7a \/ uns tantos metros\u201d. Ap\u00f3s a travessia do indiv\u00edduo na fam\u00edlia, com filhos e netos, ap\u00f3s \u201cSorver can\u00e7\u00f5es, \/ perambular, \/ vivenciar \/ o amor, \/ o sexo\u201d, e outras conquistas pessoais e com os amigos, signo do coletivo, h\u00e1 um sentimento de \u201cfalta\u201d, de incompletude, que faz o sujeito po\u00e9tico, o eu po\u00e9tico, na sua voz l\u00edrica, afirmar que \u201cA vida faz \/ querer-se \/ al\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 assim, poeta no mundo, poeta diante do mundo, poeta sofrendo no mundo, poeta que quer o \u201cal\u00e9m\u201d do mundo neste mundo, que Fl\u00e1via de Queiroz Lima chega ao seu novo livro, que sai agora na Dionysius, o selo de literatura da Pangeia Editorial.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em <strong><em>La\u00e7os e Avessos<\/em><\/strong>, as constantes da poesia de Fl\u00e1via de Queiroz Lima aparecem em novas, surpreendentes e impactantes claves, tanto po\u00e9ticas quanto lingu\u00edsticas, tanto tem\u00e1ticas quanto de cosmovis\u00e3o. Al\u00e9m disso, &#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ah!, leitora amiga, leitor querido, ficaram curiosos, n\u00e9?<\/p>\n<p>Em breve, em novo artigo, me debru\u00e7o sobre o novo livro de Fl\u00e1via de Queiroz Lima.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 j\u00e1, ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">* Rauer \u00e9 professor de literatura brasileira na UFMS<br \/>\nConhe\u00e7a seus livros na Pangeia, <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=rauer\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a>!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vamos combinar: em breve voc\u00eas ter\u00e3o informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o <b><i>La\u00e7os e Avessos<\/i><\/b>, de Fl\u00e1via de Queiroz Lima\u00a0\u2013 nos acompanhe aqui no <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/blog\/\"><strong><em>Blog da Pangeia<\/em><\/strong><\/a> e em nossas redes sociais (confira abaixo), receba as informa\u00e7\u00f5es sobre esse espetacular livro de poemas, pois ele logo logo estar\u00e1 na plataforma de pr\u00e9-vendas da Dionysius, da Pangeia e da Saru\u00ea, a <a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/gondwana-2\/\"><strong>Gondwana<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Para j\u00e1 sentirem um pouquinho do gosto do livro, eis uma estrofe de um dos poemas:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-11769\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-300x87.jpg\" alt=\"\" width=\"648\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-300x87.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-1024x297.jpg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-768x223.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-700x203.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-400x116.jpg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12-1300x377.jpg 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-07-02-2023-as-09.12.jpg 1331w\" sizes=\"auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>no Instagram:<\/strong><br \/>\n@EDICOES.DIONYSIUS<br \/>\n@PANGEIAEDITORA<br \/>\n@HAIKAI.BRASIL<br \/>\n@AIRA.MAIGER<br \/>\n@ROSANINA.RUBRA<br \/>\n@CLAUDIA_CINEMA_LIVRO<br \/>\n@EU.PROFESSOR.PANGEIA<br \/>\n@EDICOES.SARUE<br \/>\n@_RAUER<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-11773\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"485\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-300x225.jpeg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-768x576.jpeg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-700x525.jpeg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-400x300.jpeg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2-1300x975.jpeg 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image-2.jpeg 1936w\" sizes=\"auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px\" \/><br \/>\nMiradouro da Lua, em Luanda, Angola.O poema\u00a0&#8220;Sentinelas<br \/>\nde<\/em>\u00a0<em>Pedra&#8221;, do livro <strong>Arrumar as Gavetas<\/strong>, nasceu l\u00e1<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Assista \u00e0 sens\u00edvel e densa live de lan\u00e7amento de\u00a0<em><strong>La\u00e7os e<br \/>\nAvessos<\/strong><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/7XEoG-rIdFM\"><span style=\"color: #ff0000;\">clique <strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a> !!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha da Profa. Nazareth,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/flavia-de-queiroz-lima-nos-encanta-e-nos-instiga\/\"><span style=\"color: #993300;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para a resenha do Prof. Rauer,<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/lancamos-em-abril-lacos-e-avessos-de-flavia-de-queiroz-lima\/\"><span style=\"color: #808000;\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para outras resenhas sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff00ff;\"><a style=\"color: #ff00ff;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=La\u00e7os+Avessos\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Para detalhes sobre o livro,<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/lacos-e-avessos-flavia-de-queiroz-lima-livro\/\">Clique <strong>AQUI<\/strong> !!!<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2013 \u00a0 \u00a0 0 \u00a0 \u00a0 \u2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La\u00e7os e Avessos, o quarto livro da poeta carioca-mineira Fl\u00e1via de Queiroz Lima, ser\u00e1 lan\u00e7ado em pr\u00e9-venda em abril, constando no selo Edi\u00e7\u00f5es Dionysius, da Pangeia Editorial. O lan\u00e7amento, em noite festiva, ser\u00e1 no dia 26 de maio na Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte. Trazemos, abaixo, uma apresenta\u00e7\u00e3o da poeta, com a leitura&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":592,"featured_media":11777,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1697,47,642],"tags":[1699,1703,104,1093,1702,1706,219,1698,283,1701,1705,87,327,691,1700,282,179,376,60,1704,1707],"class_list":["post-11763","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-escrita-feminina","category-lancamento","category-poesia","tag-academia-mineira-de-letras","tag-arrumar-as-gavetas","tag-belo-horizonte","tag-blog-da-pangeia","tag-circulo-de-giz","tag-engajamento","tag-escrita-feminina","tag-flavia-de-queiroz-lima","tag-gondwana","tag-lacos-e-avessos","tag-lirismo","tag-literatura","tag-poesia","tag-poesia-brasileira","tag-poesia-contemporanea","tag-pre-venda","tag-rauer","tag-rauer-ribeiro-rodrigues","tag-resenha","tag-sobre-viver","tag-talisma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/592"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11763"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11763\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12777,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11763\/revisions\/12777"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11777"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}