{"id":1002,"date":"2019-05-31T17:25:15","date_gmt":"2019-05-31T17:25:15","guid":{"rendered":"http:\/\/editorapangeia.com.br\/?p=1002"},"modified":"2025-11-20T18:02:25","modified_gmt":"2025-11-20T18:02:25","slug":"ave-alciene-ribeiro-entrevista-com-a-autora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/ave-alciene-ribeiro-entrevista-com-a-autora\/","title":{"rendered":"Ave, Alciene Ribeiro Leite! Entrevista com a autora."},"content":{"rendered":"<p>Entrevista com a escritora Alciene Ribeiro a prop\u00f3sito do lan\u00e7amento, pela Editora Pangeia, do livro de contos <strong><em>Mulher expl\u00edcita<\/em><\/strong>. O \u201cAve, Alciene Ribeiro!\u201d \u00e9 uma sauda\u00e7\u00e3o pelo lan\u00e7amento de uma colet\u00e2nea da escritora ap\u00f3s vinte e oito anos sem um novo volume de contos, ainda que tenha publicado contos in\u00e9ditos em jornais, suplementos, antologias e livros infanto-juvenis.<\/p>\n<p>A entrevista foi realizada em troca de e-mails, quase como um di\u00e1logo ao vivo, e reproduzimos aqui s\u00f3 o que se refere ao novo livro. As perguntas foram formuladas pelo organizador do livro, professor Rauer Ribeiro Rodrigues.<\/p>\n<ol>\n<li>Por qu\u00ea o t\u00edtulo <strong><em>Mulher <\/em><\/strong><strong><em>expl\u00edcita<\/em><\/strong>?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: Tive a pretens\u00e3o, ambiciosa, de abordar a realidade feminina em suas m\u00faltiplas vertentes. Uma utopia, acabei concluindo. Mas as personagens do livro, no contexto daquele momento de vida, se exp\u00f5em sem falsos pruridos, explicitamente.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Como selecionou os contos para o livro?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: De modo que a abrang\u00eancia do feminino fosse ampla, verdadeira e sem subterf\u00fagios. Numa s\u00f3 personagem, ou conto, tangencio o universo feminino em diferentes situa\u00e7\u00f5es e conflitos, os leitores ver\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>H\u00e1 faces da mulher que n\u00e3o abordou no livro sobre as quais ainda n\u00e3o escreveu?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: Sim, o ser humano \u00e9 algo fascinante, e a mulher, por suas caracter\u00edsticas pessoais, oferece \u201cene\u201d possibilidades de explora\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Por mais que a cantem em verso e prosa, nunca esgotar\u00e3o o tema. Al\u00e9m disso, \u00e9 longeva, e tem experi\u00eancias de natureza v\u00e1ria por um per\u00edodo mais dilatado do que o homem. Da\u00ed vivenciar matizes e nuances de permeio com o bom e o belo, o sonho e a ilus\u00e3o, a decep\u00e7\u00e3o e o complexo, o engano e a humilha\u00e7\u00e3o, a incompreens\u00e3o e o preconceito, o abuso e a viol\u00eancia, a opress\u00e3o e a brutalidade, etc.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Dos matizes e nuances citados,\u00a0o que faltou no <strong><em>Mulher expl\u00edcita<\/em><\/strong>?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: Assim, de momento, n\u00e3o me ocorre&#8230; J\u00e1 incorporei a cleptoman\u00edaca, a assassina, a prostituta, a m\u00e3e, a esposa, a louca, a sensual, a mal amada, a carente, a\u00a0outra&#8230;\u00a0mas\u00a0n\u00e3o tive, ainda, no conto, a sensibilidade para o mergulho na psicologia da l\u00e9sbica, da parapl\u00e9gica, da Dowm ou da freira, por exemplo. Em um romance esp\u00edrita, em an\u00e1lise na editora, h\u00e1 encarna\u00e7\u00f5es de uma irm\u00e3 de caridade; noutro, em preparo, de surda-muda.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Ent\u00e3o, nestes novos livros previstos, a condi\u00e7\u00e3o feminina continua central, seja nos contos, seja em outros g\u00eaneros?