Chega dezembro, com festas, confraternizações, balanços, fim de ciclo e abertura de novas perspectivas. A regeneração envolve as pessoas, as famílias, os grupos, as amizades, a comunidade. Dezembro é mês de Pequeno Presépio, um livro sensível, tocante, um conto de Natal, uma pequena novela de superação e de esperança, um livro de encantamento, “uma obra-prima”, na definição da escritora Alciene Ribeiro Leite, “em cujas veias corre o sangue da sensibilidade e da delicadeza”.
O educador, pedagogo e ex-gestor escolar Max Mesquita, doutor em educação pela Unicamp, entusiasmou-se pelo livro e nos enviou a seguinte resenha:
O impacto emocional da novela
Pequeno Presépio, de Rauer
MAX MESQUITA *
Pequeno Presépio, de Rauer Ribeiro Rodrigues, é uma pequena novela cuja narrativa se apresenta prenhe de simbolismos; no enredo, a cena tradicional natalina é deslocada para um espaço urbano e familiar, que mergulha nas memórias afetivas da infância e na complexidade das relações familiares.
A obra é descrita, em texto da escritora Alciene Ribeiro Leite que está na 4a. capa, como uma narrativa de sensibilidade e delicadeza, que emociona do início ao fim. A novela se apresenta com uma escrita límpida e os diálogos são vivos. Desse modo, o narrador de Rauer constrói um retrato tocante de uma família humilde, marcada por ausências, saudades e sonhos aparentemente inalcançáveis. O título remete ao símbolo natalino do presépio, evocando tanto a simplicidade quanto a esperança que permeiam os eventos narrados.
As personagens são marcantes e emergem das cenas pela voz de um narrador-protagonista, uma criança sensível e observadora, que vive intensamente os conflitos e alegrias do cotidiano familiar:
- uma mãe que se destaca como figura de força e ternura, que sustenta a família com coragem e afeto;
- uma avó guardiã da sabedoria popular, com papel fundamental na formação emocional do protagonista;
- um pai ausente, cuja ausência é ferida aberta que se torna espaço de reflexão, de perdão e de amadurecimento.
A novela é curta, com capítulos enxutos e bem construídos. O ritmo é suave, mas envolvente, com momentos de tensão emocional que se resolvem em gestos de afeto e compreensão. A ambientação natalina serve como pano de fundo para uma jornada de reconciliação interior.
Pequeno Presépio tem como tema central a memória afetiva, se passa em um espaço de tradição e com cenas delicadas que constróem um tom poético e contemplativo no cenário doméstico do núcleo familiar mais íntimo, tendo efeito de ternura e nostalgia.
A narrativa é inspirada nas dores e saudades da infância, resgatando lembranças que muitos leitores podem reconhecer como suas, de sua própria família – o que se estende para os episódios de superação das dificuldades.
Parafraseando o notável texto de Alciene, já mencionado, é uma história que aborda o que muito temos em nossa sociedade: mães heroicas, avós sábias, pais ausentes e filhos sonhadores, revelando a força dos laços familiares mesmo em meio à adversidade.
O pano de fundo é um Natal simbólico em que o presépio não é apenas um cenário, mas um símbolo de fé, união e renascimento que guia a trajetória emocional das personagens, em particular do narrador e protagonista – mas os protagonistas somos todos nós, que nos reconhecemos e emocionamos com a leitura, que pede releituras, para vislumbrarmos as nuances e a força dos pequenos episódios da família.
Rauer escreve com o coração. A prosa é fluida, comovente e repleta de lirismo. Cada capítulo oferece uma nova emoção, uma nova lição de vida, sem jamais cair no sentimentalismo fácil.
O texto gira em torno do conflito familiar e contrasta a dureza da vida ao espírito natalino. Rauer explora a força dos detalhes mínimos: um gesto, um objeto antigo, a atmosfera iluminada por uma luz frágil. Esse minimalismo produz um impacto emocional imediato, sugerindo que a espiritualidade não está nos grandes rituais, mas na permanência silenciosa dos símbolos que atravessam gerações.
A novela toca em pontos familiares cruciais, mas também oferece consolo e inspiração. É um livro que nos convida para a empatia e para a valorização das pequenas alegrias cotidianas. Se você busca uma leitura breve, mas marcante, que celebre a ternura e a resiliência humana, Pequeno Presépio é uma excelente escolha.
*Max Mesquita,
Dr. em Educação pela Unicamp,
autor do livro Por uma formação
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