{"id":10114,"date":"2022-08-07T16:47:06","date_gmt":"2022-08-07T16:47:06","guid":{"rendered":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=10114"},"modified":"2025-11-20T17:58:26","modified_gmt":"2025-11-20T17:58:26","slug":"carta-em-defesa-da-democracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/carta-em-defesa-da-democracia\/","title":{"rendered":"Carta em Defesa da Democracia"},"content":{"rendered":"<p>Democracia \u2013 do grego, <em>demos<\/em> + <em>kratia<\/em>, significa, na frase que abre a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, promulgada em 1988, que &#8220;Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;. Na etimologia, &#8220;<em>demos<\/em>&#8221; significa POVO e &#8220;<em>kratia<\/em>&#8221; significa PODER \u2013 em outras palavras, DEMOCRACIA \u00e9 o poder exercido em nome da coletividade, conforme o pacto social constitu\u00eddo no documento fundador da ordem p\u00fablica, a Constitui\u00e7\u00e3o. No pre\u00e2mbulo da Carta Magna Brasileira surgem os elementos basilares que norteiam o ordenamento do pa\u00eds sob a perspectiva que nos legou Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">N\u00f3s, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democr\u00e1tico, destinado a assegurar o exerc\u00edcio dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a seguran\u00e7a, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justi\u00e7a como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica das controv\u00e9rsias, promulgamos, sob a prote\u00e7\u00e3o de Deus, a seguinte <a href=\"http:\/\/planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA REP\u00daBLICA FEDERATIVA DO BRASIL<\/a>.<\/p>\n<p>Neste dia 7 de agosto de 2022, dia de particular import\u00e2ncia para n\u00f3s da Pangeia Editorial, na nossa hist\u00f3ria como empresa vocacionada a publicar democraticamente muitas das contrastantes vozes da nossa sociedade, sob os influxos culturais que ao longo dos mil\u00eanios nos forjou, legando-nos a atual aldeia global planet\u00e1ria, e na semana em que diversos atores da sociedade brasileira se manifestam na defesa da nossa democracia e em favor da realiza\u00e7\u00e3o plena dos pressupostos da Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 de 1988, reproduzimos um conto de um de nossos autores, assim constituindo a nossa <strong>CARTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Editores, Curadores e Autores<\/em><br \/>\n<strong><em>Pangeia Editorial<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>E FORAM FELIZES PARA SEMPRE<br \/>\n<\/strong><strong>Rauer<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\">UMA FILA DE QUARENTA ALUNOS havia se formado ap\u00f3s o sinal de entrada. A tabuleta na porta indicava:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\">3\u00ba ano<br \/>\nI grau<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 40px;\">Um dos meninos esticou o bra\u00e7o adiante do colega da frente, e passou a m\u00e3o em um outro.<br \/>\n\u2013 Opa!, sai da\u00ed.<br \/>\n\u2013 T\u00e1 arisco, hem?<br \/>\n\u2013 Psiu \u2013 fez a professora, chegando. \u2013 Qu\u00ea que \u00e9 esse barulho?<br \/>\nTodos ficaram em sil\u00eancio. A fila estava dividida em dois blocos: \u00e0 frente, as meninas; por \u00faltimo, os meninos. Entraram na classe e a professora cerrou a porta.<br \/>\n\u2013 Bom dia.<br \/>\n\u2013 Bom dia \u2013 responderam em coro.<br \/>\nAo terminar a chamada, a professora disse que iria contar uma estorinha por causa do bom comportamento da turma quando a delegada de ensino visitou a escola.<br \/>\n\u2013 Mas, antes, vamos rezar, n\u00e9, gente?