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: Gostaria, sim, de publicar outro livro com tem\u00e1tica feminina. J\u00e1 pensei o t\u00edtulo,\u00a0<strong><em>Mulher plural<\/em><\/strong>. Mas urge tempo, e ele rareia a esta altura da vida. H\u00e1 alguns contos a revisar, mas pretendo anexar in\u00e9ditos, ainda em estado de ebuli\u00e7\u00e3o. E isso independe de querer: pensa-los \u00e9 uma coisa, concretiz\u00e1-los, outra. Preciso tranquilidade&#8230; e inspira\u00e7\u00e3o: que me perdoem os colegas que, experimentando-lhe os efeitos, negam-se a admiti-la, ciosos de um talento \u00fanico e indivis\u00edvel, que a inspira\u00e7\u00e3o nada afeta porque n\u00e3o substitui a arte, nem o artista.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Por favor, nos deixe a sua mensagem pessoal para as mulheres e os homens pensando como autora desses contos sobre a condi\u00e7\u00e3o feminina que est\u00e3o no <strong><em>Mulher expl\u00edcita<\/em><\/strong>.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alciene<\/strong>: Reescrevo certo ditado muito popular, e digo: <em>ao lado do homem h\u00e1 uma mulher, e a rec\u00edproca h\u00e1 que ser verdadeira<\/em>. A palavra certa \u00e9 <strong>companheirismo<\/strong>. Parece-me que n\u00e3o devemos dizer \u201cempoderamento\u201d, que me soa a dom\u00ednio, subjuga\u00e7\u00e3o. Proponho dizer <strong>emparelhamento<\/strong>. Vamos, juntos, construir um conv\u00edvio harm\u00f4nico, respeitoso e solid\u00e1rio. Digamos que tal for\u00e7a interior nutre minha literatura, no geral, e me nutria na escrita dos contos do <strong><em>Mulher expl\u00edcita<\/em><\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">Veja mais sobre Alciene :<br \/>\n<a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/?s=alciene+\">AQUI<\/a>, <a href=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/product\/mulher-explicita\/\">AQUI<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/gpalcieneribeiro.blogspot.com.br\">AQUI<\/a>\u00a0e <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/a-voz-da-mulher-alciene-ribeiro-leite\/\"><strong>AQUI<\/strong><\/a><\/span>.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1004\" src=\"http:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-300x188.jpg 300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-768x480.jpg 768w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-700x438.jpg 700w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-400x250.jpg 400w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200-1300x813.jpg 1300w, https:\/\/editorapangeia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Books-glasses-candles_1920x1200.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com a escritora Alciene Ribeiro a prop\u00f3sito do lan\u00e7amento, pela Editora Pangeia, do livro de contos Mulher expl\u00edcita. O \u201cAve, Alciene Ribeiro!\u201d \u00e9 uma sauda\u00e7\u00e3o pelo lan\u00e7amento de uma colet\u00e2nea da escritora ap\u00f3s vinte e oito anos sem um novo volume de contos, ainda que tenha publicado contos in\u00e9ditos em jornais, suplementos, antologias e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[501,51,5077,52,89,58,57,219,53,1096,499,54,49,1088,732,48,141,50,1094,1095,1097,1098,63,498,179,376,60,61],"class_list":["post-1002","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevista","tag-a-voz-da-mulher","tag-alciene-ribeiro","tag-antirracismo","tag-autografo","tag-conto","tag-contos","tag-entrevista","tag-escrita-feminina","tag-evento","tag-feminilidade","tag-feminismo","tag-ituiutaba","tag-lancamento","tag-literatura-erotica","tag-literatura-mineira","tag-livro","tag-microconto","tag-mulher","tag-mulher-cia","tag-mulher-em-drageas","tag-mulher-empoderada","tag-mulher-escritora","tag-mulher-explicita","tag-mulher-plural","tag-rauer","tag-rauer-ribeiro-rodrigues","tag-resenha","tag-ufms"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1002"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20290,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002\/revisions\/20290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}