<br \/>\nTodos ficaram em p\u00e9, fizeram o sinal-da-cruz e acompanharam o Pai-Nosso e a Ave-Maria. Depois, repetiram o que a professora falava. Ela desejava que Deus desse a todos um bom dia e que todos fossem felizes em suas vidas. Pedia tamb\u00e9m por todos os povos do mundo, evocando o nome de Cristo pedindo maior respeito dos governantes ao seu povo e paz no reino dos homens.<br \/>\nTodos fizeram suas pr\u00f3prias ora\u00e7\u00f5es, de cabe\u00e7a baixa, uns pedindo a Deus o doce visto na v\u00e9spera, outros a conquista de um novo bem.<br \/>\nOs que terminavam, faziam o sinal-da-cruz e sentavam-se em sil\u00eancio, respeitando aqueles que queriam mais que eles pr\u00f3prios e n\u00e3o haviam ainda acabado sua ora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA professora sentou-se; um dos alunos percebeu e s\u00f3 ent\u00e3o fez que terminava sua reza, compenetrado que estava em louvar aos c\u00e9us sem se esquecer da terra. Jovem, bonita, cabelos loiros esvoa\u00e7antes, a professora sorria vendo seus alunos se entregarem completamente ao ato de f\u00e9.<br \/>\n\u2013 Bem, gente \u2013 ela disse depois. \u2013 Todos querem escutar a estorinha que eu vou contar?<br \/>\n\u2013 Queremos \u2013 respondeu a turma.<br \/>\nA professora correu a vista pelos olhinhos atentos dos alunos. Ela nunca preparava a est\u00f3ria que ia contar e estava tentando se recordar de alguma que eles n\u00e3o conhecessem. Como n\u00e3o se lembrava, apelou para a imagina\u00e7\u00e3o, pr\u00e1tica que usava frequentemente, e principiou:<br \/>\n\u2013 Bem, gente, hoje vou contar uma lenda para voc\u00eas.<br \/>\n\u2013 Lenda de \u00edndio? \u00ad\u2013 quis saber um aluno.<br \/>\n\u2013 Por qu\u00ea?<br \/>\n\u2013 Porque gostei daquela \u00faltima que a senhora contou.<br \/>\n\u2013 Deixa ela contar \u2013 protestou uma aluna com o companheiro que interrompera a aula.<br \/>\n\u2013 Sil\u00eancio \u2013 a professora exigiu, batendo com a quina do apagador na mesa.<br \/>\nTodos se aquietaram; uns apoiavam o rosto no bra\u00e7o estendido pela carteira, outros firmavam o p\u00e9 no ch\u00e3o \u00e0 frente do corpo.<br \/>\n\u2013 Est\u00e1 bem: vou contar uma lenda ind\u00edgena.<br \/>\n\u2013 Oba!<br \/>\n\u2013 Voc\u00eas conhecem a estorinha do beija-flor com os marimbondos?<br \/>\n\u2013 N\u00e3o \u2013 disseram alguns.<br \/>\n\u2013 Bem&#8230; \u2013 ela disse, ganhando tempo enquanto aquietava as ideias nos lugares certos. \u2013 Era uma vez, num alto galho de jabuticabeira&#8230; Voc\u00eas sabem o que \u00e9 jabuticabeira, n\u00e9?<br \/>\nOs alunos fizeram que sim com a cabe\u00e7a. Ela sempre usava esse recurso de perguntas enquanto inventava as est\u00f3rias, assim ganhava tempo e imaginava melhor as situa\u00e7\u00f5es. S\u00f3 achava ruim porque sempre introduzia ideias, opini\u00f5es, e n\u00e3o se sentia bem em dizer o que pensava &#8220;a essas pobres criancinhas inocentes do mal do mundo&#8221;.<br \/>\n\u2013 Bem \u2013 ela prosseguiu. \u2013 No mais alto galho de frondosa jabuticabeira vivia em paz enorme casa de marimbondos. Eram muitos e viviam todos em perfeita harmonia. Voc\u00eas j\u00e1 viram como uma casa de marimbondos \u00e9 cheinha deles, n\u00e3o viram?<br \/>\nEla olhou seus alunos, satisfeita consigo mesma porque aquela est\u00f3ria parecia ser mesmo lenda ind\u00edgena.<br \/>\n\u2013 Acontece \u2013 ela continuou \u2013 que morava por ali um beija-flor desses bem bonitos. O beija-flor ficava enciumado porque os marimbondos tamb\u00e9m sa\u00edam beijando as flores.<br \/>\nA professora fez uma pausa; uma mosca ziguezagueava acima das cabecinhas atentas; os olhos dos alunos vibravam na emo\u00e7\u00e3o antecipada da est\u00f3ria que ouviriam.<br \/>\n\u2013 Numa primavera, em certo ano, as flores foram poucas e o beija-flor n\u00e3o se satisfazia nunca. &#8220;Aqueles importunos me roubam todo o mel&#8221;, pensava o ego\u00edsta do beija-flor, sem se lembrar que as coisas s\u00e3o para todos. Voc\u00eas est\u00e3o entendendo, n\u00e9? \u2013 ela perguntou. \u2013 Bem&#8230; Ent\u00e3o o beija-flor fez uma divis\u00e3o na \u00e1rvore: prop\u00f4s que os marimbondos ficassem de um lado que ele ficaria do outro. E assim o beija-flor escolheu a metade Norte da jabuticabeira, deixando o lado Sul para os marimbondos.<br \/>\nA professora quis saber:<br \/>\n\u2013 Voc\u00eas est\u00e3o gostando da f\u00e1bula?<br \/>\nTodos disseram que sim. Ela ficou quieta, enquanto a est\u00f3ria se completava na sua imagina\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2013 Bem \u2013 ela recome\u00e7ou, \u2013 acontece que o beija-flor, como se transformara praticamente no chefe da jabuticabeira, apesar de dividi-la com os marimbondos, disse depois que apenas metade da \u00e1rvore n\u00e3o satisfazia suas necessidades e que os marimbondos eram pequenos, e depois mentiu que eles eram poucos.<br \/>\n\u2013 Professora \u2013 um aluno chamou.<br \/>\n\u2013 Qu\u00ea que \u00e9?<br \/>\n\u2013 Mas os marimbondos n\u00e3o eram poucos, eles eram muitos.<br \/>\nAlguns alunos vaiaram o colega. A professora exigiu sil\u00eancio.<br \/>\n\u2013 Sim \u2013 ela disse, \u2013 os marimbondos eram muitos. O beija-flor estava mentindo para ficar com um peda\u00e7o da jabuticabeira que antes era dos marimbondos.<br \/>\n\u2013 T\u00e1 vendo, seu bobo \u2013 um aluno maiorzinho zombou o outro.<br \/>\n\u2013 Gente!&#8230; \u2013 a professora zangou. Depois prosseguiu: \u2013 A\u00ed o beija-flor disse que n\u00e3o era justo ficar s\u00f3 com metade da \u00e1rvore, que precisava ter tamb\u00e9m o lado Leste, onde nasce o sol. Os marimbondos ficaram contrariados como fica o povo quando o Presidente da Rep\u00fablica reconhece que o pre\u00e7o das coisas est\u00e1 aumentando sem parar. Eles n\u00e3o queriam, mas acabaram cedendo e ficando s\u00f3 com o restante da jabuticabeira. Voc\u00eas est\u00e3o entendendo, n\u00e9?<br \/>\n\u2013 Eu n\u00e3o.<br \/>\n\u2013 O qu\u00ea que voc\u00ea n\u00e3o entendeu, Renato?<br \/>\n\u2013 Mas l\u00e1 perto n\u00e3o tinha outras \u00e1rvores onde eles pudessem ficar?<br \/>\n\u2013 Bem&#8230; ter, tinha; mas&#8230;<br \/>\n\u2013 Ent\u00e3o \u2013 disse o garoto, \u2013 era s\u00f3 ir cada um pra uma.<br \/>\n\u2013 \u00c9 que n\u00e3o tinha jabuticabeira e todos queriam ficar em jabuticabeira. E depois, as outras \u00e1rvores tamb\u00e9m tinham os seus marimbondos e os seus beija-flores, entendeu?&#8230; \u2013 O aluno fez um gesto e ela pensou que ele n\u00e3o havia entendido. \u2013 Vou explicar melhor: o Brasil fica em um continente, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\n\u2013 Fica.<br \/>\n\u2013 Mas se um brasileiro quiser ir para outro pa\u00eds do continente ou ir por exemplo para a Europa ele n\u00e3o pode s\u00f3 querer e ir, ele primeiro tem que pedir pro governo e ver se o governo deixa, n\u00e9?&#8230; Pro governo nosso e pro governo do outro pa\u00eds, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\n\u2013 \u00c9, sim.<br \/>\n\u2013 O mesmo acontecia l\u00e1: cada \u00e1rvore era um pa\u00eds. S\u00f3 que l\u00e1 nenhum governo deixava sair. Ir embora era considerado alta trai\u00e7\u00e3o \u00e0 P\u00e1tria, entendeu?<br \/>\n\u2013 Entendi.<br \/>\n\u2013 Bem&#8230; Onde eu estava?<br \/>\nV\u00e1rios alunos come\u00e7aram a falar onde ela interrompera a est\u00f3ria.<br \/>\n\u2013 N\u00e3o, n\u00e3o, pera a\u00ed&#8230; J\u00e1 lembrei, pode deixar.<br \/>\nA professora sorriu, ajeitou os cabelos e disse:<br \/>\n\u2013 Ent\u00e3o o beija-flor fez como um ditador severo e ordenou que os marimbondos ficassem s\u00f3 na parte Sul-Ocidental da jabuticabeira. Com o passar do tempo, o beija-flor foi ficando cada vez com mais \u00f3dio de ver aquela casa de marimbondos na \u00e1rvore. Os marimbondos n\u00e3o se conformavam em ficar s\u00f3 no peda\u00e7o que agora era deles, mas n\u00e3o ousavam desobedecer \u00e0s ordens do beija-flor. E ficavam tristes vendo o passarinho voar rapidamente de um galho ao outro, parecendo um rei, todo majestoso, passeando por seu reino e at\u00e9 mesmo saqueando mel nas flores da parte reservada aos marimbondos.<br \/>\nEla fez uma pausa, expirou forte, tomou f\u00f4lego.<br \/>\n\u2013 Vai que um dia o beija-flor resolveu expulsar os marimbondos da \u00e1rvore. Disse para eles: &#8220;N\u00e3o aceito voc\u00eas mais aqui, sumam da minha jabuticabeira&#8221;. Os marimbondos, por\u00e9m, gostavam muito daquele lugar, e mesmo se quisessem n\u00e3o tinham outra \u00e1rvore para ir. Eles ent\u00e3o disseram ao beija-flor que n\u00e3o iriam sair, que aquele era o lugar deixado por seus pais e que desrespeitariam a mem\u00f3ria deles se fossem embora.<br \/>\nA professora mordeu o l\u00e1bio; sentia no peito um carinho especial por aquela est\u00f3ria improvisada que lhe sa\u00eda pura e infantil e ao mesmo tempo dizia metaforicamente muito do que ela pensava.<br \/>\n\u2013 O beija-flor, desp\u00f3tico, n\u00e3o aceitou tal ofensa \u00e0s suas vontades e atacou imediatamente a casa dos marimbondos, disposto a destru\u00ed-la. Eles, brisa que se transforma em furac\u00e3o, reagiram. Um grande grupo deles atacou o beija-flor. Em pouco tempo, o beija-flor n\u00e3o resistiu e caiu ao solo, onde morreu entre tremores, o sangue escorrendo pela cabe\u00e7a e entrando nos olhos. Penas esvoa\u00e7avam no meio dos galhos e pousavam suavemente no ch\u00e3o. V\u00e1rios marimbondos estavam mortos, mas o inimigo n\u00e3o existia mais. Eles reconstru\u00edram o que fora estragado na sua casa pela briga, institu\u00edram um regime de trabalho justo, igual e democr\u00e1tico e&#8230;<br \/>\nL\u00e1grimas marejavam nos olhos da mo\u00e7a. Ela terminou:<br \/>\n\u2013 E&#8230; e foram felizes para sempre.<br \/>\nOs alunos estavam espantados: nunca haviam escutado est\u00f3ria contada com tanta emo\u00e7\u00e3o e sentiam-se tamb\u00e9m emocionados; alguns (embora sem formularem nem para si pr\u00f3prios) estavam gratos \u00e0 professora por f\u00e1bula t\u00e3o bela. A professora sentou-se e ficou olhando para o ar.<br \/>\nO sol entrava pelo vitr\u00f4, a cortina era ligeiramente balan\u00e7ada pela brisa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\">RAUER.<br \/>\n<em><strong>E foram felizes para sempr<\/strong>e<\/em>.<br \/>\n1\u00aa. edi\u00e7\u00e3o, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Arte: Willia Katia Oliveira<\/em><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10115\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-300x199.png\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-300x199.png 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-1024x680.png 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-768x510.png 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-1536x1021.png 1536w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-700x465.png 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-400x266.png 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre-1300x864.png 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/felizesparasempre.png 1654w\" sizes=\"auto, (max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><br \/>\nConhe\u00e7a os livros dos selos da Pangeia Editorial com a tag<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/product-category\/cidadao-sociedade\/\"><strong>CIDAD\u00c3O &amp; SOCIEDADE<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Democracia \u2013 do grego, demos + kratia, significa, na frase que abre a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, promulgada em 1988, que &#8220;Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;. 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